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segunda-feira, 13 de outubro de 2014

Ainda sou mais Marina... Mas vamos ver o que podemos pensar neste segundo turno...

Olá!

Dizem que Marina muda de opinião como muda de roupa...

A primeira coisa que eu quero saber: e mudar de opinião é ruim? É claro que não! Mas tentaram fazer parecer que é ruim... Mesmo para um líder! É muito importante saber quando algo precisa mudar...

A segunda coisa a ser informada é que ela só teria mudado de opinião se o texto do seu programa tivesse ficado sem as erratas... Desde 2010 Malafaia atormentava a Marina! Se ela desse bola para o que ele pensa, nem teria colocado o assunto no plano... As erratas trouxeram o plano para a mesma ideia desde, no mínimo, 2010... logo, seria mudança de opinião se tivesse ficado sem as erratas... e foram ERRATAS, no plural... mas fizeram você pensar que ela mudava de opinião como quem muda de roupa apenas e tão somente por uma delas...

Por fim... sobre a CPMF... ela sempre foi a favor... votou sim a favor... mas antes de ser colocada em prática, ela foi modificada... Ela continuou a favor, mas contra as mudanças que fizeram ao longo do tempo... ela votou contra o texto com essas mudanças... quem mudou de opinião nesse caso forma os outros, não ela...

Quem acreditou nessas coisas... não conhece Marina de fato... e acreditou em quem mentiu, fingiu, manipulou, enganou...

E ainda há quem diga, depois dela declarar apoio ao Aécio, que isso não é nova política... Mais uma coisa que poucos entenderam... e ainda querem cobrar como se tivessem entendido... Ou entenderam... e fazem essa "cobrança" só pra gerar notícia, comentário... na verdade, são contra desde o começo, mas como nem todos pesquisam todas as postagens de todos (e voto é secreto, logo, podem postar uma coisa e votar em outro)... podem dizer que gostavam e que agora não gostam... mas nunca gostaram mesmo...

A ideia da nova política é não ser oposição por oposição... é unir no que for possível unir, sem dizer que é contra só porque é oposição... Porque não se pode ser contra o que é bom para o Brasil!!! PSDB fez um pouco disso durante os governos  Lula, menos no governo Dilma... um pouco nos dois casos, que fique claro... não foi contra só porque ia dar resultados positivos para o PT nas "próximas eleições"... se era bom para o Brasil, aprovaram algumas coisas...

Mas a nova política não faz só um pouco isso... sabe reconhecer o que vai ajudar o povo, não faz a proposta só para ganhar a "próxima eleição" e não apoia ou é contra só para dificultar isso para o outro e tentar facilitar para o seu... É saber que o que ajuda o Brasil não é patrimônio de nenhum partido, mas do povo brasileiro! E que todos ajudaram a construir... até a oposição... em alguns casos...

Marina poderia até apoiar Dilma... Acho que seria mais difícil, por conta da palhaçada que foi o primeiro turno... foi muito pessoal... muita mentira... Mas ainda assim, se o projeto apresentado buscasse por mais melhorias, ela poderia apoiar...

Marina apoiou o projeto que está mais alinhado com o que ela apresentou de fato e não com o que o PT fez você pensar que era o projeto dela... E ela foi muito de esquerda, ainda que buscando ideia sim na "direita"... isso porque a nossa direita e a nossa esquerda no Brasil andam muito ambidestras, na verdade... não tem de fato isso, a não ser que neste momento PSC ou PSOL fossem eleitos... um pela direita e outro pela esquerda... em mesmo assim, PSC foi base de apoio de Dilma!!!! Logo... a direita e a esquerda andam se misturando muito no Brasil... só falam dela de fato nas eleições, para tentar dividir quem gosta de um ou de outro... dividir para conquistar... mas no dia a dia da política brasileira, isso não existe mais... se é que existiu algum dia...

E a "demora" de Marina em anunciar o apoio... eu entendo que existe tempo para todas as coisas e que há tempo para todo propósito debaixo do céu... e que as coisas acontecem na hora que devem acontecer mesmo... nós queremos tudo "pra ontem", mas nem sempre é assim... E... convenhamos... isso era apenas a declaração de voto dela para que começassem mesmo a questionar "nova política" de novo... qualquer coisa que ela fizesse, iam questinar... Se apoiasse Dilma, diriam que ela nunca saiu de fato do PT... Se ficasse neutra, diriam que ela só quer apoio se for eleita e que faz oposição raivosa, indo contra tudo e todos, logo, não vive o que falava... Como apoiou Aécio, dizem que ela fez acordo com o "passado"...

Sabe... FHC é uma pessoa... Aécio é outra... e eu não votei em FHC e não vou votar nesse segundo turno, vou justificar... A ideologia pode ser a mesma, mas FHC preparou o Brasil para outro momento, com a estabilidade da moeda... com isso, o Brasil mostrou que era um bom lugar para se investir... mas isso demorou... e quase foi perdido! Se Lula pensasse como pensava em anos anteriores, teríamos tido problemas. Mas ele mudou de ideia sobre o Real, mudou de ideia sobre a forma de agir e o Brasil teve a chance de ir para um novo momento... e o mérito dele foi esse: dar sequência e aprimorar... Dilma tem perdido muita coisa! Essa história da conta de luz ainda vai trazer muitos problemas... o valor da gasolina é outra coisa... Apesar de seguir a mesma ideologia de Lula, Dilma fez coisas de outra forma! E, no caso, piorou, pois se os números dela apenas forem avaliados, veremos que estamos com mais problemas que se possa culpar a tal crise internacional... Logo, mesmo Dilma tendo a mesma ideologia de Lula, ela fez diferente e foi pior... Aécio pode ter a mesma ideologia de FHC, mas o mundo está em outro momento, o Brasil está em outro momento e mesmo que fosse tudo igual, ele poderia, como Dilma em relação ao Lula, fazer diferente de FHC... pior ou melhor...

FHC enfrentou a crise dos "Tigres Asiáticos" e, mesmo assim, conseguiu a duras penas acertar a moeda e a economia... e mesmo com a crise, conseguiu estabilizar o Real... Teve uma crise nos seus dias e teve o mérito de, mesmo com problemas externos, ajustar o que precisava para que nossa moeda se estabilizasse... Não sei como seria sem a crise... quem sabe os programas sociais, que Lula achava ruim quando eram dados pelo PSDB (mudou de ideia também), teriam aumentado já no governo dele... quem sabe o crescimento e os empregos tivessem chegado antes... Mas, mesmo com problemas internacionais, ele conseguiu ajustar as coisas para manter a moeda estável...

Lula enfrentou uma crise... e o Brasil crescia com os mesmos índices ou até melhores que os países da América Latina... mesmo com a crise, ele teve seus méritos! Manteve o que acontecia antes...

Dilma pegou a continuação da mesma crise, alguns picos diferentes, e os países da América Latina continuaram com o mesmo ritmo... mas o Brasil caiu nos números... Logo, algo ela fez de errado, de diferente! FHC não perdeu o rumo da estabilidade da moeda, mesmo com uma crise internacional... Lula manteve o desenvolvimento, mesmo com uma crise internacional... Dilma fez algo diferente, mesmo que tendo a mesma ideologia que Lula... Logo... Aécio pode fazer algo diferente de FHC...

Bom... é isso...

sábado, 30 de agosto de 2014

Carta Capital escreve "7 motivos porque Marina não representa a nova política"

Olá!


Vou me atrever a responder os "erros" da reportagem... O "desespero" de muitos em "descontruir" a ideia de "nova política", para mim, mostra que há algo a se observar de fato no discurso e eu entendi de uma forma... Espero que seja a forma como Marina realmente vê, pois entendi com base no que ela diz... e comento a matéria com base nesse entendimento que tenho...

Sinceramente, quando estão questionando Marina sobre "nova política" ou comentando sobre ela fazer isso mesmo ou só falar, ou há "má vontade" com o tema (entenderam, mas querem "desconstruir" o que a candidata diz) ou não entenderam... E se não entenderam, da forma como argumentam parece que a candidata estaria propondo "inventar a roda"... Isso mesmo! Não é nem "reinventar a roda", mas parece que querem dizer que Marina quer "inventar" mesmo... Acontece que não é essa a proposta da candidata... Marina está propondo "usar a roda que já existe", de forma mais adequada e eficiente.. E pra quem acha que "só colocar a roda já é suficiente", busque informações com os engenheiros de carros de Fórmula 1, por exemplo... Usar a roda num carro que não está bem acertado, pode gerar um desempenho ruim, mais gasto do equipamento, combustível... Logo... A ideia da "nova política" não é "inventar a roda", mas é "usar a roda que existe de forma mais eficiente"... Acertar o "setup" do Brasil... para evitar gastos exagerados e ter a melhor utilização do "equipamento"...

Vamos lá.ponto por ponto dos 7 apresentados:

1 - Ela poderia ter se filiado ao PPS de Roberto Freire e ser cabeça de chapa desde o começo... e preferiu aceitar ser vice numa chapa que tentava unir os melhores, independente de posição política, social e afins... Ela perdeu a chance de melhor "oportunismo" e se Eduardo não morresse, ela seria vice... super oportunismo esse... Ah... e o PPS veio com ela para a coligação...

2 - Marina já disse que pessoalmente não dá apoio a políticos como Geraldo e Beto Richa... Mas o PT segue com Sarney, Collor, Renan, Maluf e tantos outros... A "nova política" permite que se diga que não está junto em vez de ficar como na "velha política" fazendo cena diante das câmeras... Hoje em dia, há muita pressão para o político do partido votar com o que quer o partido, mesmo que ele não queira... são raros os casos onde se dá liberdade ao político e Marina quer ampliar essa realidade... Em vez de ser contra só porque é ideia do partido que fazemos oposição (como fazia o PT... exemplo é o Plano Real, que até no STF foram por ser contra), aceitar as boas ideias, mesmo que da oposição, para que se faça o melhor para o Brasil... Um pouco o que fez o PSDB na oposição (e chamava de "oposição responsável"), mas ainda assim, ainda foi muito discreto nisso... apenas começou assim e depois, lutou contra muita coisa que era boa de fato... A ideia é ampliar isso... Acho que não entenderam a ideia de "nova política" e estão criticando simplesmente...

3 - No caso da "política econômica", a moeda se estabeleceu com essa forma de ação que hoje se diz "velho" e que muitos fazem parecer ruim... A ação não pode ser tida com base em "já foi feito" ou "não foi feito", mas é preciso pensar no que pode realmente dar resultados para manter a estabilidade da moeda! E não se pode definir que é essa a forma de agir e nunca revisar, mesmo que haja mudanças na política econômica mundial... Então, não interessa se já foi feito ou não... se é conservador ou não... O que precisa ser feito, deve ser feito e se for preciso mudar algo, é preciso ter compromisso com a estabilidade da moeda e não com o "plano"... Se for para ser conservador, mas resolver, que seja! Se for para não ser, desde que resolva, que não seja! E que se tenha sensibilidade para mudar, mesmo que tenha sido "promessa de campanha" diante de uma conjectura diferente.. Novamente, "nova política" pode fazer o que já foi feito, desde que saiba mudar quando for necessário e não quando se quer por plano, projeto ou promessa... mas pra fazer o melhor de fato...

4 - O próprio texto responde ao seu questinamento: "Devemos ter ojeriza dos muito ricos? Claro que não". Se não mesmo, por que inistir que isso não é "inovador" só pela "conta bancária"? Deveriam, então, ter comparado os "ricos" que faziam isso antes e os que estão fazendo isso agora, a posição deles diante de "sustentabilidade", "progresso" e afins... Se o problema não é a "conta bancária", as ideias das pessoas podem ser diferentes, mesmo que sejam "ricas" o plano pode até ficar diferente. Então... argumento fraquinho demais... Não é problema "ser rico", mas o único problema que o texto levanta é esse mesmo... Que se compare as ideias dos "ricos" que fizeram isso em outras campanhas e as ideias dos que estão fazendo agora e vejamos as diferenças...

5 - Parece Malafaia falando em 2010... Marina tem posição definida sobre esses temas e é a posição que está ligada com sua fé! Acontece que ela não será "pastora" e o Brasil não é uma "igreja"! Ela precisa governar para a sociedade como um todo e essa sociedade inclui todas as pessoas e não "impor" o padrão da sua fé... É preciso achar um "meio termo" que atenda a liberdade de todos, que atenda direitos e deveres de todos e não de alguns apenas. Socialmente falando, nunca negociando o que se pensa do ponto de vista da fé, pois esse a Constituição garante liberdade! Quer dizer: se o candidato defende que vai governar com a fé e fazer apenas o que a fé permite, é criticado por querer impor... Se o candidato tem sim a sua posição pessoal a favor da fé, mas entende que precisa ir além para a sociedade como um todo, é porque não tem posição definida com a fé e é liberal... Logo... a fé sempre é um problema... isso é preconceito... "fefobia"... Então, procurem a informação correta: pessolmente, em sua vida, família, igreja e a sua recomendação é contra o aborto, questão homossexual (do ponto de vista de querer interferir na fé e não na vida em sociedade - entender que algo é abominação ao Senhor não é ser "fóbico"... a "fobia" se apresenta na sociedade... a liberdade de fé é uma coisa e a "fobia" é outra... misturar os dois, por qualquer dos lados, é o verdadeiro preconceito), drogas e afins... Acontece que ela, eleita, deve governar para todos...

6 - A estrutura de se fazer a campanha tem que mudar para ser "nova política"? Não é possível usar a mesma estrutura de outra forma? Ah... que pensamento mais pequeno... Eu posso seguir a mesma estrutura, mas usar isso de outra forma...

7 - Ela não mente... A nova política se revela, então, em até abrir mão do "poder" (ela aceitou ser vice, tendo a proposta de ser cabeça de chapa em outro partido), ter posição definida mesmo que contra o seu próprio partido e ser aceita nessa diversidade (ponto 2), ser capaz de fazer o que precisa ser feito, quer antigo ou novo, para que a economia ande adequadamente, saber se cercar de "ricos e pobres" sem "dividir" essas pessoas (comparar ricos com pobres em sua fala no debate queria dizer isso: não tem porque ficar defendendo essa diferença - todos devem participar sem essa "discriminação") e saber escolher pessoas com melhores ideias, independente dessa "casta" (e temos isso no Brasil - castas?), saber que temos que ir além de nossas posições pessoais, ainda que mantenhamos as mesmas pessoalmente, para que todos tenham espaço e saber usar a estrutura de uma forma mais adequada, quer seja usando a mesma e "velha" estrutura, quer fazendo uma nova, mas usando da melhor forma (não com "conchavos e acordos por ministérios" mas em torno de propostas para melhorar o Brasil)...

Carta Capital podia ter feito um textinho melhor... eu nem jornalista sou e tenho a capacidade de desmontar os argumentos... bom... para quem quiser entender... quem não quiser, ainda vai achar o texto deles o melhor...

Forte abraço!