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segunda-feira, 13 de outubro de 2014

Ainda sou mais Marina... Mas vamos ver o que podemos pensar neste segundo turno...

Olá!

Dizem que Marina muda de opinião como muda de roupa...

A primeira coisa que eu quero saber: e mudar de opinião é ruim? É claro que não! Mas tentaram fazer parecer que é ruim... Mesmo para um líder! É muito importante saber quando algo precisa mudar...

A segunda coisa a ser informada é que ela só teria mudado de opinião se o texto do seu programa tivesse ficado sem as erratas... Desde 2010 Malafaia atormentava a Marina! Se ela desse bola para o que ele pensa, nem teria colocado o assunto no plano... As erratas trouxeram o plano para a mesma ideia desde, no mínimo, 2010... logo, seria mudança de opinião se tivesse ficado sem as erratas... e foram ERRATAS, no plural... mas fizeram você pensar que ela mudava de opinião como quem muda de roupa apenas e tão somente por uma delas...

Por fim... sobre a CPMF... ela sempre foi a favor... votou sim a favor... mas antes de ser colocada em prática, ela foi modificada... Ela continuou a favor, mas contra as mudanças que fizeram ao longo do tempo... ela votou contra o texto com essas mudanças... quem mudou de opinião nesse caso forma os outros, não ela...

Quem acreditou nessas coisas... não conhece Marina de fato... e acreditou em quem mentiu, fingiu, manipulou, enganou...

E ainda há quem diga, depois dela declarar apoio ao Aécio, que isso não é nova política... Mais uma coisa que poucos entenderam... e ainda querem cobrar como se tivessem entendido... Ou entenderam... e fazem essa "cobrança" só pra gerar notícia, comentário... na verdade, são contra desde o começo, mas como nem todos pesquisam todas as postagens de todos (e voto é secreto, logo, podem postar uma coisa e votar em outro)... podem dizer que gostavam e que agora não gostam... mas nunca gostaram mesmo...

A ideia da nova política é não ser oposição por oposição... é unir no que for possível unir, sem dizer que é contra só porque é oposição... Porque não se pode ser contra o que é bom para o Brasil!!! PSDB fez um pouco disso durante os governos  Lula, menos no governo Dilma... um pouco nos dois casos, que fique claro... não foi contra só porque ia dar resultados positivos para o PT nas "próximas eleições"... se era bom para o Brasil, aprovaram algumas coisas...

Mas a nova política não faz só um pouco isso... sabe reconhecer o que vai ajudar o povo, não faz a proposta só para ganhar a "próxima eleição" e não apoia ou é contra só para dificultar isso para o outro e tentar facilitar para o seu... É saber que o que ajuda o Brasil não é patrimônio de nenhum partido, mas do povo brasileiro! E que todos ajudaram a construir... até a oposição... em alguns casos...

Marina poderia até apoiar Dilma... Acho que seria mais difícil, por conta da palhaçada que foi o primeiro turno... foi muito pessoal... muita mentira... Mas ainda assim, se o projeto apresentado buscasse por mais melhorias, ela poderia apoiar...

Marina apoiou o projeto que está mais alinhado com o que ela apresentou de fato e não com o que o PT fez você pensar que era o projeto dela... E ela foi muito de esquerda, ainda que buscando ideia sim na "direita"... isso porque a nossa direita e a nossa esquerda no Brasil andam muito ambidestras, na verdade... não tem de fato isso, a não ser que neste momento PSC ou PSOL fossem eleitos... um pela direita e outro pela esquerda... em mesmo assim, PSC foi base de apoio de Dilma!!!! Logo... a direita e a esquerda andam se misturando muito no Brasil... só falam dela de fato nas eleições, para tentar dividir quem gosta de um ou de outro... dividir para conquistar... mas no dia a dia da política brasileira, isso não existe mais... se é que existiu algum dia...

E a "demora" de Marina em anunciar o apoio... eu entendo que existe tempo para todas as coisas e que há tempo para todo propósito debaixo do céu... e que as coisas acontecem na hora que devem acontecer mesmo... nós queremos tudo "pra ontem", mas nem sempre é assim... E... convenhamos... isso era apenas a declaração de voto dela para que começassem mesmo a questionar "nova política" de novo... qualquer coisa que ela fizesse, iam questinar... Se apoiasse Dilma, diriam que ela nunca saiu de fato do PT... Se ficasse neutra, diriam que ela só quer apoio se for eleita e que faz oposição raivosa, indo contra tudo e todos, logo, não vive o que falava... Como apoiou Aécio, dizem que ela fez acordo com o "passado"...

Sabe... FHC é uma pessoa... Aécio é outra... e eu não votei em FHC e não vou votar nesse segundo turno, vou justificar... A ideologia pode ser a mesma, mas FHC preparou o Brasil para outro momento, com a estabilidade da moeda... com isso, o Brasil mostrou que era um bom lugar para se investir... mas isso demorou... e quase foi perdido! Se Lula pensasse como pensava em anos anteriores, teríamos tido problemas. Mas ele mudou de ideia sobre o Real, mudou de ideia sobre a forma de agir e o Brasil teve a chance de ir para um novo momento... e o mérito dele foi esse: dar sequência e aprimorar... Dilma tem perdido muita coisa! Essa história da conta de luz ainda vai trazer muitos problemas... o valor da gasolina é outra coisa... Apesar de seguir a mesma ideologia de Lula, Dilma fez coisas de outra forma! E, no caso, piorou, pois se os números dela apenas forem avaliados, veremos que estamos com mais problemas que se possa culpar a tal crise internacional... Logo, mesmo Dilma tendo a mesma ideologia de Lula, ela fez diferente e foi pior... Aécio pode ter a mesma ideologia de FHC, mas o mundo está em outro momento, o Brasil está em outro momento e mesmo que fosse tudo igual, ele poderia, como Dilma em relação ao Lula, fazer diferente de FHC... pior ou melhor...

FHC enfrentou a crise dos "Tigres Asiáticos" e, mesmo assim, conseguiu a duras penas acertar a moeda e a economia... e mesmo com a crise, conseguiu estabilizar o Real... Teve uma crise nos seus dias e teve o mérito de, mesmo com problemas externos, ajustar o que precisava para que nossa moeda se estabilizasse... Não sei como seria sem a crise... quem sabe os programas sociais, que Lula achava ruim quando eram dados pelo PSDB (mudou de ideia também), teriam aumentado já no governo dele... quem sabe o crescimento e os empregos tivessem chegado antes... Mas, mesmo com problemas internacionais, ele conseguiu ajustar as coisas para manter a moeda estável...

Lula enfrentou uma crise... e o Brasil crescia com os mesmos índices ou até melhores que os países da América Latina... mesmo com a crise, ele teve seus méritos! Manteve o que acontecia antes...

Dilma pegou a continuação da mesma crise, alguns picos diferentes, e os países da América Latina continuaram com o mesmo ritmo... mas o Brasil caiu nos números... Logo, algo ela fez de errado, de diferente! FHC não perdeu o rumo da estabilidade da moeda, mesmo com uma crise internacional... Lula manteve o desenvolvimento, mesmo com uma crise internacional... Dilma fez algo diferente, mesmo que tendo a mesma ideologia que Lula... Logo... Aécio pode fazer algo diferente de FHC...

Bom... é isso...

sexta-feira, 19 de outubro de 2012

Futebol e Política: precisa misturar?


Olá, pessoal!

Que o Senhor continue abençoando a vida de vocês!

Eu tenho demorado a escrever porque ando estudando, cuidando de tantas coisas... nem leva tanto tempo cada coisa separada, mas ao juntar várias coisas... lá se foi o dia...

Mas não posso deixar de escrever neste momento político. Não escrevi nada no primeiro turno. Mas agora, comparando duas propostas, parece mais simples... Apesar do ex-presidente Lula dizer que o pessoal está mais interessado em saber se o Palmeiras vai cair ou não para a segunda divisão do que no caso do mensalão, política é um assunto que chama a minha atenção. Já chamou mais, mas ainda chama...

Não sei se onde você está terá segundo turno. Na Capital Paulista, onde voto, tem. Então, é sobre o segundo turno nessa cidade que quero escrever: São Paulo.

Os candidatos que estão na disputa são:

Fernando Haddad, do PT

e

José Serra, do PSDB

No Brasil, tenho a impressão que a politica tem sido tratada como Futebol: o meu "time" tem que ganhar, independente de quem esteja "jogando". No caso do Futebol isso é realmente possível, já que torcemos para o "escudo" e não para os jogadores. Queremos que os jogadores que estão no nosso time joguem bem, mas se eles "mudarem de time", continuamos torcendo por nossos "escudos" e deixamos de lado o jogador.

Mas, sinceramente, acho que política vai um pouco além disso. E quem me conhece sabe que já votei tanto no PT como no PSDB, bem como em outros partidos. Eu não tenho filiação partidária, não defendo o partido apenas, mas avalio, além do partido, a pessoa que está se apresentado e as suas propostas. Depois, claro, tenho que verificar o passado, o que pode ser comparado do que já foi feito (se há isso, pois em algum momento teremos candidatos novos, mas ainda assim dá pra avaliar a postura em outros ramos da sociedade) com o que está sendo proposto agora. Por fim, tenho que verificar a real possibilidade de aplicação das propostas, pois há coisas que não servem para entrar em prática, apenas ficam no plano das propostas para eleições e nunca serão realidade.

Nunca votei no Luis Inácio Lula da Silva, tão conhecido como Lula. Nunca votei no Fernando Henrique Cardoso. tão conhecido como FHC. Aliás, no caso desses candidatos especificamente, sempre fiz campanha contra os dois! E das eleições presidenciais que Lula concorreu, eu só não votei em 1989, por não ter idade para votar. Nas demais, votei em todas! Logo, não sou PT ou PSDB de "berço".

Assistindo ao debate com os candidatos para a Prefeitura de São Paulo na Band ontem (18/10/2012), eu vi muito mais os candidatos preocupados em montar os seus próximos programas eleitorais do que propriamente participar de um debate. Acho isso ruim, pois as respostas que ambos deram ficam prejudicadas, pois uma parte de cada fala foi usada para a devida resposta, mas fiquei com a impressão que a maior parte de cada resposta era muito mais a preparação dos próximos dias do horário eleitoral...

Vou citar algumas coisas que vejo essa tentativa e que, na minha opinião, os dois não avançaram e qualquer pessoa que note o que notei e que ainda não se decidiu, não terá encontrado nessas coisas a devida resposta para a decisão. Vamos lá:

- A proposta de Haddad de fazer um debate de melhor nível, inclusive nos próximos programas eleitorais: ele está na frente nas pesquisas. Logo, não precisa propor! Pode fazer, dar o exemplo e, caso as pesquisas apontem mudança no quadro caso o candidato Serra faça algum ataque considerado "desleal", aí ele se defende e apresenta o "contra-ataque". Em vez de propor, deve fazer e mostrar que é possível. Em vez disso, eu vejo muito mais o Serra rebatendo as críticas recebidas. Faz as suas também, mas rebate muito mais do que faz. Logo, apesar de muitos entenderem a "imprensa como golpista", ambos precisam parar de falar em "alto nível" e elevar de fato. E acredito que isso deve partir de quem está na frente nas pesquisas;

- Serra fala muito do José Dirceu. E Haddad reclama disso. Mas, por sua vez, Haddad fala de Kassab, que chegou a participar de reunião do PT ainda na fase de composição de alianças, sendo vaiado pelos participantes (acho que aconteceria o mesmo com Maluf, caso ele fosse numa reunião assim, mas o acordo do apoio foi selado "em casa" - lembro que Erundina deixou o posto de vice de Haddad por conta desse apoio de Maluf, condenado nesses dias a devolver dinheiro para a prefeitura...). Logo, "0 x 0". Cada um fala do apoio que o outro tem e um não deve reclamar que o outro fale, a não ser que quem reclamou pare de falar! Quer falar, mas quer que o outro pare? Sem sentido...

- Haddad fala que vai organizar as parcerias que envolvem, por exemplo, a saúde, com base na transparência que o Tribunal de Contas está pedindo. Isso quer dizer que se algo demorar, ele poderá dizer que não fez alguma coisa porque esperava a decisão do Tribunal ou porque a devida adequação não foi conseguida porque é "demorada". Serra também citou o Tribunal de Contas para "dar a desculpa" por algo que não foi realizado. Logo, mais uma vez, "0 x 0", pois um já tem a desculpa (porque já aconteceu) e o outro prepara a desculpa caso seja necessária, e envolvendo o mesmo órgão;

- Serra fala muito do que já fez, insistiu Haddad, e deixa de falar do que vai fazer. Sinceramente, eu vi os dois dizendo o que vão fazer, mas muito pouco, como citei no começo, pois ambos pareciam mais preocupados em preparar material para o Horário Eleitoral. Mas ambos responderam. Tenho a impressão neste ponto que Serra falou um pouco mais, mas foi realmente muito pouco. Mas ambos falaram! Agora, o Haddad também falou do que fez quando esteve responsável pelo Ministério da Educação. Logo, não é só o Serra, como tentou fazer parecer Haddad, que fala do que fez, que "olha para o passado". Ele também falou do que fez! Mais uma vez, "0 x 0" no debate nesse aspecto;

- Haddad reclamou que Serra usa como desculpa para não ter feito algo a falta de apoio do Governo Federal (que teria acontecido, mas não na medida esperada) ou ainda usa a desculpa do Tribunal de Contas já citada acima. Haddad disse que Serra sempre tem algo para usar como desculpa ou alguém para culpar por ele não ter feito algo. Mas Haddad insistiu que a Prefeitura de Sâo Paulo não foi capaz de desapropriar e ceder um terreno para a construção de uma Escola Técnica! Logo, ele também tem a desculpa e o culpado por não ter feito (a Prefeitura e o Prefeito). Outra vez, "0 x 0", pois ambos tem desculpas e culpados pelo que não fizeram;

- Sobre o fim da taxa da inspeção veicular: acho que se a inspeção continuar, ela terá um custo e alguém vai pagar a conta! O que teria que acabar não é a taxa, mas a própria inspeção, para não ter custo. Assim, para acabar com a taxa, sem acabar com a própria inspeção, é preciso dizer de onde virá o dinheiro para manter essa inspeção, dizer quem "vai pagar a conta". Só acabar com a taxa não acaba com o custo da inspeção existir. Assim, é preciso dizer de onde virá o dinheiro para que a inspeção continue, se ela continuar, e como ela será: como é hoje (todos os anos, para carros novos) ou para carros com mais de 4 anos e ano sim, ano não (como citado no debate por Haddad, que seria como acontece em outros lugares no mundo). Mantendo a inspeção, como é hoje ou com alguma alteração, é preciso dizer de onde vai tirar o dinheiro para pagar a conta, caso acabe com a taxa! Acho que nesse ponto Serra deu uma boa resposta (dizendo que apenas acabar com a taxa é levar a conta dessa inspeção para todos, com carro ou não), mas gostei muito da ideia apresentada por Haddad (de ser em carros com mais de 4 anos e ano sim, ano não), apesar dele não ter dito que pensa em fazer assim (disse que vai acabar com a taxa, mas não disse de onde será tirado dinheiro para pagar essa operação, já que não disse que acabará com a inspeção, apenas com a taxa), apenas citou como exemplo, mas seria interessante pensar nisso, com ou sem a cobrança, e se for sem, dizendo de onde virá o dinheiro para esse evento, porque de graça ele não será...

Logo no começo do segundo turno, antes do Horário Eleitoral começar, já tinha notícias do Haddad dizendo que poderia questionar o Mensalão Mineiro caso Serra falasse do Mensalão Nacional. Acho estranho, pois no Mineiro, Serra, paulista, não estava nem mesmo como secretário ou algo assim. No caso do Nacional, apesar do nome do Haddad não aparecer, ele ao menos fazia parte do governo que teria praticado. Mas Haddad questiona a união de sua imagem com a dos mensaleiros. Então, ele não pode unir a imagem do Serra com aqueles que teriam praticado tal ato em Minas Gerais! Até porque, no caso do Nacional, ele, mesmo não figurando diretamente, fez parte do governo e no Mineiro, Serra não fazia parte do governo. Assim, existindo ou não, tendo outro nome ou não, falar do Mensalão quando os dois não estão diretamente envolvidos pode ser pior para Haddad, pois o Serra nem secretário era, já Haddad foi ministro do governo acusado de particar tal ato. Mas o nome dos dois não figura diretamente, mesmo no caso do Haddad, que esteve "mais próximo" da situação. Logo, mais um "0 x 0", pois se um fala, o outro pode falar. Se um não quer que o outro fale, que dê o exemplo primeiro. Depois que ambos falaram, não adianta reclamar para parar de falar...

Realmente, estou preocupado com o rumo da eleição... No interior, sei de casos onde as campanhas estão mentindo mesmo para a população. Por exemplo, sobre o Pedágio Urbano. Sei que o Pedágio Urbano é um pedágio cobrado em cidades do mundo para entrar no centro da cidade, para entrar em alguma parte específica da cidade, sendo instalado numa rua ou avenida da cidade. Mas, por conta do projeto de Pedágio Ponto a Ponto que está sendo implantado em estradas do interior, alguns candidatos enganam a população dizendo que o Pedágio Ponto a Ponto é o Pedágio Urbano. Mas o Pedágio Ponto a Ponto é para quem passa na rodovia, ainda que seja em "trecho urbano", mas é na rodovia mesmo. Pedágio Urbano é para andar dentro da cidade. Para ser implantado, o Pedágio Urbano precisa dar alternativas para o povo, para circular sem o uso do carro e com a devida qualidade e quem resolver usar o carro, precisa ter estacionamentos e qualidade nesse uso. No Pedágio Urbano, quem andar de carro dentro da cidade, mesmo sem percorrer um único centímetro de rodovia, apenas rodando dentro da cidade, vai pagar. No Ponto a Ponto, é quem usa um trecho de uma Rodovia, mesmo sem entrar na cidade, ainda que passe pelo "trecho urbano", pois toda rodovia tem isso, mas não necessariamente entra pela cidade, a maioria apenas "corta" a cidade.

No primeiro turno, na Capital, teve a questão da cobrança de tarifa de ônibus por trecho percorrido. Sinceramente, é a ideia do Pedágio Ponto a Ponto, que a pessoa em vez de pagar um trecho inteiro tendo usado apenas uma parte, vai pagar apenas o que usou. Acontece que temos o Bilhete Único e temos a questão dos Empregos muitas vezes estarem longe de onde as pessoas moram. Entendo que a cobrança por trecho utilizado é mais justa, mas a proposta precisava vir acompanhada da devida explicação de como ficaria caso fosse utilizado além do valor do Bilhete Único (o valor da tarifa) e por quanto tempo esse valor ficaria valendo. Além, é claro, da solução para os empregadores não decidirem que iriam contratar apenas as pessoas que moram mais perto, para gastar menos com Vale Transporte. Mas, se essas respostas fossem dadas, e fossem boas, a proposta passaria! E acho mesmo que será interessante ver essa questão, pois a negociação poderá trazer mais benefícios no uso do Bilhete Único, se for feita de forma adequada. Pagar pelo utilizado é o mais justo a ser feito, pois quem anda com seu sapato, irá gastar mais sola se vier de mais longe e menos sola se vier de mais perto. O que não pode ser deixado sem resposta é o que fazer quando chegar ao valor da passagem, dependendo do número de utilizações (trocas de ônibus) e por quanto tempo a pessoa terá o beneficio de continuar usando sem nova cobrança (tem que ser maior que o atual, pois a pessoa já teria usado mais de uma condução ou um trecho grande quando chegasse ao valor da passagem), além da questão do empregador e o vale transporte, porque isso não pode trazer problemas para quem vem de mais longe.

Sinceramente, não quero ouvir falar sobre "cumprir mandato até o fim". Afinal, certa vez, votei para Vereador em São Paulo em José Eduardo Martins Cardozo, do PT. E o acompanhava por aqui. Mas, depois de dois anos, ele se candidatou para Deputado Federal. E venceu! Mas eu não o vi mais com a mesma evidência que via por aqui. Só voltei a acompanhá-lo agora que é Ministro da presidente Dilma e ainda assim, não vejo tanta coisa assim.

Se o Haddad vencer, ele pode ter assumido compromisso de não deixar o mandato no meio e, mesmo assim, deixar. Se a conjuntura política para a eleição estadual em dois anos pedir que ele seja o candidato, ele não poderá dizer que não! Sei que será uma decisão compliada, mas se for necessário fazer, será feito. O partido o chamará e ele terá que assumir, caso seja necessário! Logo, o fato do Serra não completar mandato não é motivo para eu não votar nele, pois já votei em candidato do PT que não completou e entendo perfeitamente que o próprio Haddad poderá não completar o mandato por força de conjuntura política.

Assim, a mim me resta saber o seguinte:

Candidato Serra - Como serão as parcerias para a Prefeitura de São Paulo contando com o apoio da Presidente Dilma, caso seja eleito? Porque no que diz respeito ao Estado de São Paulo, creio que pode continuar e ampliar, pelo menos nos dois primeiros anos. Mas tenho receio de como enfrentar a questão da divergência partidária (que mais parece uma partida de futebol, como escrevi lá no começo) para beneficiar a cidade de São Paulo, até mesmo tendo em conta as informações do debate de ontem (18/10/2012) na Band dos valores repassados da área Federal para São Paulo. Como o senhor pretende convencer a presidente Dilma a lhe dar o apoio necessário sem as rusgas partidárias? Entendo que ela o fará, mas penso que fará muito mais caso o candidato do partido dela seja eleito. Ela está acima dessas rusgas (precisa estar), mas não podemos negar que esse apoio deve mesmo ser maior se o candidato do partido dela vencer. Como, imagino, o apoio do Estado de São Paulo sempre vai existir, qualquer dos candidatos que vença. Mas se o senhor vencer, imagino que será maior e mais fácil ter esse apoio;

Candidato Haddad - Como ficará a questão da Educação caso seja eleito? Seu nome esteve envolvido com a questão dos problemas do ENEM, pois o senhor era o Ministro da Educação na época de tais situações. Assim, muito mais que saber sobre a mesma questão que pergunto acima para o candidato Serra (sobre o apoio Federal e Estadual ao seu possível governo - mas precisando, claro, saber a mesma coisa do senhor), minha crise se posta na questão de ter um filho que, a partir do ano que vem, estará na primeira série, com 6 anos (na minha opinião, decisão equivocada de levar mais cedo a criança para a escola, mas essa é outra questão), e quero saber o que esperar do seu governo no que diz respeito a Educação, para não termos problemas outros ou parecidos com o que houve no caso do ENEM, sendo que aconteceu mais de uma vez! Uma única vez já seria ruim, mas houve problemas em mais de um ano, em mais de uma aplicação do referido exame.

Tendo em mente o Debate de ontem (18/10/2012) na Band, por favor, se este texto chegar até os candidatos e vocês resolverem responder, não respondam apenas com base no que fizeram, mas, além do que já fizeram (é história e devem mesmo citar), citem o que está mesmo no plano de governo para vencer as questões apresentadas. Não o que vocês gostariam, mas o que realmente dá pra fazer e será feito, caso seja devidamente aprovado e encaminhado. Respondam aquilo que realmente está na vontade de vocês, aquilo que, ao menos, pretendem fazer e não aquilo que parece muito bonito, chama a atenção da população como ideia, mas nem tem condições de ser implantado rapidamente...

Sei que os partidários de um ou de outro poderão ficar apenas na conversa política como se fosse futebol e "o meu tem que ganhar". Mas eu, que não vejo política como se vê o futebol, quero decidir sem receio de encaminhar de forma errada a questão. Pelo menos, tentar...

E você? Teria mais algum questionamento para fazer aos candidatos? Sabemos que com a internet podemos chegar muito perto deles, sem nem termos noção que isso aconteceu! Procure as devidas informações e vote consciente! Não vote pensando em partido "x" ou "y". Pense mais que isso! Pense sua cidade e o futuro que se aproxima!

Forte abraço!
Caco Borba

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Realmente preciso saber...

Olá!

Neste espaço, não tenho como ponto principal defender ou atacar posição política, intenção de voto ou algo do tipo. Escrevi um artigo sobre o Voto Nulo, onde não incentivo nem recrimino, apenas faço observações com base no que realmente diz o Código Eleitoral. Para ler esse artigo, clique aqui.

Mas algumas pessoas sabem que eu não voto na candidata do governo. Vejo muitas coisas bem diferentes do que aparece na TV. E a reclamação de que a imprensa fala demais não é realmente o foco, pelo que vejo! Se falar o que os outros fazem de errado, não só pode, como deve! E reclamam se não é falado! Mas, ao falar de um, tem que falar do outro! No entanto, como papagaios, os que seguem a linha do governo atual apenas falam de golpe, quase que legitimando a censura. Sabe... Quando não se gosta de algo, não se deve gostar nem quando é contra ou a favor! Já defendi essa ideia aqui mesmo neste blog, falando de Futebol e Fair Play. Eu penso assim! Se há quem faz diferente, esse não sou eu! Então, se tem que falar do erro de um, tem que falar do erro de todos e fim de papo! Errado é quando não fala! E porque um dia errou, não espero que sempre se erre. Se é que realmente houve erro. Afinal, não dá para falar o que se acha, apenas o que se apresenta realmente. Por mais que pareça real, se não há nada que comprove, é "teoria da conspiração" e pode estar errado!

Bom...

Mas eu tenho uma grande dúvida e preciso de ajuda:

Se a eleição pode ser resolvida no primeiro turno e a candidata do governo já ganhou, por que os mais desesperados em convencer as pessoas são exatamente aqueles que defendem o atual governo?

Ninguém tenta me convencer de forma desesperada, até patética, apenas repetindo como papagaios algo que se fala na TV, a votar em Serra, Marina, Plínio, Eymael, ou qualquer dos outros candidatos! Apenas sou convocado a observar coisas que vejo de forma diferente por quem defende voto na candidata do governo.

Gente: se a eleição já está definida e essa candidata já ganhou no primeiro turno mesmo, deixem o barco seguir seu rumo! As conquistas que vocês acham que são reais devem ter convencido muitas pessoas e então, não precisa encher a paciência de quem já está derrotado nesse processo.

Sabe... Acho que tem algo estranho e mais gente sabe o que é... Acho que não está decidido coisa nenhuma! Porque se já estivesse mesmo, esse desespero já teria acabado e apenas se comemoraria a vitória. Tem mais nessa história. Afinal, estranhamente, quem se mostra mais desesperado em tentar me convencer a mudar meu voto é quem quer o voto na candidata do governo. Os outros, respeitam muito mais. Os derrotados sabem respeitar e quem que já ganhou está desesperado para ter mais votos? Tem algo mais nessa história...

Se você vota na candidata do governo, sem crise! Mas não use este espaço para promovê-la. Não será por aqui que irão me fazer mudar de ideia. Aliás, cito o nome de todos os outros se for o caso, menos o dela! Logo, meu voto é contra quem o governo atual apresentar, por opção e definição. Até o Tiririca seria melhor e ele não terá o meu voto... Leia bem: escrevi que ele NÃO terá o meu voto!

Apenas quero saber se você que não vota na candidata do atual governo também passa pelo que eu passo: apenas os que votam nela estão loucos e desesperados por convencer no voto para ela e os demais sabem dialogar com mais tranquilidade, sabem respeitar e não ficam desesperados em tentar convencer você...

Se a candidata do governo já ganhou, você que vota nela RELAXA E ... Bom... Uma antiga ministra do turismo sabe dizer bem essa frase...

sábado, 26 de junho de 2010

Eleições

Olá, pessoal!

Hoje eu quero fazer um alerta sobre as Eleições. Nada de falar bem ou mal de determinado candidato, nem falar de algo certo ou errado. Tenho memória e espero que o Povo Brasileiro exercite a sua antes do voto, e mais que isso, que avalie o momento atual. Para escolher, que possamos avaliar as pessoas que estão pedindo nosso voto e que possamos lembrar do passado dessas pessoas, bem como das coligações que elas representam!

Mas com a proximidade do pleito, acredito que vamos começar a receber as velhas mensagens que circulam todos os anos pela internet e que o envio é intensificado neste momento:

"VOTO NULO PODE ANULAR UMA ELEIÇÃO! VOTE NULO QUE SE MAIS DE 50% DOS VOTOS FOR NULO, A ELEIÇÃO TEM QUE SER FEITA NOVAMENTE! FAÇA SEU PROTESTO E VOTE NULO".

É uma pena, mas muitos entram nessa história, achando mesmo que a lei defina algo assim.

Eu lamento! Isso não é verdade! A nulidade de uma eleição não passa necessariamente pelo número de voto nulos! E como o Código eleitoral usa a palavra "nulidade", algumas pessoas interpretam erradamente o texto...

Cito abaixo o texto que gera em alguns essa interpretação de que votos nulos no processo de votação pode anular a eleição:

O artigo 224 do Código Eleitoral estabelece que "se a nulidade atingir a mais de metade dos votos do país nas eleições presidenciais, do Estado nas eleições federais e estaduais ou do município nas eleições municipais, julgar-se-ão prejudicadas as demais votações e o Tribunal marcará dia para nova eleição dentro do prazo de 20 (vinte) a 40 (quarenta) dias."

Só que a "nulidade" não é "votos nulos" e sim votos que sejam considerados errados, com alguma fraude, ou algo do tipo. A nulidade da votação, diferentemente da nulidade do voto, em que este é atingido individualmente, atinge todo o pleito, ou até mesmo um único voto, mas por haver irregularidade ou ilegalidade. E a nulidade da votação está prevista no artigo 220 do referido Código Eleitoral.

Resta, então, a necessidade de indicação desse Código. Para ler, clique aqui! E caso o TSE tire esse link do ar, faça uma pesquisa no seu site/mecanismo de buscas sobre "Código Eleitoral".

Algumas pessoas realmente interpretam erradamente o texto, por conta da palavra utilizada. Outras, apenas passam para frente, sem nem confirmar a veracidade do fato. E há aqueles que sabem da verdade mas mesmo assim, agindo de má fé, passam o assunto para frente, porque querem que o candidato que está na frente em pesquisas, caso confirme isso nas urnas, ganhe com mais facilidade a disputa eleitoral.

Passe para frente este artigo! Sei que não irei atingir todos que irão receber as famosas mensagens do momento eleitoral, chamando para o "voto nulo". Mas você que está lendo poderá ajudar a esclarecer outras pessoas!

Não estou pregando contra ou a favor de qualquer tipo de voto! Mas se você resolver anular seu voto, o faça sabendo que seu ato apenas tira de você o direito de participar do processo de escolha! Você participa obrigatoriamente da votação, mas se votar nulo, perde o direito da escolha! Essa é a questão do "dever" e do "direito" no processo eleitoral - dever: obrigatoriedade do voto; direito, poder ou não escolher.

Porque, por exemplo, se no dia da votação tivermos 100 milhões de votos no total e 60 milhões for de votos nulos (60% - acima dos 50% pregados como necessários), mas a justiça eleitoral entender que o processo eleitoral não é passivo de nulidade, os 40 milhões que votaram em alguém irão decidir por todos!

Lei é assim: alguns não entendem por conta do uso das palavras e por encontrarem algo parecido com o que entendem, já assumem a interpretação, mas nem sempre é a certa. E, claro, há os que só passam para frente, sem checar a informação! O duro é quando parte de alguém que entendeu, mas quer ter benefício do fato de alguns entenderem errado e outros não checarem a informação...