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domingo, 19 de maio de 2019

Sobre manifestações...

Olá!

Manifestações de rua são do jogo democrático. Contra ou a favor. Mostra que o país aceita contrários e favoráveis, deixa todos discutirem e defenderem suas teses. E na Democracia, ganha quem tem mais votos.

Uma Ditadura espera apenas apoiadores. Permite só quem pensa igual se expressar. Não aceita o pensamento em contrário, porque não quer correr o risco de que um pensamento diferente encontre mais apoio que o seu próprio.

A Democracia acolhe os pensamentos diferentes e eles disputam a preferência da maioria...

É claro que uma manifestação que seja contra o que eu prefiro será por mim "desprezada", não no sentido de não querer que ela tenha espaço, mas por não concordar com o ponto defendido. Mas é apenas isso: luto por um pensamento diferente!

É uma pena que as pessoas não façam isso. Querem apenas as manifestações de apoio ao seu pensamento, como na Ditadura, mas sonham com a Democracia...

Posso não concordar com o pensamento defendido em uma determinada manifestação. Mas vou lutar contra o pensamento, para que o meu tenha mais adeptos e consequentemente, mais votos!

Só que quero sim que o que pensa diferente tenha seu espaço! Assim, ambos podemos ter, democraticamente. Se eu lutar enquanto tenho a maioria comigo para que o que pensa diferente não tenha voz, se por qualquer motivo ele "virar o jogo" e passar a ter maioria, ele poderá fazer o mesmo comigo! E nunca será uma Democracia plena...

Dito isso, eu registro:

Não vejo problemas nas manifestações contra o contingenciamento de verba na Educação. Quando governos anteriores fizeram isso, eu me posicionei contra e não vou mudar quem quer que seja Governo! Entendo que tem outras áreas, como o próprio bolso dos políticos, para mexer com esse contingenciamento. E sobre chamar contingenciamento de corte, por mais errado que seja, a oposição sempre fez isso quando o Governo contingenciou! Quando era oposição, o deputado Bolsonaro chamava de corte o contingenciamento que o Governo fazia... Por mais errado que seja e não seja a minha forma de agir (e até condeno), os políticos fazem isso dependendo de a quem interessa: sabem o certo, mas dizem o errado quando interessa, dizem o certo quando interessa... e muitos apoiadores, mesmo sendo "apenas povo" (na Democracia o povo nunca é "apenas", é só forma de expressão para diferenciar povo e políticos) faz da mesma forma...

Acho errado "misturar" assuntos e vir com aquele papo de "Lula livre". Mesmo que fosse uma manifestação só com esse tema, eu não concordaria, mas as pessoas tem esse direito! Mas é estranho fazer isso até que ele saia da cadeia com base na lei! Vão querer que fique parecendo que eles mudaram o jogo quando a lei foi cumprida? Muito estranho na minha opinião!

Também não vejo problemas em manifestações para pedir Impeachment de Gilmar e Toffoli. Acho estranho que não acrescentem Lewandowski nessa lista!

Mas declarar apoio ao Governo, pra mim é esquerdopata demais! Eles fazem isso! O voto está dado e o Governo tem essa manifestação de apoio - no voto! Caso um processo se instale contra, aí o jogo político pode demandar uma manifestação, mas nunca antes disso e nem se for algo com motivo de fato! Se o Governo errou, quem quer que esteja no Governo, mesmo que seja meu filho, tem que enfrentar as consequências! Mas se não tem erro, é apenas questão política, se faz manifestação para mostrar apoio político. O chato é querer que seja só político quando é o seu preferido e é erro de fato quando é oposição. Erro é erro, quer seja cometido pelo meu preferido, quer seja cometido pela oposição. E perseguição politica, a mesma coisa! Não muda por mudar a quem atinge, mas muda pela situação envolvida de fato!

Fazer isso apenas por "teorias da conspiração" é esquerdopata demais! Maduro tem essas teorias de perseguição na Venezuela e nós criticamos! Agora se for a favor pode?!? Faça-me um favor!!! Estamos virando a Venezuela querendo fugir disso?!?

De qualquer forma, quem quer se render a isso, sem crise. Faz parte do jogo Democrático. Eu apenas precisava pontuar que todas essas teorias da conspiração são muito esquerdopatas para o meu gosto! E pensei que era pra mais gente, já que tentaram fugir de quem fazia naturalmente isso! Mas alguns começam a achar certo o que antes criticavam nos outros... e faz um tempinho que está assim...

O Governo precisa dizer o que é essa "nova política". Reclamavam tanto da Marina dizendo isso e agora querem implantar sem nem dizer o que é! É Governo de Twitter? Decidir na hashtag? Em mais cliques? Em mais curtidas? O que é isso?

Eu entendo que o "toma lá dá cá" é péssimo, porque nesse tipo de negociação, se faz uma coisa boa para a Nação (quando faz) e 10 para "interesses pessoais". Quando envolve isso, a negociação é péssima!

Mas se negociar uma Reforma da Previdência com menos economia para aprovar o Pacote Anticrime do Moro (que o Governo já transformou em "3 embrulhos" e nenhum deles anda - não foi a oposição ou o centrão, foi o Governo mesmo, a Casa Civil negociou e não teve oficialmente nada em troca), é um avanço! Melhor ainda se negociar a Reforma Tributária, tão necessária!

Isso é negociar um ponto para ganhar outro, mas para o Brasil! Não por interesses pessoais! Por que o Governo faz parecer que até a "boa negociação" é ruim?!? Qual a "teoria da conspiração" nisso??? Me recuso a acreditar que haja algo por trás de tal atitude mesquinha...

O que que custa esperar a Reforma que o Parlamento diz que vai apresentar, diferente da que o Governo enviou? O próprio Bolsonaro já disse que isso é do jogo! Vai que é um bom texto e abre a chance para outras coisas necessárias! Ou tem que aprovar exatamente o que o Governo quer e perder qualquer outra coisa que venha depois? Essa negociação se faz até em casa! É "toma lá dá cá" cada vez que você negocia ter uma coisa e oferece outra na sua família??? É corrupção???

Concordo também com o Bolsonaro quando ele reclama da Reforma Administrativa. No mínimo, o número de ministérios deve ser mantido como o Executivo prefere! Afinal, o Executivo não dá palpite em quantos assessores cada parlamentar deve ter! O Parlamento deve deixar a estrutura do Executivo como prefere o Executivo, a menos que o Povo se manifeste majoritariamente contra e não é o caso!

Mas o Executivo negociou a recriação de um ministério em troca do COAF ficar com a Justiça. Logo, se tivesse dado certo, o Governo teria aceitado uma estrutura maior. Mas o Parlamento só quer o que a ele interessa nessa negociação e aí não é mais negociação, pois recriaram o ministério dessa negociação e não mantiveram o COAF como queria o Executivo! Ainda na comissão, tem que aprovar no Plenário, basta o Governo se posicionar contra o que saiu da comissão, mas já estava tentando convencer a base a votar o texto que saiu da comissão, mesmo contra o que queria o Executivo originalmente e contra a negociação feita! E eu fico com o que queria o Executivo originalmente nesse caso!

De qualquer forma, para isso não se faz necessária uma manifestação de rua. Temos que cobrar os parlamentares! Se cobrando diretamente eles já não fazem, imagina com uma manifestação longe deles... O povo deve sim ir para as ruas, mas não tornar isso banal, corriqueiro, ou é absorvido e nem fará qualquer impacto em pouco tempo... ou tem alguma "teoria da conspiração" por trás disso, mas já escrevi que me recuso a pensar no assunto no momento...

A ideia dessa manifestação é mostrar que o governo tem mais apoiadores que os que estão contra. Só isso! Só que as eleições foram outro dia! Aquele resultado ainda mostra isso! Mas não assumem isso, precisam "manobrar" com outros fatos e incentivos. Mas é apenas uma "medição de forças"...

No fim, idiotas úteis manipulados dos dois lados. Ou o pessoal que vai se manifestar a favor de Bolsonaro assume só essa bandeira e diz com todas as letras que é isso, ou apenas são mais pessoas manipuladas defendendo oficialmente uma coisa (no caso dos esquerdopatas, era a Educação mas teve de "Lula Livre" até sei lá mais o que,e  no caso das manifestações de apoio ao Governo tem tantas outras coisas juntas que não são importantes se esse for o assunto principal: mostrar apoio ao Governo), mas no fim os assuntos e interesses são outros, que só os organizadores sabem e defendem de fato... E usam o povo que se manifestou com um interesse para dizer que a manifestação tinha outro...

Tudo igual ou vai ser diferente?!? Não adianta ser diferente só no assunto! Tem que ser em tudo...

É como penso...

Caco Borba

sábado, 30 de agosto de 2014

Carta Capital escreve "7 motivos porque Marina não representa a nova política"

Olá!


Vou me atrever a responder os "erros" da reportagem... O "desespero" de muitos em "descontruir" a ideia de "nova política", para mim, mostra que há algo a se observar de fato no discurso e eu entendi de uma forma... Espero que seja a forma como Marina realmente vê, pois entendi com base no que ela diz... e comento a matéria com base nesse entendimento que tenho...

Sinceramente, quando estão questionando Marina sobre "nova política" ou comentando sobre ela fazer isso mesmo ou só falar, ou há "má vontade" com o tema (entenderam, mas querem "desconstruir" o que a candidata diz) ou não entenderam... E se não entenderam, da forma como argumentam parece que a candidata estaria propondo "inventar a roda"... Isso mesmo! Não é nem "reinventar a roda", mas parece que querem dizer que Marina quer "inventar" mesmo... Acontece que não é essa a proposta da candidata... Marina está propondo "usar a roda que já existe", de forma mais adequada e eficiente.. E pra quem acha que "só colocar a roda já é suficiente", busque informações com os engenheiros de carros de Fórmula 1, por exemplo... Usar a roda num carro que não está bem acertado, pode gerar um desempenho ruim, mais gasto do equipamento, combustível... Logo... A ideia da "nova política" não é "inventar a roda", mas é "usar a roda que existe de forma mais eficiente"... Acertar o "setup" do Brasil... para evitar gastos exagerados e ter a melhor utilização do "equipamento"...

Vamos lá.ponto por ponto dos 7 apresentados:

1 - Ela poderia ter se filiado ao PPS de Roberto Freire e ser cabeça de chapa desde o começo... e preferiu aceitar ser vice numa chapa que tentava unir os melhores, independente de posição política, social e afins... Ela perdeu a chance de melhor "oportunismo" e se Eduardo não morresse, ela seria vice... super oportunismo esse... Ah... e o PPS veio com ela para a coligação...

2 - Marina já disse que pessoalmente não dá apoio a políticos como Geraldo e Beto Richa... Mas o PT segue com Sarney, Collor, Renan, Maluf e tantos outros... A "nova política" permite que se diga que não está junto em vez de ficar como na "velha política" fazendo cena diante das câmeras... Hoje em dia, há muita pressão para o político do partido votar com o que quer o partido, mesmo que ele não queira... são raros os casos onde se dá liberdade ao político e Marina quer ampliar essa realidade... Em vez de ser contra só porque é ideia do partido que fazemos oposição (como fazia o PT... exemplo é o Plano Real, que até no STF foram por ser contra), aceitar as boas ideias, mesmo que da oposição, para que se faça o melhor para o Brasil... Um pouco o que fez o PSDB na oposição (e chamava de "oposição responsável"), mas ainda assim, ainda foi muito discreto nisso... apenas começou assim e depois, lutou contra muita coisa que era boa de fato... A ideia é ampliar isso... Acho que não entenderam a ideia de "nova política" e estão criticando simplesmente...

3 - No caso da "política econômica", a moeda se estabeleceu com essa forma de ação que hoje se diz "velho" e que muitos fazem parecer ruim... A ação não pode ser tida com base em "já foi feito" ou "não foi feito", mas é preciso pensar no que pode realmente dar resultados para manter a estabilidade da moeda! E não se pode definir que é essa a forma de agir e nunca revisar, mesmo que haja mudanças na política econômica mundial... Então, não interessa se já foi feito ou não... se é conservador ou não... O que precisa ser feito, deve ser feito e se for preciso mudar algo, é preciso ter compromisso com a estabilidade da moeda e não com o "plano"... Se for para ser conservador, mas resolver, que seja! Se for para não ser, desde que resolva, que não seja! E que se tenha sensibilidade para mudar, mesmo que tenha sido "promessa de campanha" diante de uma conjectura diferente.. Novamente, "nova política" pode fazer o que já foi feito, desde que saiba mudar quando for necessário e não quando se quer por plano, projeto ou promessa... mas pra fazer o melhor de fato...

4 - O próprio texto responde ao seu questinamento: "Devemos ter ojeriza dos muito ricos? Claro que não". Se não mesmo, por que inistir que isso não é "inovador" só pela "conta bancária"? Deveriam, então, ter comparado os "ricos" que faziam isso antes e os que estão fazendo isso agora, a posição deles diante de "sustentabilidade", "progresso" e afins... Se o problema não é a "conta bancária", as ideias das pessoas podem ser diferentes, mesmo que sejam "ricas" o plano pode até ficar diferente. Então... argumento fraquinho demais... Não é problema "ser rico", mas o único problema que o texto levanta é esse mesmo... Que se compare as ideias dos "ricos" que fizeram isso em outras campanhas e as ideias dos que estão fazendo agora e vejamos as diferenças...

5 - Parece Malafaia falando em 2010... Marina tem posição definida sobre esses temas e é a posição que está ligada com sua fé! Acontece que ela não será "pastora" e o Brasil não é uma "igreja"! Ela precisa governar para a sociedade como um todo e essa sociedade inclui todas as pessoas e não "impor" o padrão da sua fé... É preciso achar um "meio termo" que atenda a liberdade de todos, que atenda direitos e deveres de todos e não de alguns apenas. Socialmente falando, nunca negociando o que se pensa do ponto de vista da fé, pois esse a Constituição garante liberdade! Quer dizer: se o candidato defende que vai governar com a fé e fazer apenas o que a fé permite, é criticado por querer impor... Se o candidato tem sim a sua posição pessoal a favor da fé, mas entende que precisa ir além para a sociedade como um todo, é porque não tem posição definida com a fé e é liberal... Logo... a fé sempre é um problema... isso é preconceito... "fefobia"... Então, procurem a informação correta: pessolmente, em sua vida, família, igreja e a sua recomendação é contra o aborto, questão homossexual (do ponto de vista de querer interferir na fé e não na vida em sociedade - entender que algo é abominação ao Senhor não é ser "fóbico"... a "fobia" se apresenta na sociedade... a liberdade de fé é uma coisa e a "fobia" é outra... misturar os dois, por qualquer dos lados, é o verdadeiro preconceito), drogas e afins... Acontece que ela, eleita, deve governar para todos...

6 - A estrutura de se fazer a campanha tem que mudar para ser "nova política"? Não é possível usar a mesma estrutura de outra forma? Ah... que pensamento mais pequeno... Eu posso seguir a mesma estrutura, mas usar isso de outra forma...

7 - Ela não mente... A nova política se revela, então, em até abrir mão do "poder" (ela aceitou ser vice, tendo a proposta de ser cabeça de chapa em outro partido), ter posição definida mesmo que contra o seu próprio partido e ser aceita nessa diversidade (ponto 2), ser capaz de fazer o que precisa ser feito, quer antigo ou novo, para que a economia ande adequadamente, saber se cercar de "ricos e pobres" sem "dividir" essas pessoas (comparar ricos com pobres em sua fala no debate queria dizer isso: não tem porque ficar defendendo essa diferença - todos devem participar sem essa "discriminação") e saber escolher pessoas com melhores ideias, independente dessa "casta" (e temos isso no Brasil - castas?), saber que temos que ir além de nossas posições pessoais, ainda que mantenhamos as mesmas pessoalmente, para que todos tenham espaço e saber usar a estrutura de uma forma mais adequada, quer seja usando a mesma e "velha" estrutura, quer fazendo uma nova, mas usando da melhor forma (não com "conchavos e acordos por ministérios" mas em torno de propostas para melhorar o Brasil)...

Carta Capital podia ter feito um textinho melhor... eu nem jornalista sou e tenho a capacidade de desmontar os argumentos... bom... para quem quiser entender... quem não quiser, ainda vai achar o texto deles o melhor...

Forte abraço!