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quarta-feira, 2 de novembro de 2016

Comemorar a unidade... sabendo a verdade...

Olá!

Muitos comemoram a aproximação de grupos religiosos cristãos...

Pode comemorar...

Mas saiba a verdade disso antes de comemorar...

Por exemplo:

A ideia Ecumênica envolvendo o Concílio Vaticano II da Igreja Católica tem como base a ligação, mesmo que de alguma forma, ainda que não direta, com a própria Igreja Católica... Caberia a Igreja Católica nessa ideia oferecer meios de algum tipo mínimo de ligação para que cristãos de outros entendimentos religiosos alcancem alguma forma da salvação ou da graça...

Não acredita em mim? Mas acredita em quem diz que a união é apenas por conta das "convergências"...

Lamento... não se iluda... a união não é por conta das "convergências", mas por conta do entendimento que a Igreja Católica tem de ser a "detentora" da salvação e é a forma que a Igreja Católica tem para dar sua colaboração para que os demais que não fazem parte diretamente da Igreja Católica possam, no entendimento da Igreja Católica, obter alguma medida de graça e salvação...

Faz assim - não acredite em mim nem em quem diz que é apenas questão de "unidade"... Leia o documento por sua conta! Se você consegue fazer interpretação de texto, vai entender exatamente o que eu escrevi...

"Contudo, os irmãos separados, quer os indivíduos quer as suas Comunidades e Igrejas, não gozam daquela unidade que Jesus quis prodigalizar a todos os que regenerou e convivificou num só corpo e numa vida nova e que a Sagrada Escritura e a venerável Tradição da Igreja professam. Porque só pela Igreja católica de Cristo, que é o meio geral de salvação, pode ser atingida toda a plenitude dos meios salutares."

Quer ler "na fonte"? Eis o link -

Se depois de entender isso você ainda quer comemorar, sem crise...

Mas não faça sem o entendimento correto...

Quanto a mim...

Pessoalmente, comemoro a Reforma Protestante... Ela não visava uma ruptura, mas um ajuste da Igreja... Como a igreja da época não queria o ajuste, e muitas coisas ainda não foram ajustadas até hoje (e alguns evangélicos parecem querer voltar aos mesmos erros apontados em muitas das 95 teses de Lutero, agora com outras "roupagens"), eu ainda fico com a Reforma Protestante que, diante da impossibilidade de ajuste, caminhou para a mudança...

Se até em igrejas evangélicas espero o ajuste quando apresentam práticas parecidas com as que tiveram recomendação contrária nas 95 teses de Lutero, quanto mais na igreja católica que também não se ajustou...

Não preciso da Instituição Humana, qualquer que seja, para ter a salvação... Preciso de Jesus... A "ligação na terra" para ser "ligado no céu" não nos torna detentores de nada! Afinal... podemos "ligar" algo que nosso coração, enganoso, queira e isso o Senhor não será "obrigado a ligar" nos céus... Apenas aquilo que o coração que busca a vontade do Senhor "ligar" terá essa eficácia, pois estará "ligando" a partir do desejo do Senhor e não do próprio coração...

Você ainda tem dúvida de quem tem o coração direcionado pelo Senhor? Acha mesmo que devemos ter qualquer outro intermediário ou que alguém, ou ainda alguma coisa ou instituição, pode nos dar alguma coisa ou que precisamos algo além do Senhor Jesus? Romanos 8.12-17 pode ajudar... dê atenção especial ao versículo 16:

12 Portanto, irmãos, somos devedores, não à carne para vivermos segundo a carne;
13 porque se viverdes segundo a carne, haveis de morrer; mas, se pelo Espírito mortificardes as obras do corpo, vivereis.
14 Pois todos os que são guiados pelo Espírito de Deus, esses são filhos de Deus.
15 Porque não recebestes o espírito de escravidão, para outra vez estardes com temor, mas recebestes o espírito de adoção, pelo qual clamamos: Aba, Pai!
16 O Espírito mesmo testifica com o nosso espírito que somos filhos de Deus;
17 e, se somos filhos, também somos herdeiros; herdeiros de Deus e co-herdeiros de Cristo; se é certo que com ele padecemos, para que também com ele sejamos glorificados.

Forte abraço!

segunda-feira, 15 de abril de 2013

A respeito da "Diminuição da Maioridade Penal"

Olá!


Alguns dizem que a maioridade penal deve ser reduzida para 16 anos, ou até menos, e apresentam argumentos claros para essa defesa...

Outros entendem que não deve ser assim e que o Estado deve prover políticas públicas de inclusão, mas acredito que desse discurso as pessoas que pensam mesmo já estão cansadas, pois quanto mais políticas de inclusão, parece que aumenta o problema, o que parece mesmo mostrar que o caminho não seria esse... Não sou contra políticas de inclusão! Elas devem existir, com o devido pensamento de não "fatiar" a sociedade, mas elas não parecem ser a forma de encaminhar a solução contra a criminalidade...

Acredito que diminuir a maioridade penal para 16 anos não vá resolver o problema, da mesma forma que as políticas públicas de inclusão social não estão resolvendo esse problema, ainda que devam existir para outras questões... Mas insisto: a sociedade se "fatiou" sozinha e as políticas de inclusão não podem ampliar a visão desse "fatiamento", mas devem unir a todos numa sociedade igualitária...

Há pouco tempo foi noticiado o caso de um menor com 12 anos que já teria passado pelo "distrito polícial" mais de 10 vezes! E aí: diminuir para 16 anos resolve o caso ou apenas amplia o número dos "condenáveis"?

Como penso?

Penso que o ECA precisa de uma ampla revisão. Esse é o primeiro ponto!

Depois, o Professor precisa ter real autoridade em sala de aula! E os nomes como "reprovação", "aprovação" e afins, se causam tanto problema, que sejam substituidos por outros que permitam a devida ação sem "traumas". Como não tenho essa crise e não penso em outras palavras, uso ainda as mesmas que são normalmente usadas, mas se quiserem, podem mudar! A "prova" não pode ser mecanismo de medo, mas precisa sim servir de parâmetro entre os que estudaram e os que não estudaram! Assim, o conteúdo pode avançar para os que querem estudar novos conteúdos e a revisão será feita de forma adequada para os que não estudaram o conteúdo já passado, dando a esses a chance de ampliar seus conhecimentos, mas sem atrapalhar os que já passaram esse momento do ensino, que devem aprofundar em outros aspectos novos! A "repetência" não deve ser mecanismo de punição, simplesmente, mas a uma nova chance de aprendizado, depois que o tempo de estudo, revisão e reforço foram esgotados, sem o resultado minimamente satisfatório, para que haja uma "promoção". Hoje, o aluno que ainda não sabe a matéria "passa de ano" para não ter problemas psicológicos, mas o que sabe a matéria fica limitado no ensino, pois é preciso que o conteúdo respeite aqueles que não avançaram ainda, e em nome de não criar problemas psicológicos para os "repetentes", criamos problemas de "avanço" nos estudos para os que poderiam ir mais longe e mais rápido no aprendizado... Não é questão de um ser melhor que o outro! Se um dia alguém argumentar isso em cima do meu pensamento, será algo muito triste... É uma questão de momento de aprendizado: se a todos está disponível o desenvolvimento adequado, mas alguns demoram mais, é apenas o tempo do desenvolvimento e isso precisa ser respeitado! Nem todos se casam com a mesma idade, falam com a mesma idade, andam, procriam ou o que mais se quiser pensar! Respeitar o momento do desenvolvimento de cada um é respeitar a sua individualidade e não taxá-lo de "menor" ou "inferior" em relação a outros, pois esses que "avançaram" no conteúdo podem "demorar" em outro e os que ficaram "para trás" podem ainda "ultrapassar" os que foram "mais rápidos" em momento anterior. Apresento como exemplo meu filho: a escola reclamava que ele demorou a falar (o que realmente aconteceu). Isso fazia parecer que ele estava "atrasado" em relação aos outros. No entanto, ele foi o primeiro a aprender a ler na turma dele. Logo, não existe essa questão de "melhor ou pior" no meu pensamento! O que existe, por experiência com meu próprio filho, é a observação que se o tempo de cada um form respeitado, os resultados podem ser alcançados! Deixar o aluno que demorou mais a aprender "um ano a mais" na mesma série é também respeitar a sua individualidade e o seu tempo de desenvolvimento! Acredito que em vez de dizer de "traumas psicológicos" para os que "ficam retidos" (depois de ampla chance de real aprendizado, com reforço, revisão e afins) seja uma interpretação limitada da psicologia! Podemos trabalhar isso de forma diferente, dando conta da individualidade e do tempo de cada um para o devido desenvolvimento! E "passar de ano" alguém que ainda não chegou ao devido momento do desenvolvimento é correr o risco de fazer essa pessoa "estacionar" no desenvolvimento e, com o tempo, "pular etapas" do conhecimento para continuar avançando. É negar o devido aprendizado no seu tempo de desenvolvimento...

Por fim, os crimes deveriam ser tratados como crimes, independente da idade! Isso não quer dizer prender todos, de qualquer idade, nas prisões que existem ou em novas a serem construídas no mesmo modelo que há hoje. É claro que é preciso de medidas diferenciadas para que a pessoa tenha a chance de repensar o que fez, mesmo que o que tenha feito não dê a chance para quem foi atingido de refazer as coisas...

Assim, os crimes até os 18, 16 ou qualquer idade que se entenda como idade para "maioridade penal", devem ser punidos:

- Com a devida observação de cada crime, desde o primeiro! Não dá para punir um ladrão de galinhas como se pune um assassino. As penas devem ser variadas, mas no caso do menor, deve ser com medidas da atual Fundação Casa, quando for a primeira vez. E, independente da idade, a pena deve ser observada de acordo com o delito e, preferencialmente, ter espaços que separem os infratores por "peso" de seus delitos e não juntar todos;

- No caso de novo delito (não apenas reincidência no mesmo crime, mas novo delito), ainda sendo menor, esse infrator deve ser julgado com base no código penal, mesmo que sua prisão seja em prisões ainda diferenciadas. Ainda que se faça muitas prisões, para dividir por idade os presos, para evitar que os "mais velhos" influenciem os "mais novos". Aliás, desde a Fudação Casa isso já deve ser pensado e mesmo no atual modelo! Quanto mais pensando em revisão. Assim, o reincidente (insisto: não apenas o que repete o mesmo delito, mas aquele que comete uma segunda infração, independente de ser igual ou diferente da primeira) deve ser julgado pelo código penal, mesmo que seja "de menor", qualquer que seja a idade entendida para a "maioridade";

- Independente do tempo que demore para cumprir a pena (que deve ter como base o código penal mesmo), o "menor" deve sair já "maior". Mas para esses casos, aquele que foi preso em segundo delito (o primeiro também não fica na "ficha", mas serve para saber que houve um anterior), pode, se os legisladores entenderem melhor, sair com "ficha limpa". Isso seria uma chance dada a essa pessoa de mudar completamente, abandonando as ideias tidas quando mais novo. Mas os seus crimes não podem ser "apagados" do sistema. Apenas não devem mais fazer parte da sua ficha. Quer dizer: se cometer novo delito, será considerado "primário", mas no momento do julgamento, é preciso levar em conta que ele teve a chance de mudar e não mudou! Não para agravar a pena, apenas para deixar claro que não adiantou dar as chances que foram dadas;

- Presos de qualquer idade e em qualquer regime de prisão devem trabalhar e estudar! Mas isso não deve ser usado para "diminuir a pena". Deve ser a chance de desenvolver uma habilidade, ganhar experiência nela, aprofundar conhecimentos com estudos e isso servir como medida de ressocialização, como nova chance de mudar o caminho escolhido. Não pode ser "moeda de troca" para progressão de pena ou diminuição da mesma, mas deve ser encarado como o trabalho da sociedade (e na sociedade, pois trabalhar não garante necessariamente promoção, aumento ou algumas "regalias" que podem acontecer, mas não como resultado imediato de fazer algo, senão como resultado agregado do momento e da capacidade, ou ainda por alguma facilidade, mas esse tipo de atitude não deveria ser reforçada na sociedade), dando ao preso a chance de mudar. E, de preferência, conseguir que o preso já saia da prisão com a garantia de um emprego assegurado, com apoio do Estado e da Sociedade, e não soltar para depois ele procurar alguma coisa;

- Os direitos de alimentação, visitas, cuidados e afins do preso precisam ser observados, mas é preciso saber o limite da realidade que ele está! Não adianta dar muitas coisas para esse preso, pois a vida mesmo não dá muitas coisas e mesmo para aquele que se esforça muito, ainda pode haver limitações. O preso, ao ter muitos direitos, pode se "acostumar" com essa realidade, que não é a realidade da dinâmica da vida! Não é o natural! É preciso ter limites e ensinar isso aos presos. Coloco um exemplo: um preso, que tem família, que matou a pessoa que sustentava uma casa, terá uma "bolsa" para que os seus familiares sejam cuidados, mas como fica a família que perdeu a pessoa que sustentava aquela casa? A realidade que se apresenta, dando o sustento para a família do preso é ilógica e completamente fora da realidade, pois a família que perdeu aquele que sustentava terá que buscar outras formas para resolver o problema! É preciso tratar com igualdade: se a família que perdeu aquele que sustentava terá que "se virar" diante da vida para resolver o problema, a família do preso também deve ser tratada da mesma forma! As duas famílias tiveram o "sustento" tirado, uma por decisão de cometer o crime (e o Estado beneficia esse que tomou a decisão pelo errado ao dar "bolsa" para a família desse preso) e a outra sem a chance de "escolha" (e essa tem que "se virar" para ter novo sustento). Será mesmo que isso ajuda na "ressocialização" de um preso? A facilidade encontrada, mesmo com a limitação da liberdade, é contrária ao que acontece na sociedade! Logo, não ressocializa; antes, cria a expectativa da "facilidade" do cuidado e, quando a vida se apresenta de forma diferente, o caminho  de escolha contra a sociedade se torna mais atrativo, pois mesmo que haja limitação da liberdade, os direitos parecem mais atrativos para o preso do que para o cidadão. E ainda assim, a sociedade quer mudar esse padrão muitas vezes...

Sei que isso não seria a solução de todos os problemas, mas me parece uma opinião que aproxima mais o atual problema da questão do "de menor" e o crime. Apenas diminuir a idade para responder pelo crime, ainda não resolve o caso, apenas amplia a lista dos "condenáveis". Tratar os menores infratores com diferenciação perante a lei seria dar a eles a chance de mudar, depois da devida punição! E dar aos presos, quaisquer que sejam, a chance de estudar e trabalhar, dando ainda a chance da recolocação (ou colocação) profissional antes de sair da prisão, seria mais uma forma de mostrar que o Estado e a Sociedade querem a mudança desse preso! Aliado ao fato de respeitar o limite de cada um no processo de aprendizado, não usando como punição uma "reprovação", mas como uma nova chance de aprendizado dentro do seu tempo de desenvolvimento, podemos dar um passo muito importante na melhora das relações sociais. Sei que os problemas não se resolvem e que, pode ser, com o tempo, mesmo que isso que apresento tenha resultados satisfatórios, até essa solução não seja tida como a ideal, por necessidade de ajustes ou mudança completa. Mas o que sei é que o que existe hoje é apenas discurso do ideal. É preciso tentar mudanças. Como está, não dá mais para ficar...

Forte abraço!


sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Um crime informado ou Informar é um crime?

Olá!

Gosto de pensar um pouco...

Não saio repetindo o que dizem simplesmente! Não sou papagaio...

Estava pensando sobre a questão da violação de dados sigilosos. Algumas pessoas teimam em dizer que a divulgação desse fato só interessa aos candidatos que estão atrás nas pesquisas. Mas cometem uma falta nesse pensamento, por mais que pareça ter lógica: A divulgação hoje de tal fato não implica que ele aconteceu agora. Precisamos saber quando o crime foi de fato cometido e qual era o quadro naquele momento, para tentar saber os motivos de tal ato!

Pelo que tem sido divulgado, o crime foi cometido em 08/10/2009... É nesse dia que temos que pensar...

Já havia pesquisas de intenção de votos em possíveis pré-candidatos? Lembro que sim. Qual era o quadro apresentado naquele momento? Não era o mesmo atual... Era MUITO diferente!

O crime está em violar os dados ou informar a violação dos mesmos? Responda sinceramente!

Eu tenho certeza que o Crime está em violar os dados, quem quer que tenha violado, para qualquer fim que seja! Logo, não interessa na minha opinião a um candidato mais bem colocado ou a um candidato pior colocado nas pesquisas!

Tal Crime interessa ao POVO BRASILEIRO, quem quer que tenha cometido! Dizer que interessa a um ou a outro é tirar o foco do Crime cometido, de forma recorrente em nossa história recente, infelizmente.

Fazer de tal crime apenas uma apresentação política é ridículo e ingênuo, por parte de quem quiser fazer e quem quiser repetir quem faz. É um desrespeito a cada cidadão Brasileiro o crime cometido, quem tenha feito e para que fins tenha feito!

Está em jogo muito mais que apenas quem está na frente ou atrás nas pesquisas (e pensando no momento que o crime foi cometido, precisamos lembrar mais uma vez que o quadro das pesquisas era outro, bem diferente do atual). Está em jogo a DEMOCRACIA!

Quem apoia um ou outro, pare de usar isso apenas para favorecer ou desmerecer o outro! Temos, nós, POVO, de quem emana o poder, que nos unir contra essa palhaçada! Para mim, não importa quem fez! O que importa é que foi feito e tem sido constante em nossa história recente. Depois que nos unirmos, qualquer que seja a direção partidária ou política, contra o crime, aí podemos e devemos descobrir quem fez! Mas não para acusar o outro simplesmente! Para punir culpados! E lutar pelo fim desse tipo de situação!

Na minha opinião não favorece a um ou ao outro. Na verdade, vai contra a Democracia e contra cada cidadão brasileiro, tanto os que apóiam quem fez como os que são contra quem fez, quem quer que tenha feito.

Quem diz que favorece quem está atrás nas pesquisas, esquece o momento que o crime foi cometido. A divulgação foi agora, mas a divulgação não é crime! O crime foi cometido em outubro de 2009, pelo que tem sido divulgado!

E mesmo que fosse feito em momento que o quadro das famosas pesquisas indicassem outra coisa, quem perde com isso SOMOS NÓS, Povo Brasileiro. Perde a Democracia.

Quem tem pensamento ingênuo: quem acha que favorece a um ou ao outro, ou quem consegue ver o crime que foi cometido, muito mais que contra os dados sigilosos de alguém (esse foi o crime de fato, eu sei), mas contra o Povo Brasileiro e contra a Democracia? O crime cometido nessa violação pode ser para ser usado de forma política, tentando favorecer a um ou a outro, mas ele foi cometido contra o BRASIL, contra a DEMOCRACIA, contra a Declaração de DIREITOS HUMANOS, contra você, contra mim, pois somos Povo Brasileiro e podemos ser alvos a qualquer momento de tal situação, caso defendamos uma posição ou outra. Não se esqueçam que isso não tem sido feito apenas contra líderes de partidos ou familiares de tais! Foi feito até com relação a um caseiro. Pode ser feito contra qualquer pessoa!

quinta-feira, 15 de julho de 2010

Indústria da multa...

Olá pessoal!

Muitas vezes vi pessoas na TV (como o Datena e outros) e pessoas mais próximas falando sobre a "Indústria da Multa", por conta de radares fixos e móveis, fiscalização eletrônica de avanço de sinal vermelho, e tantas outras coisas.

Pensei muito sobre o assunto e já faz algum tempo que tenho minha opinião. E vou apresentar abaixo, mostrando que a tão falada "Indústria da Multa" pode até existir, mas não é como as pessoas falam! E espero que você pense no assunto e, caso pense de forma errada, possa mudar de opinião!

A "Indústria da Multa", para enriquecer os cofres de quem recebe pelas multas aplicadas, existe quando multas são aplicadas de forma indevida! Quando a pessoa não cometeu uma infração e ainda assim, recebe a multa. Quando o aviso de placa ou de chão (que pelo código de trânsito, tem primazia em relação ao que é sinalizado pelas placas - olhe o chão também, mesmo que tenha uma placa!) pode ter interpretações variadas ou até é alterado depois que uma pessoa passa. Quando uma placa de velocidade informa uma velocidade maior que o que realmente a via permite e o radar está preparado para multar quem erra o que é permitido (menor que o que está sendo informado) e por aí vai...

Isso sim seria "Indústria da Multa": Multas aplicadas de forma errada, em pessoas que não violaram realmente a regra! Nesse caso, podemos recorrer, alguns conseguem resposta positiva ao recurso e não precisam pagar a multa, outros não conseguem e devem mesmo ficar muito chateados com a "Indústria da Multa".

Agora, pensando em radares fixos ou móveis, câmeras que flagram quem passa o sinal vermelho e outros assim, não posso aceitar que seja "Indústria da Multa". Esses servem para pegar quem comete irregularidades no trânsito! Seguindo todas as regras ainda podemos nos envolver em acidentes, imagina quando não seguimos as regras!

Alguns reclamam que não é para ter o radar, porque o melhor não é punir, mas educar... Quer dizer que todos terão que voltar para as aulas de Volante (práticas e teóricas)? Eu NUNCA fui multado (até a presente data) por excesso de velocidade, por não dar passagem a um pedestre de forma preferencial na faixa (mesmo sem sinal vermelho - há cidades que fiscalizam isso e todas as cidades deveriam fiscalizar, porque está no código), por parar e/ou estacionar em local proibido, trafegar em contra-mão, mesmo que por meia quadra (dou a volta, mesmo que seja 3 quadras)...

Mas já cansei de ultrapassar motoristas apressados que só pisam no freio perto do radar... Quer dizer: sabem o que deve fazer! Mas só fazem quando tem a fiscalização! A questão não mais "educar" no trânsito, porque já sabem o que deve ser feito, mas ser educado e fazer sempre e não apenas diante da fiscalização! Eu não piso no freio perto de radar. Porque a velocidade informada nas placas não deve ser obedecida apenas na frente do radar, mas em toda a via e é o que eu faço! Quem faz apenas na frente da fiscalização que faz com que se coloque cada vez mais fiscalização! E se é assim, eu quero mais é que tenha mais fiscalização!

Ninguém quer ser "educado" no trânsito! No Brasil, como em tudo (infelizmente) o "jeitinho Brasileiro" (que nos dá a chance da criatividade) leva muitos ao desejo de ter vantagem sempre! Inclusive, não querem os radares, não porque são abusivos, mas porque querem cometer infrações de trânsito sem receber a devida punição! Se só cumprem a regra na frente da fiscalização, é porque sabem a regra, mas querem ter alguma vantagem, quando não há fiscalização. Aquela coisa do filho que diz que faz uma coisa, mas está fazendo outra, porque os pais não estão olhando... A desobediência não existe só quando alguém descobre! Ela acontece sempre que se faz algo que não é para fazer...

Definitivamente, a "Indústria da Multa" pode até existir, mas ela só é real em casos de multas que não são justas! No caso de se colocar cada vez mais radares, a culpa é de quem sempre passa do limite quando não tem o radar. Se as pessoas pararem de cometer as infrações, quem "ganha" dinheiro por aplicar multas vai ter que diminuir o número de radares, porque as multas vão cair em número de aplicações. Com menos multas, menos dinheiro para investir em colocar mais radares. E, engraçado, vai diminuir a chance de problemas no trânsito, deixando espaço para o imponderável mesmo, para o acidente mesmo, e não para a imprudência. Porque quem sofre um "acidente" por estar acima do limite de velocidade ou porque passou no sinal vermelho ou por qualquer outra infração, para mim não sofreu acidente, mas foi imprudente e assumiu o risco de sua imprudência...

Se todos dirigissem como eu, o número de radares e a fiscalização iria cair até quase terminar mesmo! Nunca vai deixar de existir, por conta desse imponderável e aí, em vez de multar, quem deveria fazer isso, irá apenas ajudar em casos de acidente mesmo! Mas, essa pode ser uma UTOPIA... Como pastor, poeta, sonhador... acredito que seja possível! A realidade me dá a certeza que é complicado, mas não posso deixar de acreditar que seja possível...

Ah! E eu dirijo algumas vezes no limite de 120km/h, nas rodovias dos Bandeirantes e na Castelo Branco... Mas dentro da cidade, se tem que andar no limite de 30km/h, eu faço também...

Espero ter deixado claro: a "Indústria da Multa" pode existir! Não nego isso! Mas ela só existe em casos de multas aplicadas sem a devida infração. Quando a infração acontece, eu lamento, tem mesmo que ser punida. Quem assume os riscos de uma irregularidade precisa assumir os riscos da punição. E colocar mais fiscalização (pessoas ou equipamentos) não faz parte da "Indústria da Multa", mas faz parte do processo de punir quem realmente assume o risco de fazer o errado... E se um dia eu não conseguir uma ambulância para levar meu filho a um hospital e precisar passar do limite, assumo a minha multa! Simples assim...

Leia o código de trânsito. Você vai descobrir que muita coisa que estão querendo defender a legalidade agora, já está lá e ele já tem mais de 10 anos! A questão de motos circulando nas faixas, uso obrigatório de cadeirinha para crianças e afins... Tudo lá! Tem gente que nos vê com luz baixa durante o dia e nos avisa que está gastando bateria! Mas o código manda usar a luz baixa mesmo durante o dia! A lanterna, só para estacionar... E a bateria será recarregada ou, quando for necessário, trocada... No dia que os fiscalizadores resolverem multar o "não uso" da lanterna mesmo durante o dia, vão dizer que é "Indústria da Multa", mas está no código...