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segunda-feira, 13 de outubro de 2014

Ainda sou mais Marina... Mas vamos ver o que podemos pensar neste segundo turno...

Olá!

Dizem que Marina muda de opinião como muda de roupa...

A primeira coisa que eu quero saber: e mudar de opinião é ruim? É claro que não! Mas tentaram fazer parecer que é ruim... Mesmo para um líder! É muito importante saber quando algo precisa mudar...

A segunda coisa a ser informada é que ela só teria mudado de opinião se o texto do seu programa tivesse ficado sem as erratas... Desde 2010 Malafaia atormentava a Marina! Se ela desse bola para o que ele pensa, nem teria colocado o assunto no plano... As erratas trouxeram o plano para a mesma ideia desde, no mínimo, 2010... logo, seria mudança de opinião se tivesse ficado sem as erratas... e foram ERRATAS, no plural... mas fizeram você pensar que ela mudava de opinião como quem muda de roupa apenas e tão somente por uma delas...

Por fim... sobre a CPMF... ela sempre foi a favor... votou sim a favor... mas antes de ser colocada em prática, ela foi modificada... Ela continuou a favor, mas contra as mudanças que fizeram ao longo do tempo... ela votou contra o texto com essas mudanças... quem mudou de opinião nesse caso forma os outros, não ela...

Quem acreditou nessas coisas... não conhece Marina de fato... e acreditou em quem mentiu, fingiu, manipulou, enganou...

E ainda há quem diga, depois dela declarar apoio ao Aécio, que isso não é nova política... Mais uma coisa que poucos entenderam... e ainda querem cobrar como se tivessem entendido... Ou entenderam... e fazem essa "cobrança" só pra gerar notícia, comentário... na verdade, são contra desde o começo, mas como nem todos pesquisam todas as postagens de todos (e voto é secreto, logo, podem postar uma coisa e votar em outro)... podem dizer que gostavam e que agora não gostam... mas nunca gostaram mesmo...

A ideia da nova política é não ser oposição por oposição... é unir no que for possível unir, sem dizer que é contra só porque é oposição... Porque não se pode ser contra o que é bom para o Brasil!!! PSDB fez um pouco disso durante os governos  Lula, menos no governo Dilma... um pouco nos dois casos, que fique claro... não foi contra só porque ia dar resultados positivos para o PT nas "próximas eleições"... se era bom para o Brasil, aprovaram algumas coisas...

Mas a nova política não faz só um pouco isso... sabe reconhecer o que vai ajudar o povo, não faz a proposta só para ganhar a "próxima eleição" e não apoia ou é contra só para dificultar isso para o outro e tentar facilitar para o seu... É saber que o que ajuda o Brasil não é patrimônio de nenhum partido, mas do povo brasileiro! E que todos ajudaram a construir... até a oposição... em alguns casos...

Marina poderia até apoiar Dilma... Acho que seria mais difícil, por conta da palhaçada que foi o primeiro turno... foi muito pessoal... muita mentira... Mas ainda assim, se o projeto apresentado buscasse por mais melhorias, ela poderia apoiar...

Marina apoiou o projeto que está mais alinhado com o que ela apresentou de fato e não com o que o PT fez você pensar que era o projeto dela... E ela foi muito de esquerda, ainda que buscando ideia sim na "direita"... isso porque a nossa direita e a nossa esquerda no Brasil andam muito ambidestras, na verdade... não tem de fato isso, a não ser que neste momento PSC ou PSOL fossem eleitos... um pela direita e outro pela esquerda... em mesmo assim, PSC foi base de apoio de Dilma!!!! Logo... a direita e a esquerda andam se misturando muito no Brasil... só falam dela de fato nas eleições, para tentar dividir quem gosta de um ou de outro... dividir para conquistar... mas no dia a dia da política brasileira, isso não existe mais... se é que existiu algum dia...

E a "demora" de Marina em anunciar o apoio... eu entendo que existe tempo para todas as coisas e que há tempo para todo propósito debaixo do céu... e que as coisas acontecem na hora que devem acontecer mesmo... nós queremos tudo "pra ontem", mas nem sempre é assim... E... convenhamos... isso era apenas a declaração de voto dela para que começassem mesmo a questionar "nova política" de novo... qualquer coisa que ela fizesse, iam questinar... Se apoiasse Dilma, diriam que ela nunca saiu de fato do PT... Se ficasse neutra, diriam que ela só quer apoio se for eleita e que faz oposição raivosa, indo contra tudo e todos, logo, não vive o que falava... Como apoiou Aécio, dizem que ela fez acordo com o "passado"...

Sabe... FHC é uma pessoa... Aécio é outra... e eu não votei em FHC e não vou votar nesse segundo turno, vou justificar... A ideologia pode ser a mesma, mas FHC preparou o Brasil para outro momento, com a estabilidade da moeda... com isso, o Brasil mostrou que era um bom lugar para se investir... mas isso demorou... e quase foi perdido! Se Lula pensasse como pensava em anos anteriores, teríamos tido problemas. Mas ele mudou de ideia sobre o Real, mudou de ideia sobre a forma de agir e o Brasil teve a chance de ir para um novo momento... e o mérito dele foi esse: dar sequência e aprimorar... Dilma tem perdido muita coisa! Essa história da conta de luz ainda vai trazer muitos problemas... o valor da gasolina é outra coisa... Apesar de seguir a mesma ideologia de Lula, Dilma fez coisas de outra forma! E, no caso, piorou, pois se os números dela apenas forem avaliados, veremos que estamos com mais problemas que se possa culpar a tal crise internacional... Logo, mesmo Dilma tendo a mesma ideologia de Lula, ela fez diferente e foi pior... Aécio pode ter a mesma ideologia de FHC, mas o mundo está em outro momento, o Brasil está em outro momento e mesmo que fosse tudo igual, ele poderia, como Dilma em relação ao Lula, fazer diferente de FHC... pior ou melhor...

FHC enfrentou a crise dos "Tigres Asiáticos" e, mesmo assim, conseguiu a duras penas acertar a moeda e a economia... e mesmo com a crise, conseguiu estabilizar o Real... Teve uma crise nos seus dias e teve o mérito de, mesmo com problemas externos, ajustar o que precisava para que nossa moeda se estabilizasse... Não sei como seria sem a crise... quem sabe os programas sociais, que Lula achava ruim quando eram dados pelo PSDB (mudou de ideia também), teriam aumentado já no governo dele... quem sabe o crescimento e os empregos tivessem chegado antes... Mas, mesmo com problemas internacionais, ele conseguiu ajustar as coisas para manter a moeda estável...

Lula enfrentou uma crise... e o Brasil crescia com os mesmos índices ou até melhores que os países da América Latina... mesmo com a crise, ele teve seus méritos! Manteve o que acontecia antes...

Dilma pegou a continuação da mesma crise, alguns picos diferentes, e os países da América Latina continuaram com o mesmo ritmo... mas o Brasil caiu nos números... Logo, algo ela fez de errado, de diferente! FHC não perdeu o rumo da estabilidade da moeda, mesmo com uma crise internacional... Lula manteve o desenvolvimento, mesmo com uma crise internacional... Dilma fez algo diferente, mesmo que tendo a mesma ideologia que Lula... Logo... Aécio pode fazer algo diferente de FHC...

Bom... é isso...

sábado, 16 de novembro de 2013

Bolsa cadeia... ou Cadeia para todos... ou ainda Minha cadeia, minha militância...

Olá!

Normalmnete, um preso político é aquele que é contra o governo que está instalado, sendo normalmente um governo autoritário, não democrático...

Se os políticos do PT presos se consideram "presos políticos", ou eles não sabem o que é ser um "preso político" ou eles são contra o atual governo instalado e esse governo não é democrático, sendo autoritário...

Definitivamente, essa tentativa de dar argumentos para a fiel militância é um atentado violento à inteligência... Triste é ver que alguns argumentam isso sem nem entender o que está acontecendo de fato... porque outros argumentam isso apenas para enganar mesmo os que não entendem, pois eles entendem e fazem por um "plano de poder" simplesmente...

Depois de um julgamento como esse foi, tudo devidamente avaliado, muitas sessões do STF, muitas horas de falas, votos, apreciações... relatório comprovando o crime, relatório que tentou amenizar o crime, mas nunca encaminhando por total inocência, nem mesmo o "contra-relator" que foi contra o relatório do relator do caso conseguiu falar totalmente de inocência, mas muitas vezes tentando fazer parecer que o crime (ocorrido, então) era "menos grave" que o apresentado... Inocência, impossível! No máximo, exagero de condenação... essa tentativa de dizer que eles são inocentes, é ridícula! No máximo, não culpados de tudo, mas culpados eles são, pois até o "defensor" no STF não falou de inocência completa, mas de "menos culpa"...

Mas alguns podem questionar o que escrevi no começo do parágrafo anterior, sobre o julgamento "como foi", porque ainda há pontos em andamento, logo, ainda não foi... É só pensar um porquinho para dar a resposta... não vai doer nada... vamos lá:

Acredito que se um criminoso estuprar, matar e roubar e for julgado em liberdade e, por qualquer motivo, o julgamento for "desmembrado" e ele for condenado primeiramente por estuprar, mesmo que ainda venha a acontecer o julgamento sobre o roubo e a morte, ou se ainda houver qualquer recurso para esses últimos, desde que o primeiro já tenha todos os recursos encaminhados e o julgamento seja definitivo, mesmo faltando sobre as outras acusações, a prisão se cumpre por conta da que "transitou em julgado"... e as demais acusações, seguem seu caminho até terminar, podendo ou não ter novas condenações... ou não?

Logo... "casuísmo jurídico" é a argumentação do presidente do PT para tentar fazer com que a militância que não entende do assunto saia defendendo a ideia que ele apresentou, ou ainda para que os que entendem tenham esse discurso fajuto argumentos para enganar ou "colocar pulga atrás da orelha" dos que não são militantes e não entendem do assunto...

Preso nenhum vai direto para o "semi-aberto"... nem mesmo os que são condenados diretamente para esse regime, pois depende-se de ter o preso para que haja o devido encaminhamento... Não são apenas esses que terão que aguardar alguns dias para que isso se encaminhe... Todos os que são presos, mesmo que sejam destinados ao "semi-aberto" direto, num primeiro momento são presos como estão e depois são encaminhados... Todos... Mas eu acho que o delegado de plantão podia chamar todos para um papo na sua sala, com café, suco, um joguinho de cartas... com os familiares e amigos podendo entrar em sair durante o dia... internet... coisas assim... e os presos, não poderiam sair apenas para prestar esclarecimentos, pois qualquer pessoa pode ter que comprarecer para isso... e durante a noite, cela... até que se defina em que lugar eles vão ficar para o "semi-aberto"...

Aproveitem que o "carequinha" que agora tem cabelo, Marcos Valério, está preso e convidem o Tucano mineiro que teria participado do "mensalão mineiro" para uma simples conversa e encaminhem o caso!

Eu quero que PT e PSDB se explodam! Tem em cada um desses partidos apenas e tão somente uma pessoa que receberia meu voto em eleições para o executivo... um no PT e um no PSDB... no máximo... 2 em cada partido, dos que conheço... Os demais desses partidos, só num possível segundo turno para fazer o "voto útil", para escolher "o menos pior"... O que quer dizer que posso votar tanto em candidato do PT como do PSDB, como em candidato de qualquer outro partido... não sou "fiel" a um partido... e gosto dessa "liberdade"...

Vou montar o PTSDB... quem sabe consiga muitos votos dos que pensam que o Brasil é apenas para esses dois partidos... O símbolo vai ser um tucano vermelho... isso é sarcasmo... não pretendo fazer isso...

No mais... o negócio é orar para que as pessoas parem de acreditar nos que falam as coisas sem sentido...

Forte abraço!

sexta-feira, 19 de outubro de 2012

Futebol e Política: precisa misturar?


Olá, pessoal!

Que o Senhor continue abençoando a vida de vocês!

Eu tenho demorado a escrever porque ando estudando, cuidando de tantas coisas... nem leva tanto tempo cada coisa separada, mas ao juntar várias coisas... lá se foi o dia...

Mas não posso deixar de escrever neste momento político. Não escrevi nada no primeiro turno. Mas agora, comparando duas propostas, parece mais simples... Apesar do ex-presidente Lula dizer que o pessoal está mais interessado em saber se o Palmeiras vai cair ou não para a segunda divisão do que no caso do mensalão, política é um assunto que chama a minha atenção. Já chamou mais, mas ainda chama...

Não sei se onde você está terá segundo turno. Na Capital Paulista, onde voto, tem. Então, é sobre o segundo turno nessa cidade que quero escrever: São Paulo.

Os candidatos que estão na disputa são:

Fernando Haddad, do PT

e

José Serra, do PSDB

No Brasil, tenho a impressão que a politica tem sido tratada como Futebol: o meu "time" tem que ganhar, independente de quem esteja "jogando". No caso do Futebol isso é realmente possível, já que torcemos para o "escudo" e não para os jogadores. Queremos que os jogadores que estão no nosso time joguem bem, mas se eles "mudarem de time", continuamos torcendo por nossos "escudos" e deixamos de lado o jogador.

Mas, sinceramente, acho que política vai um pouco além disso. E quem me conhece sabe que já votei tanto no PT como no PSDB, bem como em outros partidos. Eu não tenho filiação partidária, não defendo o partido apenas, mas avalio, além do partido, a pessoa que está se apresentado e as suas propostas. Depois, claro, tenho que verificar o passado, o que pode ser comparado do que já foi feito (se há isso, pois em algum momento teremos candidatos novos, mas ainda assim dá pra avaliar a postura em outros ramos da sociedade) com o que está sendo proposto agora. Por fim, tenho que verificar a real possibilidade de aplicação das propostas, pois há coisas que não servem para entrar em prática, apenas ficam no plano das propostas para eleições e nunca serão realidade.

Nunca votei no Luis Inácio Lula da Silva, tão conhecido como Lula. Nunca votei no Fernando Henrique Cardoso. tão conhecido como FHC. Aliás, no caso desses candidatos especificamente, sempre fiz campanha contra os dois! E das eleições presidenciais que Lula concorreu, eu só não votei em 1989, por não ter idade para votar. Nas demais, votei em todas! Logo, não sou PT ou PSDB de "berço".

Assistindo ao debate com os candidatos para a Prefeitura de São Paulo na Band ontem (18/10/2012), eu vi muito mais os candidatos preocupados em montar os seus próximos programas eleitorais do que propriamente participar de um debate. Acho isso ruim, pois as respostas que ambos deram ficam prejudicadas, pois uma parte de cada fala foi usada para a devida resposta, mas fiquei com a impressão que a maior parte de cada resposta era muito mais a preparação dos próximos dias do horário eleitoral...

Vou citar algumas coisas que vejo essa tentativa e que, na minha opinião, os dois não avançaram e qualquer pessoa que note o que notei e que ainda não se decidiu, não terá encontrado nessas coisas a devida resposta para a decisão. Vamos lá:

- A proposta de Haddad de fazer um debate de melhor nível, inclusive nos próximos programas eleitorais: ele está na frente nas pesquisas. Logo, não precisa propor! Pode fazer, dar o exemplo e, caso as pesquisas apontem mudança no quadro caso o candidato Serra faça algum ataque considerado "desleal", aí ele se defende e apresenta o "contra-ataque". Em vez de propor, deve fazer e mostrar que é possível. Em vez disso, eu vejo muito mais o Serra rebatendo as críticas recebidas. Faz as suas também, mas rebate muito mais do que faz. Logo, apesar de muitos entenderem a "imprensa como golpista", ambos precisam parar de falar em "alto nível" e elevar de fato. E acredito que isso deve partir de quem está na frente nas pesquisas;

- Serra fala muito do José Dirceu. E Haddad reclama disso. Mas, por sua vez, Haddad fala de Kassab, que chegou a participar de reunião do PT ainda na fase de composição de alianças, sendo vaiado pelos participantes (acho que aconteceria o mesmo com Maluf, caso ele fosse numa reunião assim, mas o acordo do apoio foi selado "em casa" - lembro que Erundina deixou o posto de vice de Haddad por conta desse apoio de Maluf, condenado nesses dias a devolver dinheiro para a prefeitura...). Logo, "0 x 0". Cada um fala do apoio que o outro tem e um não deve reclamar que o outro fale, a não ser que quem reclamou pare de falar! Quer falar, mas quer que o outro pare? Sem sentido...

- Haddad fala que vai organizar as parcerias que envolvem, por exemplo, a saúde, com base na transparência que o Tribunal de Contas está pedindo. Isso quer dizer que se algo demorar, ele poderá dizer que não fez alguma coisa porque esperava a decisão do Tribunal ou porque a devida adequação não foi conseguida porque é "demorada". Serra também citou o Tribunal de Contas para "dar a desculpa" por algo que não foi realizado. Logo, mais uma vez, "0 x 0", pois um já tem a desculpa (porque já aconteceu) e o outro prepara a desculpa caso seja necessária, e envolvendo o mesmo órgão;

- Serra fala muito do que já fez, insistiu Haddad, e deixa de falar do que vai fazer. Sinceramente, eu vi os dois dizendo o que vão fazer, mas muito pouco, como citei no começo, pois ambos pareciam mais preocupados em preparar material para o Horário Eleitoral. Mas ambos responderam. Tenho a impressão neste ponto que Serra falou um pouco mais, mas foi realmente muito pouco. Mas ambos falaram! Agora, o Haddad também falou do que fez quando esteve responsável pelo Ministério da Educação. Logo, não é só o Serra, como tentou fazer parecer Haddad, que fala do que fez, que "olha para o passado". Ele também falou do que fez! Mais uma vez, "0 x 0" no debate nesse aspecto;

- Haddad reclamou que Serra usa como desculpa para não ter feito algo a falta de apoio do Governo Federal (que teria acontecido, mas não na medida esperada) ou ainda usa a desculpa do Tribunal de Contas já citada acima. Haddad disse que Serra sempre tem algo para usar como desculpa ou alguém para culpar por ele não ter feito algo. Mas Haddad insistiu que a Prefeitura de Sâo Paulo não foi capaz de desapropriar e ceder um terreno para a construção de uma Escola Técnica! Logo, ele também tem a desculpa e o culpado por não ter feito (a Prefeitura e o Prefeito). Outra vez, "0 x 0", pois ambos tem desculpas e culpados pelo que não fizeram;

- Sobre o fim da taxa da inspeção veicular: acho que se a inspeção continuar, ela terá um custo e alguém vai pagar a conta! O que teria que acabar não é a taxa, mas a própria inspeção, para não ter custo. Assim, para acabar com a taxa, sem acabar com a própria inspeção, é preciso dizer de onde virá o dinheiro para manter essa inspeção, dizer quem "vai pagar a conta". Só acabar com a taxa não acaba com o custo da inspeção existir. Assim, é preciso dizer de onde virá o dinheiro para que a inspeção continue, se ela continuar, e como ela será: como é hoje (todos os anos, para carros novos) ou para carros com mais de 4 anos e ano sim, ano não (como citado no debate por Haddad, que seria como acontece em outros lugares no mundo). Mantendo a inspeção, como é hoje ou com alguma alteração, é preciso dizer de onde vai tirar o dinheiro para pagar a conta, caso acabe com a taxa! Acho que nesse ponto Serra deu uma boa resposta (dizendo que apenas acabar com a taxa é levar a conta dessa inspeção para todos, com carro ou não), mas gostei muito da ideia apresentada por Haddad (de ser em carros com mais de 4 anos e ano sim, ano não), apesar dele não ter dito que pensa em fazer assim (disse que vai acabar com a taxa, mas não disse de onde será tirado dinheiro para pagar essa operação, já que não disse que acabará com a inspeção, apenas com a taxa), apenas citou como exemplo, mas seria interessante pensar nisso, com ou sem a cobrança, e se for sem, dizendo de onde virá o dinheiro para esse evento, porque de graça ele não será...

Logo no começo do segundo turno, antes do Horário Eleitoral começar, já tinha notícias do Haddad dizendo que poderia questionar o Mensalão Mineiro caso Serra falasse do Mensalão Nacional. Acho estranho, pois no Mineiro, Serra, paulista, não estava nem mesmo como secretário ou algo assim. No caso do Nacional, apesar do nome do Haddad não aparecer, ele ao menos fazia parte do governo que teria praticado. Mas Haddad questiona a união de sua imagem com a dos mensaleiros. Então, ele não pode unir a imagem do Serra com aqueles que teriam praticado tal ato em Minas Gerais! Até porque, no caso do Nacional, ele, mesmo não figurando diretamente, fez parte do governo e no Mineiro, Serra não fazia parte do governo. Assim, existindo ou não, tendo outro nome ou não, falar do Mensalão quando os dois não estão diretamente envolvidos pode ser pior para Haddad, pois o Serra nem secretário era, já Haddad foi ministro do governo acusado de particar tal ato. Mas o nome dos dois não figura diretamente, mesmo no caso do Haddad, que esteve "mais próximo" da situação. Logo, mais um "0 x 0", pois se um fala, o outro pode falar. Se um não quer que o outro fale, que dê o exemplo primeiro. Depois que ambos falaram, não adianta reclamar para parar de falar...

Realmente, estou preocupado com o rumo da eleição... No interior, sei de casos onde as campanhas estão mentindo mesmo para a população. Por exemplo, sobre o Pedágio Urbano. Sei que o Pedágio Urbano é um pedágio cobrado em cidades do mundo para entrar no centro da cidade, para entrar em alguma parte específica da cidade, sendo instalado numa rua ou avenida da cidade. Mas, por conta do projeto de Pedágio Ponto a Ponto que está sendo implantado em estradas do interior, alguns candidatos enganam a população dizendo que o Pedágio Ponto a Ponto é o Pedágio Urbano. Mas o Pedágio Ponto a Ponto é para quem passa na rodovia, ainda que seja em "trecho urbano", mas é na rodovia mesmo. Pedágio Urbano é para andar dentro da cidade. Para ser implantado, o Pedágio Urbano precisa dar alternativas para o povo, para circular sem o uso do carro e com a devida qualidade e quem resolver usar o carro, precisa ter estacionamentos e qualidade nesse uso. No Pedágio Urbano, quem andar de carro dentro da cidade, mesmo sem percorrer um único centímetro de rodovia, apenas rodando dentro da cidade, vai pagar. No Ponto a Ponto, é quem usa um trecho de uma Rodovia, mesmo sem entrar na cidade, ainda que passe pelo "trecho urbano", pois toda rodovia tem isso, mas não necessariamente entra pela cidade, a maioria apenas "corta" a cidade.

No primeiro turno, na Capital, teve a questão da cobrança de tarifa de ônibus por trecho percorrido. Sinceramente, é a ideia do Pedágio Ponto a Ponto, que a pessoa em vez de pagar um trecho inteiro tendo usado apenas uma parte, vai pagar apenas o que usou. Acontece que temos o Bilhete Único e temos a questão dos Empregos muitas vezes estarem longe de onde as pessoas moram. Entendo que a cobrança por trecho utilizado é mais justa, mas a proposta precisava vir acompanhada da devida explicação de como ficaria caso fosse utilizado além do valor do Bilhete Único (o valor da tarifa) e por quanto tempo esse valor ficaria valendo. Além, é claro, da solução para os empregadores não decidirem que iriam contratar apenas as pessoas que moram mais perto, para gastar menos com Vale Transporte. Mas, se essas respostas fossem dadas, e fossem boas, a proposta passaria! E acho mesmo que será interessante ver essa questão, pois a negociação poderá trazer mais benefícios no uso do Bilhete Único, se for feita de forma adequada. Pagar pelo utilizado é o mais justo a ser feito, pois quem anda com seu sapato, irá gastar mais sola se vier de mais longe e menos sola se vier de mais perto. O que não pode ser deixado sem resposta é o que fazer quando chegar ao valor da passagem, dependendo do número de utilizações (trocas de ônibus) e por quanto tempo a pessoa terá o beneficio de continuar usando sem nova cobrança (tem que ser maior que o atual, pois a pessoa já teria usado mais de uma condução ou um trecho grande quando chegasse ao valor da passagem), além da questão do empregador e o vale transporte, porque isso não pode trazer problemas para quem vem de mais longe.

Sinceramente, não quero ouvir falar sobre "cumprir mandato até o fim". Afinal, certa vez, votei para Vereador em São Paulo em José Eduardo Martins Cardozo, do PT. E o acompanhava por aqui. Mas, depois de dois anos, ele se candidatou para Deputado Federal. E venceu! Mas eu não o vi mais com a mesma evidência que via por aqui. Só voltei a acompanhá-lo agora que é Ministro da presidente Dilma e ainda assim, não vejo tanta coisa assim.

Se o Haddad vencer, ele pode ter assumido compromisso de não deixar o mandato no meio e, mesmo assim, deixar. Se a conjuntura política para a eleição estadual em dois anos pedir que ele seja o candidato, ele não poderá dizer que não! Sei que será uma decisão compliada, mas se for necessário fazer, será feito. O partido o chamará e ele terá que assumir, caso seja necessário! Logo, o fato do Serra não completar mandato não é motivo para eu não votar nele, pois já votei em candidato do PT que não completou e entendo perfeitamente que o próprio Haddad poderá não completar o mandato por força de conjuntura política.

Assim, a mim me resta saber o seguinte:

Candidato Serra - Como serão as parcerias para a Prefeitura de São Paulo contando com o apoio da Presidente Dilma, caso seja eleito? Porque no que diz respeito ao Estado de São Paulo, creio que pode continuar e ampliar, pelo menos nos dois primeiros anos. Mas tenho receio de como enfrentar a questão da divergência partidária (que mais parece uma partida de futebol, como escrevi lá no começo) para beneficiar a cidade de São Paulo, até mesmo tendo em conta as informações do debate de ontem (18/10/2012) na Band dos valores repassados da área Federal para São Paulo. Como o senhor pretende convencer a presidente Dilma a lhe dar o apoio necessário sem as rusgas partidárias? Entendo que ela o fará, mas penso que fará muito mais caso o candidato do partido dela seja eleito. Ela está acima dessas rusgas (precisa estar), mas não podemos negar que esse apoio deve mesmo ser maior se o candidato do partido dela vencer. Como, imagino, o apoio do Estado de São Paulo sempre vai existir, qualquer dos candidatos que vença. Mas se o senhor vencer, imagino que será maior e mais fácil ter esse apoio;

Candidato Haddad - Como ficará a questão da Educação caso seja eleito? Seu nome esteve envolvido com a questão dos problemas do ENEM, pois o senhor era o Ministro da Educação na época de tais situações. Assim, muito mais que saber sobre a mesma questão que pergunto acima para o candidato Serra (sobre o apoio Federal e Estadual ao seu possível governo - mas precisando, claro, saber a mesma coisa do senhor), minha crise se posta na questão de ter um filho que, a partir do ano que vem, estará na primeira série, com 6 anos (na minha opinião, decisão equivocada de levar mais cedo a criança para a escola, mas essa é outra questão), e quero saber o que esperar do seu governo no que diz respeito a Educação, para não termos problemas outros ou parecidos com o que houve no caso do ENEM, sendo que aconteceu mais de uma vez! Uma única vez já seria ruim, mas houve problemas em mais de um ano, em mais de uma aplicação do referido exame.

Tendo em mente o Debate de ontem (18/10/2012) na Band, por favor, se este texto chegar até os candidatos e vocês resolverem responder, não respondam apenas com base no que fizeram, mas, além do que já fizeram (é história e devem mesmo citar), citem o que está mesmo no plano de governo para vencer as questões apresentadas. Não o que vocês gostariam, mas o que realmente dá pra fazer e será feito, caso seja devidamente aprovado e encaminhado. Respondam aquilo que realmente está na vontade de vocês, aquilo que, ao menos, pretendem fazer e não aquilo que parece muito bonito, chama a atenção da população como ideia, mas nem tem condições de ser implantado rapidamente...

Sei que os partidários de um ou de outro poderão ficar apenas na conversa política como se fosse futebol e "o meu tem que ganhar". Mas eu, que não vejo política como se vê o futebol, quero decidir sem receio de encaminhar de forma errada a questão. Pelo menos, tentar...

E você? Teria mais algum questionamento para fazer aos candidatos? Sabemos que com a internet podemos chegar muito perto deles, sem nem termos noção que isso aconteceu! Procure as devidas informações e vote consciente! Não vote pensando em partido "x" ou "y". Pense mais que isso! Pense sua cidade e o futuro que se aproxima!

Forte abraço!
Caco Borba

terça-feira, 28 de setembro de 2010

Existe voto útil no primeiro turno?

Olá!

Estamos na reta final para a definição do primeiro turno das eleições 2010 no Brasil. No próximo domingo, alguns estados já podem definir a pessoa que vai governar nos próximos 4 anos ou levar essa decisão para o segundo turno. O mesmo acontece com a eleição presidencial. No caso de Deputados Estadual e Federal, e Senadores, não tem "segundo turno". Vale lembrar que em 2010 votamos em dois senadores! No total, cinco votos digitados na urna eletrônica - um Deputado Estadual, um Deputado Federal, dois Senadores, um Governador e um Presidente.

Já escrevi anteriormente sobre a questão de votos válidos, brancos e nulos e a relação com uma possível anulação de eleição (a lei diz algo diferente do que muitos pensam e/ou divulgam - leia clicando aqui).

Hoje, quero meditar sobre um assunto: Existe voto útil no primeiro turno das Elelições?

O que é essa ideia de "voto útil"? É a ideia de votar em um candidato que não exatamente o seu para que outro, tido como "pior", não vença a eleição.

Entendo que existe sim o "voto útil" no primeiro turno! Mas não por votar em um candidato diferente do seu para que outro não ganhe. Mas se essa é a definição, como é o "voto útil" no primeiro turno?

O "voto útil" no primeiro turno é o Voto em Branco e o Voto Nulo!

Por que?

Para que um candidato ganhe no primeiro turno, basta que ele tenha mais votos do que os outros candidatos somados, já que os votos Brancos e Nulos não são considerados válidos. Assim, não importa em quem decidimos votar: se o primeiro colocado tiver mais votos que os outros somados no primeiro turno, ele já leva! Independente do "segundo colocado" ter mais ou menos votos!

Mas os Votos Brancos e Nulos são descontados dessa conta! Logo, favorecem ao candidato que estiver na frente na apuração dos votos dados a alguém. Assim, votando Branco ou Nulo você também participa do processo: dá a chance de vitória para quem estiver na frente na apuração dos votos dados a alguém!

Não prego necessariamente contra o voto Branco ou Nulo. Se você quer votar assim, sem crise! Mas você participa sim desse processo, mesmo que ache que não, pois dá a chance do primeiro colocado ser eleito até em primeiro turno! E o mesmo ocorre no segundo turno: quando você não escolhe, na verdade está dando mais chances do primeiro colocado vencer, independente do seu voto! Se você votasse nesse candidato "primeiro colocado", seria mais simples a eleição. E se você votasse em outro, daria a possibilidade de um segundo turno. Anulando ou votando em Branco, você abre mão do seu direito de escolha para que a maioria escolha por você e abre mais chance de uma pessoa ser eleita no primeiro turno direto!

Não pense em votar no primeiro turno no candidato que esta em segundo lugar só para ter o segundo turno. Afinal, não são apenas os votos do segundo colocado que são levados em conta. A somatória de todos do segundo em diante é levada em conta! E como sempre se diz: segundo turno é outra eleição! Uma pessoa que votou em um candidato que foi para o segundo turno pode até votar em outro! É difícil, mas aconteceu no segundo turno das últimas eleições presidenciais, por exemplo, em 2006! Geraldo teve menos votos no segundo turno que no primeiro!

Enviar o "segundo colocado" com mais votos para dar mais força, não necessariamente se traduz em votos. Assim, no primeiro turno escolha o seu candidato conforme sua opção, não importando se ele está em primeiro ou em último lugar nas pesquisas! E depois, se houver, no segundo turno, faça a opção pelo mesmo (se ele for para o segundo turno), mude sua opção (por ser nova eleição, isso pode acontecer), escolha um dos dois por opção mesmo ou escolha um para o chamado "voto útil", para que o outro não vença.

Vote consciente! Mesmo que você vote em Branco ou Nulo, vote consciente! Não ache que você não ajudou por votar dessa forma! Ajudou, pode ter certeza! Apenas não escolheu um, mas abriu mão do seu direito em favor da escolha da maioria!