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domingo, 8 de março de 2015

A mulher é dona do SEU PRÓPRIO corpo... do seu...

Olá!

Por ocasião do Dia Internacional da Mulher...

Registro meus cumprimentos, parabéns... Registro ainda que a luta continua! Ainda há muita coisa para se conquistar, sendo que mutas dessas coisas são apenas da "condição humana" que deveria sim tratar com total igualdade e ainda assim, cria diferenças...

Mas há um ponto que eu sempre me incomodo: Aborto...

Tal, para mim, será difícil entender ou até mesmo aceitar como "normal", a menos que seja natural, espontâneo... ou que haja uma decisão médica, diante de uma situação específica...

A ideia de que a "mulher é dona do próprio corpo" é correta! Só que para mim não se aplica para a questão do aborto... A mulher não pode ser tratada como "depósito de esperma", ter que aceitar sexo na hora que a outra pessoa queira... A mulher tem que poder dizer "sim" quando ela quiser... Precisa ter a liberdade de fazer o que quiser e não ser obrigada apenas por imposições sociais... não é ela a única responsável pela cozinha, limpeza ou outras tantas atribuições que muitos acham ser apenas das mulheres. Ela precisa ter o direito de ter nas mãos o controle remoto em casa, para assistir a seus programas também! E tantas outras coisas... Não deve aceitar o que lhe é imposto; deve poder decidir a sua vida... Deve fazer as suas escolhas e não ter que aceitar simplesmente por imposição o que foi escolhido para ela!

Mas... no caso do aborto... eu não entendo mais assim... já não é apenas o corpo da mulher que está na história...

Desde o momento da fecundação, a divisão celular para uma nova história começa. Numa fertilização feita fora do útero, o "óvulo fecundado" é introduzido em desenvolvimento. Se fosse possível ter as condições para o desenvolvimento fora, esse "óvulo fecundado" seria uma nova pessoa...

Logo, esse "desenvolvimento", a multiplicação celular que se desencadeia da fertilização do óvulo, no momento em que espermatozoide e óvulo se unem, só aí começa esse processo... A ideia machista de que o espermatozoide venceu a batalha e chegou primeiro, como se o novo ser vivo fosse apenas espermatozoide, é ridícula! Poderia chegar no lugar certo e o óvulo não estar pronto... Logo, essa "vitória" é quando a fertilização ocorre! Quando não tem como separar espermatozoide e óvulo...

Para mim, esse desenvolvimento já é o início de uma nova história... E como todo ser humano, precisa de apoio para o seu desenvolvimento. Não é assim por toda a vida? Não precisamos de apoio ou damos apoio no processo de desenvolvimento e de vida de todas as pessoas em algum momento de nosso tempo respirando? É assim desde o começo! Precisamos de apoio, mas para muitos que esperam por uma criança, mesmo essa criança ainda não podendo fazer nada, ainda precisando de todos os cuidados para o seu desenvolvimento, com corpo totalmente sem forma ainda, quando a gestação é descoberta bem no começo, mesmo assim pode servir sim de apoio psicológico para quem tanto a esperou! Em todos os momentos, todos nós precisamos e/ou damos apoio para outro ser humano em nossa caminhada!

Assim, mesmo que "sem corpo", aquele desenvolvimento, aquela divisão celular, não vai se transformar em outra coisa! Se fosse possível se desenvolver fora, entendo que a mulher poderia sim decidir o que fazer com o seu corpo, dando a esse novo ser se desenvolvendo (e muitos abortos acontecem com fetos formados - eu ainda estou no momento anterior, no momento da multiplicação celular que acontece desde a fecundação) a chance de ter a mesma sorte: ter o direito ao seu corpo que se forma (ou que já se formou, ainda carecendo de ficar "maduro" para o nascimento).

Mas isso não acontece! Ao decidir sobre seu corpo numa questão de aborto, a mulher tira o direito desse novo desenvolvimento iniciado ter a chance de continuar seu processo. Poderia nem nascer, é fato, mas entendo que isso precisa ser uma questão natural e não decidida por outra pessoa. No aborto, a mulher não decide apenas sobre o seu corpo, mas sobre outro ser que, ainda que não tenha seu corpo ainda, dependendo do momento do desenvolvimento, não iria se desenvolver de outra forma! Teria o seu corpo logo... não seria "outra coisa"... Poderia até não terminar seu desenvolvimento, mas outra coisa não seria...

Não acho que uma mulher que decida pelo aborto, faça isso e saia feliz do local onde realizou tal ato... Nem vai, nem sai feliz... Mas ali ela não decidiu apenas sobre o seu corpo, mas sobre outra história que já se desenvolvia...

Não sou radical... não entendo que a medicina não tenha como opinar em casos específicos...

- A mãe pode não resistir ao tempo de gestação por algum problema, mas sem a criança poderá ter outra chance... entendo que a mãe deve decidir...

- A criança está se desenvolvendo em um lugar "errado"... não tem chance de chegar ao fim do tempo de gestação, nem mesmo a um certo tempo para tentar um parto fora de tempo... a mãe corre risco por conta do local de desenvolvimento... Ainda que o desenvolvimento tenha começado, entendo que é possível sim se decidir pelo "aborto"... aliás, entendo que ele já aconteceu...

Há sim situações... Mas não querer filho, na minha opinião, não é uma válida... Não ser a hora, muito menos!

Alguns poderão dizer que, como sou pastor, meu pensamento está arraigado na questão de fé... e não é válido... Se não é digno de ser ao menos levado em conta para se meditar um pouco mais sobre o assunto, só por conta da minha questão de fé, isso nada mais é do que PRECONCEITO... Nem se observa o que tenho a argumentar por eu ser ligado com a fé? Eu não falei nada de "vida", "fôlego", "milagre"... Falei apenas e tão somente sobre a multiplicação celular que começa desde a fecundação!  E que essa multiplicação não dará nada diferente, a não ser um novo corpo! E que, como todos os seres humanos, precisa de apoio e já pode apoiar (psicologicamente)! Se isso não servir para pensar... por conta da minha fé... não pode ser tido como algo diferente, a não ser preconceito...

Entendo que a mulher tem sim direto sobre o seu corpo! Mas entendo que essa ideia não se aplica ao aborto, em particular, pois há outro corpo, mesmo que ainda em desenvolvimento, ou até desenvolvido e apenas esperando o tempo de ficar "maduro"... E isso precisa ser levado em conta...

A questão de saúde... mesmo que legalize, sempre terá quem faça de forma clandestina... pois não será porque venha a ser legalizado que as famílias não terão suas crises e as mulheres poderão sim continuar tentando esconder que fizeram isso, para evitar maiores problemas... A "Lei" é o menor dos problemas... E isso não é questão de preconceito, é apenas o direito de ser a favor ou contra algo... Preconceito é ter uma ideia, sem avaliar o assunto, pré concebida, e achar que isso resolve o caso! Eu, pessoalmente, mesmo que a lei permita, continuarei com esse pensamento que aqui apresentei... e que me preocupei em deixar de lado os aspectos e implicações religiosas! Apenas falei sobre o desenvolvimento celular... se fosse para defender com base na fé, os argumentos seriam outros...

Todos precisamos de apoio, em alguns momentos mais, em outros menos... E precisamos dar apoio... Com base no que aqui escrevo, posso afirmar que é assim desde o momento em que a fecundação ocorre até o momento do "suspiro final"! Ou até depois, para aqueles que são levados para o cemitério ou outras formas de "sepultamento" ou afins...

Que a mulher cuide de seu corpo! Mas há outras situações que envolvem apenas e tão somente o corpo dela... quando falamos de aborto, já não é só o corpo da mulher, tem algo mais na história e, portanto, para mim, essa ideia de "ser dona do seu próprio corpo" não pode ser usada para esse assunto em particular...

Forte abraço!

sábado, 31 de maio de 2014

Diferenças que fazem diferença apenas filosoficamente...

Olá!

Ser a favor do aborto é diferente de entender o direito de abortar...

Recomendo a leitura do texto:


Nem sempre concordo com o autor, mas gosto muito do jeito que ele escreve. E, claro, algumas vezes, concordo. Acho que ele tem razão em muitas coisas e por isso, estou aqui comentando como vejo algumas coisas neste espaço. Quem sabe ele venha a ler... Não sou jornalista, mas gosto de pensar e escrever, mas não com base em uma ideologia simplesmente, antes gosto de observar além da realidade que temos como "certa". Algumas vezes, a realidade se apresenta bem diferente do que pensamos e já nos dá as pistas sobre o que poderá acontecer, mesmo que pensemos que não será assim... E esse assunto que ele escreveu, para mim, é um desses... não adianta dizer o que eu acho que vai acontecer... a realidade de abortos apenas por "opção" deixa claro que o direito a realizar o ato poderia ser desastroso. Claro que direito, todo mundo tem de fazer o que quiser... só que algumas coisas, mesmo que a pessoa tenha o direito de fazer, ela tem que assumir consequências e o que se discute, nesse caso, não é o direito de poder fazer, pois poder, pode... mas ter ou não consequências civis e penais diante da possibilidade...

Mas a questão é essa: quem é contra o aborto, entende que não se deve dar esse direito, como se está chamando, a quem quiser ter esse direito... É preciso ter consciência da questão de risco e nessa, os médicos vivem dando as opções, desde o início, pedindo uma "decisão" sobre o que fazer e a "quem salvar"... Até mesmo na hora do parto! Logo, em questões de risco de vida, isso já é feito, permitido e entendido... e nesse caso, a pessoa tem o direito de escolher se vai correr o risco ou não... No mais, é claro que quem é contra o aborto entende que ele não pode se tornar um direito de quem quiser, pois isso traria em si a chance grande de que se passe a realizar mesmo sem a devida necessidade, apenas por vontade... Sei que existe o problema da condição "clandestina" para o aborto e isso precisa, em vez de ser legitimado e legalizado, coibido... Quando se procura uma célula em Marte, pensa-se em "vida"... por que a questão do aborto só pode ser "condenada" do ponto de vista da "religião", por conta de pensamento sobre vida, em vez de se pensar na divisão e multiplicação celular que acontece desde a fertilização do óvulo? Já há essa vida que tanto procuram em Marte... por que isso, sem pensar em "religião", não é pensado e essa discussão não avança? Parece que essa seria a forma de "unir" os pensamentos, mas parece que o sonho é sempre ficar discutindo no que "divide" em vez de discutir no que pode "unir"...

Apesar dele dizer que a ideia que o aborto poderia ficar exagerado ser apenas ideia de quem é contra, não condiz com a realidade de quem quer ter o "direito ao seu corpo" pensando até na questão da gravidez. Essas pessoas, em suas manifestações, passam sim a impressão que poderiam exagerar nessa questão! Pode até ser que não façam, mas a ideia que as pessoas passam é que seria sim de forma exagerada... As mulheres tem todo direto ao seu corpo... Mas é preciso se discutir o direito de uma vida que já está em amplo desenvolvimento para os padrões de se buscar vidas em outros planetas... os dois se unem nesse processo e não é possível pensar apenas em um dos lados... pelo menos, penso assim...

E mais... na hora de se "separar" a ideia da liberdade religiosa da vontade de que alguns possam ter observado seus direitos, não se "separa" as ideias... a "religião" tem que se rever conceitos, repensar e afins... Por que quando interessa se separa facilmente as coisas, buscando a convivência entre quem queira e quem não queira, e precisamos entender que é essa a ideia (fará quem quiser) e na hora de falar da "fé", esta precisa se repensar e não pode ser: deixa livre o anúncio e as ideias e segue quem quiser??????

O Governo não reconhece o direito a educação com base na Bíblia, que diz sim que a varinha pode ser usada para a devida educação, recomendando ainda que não se deve incitar a ira do filho. Logo, pode dar uma palmada no caminho da devida educação sim, mas nunca ser violento e sem razão. É uma afronta ao direito constitucional de "liberdade religiosa", no mínimo! Que se faça a devida educação para que não seja violento mesmo, que se encontre formas de diferenciar educação com a varinha e a violência e que se puna os violentos, que não educam nada com isso, pois é diferente uma "palmada" de ser violento... Deixe livre o "direito de educar", e "dá a palmada quem quiser", e que se puna os que são violentos mesmo! Colocar tudo num mesmo grupo é ridículo! Deixe o direito assegurado desde que não se passe dos limites da educação para a violência, que não vai educar nada... Mas não... nem palmada pode, por lei... Nessa hora não precisa saber a diferença entre a "palmada" que pode educar para a violência e se deve colocar tudo no mesmo patamar, ninguém pode fazer e o "faz quem quer" não pode ser observado, mas em outros assuntos, tem que saber a diferença... Quem é contra até mesmo a palmada que pode educar não me deu o direito de fazer isso! Como quem é contra o aborto vai por iniciativa própria permitir isso...

Aí, para acabar com o assunto, podem querer argumentar que não se tem como conversar com alguém que entende que existe sim a possibilidade da palmada ser educativa... pois é... não dá pra conversar com alguém que pensa em algo que não tira da criança o direito de viver (a violência pode fazer isso e mesmo que não faça fisicamente, pode trazer problemas sérios na área psicológica e essa deve ser punida, mas a palmada educativa não tira o direito de vida), mas entende e conversa amplamente com quem entende o direito de quem pode pensar na possibilidade de tirar esse direito de vida da criança... Algo está estranho nesse pensamento, no mínimo... Nesse pensamento, uma palmada é coisa mais séria a ponto de não poder fazer do que impedir o direito de viver depois que a divisão e multiplicação celular já começou na direção de um novo ser humano... Para alguns (como eu), já um novo ser humano, mas deixemos esse assunto de lado e pensemos na vida que já há a ponto de se ter divisão e multiplicação celular... esse é o ponto que pode unir os pensamentos científicos e religiosos e acho que ambos deveriam conversar sobre isso e não apenas sobre questões "éticas" e religiosas...

Não gosto de misturar assuntos e acho que cada um deveria ser discutido de forma separada... Mas essa mistura que se faz sobre ser a favor ou conta o ato e ser a favor ou contra o direito ao ato é estranha... afinal, não acho que alguém que seria contra o ato seria favorável ao direito ao ato... é filosófico demais e mesmo que seja favorável ao direito ao ato, na hora de encaminhar uma votação, votaria não pelo direito ao ato, mas contra o ato, pois quem é contra o ato não pode encaminhar uma votação a favor do direito ao ato! Posso não condenar pessoalmente outra pessoa por fazer, mas não posso, por conta da minha contrariedade, dizer que entendo que ela pode. Entendo que ela não pode, mas ela faz o que ela quiser e assume os riscos do ato e se o ato leva a possibilidades de resposta até criminal, isso vale para qualquer ato...

Quer dizer: no que alguns querem, deixa livre para quem quiser e quem quiser, faz, e quem não quiser, não faz... mas isso vale apenas em alguns assuntos... não vale, por exemplo, para a "religião", que precisa ficar em seus muros, dentro da "igreja" e não impor nada aos outros... mas ela não impõe nada! A Idade Média já acabou faz tempo, já passamos pela Reforma Protestante, Iluminismo e tantas outras coisas... Faz quem quiser... mesmo quando alguns dizem que está errado, erra quem quiser... mesmo quando se diz que "vai pro inferno" por fazer isso, acredita e vive isso quem quiser... mesmo quando um deputado ou senador apresenta um projeto com base no pensamento religioso, esse projeto só é aprovado se a maioria dos seus pares concordar... isso não é imposição, é exatamente o que se pede para outros assuntos: deixa ser livre o anúncio ou a prática e faz quem quiser... ou não? Claro que alguns dirão que não... porque precisam manter o seu argumento... mas entre esses, alguns sabem que é verdade, que é isso mesmo... Mas muitos dirão que não é isso, porque o pensamento já está tão enraizado como o pensamento que eles criticam de alguns com ligação ao aspecto "religioso"... não conseguem argumentar contra, mas é assim e acabou e quem pensa diferente é porque não está vendo alguma coisa...

Forte abraço!

terça-feira, 8 de abril de 2014

Modelo para a Educação?

Olá!

A educação que liberta para alguns é aquela que faz, entre outras coisas, a mulher pensar que é "dona" de seu próprio corpo... E não é? É claro que é!

E essa educação desemboca, para eles, no direito da mulher escolher ou não ficar grávida. Mas ela não tem esse direito? Ela pode escolher isso sim! Existe a possibilidade de "não fazer" sexo e, depois que começou a fazer sexo e não consegue mais parar (ridículo pensamento, pois eu sou dono do meu corpo e não meu "instinto sexual" me domina, logo, eu posso "dizer não"! Homem e Mulher!), pode usar de métodos que ajudam no controle de natalidade...

Ah... a ideia é desembocar na liberação do aborto... dizer que a mulher tem o direito de decidir se quer "continuar" grávida ou não, depois de já estar... o "ficar" não é o começo da gestação, mas a "continuidade"...

Tá... eu entendo os dramas psicológicos envolvidos numa gravidez que seja produto de um estupro... Sei que há danos que incomodam demais... Reconheço e entendo...

Mas... não adianta... eu tenho por trás de todo o meu pensamento a questão da Fé, que quem quer esse tipo de educação gostaria de não ter em local nenhum da sociedade... Mas exatamente esse pensamento de Fé me faz ter certeza que tem que ter alguma razão para tal atrocidade... que tal coisa horrível e devastadora precisa ter seu "arco-íris"... E não é apenas questão de Fé... pois se não fosse questão humana mesmo o desejo de esperar pelo melhor mesmo no meio do pior, mesmo sem a Fé, não haveria necessidade de se querer uma "sociedade melhor", mesmo sem pensar em aspectos de Fé, aqueles que estão por trás do meu pensamento, mas não estão por trás do pensamento de todas as pessoas... só que a maioria pelo menos quer algo melhor, sonha, espera, mesmo que alguns percam a esperança, ainda se gostaria que fosse assim...

E... eu ainda penso na criança... gerada... que não tem culpa de nada dessa maldade toda que se passou com a vida da mãe, do desrespeito humano do pai...

Não vou dizer que é certo ou errado fazer isso! TUDO É LÍCITO... NEM TUDO É CONVENIENTE... É nisso que acredito! Poder, pode tudo!!! Só que não deve fazer tudo só porque pode...

Ou eu acredito que há algum propósito, mesmo numa palhaçada dessas... ou... a vida é só um tempo entre o útero e o sepulcro mesmo...

Além disso... há os casos de aborto que não passaram por tais traumas psicológicos mais limites... Apenas não se quer a criança...

Da mesma forma que a mãe é dona do corpo dela... a criança também é dona do corpo dela... A menos que inventem uma forma da gestação seguir mesmo sem estar no útero, a criança precisa também ter seus direitos assegurados! Se a mãe puder escolher entre ter ou não a criança, o que sobra para a criança? Nada? Apenas a aceitação de que outra pessoa tem mais direitos que ela como humano? Aí, quem não foi abortado e conseguiu nascer, quer decidir quem pode ou não ser abortado... A ela foi dado o direito de viver, mas ela quer escolher se outro ser tem o direito de viver ou não...

Da mesma forma que uma mulher não merece ser estuprada... uma criança não merece ser abortada... não merece... ponto...

"Ah... se um dia acontecer com você ou com alguém perto"... Bom... grávido não vou ficar, mas... Lembra que escrevi que entendo o drama, o trauma psicológico? Pois então... vale a mesma coisa... vou chorar junto... me revoltar junto... mas vou acreditar que tem que ter um propósito de melhora em algo tão sombrio... pois acredito que há esse propósito para nossa sociedade... espero por isso... ou acredito nisso em qualquer situação, ou não tem sentido para estarmos aqui... Nem estou falando de Fé... essa é parte integrante da minha experiência... mas mesmo sem ela, ou acreditamos que pode mudar alguma coisa, ou não tem sentido... afinal... ao abortar está se pensando que pode mudar essa situação da gravidez não desejada... está tentando mudar... ou não? Preciso acreditar que exista uma opção de mudança onde a vida seja preservada... pois ainda que alguns pensem que a vida só começa ao "nascer", mesmo assim, interromper esse processo que vai desembocar nisso depois de inciada a divisão celular, é, no mínimo, impedir o rumo natural da vida... Eu entendo que já tem vida sim, tem crianças no útero que já precisam de cuidados e até cirurgias! Se não houvesse vida, não haveria necessidade disso, só depois de nascido... já tem vida, sim... e mesmo em casos de gravidez após estupro, a vida não tem culpa da maldade que fizeram com a mãe e não tem culpa da falta de humanidade do pai...

Forte abraço!

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Boato - o que é isso?

Olá!

Mais uma vez aqui no CacoBorba's Place vamos comentar sobre um tema ligado a eleições.

Mas o título do post é "Boato - o que é isso?"! Como isso está ligado com eleições?

De forma simples: A candidatura de Dilma Rousseff tem se dito vítima de Boatos. Oficialmente, é dito que tais boatos são fruto de uma campanha do candidato oponente, José Serra, mas no dia a dia não é estranha a informação que meios ligados a questões de Fé, principalmente ligados ao Cristianismo, estão levantando Boatos contra tal candidatura. Não apenas a Imprensa (e o tão propagado PIG - Partido da Imprensa Golpista - ?), mas religiosos e Igrejas!

Como faço parte do Cristianismo e não promovo Boatos, quero apresentar aqui o que significa Boato e verificar em algumas coisas se isso realmente está acontecendo. Não posso falar de tudo, posso falar do que sei e do que vejo! Como escrevi, não passo Boatos para frente e poucos chegam até mim, pois as pessoas que me conhecem sabem de minha postura "investigativa" e crítica!

Bom, o que significa Boato?

boato [ bo.a.to ] substantivo masculino ( Do latim: boatu- )
1. notícia que corre publicamente, mas não confirmada;
2. rumores;
3. atoarda


Com essa definição, se algo é verdadeiro, não pode ser classificado como Boato! Ou pode?

Dito isso, algumas considerações a mais, com indicação de links de texto ou com vídeos abaixo:

1) Você conhece o PNDH 3? Já ouviu falar dele? Já leu alguma coisa sobre ele? Nem vou falar de ver reportagens apenas, pois podem apresentar apenas uma parte dos dados. São importantes e as que vi são esclarecedoras, mas porque conheci "na fonte" o texto do PNDH 3. Você quer ler o PNDH 3 para saber o que ele diz? Leia aqui (espero que o link não saia do ar...):


Nos vídeos abaixo, um jurista fala sobre o PNDH 3 No Programa do Jô:





Qualquer assunto ligado ao PNDH 3 (que esteja nele) não é Boato dizer que Lula quer e que Dilma também quer! Afinal, Lula assinou o PNDH 3 e Dilma diz sempre que quer "seguir mudando", dando continuidade ao governo Lula, ampliando, mas continuando! A não ser que ela diga que não concorda com o PNDH 3, qualquer coisa que ele diga, não é Boato dizer que ela vai dar continuidade aos tais temas!

Mas como escrevi, não fique apenas com as opiniões sobre o PNDH 3! Leia e conheça diretamente "na fonte" para entender o que ele diz!


2) A tão falada questão do Aborto:

Quero deixar claro uma coisa - Eu tenho a minha opinião, fundamentada em questões de fé e questões sociais. Agora, independente disso, as pessoas, como eu, também podem ter opiniões, quer sejam iguais as minhas ou sejam diferentes! O fato de eu não concordar com a opinião de outra pessoa não tira dela o direito de ter opinião e até ter a sua opinião mais aceita que a minha! E mesmo que a opinião aceita seja diferente da minha não me obriga a mudar de opinião!

Assim, entendo que o PT, o Presidente Lula e a candidata Dilma podem ter suas opiniões e convicções! Eu concordando ou não com elas, prefiro que as opiniões mesmo que contrárias sejam defendidas em vez da pessoa ficar mudando "ao sabor do vento". De quem defende até o fim sua opinião, eu sei o que esperar, mesmo que seja algo contrário ao que eu quero! Mas se a opinião muda a todo momento, não dá para saber o que esperar!

Agora, claro que uma pessoa tem o direito de mudar de opinião! Basta dizer que mudou de opinião! Diga que antes pensava assim e agora pensa diferente! Dessas, ainda que com o "pé atrás", ainda podemos saber o que esperar, se de fato mostrarem testemunho dessa mudança de opinião! Se apenas disserem, mas mantiverem uma prática diferente, pode ser apenas na tentativa de ganhar alguma coisa no momento e voltar a sua opinião anterior quando for possível!

Dizer que a candidata Dilma ERA favorável ao aborto, não é Boato! Ela não pode dizer que é Boato isso! Mesmo que ela diga que pessoalmente tem convicções diferentes, ela ainda assim tinha o interesse que a lei fosse mudada! O máximo que ela pode dizer é que pensava assim antes, o Partido pensava assim, mas que houve uma mudança de pensamento. Mas que ela ERA, isso não pode ser negado!

E diante do fato que ela não disse ainda que agora não é mais, dizer que ela é a favor do Aborto (não pessoalmente, mas para o cuidado da sociedade) é ter como base o que ela disse antes e o que estava (e ainda está no momento que este texto é escrito) em site do PT (http://www.pt.org.br/s16a95n9441 - veja não apenas o título, mas principalmente o último parágrafo e tire suas conclusões sobre a realidade ou não de querer mudar a lei)! A menos que ela diga agora com todas as letras que é contra, como disse antes que era favorável e o seu Partido queria (e ainda quer, no momento que este texto é confeccionado, com base em algo no próprio site do PT - insisto: leia http://www.pt.org.br/s16a95n9441), não é Boato dizer que ela é a favor do Aborto, do ponto de vista da sociedade, sendo a posição pessoal ou não!

Veja o que ela disse e ainda não disse que deixou de pensar assim e descubra se é Boato dizer que ela é a favor ou que, pelo menos, quer mudar a legislação:



Ela falou no debate da Rede Bandeirantes já no segundo turno das eleições (10/10/2010) que não quer tratar como caso de polícia e sim como caso de saúde. Vamos avançar nessa conversa: Existe estatísticas de mulheres que foram presas por ser o aborto crime no Brasil? Quantas foram presas? Quantas clínicas clandestinas a inteligência da Polícia localizou e fechou? Aquelas mulheres que praticaram o aborto em casa, mas que tiveram que procurar um médico por qualquer complicação posterior, quantas dessas foram presas, já que hoje é caso de polícia?

Veja o vídeo desse momento do Debate na Band:



O governo gosta dos números favoráveis da economia e afins... quais são os números para este caso? Quantas pessoas são presas, já que há tantos abortos no Brasil? Será que é para tratar como caso de polícia, mesmo a lei prevendo que é crime?

Insisto: ela tem o direito de ter a opinião que quiser! Mas é importante que defenda a sua opinião e não mude de acordo com o vento do momento. E, sinceramente, dizer sobre ela o que ela realmente disse e ainda não falou nada sobre mudar de opinião, não é boato!

Por este momento, paro por aqui. Vou continuar buscando FATOS para desmentir o que dizem ser Boato. Fatos não são Boatos! Aqui, não terá Boatos, caso eu amplie esse assunto em outro post! Apenas os Fatos!