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terça-feira, 26 de novembro de 2019

O desafio de não se render a uma Ditadura dizendo que quer Democracia...

Olá!

Na Democracia, os grupos contrários precisam dialogar!

O grupo "vencedor" nas urnas deve ter a maior parte de sua agenda implementada, é claro, mas precisa dialogar com o grupo "perdedor" e até atender algumas (poucas) coisas, porque todos convivem juntos na mesma sociedade!

Pouco importa se é Direita ou Esquerda! Coloque como vencedor e perdedor qualquer dos lados. Na "alternância de poder" pode ser um por um tempo o vencedor e depois ser o outro...

Se o grupo "vencedor" nas urnas tenta "aniquilar" o grupo "perdedor", não dialoga, temos uma Ditadura, não uma Democracia! Se um grupo apenas é atendido, temos Ditadura, não Democracia! Por isso, o grupo "vencedor" deve sim ter a maior parte da sua agenda atendida, mas tem que sobrar espaço para dialogar com o grupo "perdedor" e atender sim em algumas (poucas) coisas, para manter o mínimo de civilidade na relação social! E quem tem que insistir no diálogo é quem está no poder, porque o outro grupo vai tentar sempre não dialogar e mostrar erros - a não ser numa campanha eleitoral, aí em vez de mostrar o seu melhor, todos preferem mostrar o pior do outro, mas isso é outra história...

Aquele papo que com AI-5 e Ditadura só "quem fez coisa errada é que sofreu" está equivocado! Porque se em vez dos Militares, os vermelhinhos tivessem implantado a Revolução, eles diriam a mesma coisa! Isso é defender o seu lado apenas e aniquilar o outro lado! Não é Democracia, é Ditadura! A Democracia dialoga, a Ditadura impõe!

O PT sonhava com a "Revolução" através da urnas. Acreditou que poderia continuar sendo eleito, quer por "bons governos", quer por desvio de recursos (sem ninguém ser investigado) para ter mais chances de uma campanha melhor. Quebrou a cara!

Criticamos a possibilidade de uma Ditadura no Brasil mesmo que através das urnas, quem sabe até com fraudes nas apurações. Alertamos contra isso!

Agora, vamos defender uma Democracia onde só um lado pode se manifestar e ter seus pleitos avaliados? Isso é igualmente Ditadura!

Se Dilma tivesse usado GLO, equivalente ao AI-5 ou qualquer coisa do tipo e impedido as manifestações, nem Impeachment teria acontecido! Seria certo ela fazer isso? NUNCA!

Teve quebra-quebra, lojas arrombadas e saqueadas, carro da imprensa virado e queimado, morte... Teve Baderna! O que dizem que pode acontecer agora, aconteceu em 2013! Então, se na "expectativa da possibilidade" de uma manifestação sair do controle já se fala em GLO, AI-5 e afins, se Dilma tivesse feito algo diante de fatos já ocorridos seria certo? Quem defende que hoje poderia se fazer apenas por conta de hipóteses, possibilidades, diria que ela estava errada se agisse diante do fato concreto, porque tinha que apenas agir contra os baderneiros... Por que agora seria certo impedir a manifestação de outro pensamento?!? Se apenas na possibilidade de acontecer já se fala em impedir, imagina o que vai ser se realmente acontecer como foi em 2013...

As pessoas querem a Ditadura, só o seu pensamento, mas com a aparência de Democracia, pouco importa se são de Direita ou de Esquerda...

Ah... mas o Lula já está falando isso ou aquilo...

E por ele estar errado, temos que errar juntos no "contra-ataque"? Deixe ele errar sozinho! Essa palhaçada de aceitar o erro do seu lado porque está combatendo o outro é mais uma prova que o que as pessoas querem é a Ditadura, mas não conseguem assumir porque "é feio"...

Eu posso desmerecer, questionar, tentar convencer pessoas a não participarem, até fazer chacota de manifestação que seja contra o que eu prefiro. Mas independente disso, quero que tenham o direito de se manifestar, porque quero manter o meu direito! Se eu quiser impedir o outro, em algum momento ele pode conseguir me impedir...

O Desafio da Democracia é maior que muitos imaginam... Aí, nem notam que querem mesmo uma Ditadura, só o seu pensamento... Eu não quero o PT de volta! Mas não quero que sejam impedidos da manifestação que quiserem fazer... Os baderneiros devem ser impedidos, mas transformar todo o pensamento em baderna, é viés da Ditadura... E se um dia eles conseguirem o poder e quiserem fazer o mesmo, dirão que só quem fez coisa errada é que sofreu...

Prefiro a Democracia, essa incoerência de ter que abrir mão de algumas coisas na convivência social, que o risco de uma Ditadura de qualquer dos lados...

E antes que pensem que abriria mão de algo do ponto de vista espiritual, pode ter certeza que nessa questão de foro íntimo e pessoal não tem acordo. Não temo nesse caso os que podem matar o corpo... Falo de questões sociais e que eu não seja obrigado a fazer parte de alguma forma...

Caco Borba

sexta-feira, 8 de novembro de 2019

Mudaram a regra da piscina ou estavam fazendo diferente do que dizia a regra?

Olá!

Pense em um clube, uma área social de um hotel ou algo assim...

Nesse espaço, tem uma piscina infantil...

Nessa piscina, só as crianças até 12 anos ou com certa altura máxima podem entrar, por conta dos brinquedos, profundidade, segurança...

Apenas os os pais das crianças até 2 anos podem ficar no espaço, poque elas precisam de mais atenção, podem precisar de apoio para ficar até em pé e coisas assim...

Aí, os pais das demais crianças se revoltam e começam a entrar no espaço,porque se os pais dos pequenos podem, eles também podem...

A situação dura por quase 3 anos...

Um belo dia, os responsáveis pelas regras de uso resolvem definir que aquele espaço é só para crianças mesmo, que em casos muito específicos de cuidados especiais, como dos menores, aí é permitida a permanência do adulto responsável, mas só nesses casos especiais...

A decisão foi para mudar a regra original ou para resgatar a regra que sempre existiu e estava sendo desrespeitada?

Claro que foi para resgatar a regra que sempre existiu! O pessoal é que estava fazendo diferente do que a regra definia...

Se você concorda comigo, não venha me dizer que na situação abaixo "é diferente"...

A lei sempre permitiu a prisão em qualquer momento! Até mesmo a pessoa que nem é fichada pode ser presa, desde que haja uma justificativa que sustente a prisão...

Logo, a lei que permite prisão até de quem não é nem fichado ainda (será depois disso), permite a prisão em qualquer momento de um processo ainda não "transitado em julgado"... Basta ter um motivo além do caso em questão... Até com ligação com ele, como tentar manipular provas, testemunhos, tentar fugir ou ameaçar pessoas, destruir provas, algo assim... Mas não por condenação do caso em si, essa só depois do "transitado em julgado"... para prender antes, tem que ter uma justificativa extra!

Assim, o STF não mudou jurisprudência sobre a prisão em segunda instância... Apenas resgatou a regra: se houver justificativa além da condenação, pode sim prender, como pode prender em qualquer momento! Pela condenação, só "transitado em julgado"...

O que o STF fez foi dizer que estavam usando a possibilidade da prisão em qualquer momento como se fosse obrigatória quando houvesse uma condenação em segunda instância... mas a regra nunca disse isso! Sempre disse que era possível com justificativa para tal, diante do caso específico analisado, e não apenas por conta de uma condenação, a não ser quando esgotarem os recursos...

Não entre no caso do "Tribunal do Júri" que no STF mesmo foi dito que ainda vão ter que resolver essa questão...

Dessa forma, prender por conta de uma condenação, só quando o último recurso for esgotado no STF... Sei o quando é frustrante, mas é assim! E com a Constituição de 1988, só pode mudar a quantidade e o tempo dos recursos, não pode mudar quando prender depois de condenação! Estão dizendo que podem mudar, mas não podem... Só mudando a Constituição, fazendo uma constituinte, como queria o PT (loucura, mas é - e não adianta ficar com a ilusão que uma constituinte convocada por Bolsonaro vai ser diferente de uma convocada pelo PT, porque os deputados constituintes seriam eleitos e cada "lado", e muitos outros, podem eleger seus representantes, quem quer que seja o Presidente... a menos que seja algo ditatorial, aí é outra conversa... eu estou pensando em democracia)...

O STF não acabou com a possibilidade de prisão em segunda instância porque a lei não permite ao STF fazer isso! O que o STF fez foi dizer que tem que ter uma justificativa diferente (pais de crianças até dois anos na piscina infantil) e aí, pode prender em qualquer momento! Mas prender apenas por conta da condenação, só o STF pode (os demais pais, não podem entrar)...

A regra não mudou! Estava sendo aplicada de forma equivocada e isso enganou a muitos... Pode prender em qualquer momento, mas tem que ter a justificativa que se sustente... Por conta da condenação, só depois do último recurso... se houver total colaboração com a justiça e não houver nenhuma condição de definir uma justificativa para a prisão antecipada, vai recorrer até o fim em liberdade... e só pode mudar os recursos, quantidade, coisas assim... a prisão antes de esgotado o último recurso sem uma justificativa só pode acontecer se fizermos uma constituinte...

Caco Borba

domingo, 8 de março de 2015

A mulher é dona do SEU PRÓPRIO corpo... do seu...

Olá!

Por ocasião do Dia Internacional da Mulher...

Registro meus cumprimentos, parabéns... Registro ainda que a luta continua! Ainda há muita coisa para se conquistar, sendo que mutas dessas coisas são apenas da "condição humana" que deveria sim tratar com total igualdade e ainda assim, cria diferenças...

Mas há um ponto que eu sempre me incomodo: Aborto...

Tal, para mim, será difícil entender ou até mesmo aceitar como "normal", a menos que seja natural, espontâneo... ou que haja uma decisão médica, diante de uma situação específica...

A ideia de que a "mulher é dona do próprio corpo" é correta! Só que para mim não se aplica para a questão do aborto... A mulher não pode ser tratada como "depósito de esperma", ter que aceitar sexo na hora que a outra pessoa queira... A mulher tem que poder dizer "sim" quando ela quiser... Precisa ter a liberdade de fazer o que quiser e não ser obrigada apenas por imposições sociais... não é ela a única responsável pela cozinha, limpeza ou outras tantas atribuições que muitos acham ser apenas das mulheres. Ela precisa ter o direito de ter nas mãos o controle remoto em casa, para assistir a seus programas também! E tantas outras coisas... Não deve aceitar o que lhe é imposto; deve poder decidir a sua vida... Deve fazer as suas escolhas e não ter que aceitar simplesmente por imposição o que foi escolhido para ela!

Mas... no caso do aborto... eu não entendo mais assim... já não é apenas o corpo da mulher que está na história...

Desde o momento da fecundação, a divisão celular para uma nova história começa. Numa fertilização feita fora do útero, o "óvulo fecundado" é introduzido em desenvolvimento. Se fosse possível ter as condições para o desenvolvimento fora, esse "óvulo fecundado" seria uma nova pessoa...

Logo, esse "desenvolvimento", a multiplicação celular que se desencadeia da fertilização do óvulo, no momento em que espermatozoide e óvulo se unem, só aí começa esse processo... A ideia machista de que o espermatozoide venceu a batalha e chegou primeiro, como se o novo ser vivo fosse apenas espermatozoide, é ridícula! Poderia chegar no lugar certo e o óvulo não estar pronto... Logo, essa "vitória" é quando a fertilização ocorre! Quando não tem como separar espermatozoide e óvulo...

Para mim, esse desenvolvimento já é o início de uma nova história... E como todo ser humano, precisa de apoio para o seu desenvolvimento. Não é assim por toda a vida? Não precisamos de apoio ou damos apoio no processo de desenvolvimento e de vida de todas as pessoas em algum momento de nosso tempo respirando? É assim desde o começo! Precisamos de apoio, mas para muitos que esperam por uma criança, mesmo essa criança ainda não podendo fazer nada, ainda precisando de todos os cuidados para o seu desenvolvimento, com corpo totalmente sem forma ainda, quando a gestação é descoberta bem no começo, mesmo assim pode servir sim de apoio psicológico para quem tanto a esperou! Em todos os momentos, todos nós precisamos e/ou damos apoio para outro ser humano em nossa caminhada!

Assim, mesmo que "sem corpo", aquele desenvolvimento, aquela divisão celular, não vai se transformar em outra coisa! Se fosse possível se desenvolver fora, entendo que a mulher poderia sim decidir o que fazer com o seu corpo, dando a esse novo ser se desenvolvendo (e muitos abortos acontecem com fetos formados - eu ainda estou no momento anterior, no momento da multiplicação celular que acontece desde a fecundação) a chance de ter a mesma sorte: ter o direito ao seu corpo que se forma (ou que já se formou, ainda carecendo de ficar "maduro" para o nascimento).

Mas isso não acontece! Ao decidir sobre seu corpo numa questão de aborto, a mulher tira o direito desse novo desenvolvimento iniciado ter a chance de continuar seu processo. Poderia nem nascer, é fato, mas entendo que isso precisa ser uma questão natural e não decidida por outra pessoa. No aborto, a mulher não decide apenas sobre o seu corpo, mas sobre outro ser que, ainda que não tenha seu corpo ainda, dependendo do momento do desenvolvimento, não iria se desenvolver de outra forma! Teria o seu corpo logo... não seria "outra coisa"... Poderia até não terminar seu desenvolvimento, mas outra coisa não seria...

Não acho que uma mulher que decida pelo aborto, faça isso e saia feliz do local onde realizou tal ato... Nem vai, nem sai feliz... Mas ali ela não decidiu apenas sobre o seu corpo, mas sobre outra história que já se desenvolvia...

Não sou radical... não entendo que a medicina não tenha como opinar em casos específicos...

- A mãe pode não resistir ao tempo de gestação por algum problema, mas sem a criança poderá ter outra chance... entendo que a mãe deve decidir...

- A criança está se desenvolvendo em um lugar "errado"... não tem chance de chegar ao fim do tempo de gestação, nem mesmo a um certo tempo para tentar um parto fora de tempo... a mãe corre risco por conta do local de desenvolvimento... Ainda que o desenvolvimento tenha começado, entendo que é possível sim se decidir pelo "aborto"... aliás, entendo que ele já aconteceu...

Há sim situações... Mas não querer filho, na minha opinião, não é uma válida... Não ser a hora, muito menos!

Alguns poderão dizer que, como sou pastor, meu pensamento está arraigado na questão de fé... e não é válido... Se não é digno de ser ao menos levado em conta para se meditar um pouco mais sobre o assunto, só por conta da minha questão de fé, isso nada mais é do que PRECONCEITO... Nem se observa o que tenho a argumentar por eu ser ligado com a fé? Eu não falei nada de "vida", "fôlego", "milagre"... Falei apenas e tão somente sobre a multiplicação celular que começa desde a fecundação!  E que essa multiplicação não dará nada diferente, a não ser um novo corpo! E que, como todos os seres humanos, precisa de apoio e já pode apoiar (psicologicamente)! Se isso não servir para pensar... por conta da minha fé... não pode ser tido como algo diferente, a não ser preconceito...

Entendo que a mulher tem sim direto sobre o seu corpo! Mas entendo que essa ideia não se aplica ao aborto, em particular, pois há outro corpo, mesmo que ainda em desenvolvimento, ou até desenvolvido e apenas esperando o tempo de ficar "maduro"... E isso precisa ser levado em conta...

A questão de saúde... mesmo que legalize, sempre terá quem faça de forma clandestina... pois não será porque venha a ser legalizado que as famílias não terão suas crises e as mulheres poderão sim continuar tentando esconder que fizeram isso, para evitar maiores problemas... A "Lei" é o menor dos problemas... E isso não é questão de preconceito, é apenas o direito de ser a favor ou contra algo... Preconceito é ter uma ideia, sem avaliar o assunto, pré concebida, e achar que isso resolve o caso! Eu, pessoalmente, mesmo que a lei permita, continuarei com esse pensamento que aqui apresentei... e que me preocupei em deixar de lado os aspectos e implicações religiosas! Apenas falei sobre o desenvolvimento celular... se fosse para defender com base na fé, os argumentos seriam outros...

Todos precisamos de apoio, em alguns momentos mais, em outros menos... E precisamos dar apoio... Com base no que aqui escrevo, posso afirmar que é assim desde o momento em que a fecundação ocorre até o momento do "suspiro final"! Ou até depois, para aqueles que são levados para o cemitério ou outras formas de "sepultamento" ou afins...

Que a mulher cuide de seu corpo! Mas há outras situações que envolvem apenas e tão somente o corpo dela... quando falamos de aborto, já não é só o corpo da mulher, tem algo mais na história e, portanto, para mim, essa ideia de "ser dona do seu próprio corpo" não pode ser usada para esse assunto em particular...

Forte abraço!

quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

Solidário a Barbosa e mais quatro...

Olá!

Eu realmente gostaria de saber se estão felizes aqueles que chamavam até mesmo de idiotas os que estavam revoltados com a possibilidade de ter novo julgamento por conta dos tais embargos infringentes...

São brutos na fala, no texto, em tudo, rotulando e falando bobagens... Parece que uns podem dizer até bobagens, enquanto outros não podem nem olhar que já pensam que ele pensou bobagem e já se é condenado pelo que se pensa do pensamento alheio, não sendo necessariamente a verdade, mas já se é condenado...

Como o atual governo federal, que parece amigo, mas na verdade, como todos os ditadores, sonha com o fim do pensamento contrário. O pensamento contrário deve ser amado, pois é ele que nos mantém firmes com nosso pensamento, nos desafia a pensar melhor e quem sabe, nos ajuda a mudar!!! Silêncio, só se os lados que pensam diferente se calarem. Liberdade, só se os lados que pensam diferente puderem apresentar suas ideias...

Agora, desviar dinheiro público e pagar aliados e amigos não é crime tão sério. Já se manifestar contra a Copa, por exemplo, será muito mais sério que isso, se conseguirem levar adiante o que pensam sobre as manifestações...

Não fiquem tristes caso a jurisprudência no caso de Brasília/Brasil e do PT seja o benefício definitivo para o caso Mineiro e do PSDB... E nos dois, o tal "carequinha" tem envolvimento... PT e PSDB, para mim, são dois lados de uma mesma moeda... os lados da moeda são diferentes! Mas... a mesma moeda...

Forte abraço!

terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

A invenção de uma guerra que pode se tornar mais real do que já é...

Olá!

Por que, mesmo quando deu elementos favoráveis ao movimento dos "manifestantes" violentos, a imprensa foi atacada? Carros queimados, violência, truculência na hora de registrar o que acontecia... Por que?

Por que muitos seguiram a ideia de que em tudo a imprensa manipula, mesmo quando falava a favor dos que diziam exatamente isso?

Eu tenho uma teoria, mas faz tempo que penso isso, comento, falo, escrevo, e por conta desse sentimento humano da atualidade, onde você ou é favor ou contra, muitos acharam que eu era contra qualquer tipo de manifestação, quando eu era contra qualquer tipo de exagero, da imprensa, da polícia e de manifestantes... Isso sim, sou radicalmente contra. No mais, vejo como necessário o trabalho da imprensa, quando não manipula, da polícia, quando, com rigor ou não, realmente defende o direito de quem quer se manifestar de fato e não fazer bagunça, e a manifestação como um todo, a não ser quando tem violência; não vivemos estado de guerra, ditadura ou coisa do tipo para que as manifestações precisem ser violentas para chamar a atenção. Podemos sim nos manifestar sem invadir nenhum espaço, sem quebrar nada, sem violência... Isso faz parte da democracia! O exagero, é parte de manifestações pelo mundo onde há algo próximo de guerra, se não existe a mesma de fato... O que não é nossa realidade... pelo menos, em parte...

Bom... a imprensa seguiu sendo atacada, mesmo que defendendo alguns exageros, por um simples motivo:

A imprensa tinha as imagens. Tinha o áudio. E a qualquer momento poderia mostrar a realidade dos fatos: muitas vezes os "manifestantes" agiam com violência e exagero para, depois, a polícia reagir. Porque quando a polícia agiu primeiro, a imprensa mostrou! E a qualquer momento, o movimento violento poderia ser desmascarado (ainda que continuasse mostrando suas máscaras) como quem muitas vezes agia primeiro com truculência, violência e depois, se "escondia" no meio dos manifestantes que não viam isso e que estavam manifestando de forma condizente com a democracia, e quando a polícia ia agir, eles já estavam no meio da multidão... Até chegar num local onde o confronto seria inevitável...

E no meio disso, eles só faziam imagens e comentários nas redes sociais da ação ou da reação da polícia, fazendo parecer que essa era truculenta e exagerada em sua ação todas as vezes. Como em alguns momentos a polícia o foi mesmo, ficava parecendo que ela era sempre, quando muitas vezes ela reagia ao que os "manifestantes" violentos faziam e escondiam...

Muitos elogiavam a ação desses violentos, dizendo que não o eram, que eles defendiam a população da polícia... Eles não precisavam de apoio para fazer o que faziam, imagina como se sentiram tendo a impressão que tinham apoio...

Pois então... um jornalista morreu... E na manifestação seguinte sobre o mesmo tema (mais uma vez o aumento de tarifa - se não aumentar nunca, o salário vai acabar sendo congelado! Nós temos inflação, diferente do que se divulga...) teve confronto mais uma vez. Parece que foi "baixa de guerra", uma guerra que não existe! Se querem combater uma guerra de verdade, da forma como estão agindo, que peguem um avião e se mudem para a Síria! Ou... que se manifestem de forma pacífica e depois, na hora de votar, votem de forma consciente...

É importante notar que alguns ainda tentam criar problemas com relação ao trabalho da imprensa. Uns, desmerecendo a morte desse cinegrafista da Band, dizendo que todos os dias morrem pessoas na nossa "guerra urbana", e não notam que esse evento não se deu por crime ou alguma violência equivalente, e outros querendo a mesma rigidez da imprensa quando outros tantos morrerem na mesma "guerra urbana", algo que a imprensa já faz, mas a cada dia são tantas notícias de mortes que parece que a imprensa não faz da mesma forma, até porque se a imprensa for lançar "notas de redação" a cada morte, só teremos isso na imprensa...

Logo, o tratamento é diferente, pois a situação é diferente, mas não podemos deixar os que banalizam a morte colocar mais essa na mesma estatística, pois essa é diferente, infelizmente. As outras tantas precisam ser combatidas sim, mas há diferença entre as mortes da "guerra urbana" e essa morte específica do cinegrafista. Todas devem ser investigadas e punidas, mas não é em todas que é possível ter "notas da redação". Quanto a cobrar, a imprensa faz isso e sempre que algo novo aparece em muitas das mortes noticiadas, eles trazem a devida informação sobre como se encaminhou o caso. Não é sensacionalismo da imprensa tratar esse caso como "diferente", pois na prática ele é mesmo: veio de uma manifestação que muitos insistem que a polícia é a única violenta e os manifestantes são vítimas. Foi isso mesmo que aconteceu? Os mesmos que defendem os manifestantes e criticam apenas a polícia querem igualar os crimes ou abrir a ideia de sensacionalismo por parte da imprensa. Esses andam errando, pois há sim manifestantes muito corretos, mas muitos errados, como há policiais errados, mas muitos são certos... Vou dar bola para esses?

Bom... é isso que vejo...

Forte abraço!

quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

Espero...

Olá!

Espero que quem quer "liberdade" para pensar e postar o que quiser entenda um dia que essa liberdade só real se até mesmo quem é contra a sua opinião tiver a mesma liberdade... Porque se apenas um dos lados quiser apresentar a sua opinião e o outro só tiver que se calar, não é "liberdade", mas imposição... Ou os dois lados "calam" por amor ao outro, ou os dois lados "falam" com o devido respeito...

Espero que as pessoas um dia entendam que o fato de eu não concordar com o que uma pessoa faz ou pensa não me faz contrário a essa pessoa. Se eu tiver que contratar alguém que tiver melhor currículo para determinada função, não irei olhar o que ela pensa ou faz da sua vida, mas a sua capacidade para desempenhar o determinado trabalho. A menos que o trabalho perca qualidade por conta de outras escolhas, basta ser capacitada para ter o emprego...

Espero que as pessoas entendam que quando queremos evitar que nossos filhos tenham contato com algo que não gostamos, é porque queremos que eles tenham mais informação sobre o assunto para que possam entender o todo e não apenas o detalhe, porque como nos diz a Bíblia, tudo é lícito, só que nem tudo convém. O que queremos é que nossos filhos sejam capazes de "guardar o que é bom", depois de ter as informações adequadas e no tempo certo para o devido entendimento e não para que o "entendimento" seja "imposto", mas assimilado e realmente entendido. Em certas "épocas da vida" há "entendimentos" que não são assimilados, mas impostos. É preciso respeitar o desenvolvimento pessoal para que se assimile realmente o entendimento...

Espero que as pessoas um dia entendam que criticar algum aspecto da minha fé ou da minha capacidade intelectual por ser eu uma pessoa de fé é algo muito errado e altamente discriminatório...

Espero que as pessoas entendam que uma pessoa religiosa pode ter suas convicções com base na sua fé e não abrir mão dessas convicções, ainda que respeitando a decisão de qualquer pessoa de ir na direção oposta a essa convicção de fé. Que como "seres sociáveis", que dividem o "espaço comum" da sociedade, iremos sempre lutar por conta do que pensamos e queremos, como os demais farão da mesma forma, mesmo que pensem e queiram algo totalmente diferente, não porque se tem o desejo de impor nada a ninguém, mas porque entendemos que aquilo é o certo e, como os que lutam em outra direção, apenas defendemos o nosso pensamento, como qualquer pessoa...

Espero que as pessoas entendam que o que digo ser "pecado" de acordo com a forma que vejo a fé não é uma tentativa de imposição para a sociedade do que eu penso, mas um anúncio da forma como vejo as coisas e, junto com o convite para ver o mundo como vejo, devo anunciar o que é pensado na forma como vejo o mundo. Se você não quiser, tal qual o jovem rico que se aproximou de Jesus e por ele foi amado, ao ouvir o que devia fazer para seguir a Jesus, se você não gostar, sem crise: pode se afastar, exatamente como aquele jovem rico. Agora, se for para seguir no pensamento que tenho, é preciso saber o que se pensa e seguir da forma como se pensa. Se não quer, que cada um siga em frente pelo caminho que escolher...

Espero que um dia se entenda que o que se diz ser "pecado" nem sempre é crime, ainda que algumas coisas sejam vistas como tal pelo código penal. Mas há outras coisas que não são vistas como crime e ainda assim se vê como "pecado". Não precisa ser crime para ser "pecado"...

Espero que, até mesmo dentro da fé, se entenda que "pecado" não serve para ficarmos "acusando" a pessoa, mas a definição disso deve servir de alerta para que as pessoas deixem algum caminho que torna mais distante a salvação de acordo com a fé que temos. E se a pessoa não quiser seguir pelo mesmo caminho, ela não precisa se sentir "ofendida" pela fé. O convívio social não se dá pela concordância ou "aceitação" (no sentido de achar certo ou errado o que se faz), mas pelo respeito. E o respeito não se apresenta em aceitar tudo. Mesmo que não aceite a ou não concorde com a posição ou opinião, devo respeitar tanto a opinião que não concordo e combato, e muito mais a pessoa, com quem posso "comer pizza" mesmo que não concordemos, desde que ela não queria sua liberdade com base no meu silêncio ou no "abafamento" da minha opinião. Queira liberdade para defender o que pensa e aceite o contraditório, dentro do respeito, sem "baixar o nível" da conversa. Respeito deve ser mútuo... e não apenas por parte dos "da fé"...

Espero que um dia se entenda que todos são livres para fazerem o que quiserem e pensarem o que quiserem. E todos são livres para concordar ou não com as atitudes ou pensamento das outras pessoas. E que discordar de uma ideia não é tentativa de impor ou de tirar a liberdade de ninguém, mas tornar a liberdade uma realidade. Se apenas o que pensa igual a mim for respeitado em sua opinão ou atitude, estou querendo impor aos outros o que penso ou faço. Posso não concordar, debater a ideia e isso sim traz a verdadeira liberdade, não a tentativa de "calar" o contraditório. Com base no amor podemos pedir que o assunto não seja tratado, para evitar maiores problemas, caso haja discordância. Mas se uma das partes quiser continuar com o assunto, deve aceitar o contraditório e respeitar, para ter a sua liberdade de falar ou fazer o que pensa legitimada em dar a liberdade ao que pensa ou age diferente, mesmo não concordando...

Espero que se entenda que não é preciso concordar ou "aceitar" algo para respeitar. Respeito muita coisa com a qual não concordo e se for para conversar, deixo claro que não concordo. Mas isso não muda o meu respeito por quem pensa diferente, quando tenho esse respeito. A não ser que se tente mudar o que penso por "imposição de lei", porque aí eu não fui respeitado primeiro e vou lutar contra... Há coisas que, mesmo que sejam "aprovadas", as pessoas não serão obrigadas a realizar (a não ser que a definição de uma lei apronte alguma), mas que eu defendo o que eu penso. Não posso "aceitar" socialmente só porque eu não terei que fazer se eu não quiser. Vou defender o que penso e cada um faz o mesmo. Mas há outras decisões que podem impor a necessidade de mudança de um pensamento que é livre por definição, que para que se mude, é preciso mudar antes a Constituição, e em situações assim, é preciso cuidado para não "misturar" com as que, mesmo que aprovadas, não são "obrigatórias"...

Espero, enfim, pelo dia da Volta do Senhor Jesus, pois é dessa forma que vejo que a sociedade será realmente diferente e melhorada. E quem espera de outra forma, que pense bem na liberdade que quer ter, pois para ter essa liberdade não deve tirar a liberdade de outra pessoa que pense de forma contrária, a não ser naquilo que a lei defina mesmo como errado e, claro, que se tome cuidado com o que se entende que é "crime" para não "criminalizar" o que não é crime de fato. Pois se um dia a convicção religiosa for criminalizada, qualquer convicção um dia poderá ser! Que seja crime não a ideia de que algo é certo ou errado religiosamente falando, mas a ação de um religioso em hostilizar a pessoa - e que se veja diferença entre não concordar com o que faz ou pensa e a real hostilidade, em vez de fazer tudo contra o pensamento e a forma de agir ser hostilidade. Não concordar com o que o outro pensa ou faz não é crime! E espero que não seja nunca...

Forte abraço!

sábado, 16 de novembro de 2013

Bolsa cadeia... ou Cadeia para todos... ou ainda Minha cadeia, minha militância...

Olá!

Normalmnete, um preso político é aquele que é contra o governo que está instalado, sendo normalmente um governo autoritário, não democrático...

Se os políticos do PT presos se consideram "presos políticos", ou eles não sabem o que é ser um "preso político" ou eles são contra o atual governo instalado e esse governo não é democrático, sendo autoritário...

Definitivamente, essa tentativa de dar argumentos para a fiel militância é um atentado violento à inteligência... Triste é ver que alguns argumentam isso sem nem entender o que está acontecendo de fato... porque outros argumentam isso apenas para enganar mesmo os que não entendem, pois eles entendem e fazem por um "plano de poder" simplesmente...

Depois de um julgamento como esse foi, tudo devidamente avaliado, muitas sessões do STF, muitas horas de falas, votos, apreciações... relatório comprovando o crime, relatório que tentou amenizar o crime, mas nunca encaminhando por total inocência, nem mesmo o "contra-relator" que foi contra o relatório do relator do caso conseguiu falar totalmente de inocência, mas muitas vezes tentando fazer parecer que o crime (ocorrido, então) era "menos grave" que o apresentado... Inocência, impossível! No máximo, exagero de condenação... essa tentativa de dizer que eles são inocentes, é ridícula! No máximo, não culpados de tudo, mas culpados eles são, pois até o "defensor" no STF não falou de inocência completa, mas de "menos culpa"...

Mas alguns podem questionar o que escrevi no começo do parágrafo anterior, sobre o julgamento "como foi", porque ainda há pontos em andamento, logo, ainda não foi... É só pensar um porquinho para dar a resposta... não vai doer nada... vamos lá:

Acredito que se um criminoso estuprar, matar e roubar e for julgado em liberdade e, por qualquer motivo, o julgamento for "desmembrado" e ele for condenado primeiramente por estuprar, mesmo que ainda venha a acontecer o julgamento sobre o roubo e a morte, ou se ainda houver qualquer recurso para esses últimos, desde que o primeiro já tenha todos os recursos encaminhados e o julgamento seja definitivo, mesmo faltando sobre as outras acusações, a prisão se cumpre por conta da que "transitou em julgado"... e as demais acusações, seguem seu caminho até terminar, podendo ou não ter novas condenações... ou não?

Logo... "casuísmo jurídico" é a argumentação do presidente do PT para tentar fazer com que a militância que não entende do assunto saia defendendo a ideia que ele apresentou, ou ainda para que os que entendem tenham esse discurso fajuto argumentos para enganar ou "colocar pulga atrás da orelha" dos que não são militantes e não entendem do assunto...

Preso nenhum vai direto para o "semi-aberto"... nem mesmo os que são condenados diretamente para esse regime, pois depende-se de ter o preso para que haja o devido encaminhamento... Não são apenas esses que terão que aguardar alguns dias para que isso se encaminhe... Todos os que são presos, mesmo que sejam destinados ao "semi-aberto" direto, num primeiro momento são presos como estão e depois são encaminhados... Todos... Mas eu acho que o delegado de plantão podia chamar todos para um papo na sua sala, com café, suco, um joguinho de cartas... com os familiares e amigos podendo entrar em sair durante o dia... internet... coisas assim... e os presos, não poderiam sair apenas para prestar esclarecimentos, pois qualquer pessoa pode ter que comprarecer para isso... e durante a noite, cela... até que se defina em que lugar eles vão ficar para o "semi-aberto"...

Aproveitem que o "carequinha" que agora tem cabelo, Marcos Valério, está preso e convidem o Tucano mineiro que teria participado do "mensalão mineiro" para uma simples conversa e encaminhem o caso!

Eu quero que PT e PSDB se explodam! Tem em cada um desses partidos apenas e tão somente uma pessoa que receberia meu voto em eleições para o executivo... um no PT e um no PSDB... no máximo... 2 em cada partido, dos que conheço... Os demais desses partidos, só num possível segundo turno para fazer o "voto útil", para escolher "o menos pior"... O que quer dizer que posso votar tanto em candidato do PT como do PSDB, como em candidato de qualquer outro partido... não sou "fiel" a um partido... e gosto dessa "liberdade"...

Vou montar o PTSDB... quem sabe consiga muitos votos dos que pensam que o Brasil é apenas para esses dois partidos... O símbolo vai ser um tucano vermelho... isso é sarcasmo... não pretendo fazer isso...

No mais... o negócio é orar para que as pessoas parem de acreditar nos que falam as coisas sem sentido...

Forte abraço!

sexta-feira, 14 de junho de 2013

Inocentes e Injustiçados? Exagerados? Pensando sobre a realidade...

Olá!

Com relação aos protestos por conta do aumento das passagens de ônibus:

- Segundo informações, foi a quarta manifestação em São Paulo. Já não deram o recado? Não é tempo de conversar agora? Vão pra frente da Prefeitura e só saiam de lá depois de uma conversa! Mas entendam a DINÂMICA DA VIDA: nem sempre conseguimos tudo o que queremos. Temos que estar prontos a fazer ajustes diante de nossa vontade com relação ao que realmente é possível...

- Por ser a quarta manifestação, eu posso dizer que entendo a reação exagerada dos policiais no dia de ontem (13/06/2013). MAS QUE FIQUE CLARO: Entendo, não concordo! Hoje em dia, quando você tenta começar uma linha de raciocínio, as pessoas já começam a querer saber você se concorda ou não, e não é assim que as coisas são. Acredito que não há treinamento e capacitação psicológica que aguente ver colegas machucados e não apenas com pedras, mas com o tal coquetel molotov. As pedras, eu entendo (não concordo), podem ser reação diante da emoção do momento. Mas um coquetel molotov foi fabricado antes! Não é reação do momento... O que estou aqui defendendo é o famoso "explica, mas não justifica": Jogar pedras na polícia como reação emocional do momento, pode ser explicado por essa reação, mas não é justificado, não torna certo. Como depois de quatro manifestações onde colegas são feridos, os policiais já não aguentavam mais aquele tipo de coisa! Entendo o que eles fizeram, para mim, está explicado, mas nunca será justificado! É preciso apurar e aqueles que exageraram, devem passar pelas devidas punições...

- Um manifestante jogar uma pedra na direção da polícia por conta da emoção do momento, como escrevi acima, pode ter sua explicação, mas em nenhuma hipótese será tido, por mim, como certo. E até os vidros quebrados podem (entendam o "podem") ser resultado de uma ação na direção de um policial (o que não é certo na minha opinião, nem mesmo com exagero da polícia - deixa o policial exagerar sozinho para que ele seja punido sozinho). Pode errar a pedrada e acertar o vidro. Acho que não aconteceu isso em todos os casos, mas alguém pode tentar argumentar isso. Agora... pichar ônibus e paredes é reação a quem? No momento que a polícia vem tentar inibir a manifestação dá tempo de comprar a tinta e de escrever alguma coisa? Acho que isso é tão premeditado antecipadamente como o tal coquetel molotov. E é ato de vandalismo que deve ser alvo da ação da polícia...

- Agora, porque a polícia exagerou contra a imprensa, essa mesma imprensa resolveu mostrar os exageros da polícia. Pergunto: será que não havia exageros antes? De qualquer forma, agora que foi mostrado exagero por parte de policiais, as pessoas vão de novo caminhar na direção dos absolutismos que andam regendo muitos nos nossos dias e definir que a polícia é toda errada. Os absolutistas gostam de criticar aqueles a quem não gostam como se por conta da ação de uns, todos os que fazem parte daquele grupo são iguais ao que fez algo. E quando algum movimento ou grupo que ele gosta, ou até faz parte, tem quem faça algo errado, aí, de maneira mágica, até os absolutistas lembram que em todos os lugares há os que são sérios e os que não são, os que erram e os que lutam para manter a retidão diante do que pensam, fazem ou acreditam...

- Se o acordo era não ir para a Paulista, por que os manifestantes foram? É manifestação pacífica? Então ela tem que entender os limites para que a sociedade possa ter também garantido o direito de ir e vir. Ontem não era para ir para a Paulista, mas em outro dia o direito de ir para lá seria assegurado! Como existem outros agentes na sociedade que também precisam ter o direito de ir e vir, é preciso negociar mesmo esse tipo de coisa. Não é tirar o seu direito, manifestante, de ir para a Paulista ou para onde você quiser, mas é garantir que os demais não sejam penalizados. Negocie para ir para a Paulista em outro momento! Se um cidadão descumpre o que a polícia recomenda, com ou sem exagero por parte do policial, pode ser penalizado. Que se obedeça a olícia e depois se argumente em processos ou denúncias no Distrito. O policial não vai negociar "agora pode, agora não pode". Não é espaço de negociação! É espaço para fazer cumprir o que ele entende como certo, ainda que ele exagere. E se o policial exagerar, que se faça denúncia disso, em vez de enfrentar ou tentar negociar na hora. Na rua, policial só negocia em caso de sequestro. Qualquer outra situação, com ou sem exagero, na rua é hora de obedecer ao policial e depois, no Distrito ou até na imprensa, fazer denúncia de abuso. Mas de abuso e não do que não gostamos, pois podemos não ter gostado e ainda assim, o policial estar certo...

- Passe livre porque o transporte é chamado de público é piada! É chamado de Público porque transporta o público... Ou será que tem manifestante fazendo suco de manga de camisa como se fosse fruta?

Chega de manifestações! É tempo de negociar! E se não der para baixar o valor (que já aumentou abaixo da inflação do período entre os aumentos e, segundo notícias, já contempla a redução de impostos anunciada), que se negocie outras coisas. Se der para baixar o valor, ótimo! Mas se não der, que se ajuste a negociação, pois a população não pode mais ser refém nem de manifestantes que exageram (acredito que haja os que querem uma manifestação coerente, mas há os que estão exagerando, fabricando coquetel molotov ou fazendo pichações - o caso de vidros quebrados, para mim, é algo errado, mas ainda há o que se argumentar, como escrevi acima) e de policiais que exageram (e acredito que haja os que estão querendo garantir a ordem tanto da manifestação como da sociedade como um todo, mas há os que estão exagerando).

Logo que o aumento foi anunciado, saiu notícia dando conta que pode ter outro aumento logo no começo do próximo ano... Estou com receio de que a linha do tempo nos reserve mais problemas para logo...

Forte abraço!

sexta-feira, 7 de junho de 2013

O povo, dividido, jamais será uma sociedade de fato...

Olá!

Sabe... uma coisa é fazer manifestação, outra é fazer o que fizeram na Paulista em 06/06/2013...

E sempre colocar a culpa na polícia, parece que é fácil e virou moda...

A última vez que fui ao Estádio de Futebol, eu estava esperando o portão ser aberto para entrar. A polícia fazia a "escolta" da "fila", para evitar tumultos. Mas é claro que houve algum tipo de tumulto... e a polícia montada ficou na minha frente! Olhei bem no olho do cavalo que o policial montava... E não aconteceu nada comigo... Por que? Simples: eu apenas estava no meio do povo, não estava fazendo absolutamente nada que pudesse chamar a atenção da polícia para mim... e eu entrei no estádio e vi meu Timão perder no Pacaembu para o Vasco da Gama por 4 x 2, o Edmundo passar na frente de onde eu estava fazendo sinal de silêncio (porque o Vasco abriu 2 x 0 e o Timão empatou... logo, a torcida estava animada, mas o Vasco fez outros dois gols)...

Sinceramente, não gosto "da farda". Realmente há aqueles que exageram por conta dela... Mas não são todos e nem em todas as situações!

Os manifestantes que foram para as ruas de São Paulo e fizeram tantas coisas na Paulista erraram, e erraram feio! Mesmo que a polícia tenha exagerado com eles (o que, pelo que vi até agora, não é o caso), as estações do Metrô, bancas de jornais, demais pessoas que queriam passar por lá e não podiam, carro em exposição no Pátio Paulista, entre tantas coisas, não podem passar pelo que passaram. Ao começar a destruir as coisas, a manifestação deixa de ser de pessoas "de bem" e passa a ser uma manifestação de "vândalos" (pelo menos, por conta dos que se envolvem nessas coisas). E isso não é coisa de cidadão de bem...

Ainda que a polícia tivesse exagerado, não é dessa forma que se protesta!

Alguns querem "passe livre" e argumentam que o transporte é público e por isso deve ter "passe livre"... Mas o "público" nesse caso não se refere ao "governo", mas ao fato de transportar pessoas. É como a palavra "manga" que pode ter mais de uma interpretação e significado, dependendo do contexto... Ou querem que descontos de impostos sejam repassados, sendo que as notícias já dão conta desse repasse e que se não tivesse sido levado isso em consideração para o aumento, ele ainda seria maior, por conta da inflação do período entre um aumento e outro... Basta pesquisar sobre o assunto antes de falar o que pensa...

Já que EDUCAÇÃO anda tão ruim em nosso país e alguns não sabem (ou não querem) fazer uma simples "interpretação de texto", acredito que a manifestação não deve ser contra o aumento das passagens, mas contra a ineficiência do Governo de dar EDUCAÇÃO de qualidade... Educação de verdade e não apenas de números para fazer parte de posições melhores em listas de observações de todos os países...

Quem sabe se a CORRUPÇÃO fosse de fato vencida (não acredito que totalmente, mas não pode seguir da forma como está, parecendo que já algo institucional e muitos pensam em ser eleitos apenas para comer um pedaço desse "bolo"... pelo menos, falam isso em rodas íntimas)...

Ou ainda se a REFORMA TRIBUTÁRIA fosse feita, como disse em debate em 2002, antes da primeira eleição o sr. Lula... Ele, como fazia Maluf, disse ter um compromisso assinado em cartório para, caso fosse eleito, encaminhar a reforma tributária no primeiro ano de mandato... é só pesquisar no Youtube que você acha esse vídeo... eu lembro por ter assistido, mas poucos devem lembrar... Mas não foi feita a tal reforma e ainda se usa "descontos" e "reduções" de impostos para fazer parecer que há "bondade política" do governo... para ganhar mais alguns votos... de quem não avalia o todo...

Vamos lutar por direitos que são de todos! A sociedade está dividida, lutando por direitos de grupos que fazem parte da mesma sociedade e muitas vezes o preço desses direitos de uns é que outros perdem os mesmos direitos... Isso está errado! Estamos sendo divididos em grupos que lutam por seus direitos, e estamos sendo dominados por um governo que se aproveita disso para fazer a discussão desses direitos dos grupos e não age de forma efetiva no direito de todos!

Hoje não uso a saúde pública... mas não quero ter que usar amanhã e ela estar como está hoje ou até pior, porque se luta por direitos de grupos em vez de se lutar por direitos de todos... Quero ver a Educação Pública rivalizando ou até melhor (como é no caso de Universidades) com a Particular... Não me nego a pagar impostos... mas é preciso que seja cobrado o justo e que se cuide de todos com os recursos arrecadados...

Não importa se você tem cota ou não... se é discriminado ou não... se tem dinheiro "sobrando" ou não... Se é religioso ou não... TODOS são afetados por coisas que o Governo não age de forma decisiva e definitiva... Precisamos nos unir e lutar contra essas coisas e pedir que o Governo se posicione por conta de coisas que atingem todos: Educação, Saúde, Reforma nas leis, Reforma tributária, luta contra a Corrupção (em vez de dizer que um rouba mais que o outro, temos que nos unir para que eles não roubem e não para defender um que rouba "menos", porque o outro também rouba "mais")...

Não sou contra as lutas de grupos e entendo que muitas lutas (não todas - pelo menos no que se quer dessas lutas) são necessárias e importantes! Apenas acho que primeiro temos que conseguir melhorar o todo e que os grupos terão seu espaço consequentemente... e se não tiverem, aí que se lute por isso, mas depois que a luta que é de todos esteja encaminhada...

Não sou contra protestos moralistas, aliás acho que muitos (não todos - pelo menos na ênfase dada em alguns casos) são importantes! Mas é muito imoral ter tanta coisa errada no todo que atinge a sociedade e essa mesma sociedade se dividir sem antes lutar pelo todo...

Liberdade é uma via com mão dupla... quando você luta pela sua liberdade, não pode tirar a liberdade do outro... Limitar a liberdade do outro em benefício da sua liberdade é imposição do seu pensamento, a não ser que o outro seja criminoso... e no Brasil querem transformar crime ter opinião sobre alguns assuntos, por conta da luta dos grupos que parece importante (e mesmo que seja importante, há um todo na sociedade que deveria ser importante primeiro), pois a sociedade grita dividida... Mas já é tempo de unir todos em uma mesma sociedade e lutar junto por mudanças que afetem todos e, com base nisso, começar a fazer os ajustes dos grupos, sem que um perca em relação ao outro, mas que se iguale de fato...

Forte abraço!

segunda-feira, 15 de abril de 2013

A respeito da "Diminuição da Maioridade Penal"

Olá!


Alguns dizem que a maioridade penal deve ser reduzida para 16 anos, ou até menos, e apresentam argumentos claros para essa defesa...

Outros entendem que não deve ser assim e que o Estado deve prover políticas públicas de inclusão, mas acredito que desse discurso as pessoas que pensam mesmo já estão cansadas, pois quanto mais políticas de inclusão, parece que aumenta o problema, o que parece mesmo mostrar que o caminho não seria esse... Não sou contra políticas de inclusão! Elas devem existir, com o devido pensamento de não "fatiar" a sociedade, mas elas não parecem ser a forma de encaminhar a solução contra a criminalidade...

Acredito que diminuir a maioridade penal para 16 anos não vá resolver o problema, da mesma forma que as políticas públicas de inclusão social não estão resolvendo esse problema, ainda que devam existir para outras questões... Mas insisto: a sociedade se "fatiou" sozinha e as políticas de inclusão não podem ampliar a visão desse "fatiamento", mas devem unir a todos numa sociedade igualitária...

Há pouco tempo foi noticiado o caso de um menor com 12 anos que já teria passado pelo "distrito polícial" mais de 10 vezes! E aí: diminuir para 16 anos resolve o caso ou apenas amplia o número dos "condenáveis"?

Como penso?

Penso que o ECA precisa de uma ampla revisão. Esse é o primeiro ponto!

Depois, o Professor precisa ter real autoridade em sala de aula! E os nomes como "reprovação", "aprovação" e afins, se causam tanto problema, que sejam substituidos por outros que permitam a devida ação sem "traumas". Como não tenho essa crise e não penso em outras palavras, uso ainda as mesmas que são normalmente usadas, mas se quiserem, podem mudar! A "prova" não pode ser mecanismo de medo, mas precisa sim servir de parâmetro entre os que estudaram e os que não estudaram! Assim, o conteúdo pode avançar para os que querem estudar novos conteúdos e a revisão será feita de forma adequada para os que não estudaram o conteúdo já passado, dando a esses a chance de ampliar seus conhecimentos, mas sem atrapalhar os que já passaram esse momento do ensino, que devem aprofundar em outros aspectos novos! A "repetência" não deve ser mecanismo de punição, simplesmente, mas a uma nova chance de aprendizado, depois que o tempo de estudo, revisão e reforço foram esgotados, sem o resultado minimamente satisfatório, para que haja uma "promoção". Hoje, o aluno que ainda não sabe a matéria "passa de ano" para não ter problemas psicológicos, mas o que sabe a matéria fica limitado no ensino, pois é preciso que o conteúdo respeite aqueles que não avançaram ainda, e em nome de não criar problemas psicológicos para os "repetentes", criamos problemas de "avanço" nos estudos para os que poderiam ir mais longe e mais rápido no aprendizado... Não é questão de um ser melhor que o outro! Se um dia alguém argumentar isso em cima do meu pensamento, será algo muito triste... É uma questão de momento de aprendizado: se a todos está disponível o desenvolvimento adequado, mas alguns demoram mais, é apenas o tempo do desenvolvimento e isso precisa ser respeitado! Nem todos se casam com a mesma idade, falam com a mesma idade, andam, procriam ou o que mais se quiser pensar! Respeitar o momento do desenvolvimento de cada um é respeitar a sua individualidade e não taxá-lo de "menor" ou "inferior" em relação a outros, pois esses que "avançaram" no conteúdo podem "demorar" em outro e os que ficaram "para trás" podem ainda "ultrapassar" os que foram "mais rápidos" em momento anterior. Apresento como exemplo meu filho: a escola reclamava que ele demorou a falar (o que realmente aconteceu). Isso fazia parecer que ele estava "atrasado" em relação aos outros. No entanto, ele foi o primeiro a aprender a ler na turma dele. Logo, não existe essa questão de "melhor ou pior" no meu pensamento! O que existe, por experiência com meu próprio filho, é a observação que se o tempo de cada um form respeitado, os resultados podem ser alcançados! Deixar o aluno que demorou mais a aprender "um ano a mais" na mesma série é também respeitar a sua individualidade e o seu tempo de desenvolvimento! Acredito que em vez de dizer de "traumas psicológicos" para os que "ficam retidos" (depois de ampla chance de real aprendizado, com reforço, revisão e afins) seja uma interpretação limitada da psicologia! Podemos trabalhar isso de forma diferente, dando conta da individualidade e do tempo de cada um para o devido desenvolvimento! E "passar de ano" alguém que ainda não chegou ao devido momento do desenvolvimento é correr o risco de fazer essa pessoa "estacionar" no desenvolvimento e, com o tempo, "pular etapas" do conhecimento para continuar avançando. É negar o devido aprendizado no seu tempo de desenvolvimento...

Por fim, os crimes deveriam ser tratados como crimes, independente da idade! Isso não quer dizer prender todos, de qualquer idade, nas prisões que existem ou em novas a serem construídas no mesmo modelo que há hoje. É claro que é preciso de medidas diferenciadas para que a pessoa tenha a chance de repensar o que fez, mesmo que o que tenha feito não dê a chance para quem foi atingido de refazer as coisas...

Assim, os crimes até os 18, 16 ou qualquer idade que se entenda como idade para "maioridade penal", devem ser punidos:

- Com a devida observação de cada crime, desde o primeiro! Não dá para punir um ladrão de galinhas como se pune um assassino. As penas devem ser variadas, mas no caso do menor, deve ser com medidas da atual Fundação Casa, quando for a primeira vez. E, independente da idade, a pena deve ser observada de acordo com o delito e, preferencialmente, ter espaços que separem os infratores por "peso" de seus delitos e não juntar todos;

- No caso de novo delito (não apenas reincidência no mesmo crime, mas novo delito), ainda sendo menor, esse infrator deve ser julgado com base no código penal, mesmo que sua prisão seja em prisões ainda diferenciadas. Ainda que se faça muitas prisões, para dividir por idade os presos, para evitar que os "mais velhos" influenciem os "mais novos". Aliás, desde a Fudação Casa isso já deve ser pensado e mesmo no atual modelo! Quanto mais pensando em revisão. Assim, o reincidente (insisto: não apenas o que repete o mesmo delito, mas aquele que comete uma segunda infração, independente de ser igual ou diferente da primeira) deve ser julgado pelo código penal, mesmo que seja "de menor", qualquer que seja a idade entendida para a "maioridade";

- Independente do tempo que demore para cumprir a pena (que deve ter como base o código penal mesmo), o "menor" deve sair já "maior". Mas para esses casos, aquele que foi preso em segundo delito (o primeiro também não fica na "ficha", mas serve para saber que houve um anterior), pode, se os legisladores entenderem melhor, sair com "ficha limpa". Isso seria uma chance dada a essa pessoa de mudar completamente, abandonando as ideias tidas quando mais novo. Mas os seus crimes não podem ser "apagados" do sistema. Apenas não devem mais fazer parte da sua ficha. Quer dizer: se cometer novo delito, será considerado "primário", mas no momento do julgamento, é preciso levar em conta que ele teve a chance de mudar e não mudou! Não para agravar a pena, apenas para deixar claro que não adiantou dar as chances que foram dadas;

- Presos de qualquer idade e em qualquer regime de prisão devem trabalhar e estudar! Mas isso não deve ser usado para "diminuir a pena". Deve ser a chance de desenvolver uma habilidade, ganhar experiência nela, aprofundar conhecimentos com estudos e isso servir como medida de ressocialização, como nova chance de mudar o caminho escolhido. Não pode ser "moeda de troca" para progressão de pena ou diminuição da mesma, mas deve ser encarado como o trabalho da sociedade (e na sociedade, pois trabalhar não garante necessariamente promoção, aumento ou algumas "regalias" que podem acontecer, mas não como resultado imediato de fazer algo, senão como resultado agregado do momento e da capacidade, ou ainda por alguma facilidade, mas esse tipo de atitude não deveria ser reforçada na sociedade), dando ao preso a chance de mudar. E, de preferência, conseguir que o preso já saia da prisão com a garantia de um emprego assegurado, com apoio do Estado e da Sociedade, e não soltar para depois ele procurar alguma coisa;

- Os direitos de alimentação, visitas, cuidados e afins do preso precisam ser observados, mas é preciso saber o limite da realidade que ele está! Não adianta dar muitas coisas para esse preso, pois a vida mesmo não dá muitas coisas e mesmo para aquele que se esforça muito, ainda pode haver limitações. O preso, ao ter muitos direitos, pode se "acostumar" com essa realidade, que não é a realidade da dinâmica da vida! Não é o natural! É preciso ter limites e ensinar isso aos presos. Coloco um exemplo: um preso, que tem família, que matou a pessoa que sustentava uma casa, terá uma "bolsa" para que os seus familiares sejam cuidados, mas como fica a família que perdeu a pessoa que sustentava aquela casa? A realidade que se apresenta, dando o sustento para a família do preso é ilógica e completamente fora da realidade, pois a família que perdeu aquele que sustentava terá que buscar outras formas para resolver o problema! É preciso tratar com igualdade: se a família que perdeu aquele que sustentava terá que "se virar" diante da vida para resolver o problema, a família do preso também deve ser tratada da mesma forma! As duas famílias tiveram o "sustento" tirado, uma por decisão de cometer o crime (e o Estado beneficia esse que tomou a decisão pelo errado ao dar "bolsa" para a família desse preso) e a outra sem a chance de "escolha" (e essa tem que "se virar" para ter novo sustento). Será mesmo que isso ajuda na "ressocialização" de um preso? A facilidade encontrada, mesmo com a limitação da liberdade, é contrária ao que acontece na sociedade! Logo, não ressocializa; antes, cria a expectativa da "facilidade" do cuidado e, quando a vida se apresenta de forma diferente, o caminho  de escolha contra a sociedade se torna mais atrativo, pois mesmo que haja limitação da liberdade, os direitos parecem mais atrativos para o preso do que para o cidadão. E ainda assim, a sociedade quer mudar esse padrão muitas vezes...

Sei que isso não seria a solução de todos os problemas, mas me parece uma opinião que aproxima mais o atual problema da questão do "de menor" e o crime. Apenas diminuir a idade para responder pelo crime, ainda não resolve o caso, apenas amplia a lista dos "condenáveis". Tratar os menores infratores com diferenciação perante a lei seria dar a eles a chance de mudar, depois da devida punição! E dar aos presos, quaisquer que sejam, a chance de estudar e trabalhar, dando ainda a chance da recolocação (ou colocação) profissional antes de sair da prisão, seria mais uma forma de mostrar que o Estado e a Sociedade querem a mudança desse preso! Aliado ao fato de respeitar o limite de cada um no processo de aprendizado, não usando como punição uma "reprovação", mas como uma nova chance de aprendizado dentro do seu tempo de desenvolvimento, podemos dar um passo muito importante na melhora das relações sociais. Sei que os problemas não se resolvem e que, pode ser, com o tempo, mesmo que isso que apresento tenha resultados satisfatórios, até essa solução não seja tida como a ideal, por necessidade de ajustes ou mudança completa. Mas o que sei é que o que existe hoje é apenas discurso do ideal. É preciso tentar mudanças. Como está, não dá mais para ficar...

Forte abraço!