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quinta-feira, 8 de dezembro de 2016

Nossa linha de substituição da Presidência da República não está bem...

Olá!

CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL DE 1988


Muita gente compartilhou, espero que por conta da piada, a possibilidade de Tiririca ser o Presidente em caso de afastamentos e impossibilidades múltiplas na Linha de substituição da Presidência da República.

A Constituição não fala nada em o "deputado mais votado". Aliás, se não me engano, a única vez que aparece a expressão "mais votado" na Constituição, aparece no plural (mais votados) e refere-se ao "segundo turno" entre candidaturas mais votadas em primeiro turno, sem ninguém conseguir 50% + 1 dos votos válidos (não computados os em branco e os nulos - olha... os nulos que sempre dizem que anula eleição... até na Constituição fala que eles não são contados, mas tem gente que quer anular eleição anulando voto... sobre "voto nulo" pode ler o Art. 77, § 2)...

O que a Constituição fala sobre a "linha de substituição" da Presidência da República?

Art. 80. Em caso de impedimento do Presidente e do Vice-Presidente, ou vacância dos respectivos cargos, serão sucessivamente chamados ao exercício da Presidência o Presidente da Câmara dos Deputados, o do Senado Federal e o do Supremo Tribunal Federal.

Não achei mais ninguém...

Hoje, não temos na "linha de substituição" 2 possibilidades previstas na Constituição:

1) Vice-Presidente;
2) Presidente do Senado Federal.

O que nos resta, então:

1) Presidente da República;
2) Presidente da Câmara dos Deputados;
3) Presidente do Supremo Tribunal Federal.

No caso de vacância de Presidente e Vice-Presidente, quem dessa "linha de substituição" assumir fará apenas por um tempo máximo de 90 dias, quando se deve ter nova eleição. Se a vacância dos dois cargos acontecer nos dois primeiros anos do mandato, eleição (entende-se direta, escolha popular). Se a vacância acontecer durante qualquer momento dos dois últimos anos do mandato, eleição indireta (pelo Congresso Nacional) em até 30 dias. Nos dois casos, apenas para completar o mandato (Art. 81, § 1 e 2).

Vou propor um pensamento, que pode acontecer nos próximos dias, diante da interpretação que o STF deu para manter Renan na Presidência do Senado, sem participar da "linha de substituição" da Presidência da República, porque Renan está "no fim do mandato" da Presidência do Senado...

Se o Presidente da República, Michel, e a Presidente do Supremo Tribunal Federal, Cármen, viajarem juntos, o que não é impossível, assumirá a Presidência da República interinamente o único possível substituto interino, o Presidente da Câmara, Rodrigo.

Caso o avião em que os dois estiverem venha a cair e os dois venham a morrer, Rodrigo receberá essa notícia, sendo ele a única pessoa que poderá substituir até a eleição, quer direta, se tal tragédia acontecer ainda em Dezembro de 2016, quer indireta, quer aconteça tal tragédia em Janeiro de 2017.

Já pensou se a pressão arterial de Rodrigo subisse e ele tivesse qualquer problema de saúde, não podendo exercer a Presidência nesse tempo até novas eleições?

Será necessário que o que o cargo de Presidente da Câmara seja declarado vago para que haja novas eleições, pois como "interino" o Vice-Presidente da Câmara não poderia fazer parte da "linha de substituição", uma vez que a Constituição não dá essa possibillidade, pois se desse, o Vice-Presidente do Senado poderia figurar automaticamente nessa linha, em substituição ao Presidente que não pode figurar!

Ou será necessário que o Presidente do Senado renuncie, para que o Senado escolha novo Presidente para "mandato tampão" que durará até Fevereiro/2017. Se Maia quer mais tempo tendo sido eleito com muito mais tempo que esses poucos 2 meses, imagina o que fariam no Senado...

Ou ainda, o Supremo Tribunal Federal terá que definir quem será Presidente da Corte o mais rapidamente possível...

Quer dizer: era emergencial que Cunha fosse afastado da Presidência da Câmara, pois se Dilma viesse a ser afastada pelo Senado (ainda não tinha sido), a "linha de substituição" Presidencial estaria defasada e a Câmara precisava de um novo Presidente que pudesse figurar nessa linha... Mas agora que Dilma foi mesmo afastada, e a Linha de substituição já tem um a menos, não é importante que o Senado resolva isso, porque falta pouco tempo para uma nova eleição no Senado...

Tudo o que se precisa é "um segundo"... Naquele "um segundo" pode acontecer o que sugeri acima e não teremos ninguém para substituir até novas eleições, caso aconteça antes de Fevereiro...

Acredito que se acontecesse o que apresentei, a Câmara faria eleição... Mas seria mais uma vez um "mandato tampão" e agora com menos tempo, apenas com a missão de substituir o Presidente da República até novas eleições? Quem aceitaria tal missão? Será que o Tiririca aceitaria?

Oremos...

Caco Borba

sexta-feira, 21 de março de 2014

Olá!

Entendo que Advogado bom é aquele que defende de manhã uma tese e é vitorioso e, se acontecer de no mesmo dia ter que defender uma tese completamente contrária em situação idêntica, ainda assim sai vitorioso também...

Por isso, quando ficam tentando mostrar argumentos a favor ou contra o Mensalão do PT, dizendo que juristas dizem que é real ou que não é real, não sou convencido...

Está claro que houve. Só quem acredita em Papai Noel e Coelhinho da Páscoa pode acreditar que não houve... E quem defende o PT e acredita que não houve, terá que fazer o mesmo com o caso do Mensalão Tucano, pois aconteceu em Minas Gerais, com o mesmo "carequinha" operando e onde PT e PSDB foram aliados!!! Não sei se durante o tempo desse evento, mas foram aliados sim!

Então... Quem diz que não houve, que diga que não houve para os dois... E quem, como eu, está convencido de que houve, tem que dizer que houve nos dois! Se foram iguais na operação, eu não sei, mas que houve, houve! Acredito que as cifras sejam bem diferentes, pois desfalcar em nível Nacional é diferente, mas o que conta para a caracterização do crime não é o quanto se desviou e sim o que houve. Então, não sei se foi igual e é isso que contará para a questão da Justiça, mas que algo houve, houve nos dois casos!

Infelizmente, vivemos no Brasil uma "Ditadura Democrática", onde apenas o Executivo é forte. O Legislativo se rende com acordos e só funciona de acordo com a vontade do Executivo. E o Judiciário tem seus juristas que, se estão lá, devem ser bons o suficiente para fazer o que escrevi lá no começo. E podem provar a favor ou contra o que se quiser! E a indicação do atual partido que está na frente do Executivo parece que tem pesado para alguns dos que lá estão, infelizmente... É o que se apresenta, quando se "cobra" de outros indicados que não votam a favor da ideia do partido. Não digo que são ruins Ministros! Longe disso! São tão bons que podem fazer o que descrevi no começo com facilidade... Mas não estão preocupados com a opinião pública (o que fazem bem, pois devem ficar apenas atentos ao que consta do processo), mas parece que a opinião do Executivo e do partido que hoje está na frente desse poder conta para a elaboração da devida tese, com toda a base legal, mas que pode ser desconstruída por outra pessoa...

É por isso que algo precisa ser feito! As Urnas Eletrônicas são alvo de suspeitas e Grandes Democracias do mundo não querem adotar essas urnas! É preciso que tenhamos alguém auditando as urnas de forma isenta, para se ter mais confiança nesse processo... E quem fizer essa auditoria ou o devido acompanhamento do processo, confirmando e legitimando, deve ser alguém que não tenha nada a ganhar ou a perder, independente do resultado das urnas. Quem pode perder, não pode fazer isso, não por não ser capaz ou digno, mas por colocar o processo sob suspeita mais uma vez...

Forte abraço!

sexta-feira, 7 de março de 2014

A respeito de Joaquim Benedito Barbosa Gomes...

Olá!

Pensando no Ministro do Supremo Tribunal Federal, Joaquim Benedito Barbosa Gomes, duro é ver coisas do tipo:

- as mesmas pessoas que elogiam o prêmio do Oscar ao filme "12 anos de escravidão", reclamarem dele... Não acho que o fazem por conta da sua pele, afinal se passam por entenderem tanto da questão do preconceito que deveriam tomar cuidado para que outros (não eles) não seguissem o caminho do mesmo preconceito, ainda que indicado de forma indireta, jogando com o preconceito alheio... E não pelo que consta do processo, afinal de contas, pelo que já li de juristas "de fora" do STF há muito mais gente dizendo que as provas são robustas do crime que o contrário e todos deveriam saber que os juristas jogam com as palavras e tentam, no mínimo, amenizar ou achar brechas que anulem uma condenação certa e se colar, colou... Mas reclamam porque ele entendeu o que consta do processo de forma diferente do que alguns outros... Mas ele não foi o único! Logo, era possível sim entender o que ele entendeu!!! E por que só atacam ele e não os outros que votaram como ele????????????? 

- muitos comentam coisas que fazem pensar que por ele ter sido nomeado por Luiz Inácio Lula da Silva, ele deveria ser grato a isso... quer dizer: absolver mesmo que se provasse a culpa? É isso? Vocês tem certeza que querem isso? Um país corrupto e corrompido desde o "cafezinho" para o guarda para fugir de uma multa até o STF, passando pelo Executivo e Legislativo? Por que? Para provar o que Luiz Inácio Lula da Silva disse, que estava para nascer neste país alguém para falar de ética com ele? Lamento... se ele quiser sentar no meu sofá, tomando o cafezinho que eu mesmo vou preparar (cachaça não vai ter), ele pode ouvir muito sobre Graça e, consequentemente, saberá muito sobre Ética de fato... Agora... vai ouvir sobre Graça e não o que falam muito por aí sobre o assunto... e sobre Ética e não sobre o que se pensa por aí...

Entre os cinco que votaram concordando que houve o crime de formação de quadrilha tem outro que também foi indicado pelo PT: Luiz Fux, mas ninguém se preocupa com "esclarecer" para a população votante a "ingratidão" desse... Isso fortalece a minha ideia que não passa de fato por isso, apenas se usa isso para o real propósito...

Não... não acho mesmo que seja porque ele é negro ou porque foi indicado pelo próprio PT, simplesmente, mas acho que se joga com essas duas questões no "imaginário popular", infelizmente. Jogam com a forma que as pessoas pensam sobre a "falta de gratidão" e, infelizmente, com o preconceito alheio (como no caso da tão mal falada "cura gay", que de cura não tinha nada, mas se jogava com a ideia que permeia a mente de algumas pessoas de que psicólogo trata "doentes", sem assumir esse jogo, nunca)... Quem dele reclama o faz simplesmente porque existiu a possibilidade dele ser um dos candidatos para tentar a Presidência da República, tendo boa intenção de voto. A ideia é apenas e tão somente "destruir" um oponente que poderia causar algum perigo. Basta outro aparecer "subindo" em pesquisas e vão achar uma forma de "massacrar" essa pessoa, ou com situações da vida da pessoa ou com situações que permeiam o "imaginário popular", até mesmo o preconceito de muitos... ou você acha que é outro o motivo?

Agora querem dizer que Joaquim Benedito Barbosa Gomes, com quem não simpatizo do ponto de vista de forma de aceitação da opinião alheia (entendo que se um lado deve calar, todos devem calar e se um lado quer falar, todos devem falar e parece que ele tenta "calar" o contrário depois de falar o seu), nem poderia estar no STF, porque seu teste psicológico não permitiria, mas Luiz Inácio Lula da Silva foi "bonzinho" e colocou o cara lá... De duas, uma:

Ou queriam mesmo um "pau mandado", alguém que "devesse um favor"... Ou colocaram no STF uma pessoa que não tinha condições para tal e poderiam prejudicar a Nação toda... Nas duas, o PT é o ÚNICO culpado... foi Luiz Inácio Lula da Silva que o nomeou... ou não? Quer dizer: até no que tentam dizer contra o cara, na verdade é contra eles mesmos... basta pensar só um pouquinho... Joaquim Benedito Barbosa Gomes não foi para o STF sozinho...

Bom... o que esperar de um presidente que diz: "se Jesus Cristo viesse para cá, e Judas tivesse a votação num partido qualquer, Jesus teria de chamar Judas para fazer coalizão"... ? ... Não acho que se deva esperar que entenda de História, de Religião ou mesmo de Política... entende de populismo, de criar o personagem "salvador da pátria", a ponto de não se poder nem mesmo falar dos erros desse "salvador"...


Apenas um dos possíveis registros sobre o caso... nem mesmo com Judas devolvendo o pagamento que lhe foi dado por ocasião da conhecida como traição a Jesus, o Mestre foi solto... Logo... nem com a "coalizão" foi possível a liberdade... Então, esse "ponto de partida" nega a comparação que ele fez e ainda teria muito mais para se falar sobre o assunto...

Forte abraço!

terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

A invenção de uma guerra que pode se tornar mais real do que já é...

Olá!

Por que, mesmo quando deu elementos favoráveis ao movimento dos "manifestantes" violentos, a imprensa foi atacada? Carros queimados, violência, truculência na hora de registrar o que acontecia... Por que?

Por que muitos seguiram a ideia de que em tudo a imprensa manipula, mesmo quando falava a favor dos que diziam exatamente isso?

Eu tenho uma teoria, mas faz tempo que penso isso, comento, falo, escrevo, e por conta desse sentimento humano da atualidade, onde você ou é favor ou contra, muitos acharam que eu era contra qualquer tipo de manifestação, quando eu era contra qualquer tipo de exagero, da imprensa, da polícia e de manifestantes... Isso sim, sou radicalmente contra. No mais, vejo como necessário o trabalho da imprensa, quando não manipula, da polícia, quando, com rigor ou não, realmente defende o direito de quem quer se manifestar de fato e não fazer bagunça, e a manifestação como um todo, a não ser quando tem violência; não vivemos estado de guerra, ditadura ou coisa do tipo para que as manifestações precisem ser violentas para chamar a atenção. Podemos sim nos manifestar sem invadir nenhum espaço, sem quebrar nada, sem violência... Isso faz parte da democracia! O exagero, é parte de manifestações pelo mundo onde há algo próximo de guerra, se não existe a mesma de fato... O que não é nossa realidade... pelo menos, em parte...

Bom... a imprensa seguiu sendo atacada, mesmo que defendendo alguns exageros, por um simples motivo:

A imprensa tinha as imagens. Tinha o áudio. E a qualquer momento poderia mostrar a realidade dos fatos: muitas vezes os "manifestantes" agiam com violência e exagero para, depois, a polícia reagir. Porque quando a polícia agiu primeiro, a imprensa mostrou! E a qualquer momento, o movimento violento poderia ser desmascarado (ainda que continuasse mostrando suas máscaras) como quem muitas vezes agia primeiro com truculência, violência e depois, se "escondia" no meio dos manifestantes que não viam isso e que estavam manifestando de forma condizente com a democracia, e quando a polícia ia agir, eles já estavam no meio da multidão... Até chegar num local onde o confronto seria inevitável...

E no meio disso, eles só faziam imagens e comentários nas redes sociais da ação ou da reação da polícia, fazendo parecer que essa era truculenta e exagerada em sua ação todas as vezes. Como em alguns momentos a polícia o foi mesmo, ficava parecendo que ela era sempre, quando muitas vezes ela reagia ao que os "manifestantes" violentos faziam e escondiam...

Muitos elogiavam a ação desses violentos, dizendo que não o eram, que eles defendiam a população da polícia... Eles não precisavam de apoio para fazer o que faziam, imagina como se sentiram tendo a impressão que tinham apoio...

Pois então... um jornalista morreu... E na manifestação seguinte sobre o mesmo tema (mais uma vez o aumento de tarifa - se não aumentar nunca, o salário vai acabar sendo congelado! Nós temos inflação, diferente do que se divulga...) teve confronto mais uma vez. Parece que foi "baixa de guerra", uma guerra que não existe! Se querem combater uma guerra de verdade, da forma como estão agindo, que peguem um avião e se mudem para a Síria! Ou... que se manifestem de forma pacífica e depois, na hora de votar, votem de forma consciente...

É importante notar que alguns ainda tentam criar problemas com relação ao trabalho da imprensa. Uns, desmerecendo a morte desse cinegrafista da Band, dizendo que todos os dias morrem pessoas na nossa "guerra urbana", e não notam que esse evento não se deu por crime ou alguma violência equivalente, e outros querendo a mesma rigidez da imprensa quando outros tantos morrerem na mesma "guerra urbana", algo que a imprensa já faz, mas a cada dia são tantas notícias de mortes que parece que a imprensa não faz da mesma forma, até porque se a imprensa for lançar "notas de redação" a cada morte, só teremos isso na imprensa...

Logo, o tratamento é diferente, pois a situação é diferente, mas não podemos deixar os que banalizam a morte colocar mais essa na mesma estatística, pois essa é diferente, infelizmente. As outras tantas precisam ser combatidas sim, mas há diferença entre as mortes da "guerra urbana" e essa morte específica do cinegrafista. Todas devem ser investigadas e punidas, mas não é em todas que é possível ter "notas da redação". Quanto a cobrar, a imprensa faz isso e sempre que algo novo aparece em muitas das mortes noticiadas, eles trazem a devida informação sobre como se encaminhou o caso. Não é sensacionalismo da imprensa tratar esse caso como "diferente", pois na prática ele é mesmo: veio de uma manifestação que muitos insistem que a polícia é a única violenta e os manifestantes são vítimas. Foi isso mesmo que aconteceu? Os mesmos que defendem os manifestantes e criticam apenas a polícia querem igualar os crimes ou abrir a ideia de sensacionalismo por parte da imprensa. Esses andam errando, pois há sim manifestantes muito corretos, mas muitos errados, como há policiais errados, mas muitos são certos... Vou dar bola para esses?

Bom... é isso que vejo...

Forte abraço!

quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

Carta aberta ao Ministro do Esporte

Vossa Excelência
Ministro do Esporte da República Federativa do Brasil
José Aldo Rebelo Figueiredo

Pode não interessar para ninguém. Pode até parecer que seu discurso / sua entrevista foi "bombástico/a" e que deu as devidas respostas.

Mas para mim isso não respondeu nada. E como parece que o estimado ministro se baseia em estatísticas pessoais para avaliar as coisas, me dou o mesmo direito para avaliar suas respostas: não respondeu nada e o que respondeu, foi absolutamente ridículo! E não só no dia 04/12/2013, mas durante todo o tempo de preparação para a Copa de 2014 há muitas respostas no mínimo estranhas por parte do eminente ministro.

Apresento alguns pontos:

- O mundo não deve se adequar ao ritmo do Brasil de deixar tudo para a última hora. Aliás, em estatística pessoal, eu não seria Brasileiro, pois não sou assim. Logo, preferia que a estatística a ser levada em conta fosse a minha, que gosto de fazer as coisas com antecedência. Seria o momento do Brasil avançar numa mudança de pensamento em vez de assustar o mundo com essa capacidade de deixar para a última hora e, algumas vezes, para depois da última hora, ampliando o prazo. Acredito que, infelizmente, muitos estádios não estarão completamente adequados e, pior ainda, não haverá outros avanços que seriam necessários;

- O final do ponto anterior abre o presente: para fazer a Copa, não era necessário apenas estádios! Era preciso ampliar rede hoteleira, atendimento hospitalar (não damos conta "dos nossos"... como receber visitantes?), transporte público (mais Metrô e Ônibus... e não apenas mais, mas melhor qualidade), ruas e avenidas não com "jeitinho" (feriados e desvio de ruas e avenidas com "mão única" em dias de jogos) mas com melhorias para ampliar a mobilidade urbana também com veículos, mas principalmente no transporte público (não só no transporte público, o que nem isso foi feito), melhorias nos aeroportos (muito vai ficar para depois da Copa, confirmando que o nosso tempo não é fazer "para a última hora", mas para depois desse prazo - nosso não, porque não é minha experiência pessoal e sou Brasileiro). E o pior: pode ser que os estádios fiquem prontos, mas não com todos os detalhes necessários, pois terminando perto do prazo, não dará tempo de testes para saber se algo precisa de algum ajuste...

- Não tenho passaporte... Nunca sai do Brasil, nem mesmo para ir ao Paraguai... E mesmo assim, já fui assaltado 2 vezes na Capital Paulista... Se o que vale é estatística pessoal, eu fui assaltado 2 vezes no Brasil e o senhor uma em Paris... Então... em estatísticas pessoais, o Brasil ainda é mais violento... Mas acho que o que vale não é estatística pessoal... Estou fazendo isso apenas porque parece que o estimado ministro pensa algo assim, pois falou algo assim... De qualquer forma, paremos com estatísticas pessoais e vislumbremos o número proporcional da violência entre Brasil e França. Não números absolutos, pois acredito que aqui teremos mais, por temos mais pessoas! Mas em números percentuais... e acredito que a surpresa do eminente ministro poderá gerar um pedido de desculpas para o povo Francês...

- Por fim, não terminando a quantidade de discordâncias, mas por não querer alongar em algo que nem deve ser levado em conta, muito menos aceito, pois o discurso parece mesmo ser algo para que a militância cega faça a defesa e quem não pensa nesse país poderá aceitar esse tipo de argumentação, como tem sido ao longo dos anos, quero registrar: Os estádios não seriam a "Noiva" no casamento... Os "noivos" serão os jogadores, as equipes, nessa comparação... E se a "noiva" se atrasar, pode ser por conta da "mobilidade urbana" não ajustada, citada acima... O estádio, querido ministro, seria a Igreja e essa não pode ser entregue no último minuto, pois os convidados já precisam estar acomodados para aguardar a "noiva", caso ela atrase...

Forte abraço!

sábado, 16 de novembro de 2013

Bolsa cadeia... ou Cadeia para todos... ou ainda Minha cadeia, minha militância...

Olá!

Normalmnete, um preso político é aquele que é contra o governo que está instalado, sendo normalmente um governo autoritário, não democrático...

Se os políticos do PT presos se consideram "presos políticos", ou eles não sabem o que é ser um "preso político" ou eles são contra o atual governo instalado e esse governo não é democrático, sendo autoritário...

Definitivamente, essa tentativa de dar argumentos para a fiel militância é um atentado violento à inteligência... Triste é ver que alguns argumentam isso sem nem entender o que está acontecendo de fato... porque outros argumentam isso apenas para enganar mesmo os que não entendem, pois eles entendem e fazem por um "plano de poder" simplesmente...

Depois de um julgamento como esse foi, tudo devidamente avaliado, muitas sessões do STF, muitas horas de falas, votos, apreciações... relatório comprovando o crime, relatório que tentou amenizar o crime, mas nunca encaminhando por total inocência, nem mesmo o "contra-relator" que foi contra o relatório do relator do caso conseguiu falar totalmente de inocência, mas muitas vezes tentando fazer parecer que o crime (ocorrido, então) era "menos grave" que o apresentado... Inocência, impossível! No máximo, exagero de condenação... essa tentativa de dizer que eles são inocentes, é ridícula! No máximo, não culpados de tudo, mas culpados eles são, pois até o "defensor" no STF não falou de inocência completa, mas de "menos culpa"...

Mas alguns podem questionar o que escrevi no começo do parágrafo anterior, sobre o julgamento "como foi", porque ainda há pontos em andamento, logo, ainda não foi... É só pensar um porquinho para dar a resposta... não vai doer nada... vamos lá:

Acredito que se um criminoso estuprar, matar e roubar e for julgado em liberdade e, por qualquer motivo, o julgamento for "desmembrado" e ele for condenado primeiramente por estuprar, mesmo que ainda venha a acontecer o julgamento sobre o roubo e a morte, ou se ainda houver qualquer recurso para esses últimos, desde que o primeiro já tenha todos os recursos encaminhados e o julgamento seja definitivo, mesmo faltando sobre as outras acusações, a prisão se cumpre por conta da que "transitou em julgado"... e as demais acusações, seguem seu caminho até terminar, podendo ou não ter novas condenações... ou não?

Logo... "casuísmo jurídico" é a argumentação do presidente do PT para tentar fazer com que a militância que não entende do assunto saia defendendo a ideia que ele apresentou, ou ainda para que os que entendem tenham esse discurso fajuto argumentos para enganar ou "colocar pulga atrás da orelha" dos que não são militantes e não entendem do assunto...

Preso nenhum vai direto para o "semi-aberto"... nem mesmo os que são condenados diretamente para esse regime, pois depende-se de ter o preso para que haja o devido encaminhamento... Não são apenas esses que terão que aguardar alguns dias para que isso se encaminhe... Todos os que são presos, mesmo que sejam destinados ao "semi-aberto" direto, num primeiro momento são presos como estão e depois são encaminhados... Todos... Mas eu acho que o delegado de plantão podia chamar todos para um papo na sua sala, com café, suco, um joguinho de cartas... com os familiares e amigos podendo entrar em sair durante o dia... internet... coisas assim... e os presos, não poderiam sair apenas para prestar esclarecimentos, pois qualquer pessoa pode ter que comprarecer para isso... e durante a noite, cela... até que se defina em que lugar eles vão ficar para o "semi-aberto"...

Aproveitem que o "carequinha" que agora tem cabelo, Marcos Valério, está preso e convidem o Tucano mineiro que teria participado do "mensalão mineiro" para uma simples conversa e encaminhem o caso!

Eu quero que PT e PSDB se explodam! Tem em cada um desses partidos apenas e tão somente uma pessoa que receberia meu voto em eleições para o executivo... um no PT e um no PSDB... no máximo... 2 em cada partido, dos que conheço... Os demais desses partidos, só num possível segundo turno para fazer o "voto útil", para escolher "o menos pior"... O que quer dizer que posso votar tanto em candidato do PT como do PSDB, como em candidato de qualquer outro partido... não sou "fiel" a um partido... e gosto dessa "liberdade"...

Vou montar o PTSDB... quem sabe consiga muitos votos dos que pensam que o Brasil é apenas para esses dois partidos... O símbolo vai ser um tucano vermelho... isso é sarcasmo... não pretendo fazer isso...

No mais... o negócio é orar para que as pessoas parem de acreditar nos que falam as coisas sem sentido...

Forte abraço!

sexta-feira, 7 de junho de 2013

O povo, dividido, jamais será uma sociedade de fato...

Olá!

Sabe... uma coisa é fazer manifestação, outra é fazer o que fizeram na Paulista em 06/06/2013...

E sempre colocar a culpa na polícia, parece que é fácil e virou moda...

A última vez que fui ao Estádio de Futebol, eu estava esperando o portão ser aberto para entrar. A polícia fazia a "escolta" da "fila", para evitar tumultos. Mas é claro que houve algum tipo de tumulto... e a polícia montada ficou na minha frente! Olhei bem no olho do cavalo que o policial montava... E não aconteceu nada comigo... Por que? Simples: eu apenas estava no meio do povo, não estava fazendo absolutamente nada que pudesse chamar a atenção da polícia para mim... e eu entrei no estádio e vi meu Timão perder no Pacaembu para o Vasco da Gama por 4 x 2, o Edmundo passar na frente de onde eu estava fazendo sinal de silêncio (porque o Vasco abriu 2 x 0 e o Timão empatou... logo, a torcida estava animada, mas o Vasco fez outros dois gols)...

Sinceramente, não gosto "da farda". Realmente há aqueles que exageram por conta dela... Mas não são todos e nem em todas as situações!

Os manifestantes que foram para as ruas de São Paulo e fizeram tantas coisas na Paulista erraram, e erraram feio! Mesmo que a polícia tenha exagerado com eles (o que, pelo que vi até agora, não é o caso), as estações do Metrô, bancas de jornais, demais pessoas que queriam passar por lá e não podiam, carro em exposição no Pátio Paulista, entre tantas coisas, não podem passar pelo que passaram. Ao começar a destruir as coisas, a manifestação deixa de ser de pessoas "de bem" e passa a ser uma manifestação de "vândalos" (pelo menos, por conta dos que se envolvem nessas coisas). E isso não é coisa de cidadão de bem...

Ainda que a polícia tivesse exagerado, não é dessa forma que se protesta!

Alguns querem "passe livre" e argumentam que o transporte é público e por isso deve ter "passe livre"... Mas o "público" nesse caso não se refere ao "governo", mas ao fato de transportar pessoas. É como a palavra "manga" que pode ter mais de uma interpretação e significado, dependendo do contexto... Ou querem que descontos de impostos sejam repassados, sendo que as notícias já dão conta desse repasse e que se não tivesse sido levado isso em consideração para o aumento, ele ainda seria maior, por conta da inflação do período entre um aumento e outro... Basta pesquisar sobre o assunto antes de falar o que pensa...

Já que EDUCAÇÃO anda tão ruim em nosso país e alguns não sabem (ou não querem) fazer uma simples "interpretação de texto", acredito que a manifestação não deve ser contra o aumento das passagens, mas contra a ineficiência do Governo de dar EDUCAÇÃO de qualidade... Educação de verdade e não apenas de números para fazer parte de posições melhores em listas de observações de todos os países...

Quem sabe se a CORRUPÇÃO fosse de fato vencida (não acredito que totalmente, mas não pode seguir da forma como está, parecendo que já algo institucional e muitos pensam em ser eleitos apenas para comer um pedaço desse "bolo"... pelo menos, falam isso em rodas íntimas)...

Ou ainda se a REFORMA TRIBUTÁRIA fosse feita, como disse em debate em 2002, antes da primeira eleição o sr. Lula... Ele, como fazia Maluf, disse ter um compromisso assinado em cartório para, caso fosse eleito, encaminhar a reforma tributária no primeiro ano de mandato... é só pesquisar no Youtube que você acha esse vídeo... eu lembro por ter assistido, mas poucos devem lembrar... Mas não foi feita a tal reforma e ainda se usa "descontos" e "reduções" de impostos para fazer parecer que há "bondade política" do governo... para ganhar mais alguns votos... de quem não avalia o todo...

Vamos lutar por direitos que são de todos! A sociedade está dividida, lutando por direitos de grupos que fazem parte da mesma sociedade e muitas vezes o preço desses direitos de uns é que outros perdem os mesmos direitos... Isso está errado! Estamos sendo divididos em grupos que lutam por seus direitos, e estamos sendo dominados por um governo que se aproveita disso para fazer a discussão desses direitos dos grupos e não age de forma efetiva no direito de todos!

Hoje não uso a saúde pública... mas não quero ter que usar amanhã e ela estar como está hoje ou até pior, porque se luta por direitos de grupos em vez de se lutar por direitos de todos... Quero ver a Educação Pública rivalizando ou até melhor (como é no caso de Universidades) com a Particular... Não me nego a pagar impostos... mas é preciso que seja cobrado o justo e que se cuide de todos com os recursos arrecadados...

Não importa se você tem cota ou não... se é discriminado ou não... se tem dinheiro "sobrando" ou não... Se é religioso ou não... TODOS são afetados por coisas que o Governo não age de forma decisiva e definitiva... Precisamos nos unir e lutar contra essas coisas e pedir que o Governo se posicione por conta de coisas que atingem todos: Educação, Saúde, Reforma nas leis, Reforma tributária, luta contra a Corrupção (em vez de dizer que um rouba mais que o outro, temos que nos unir para que eles não roubem e não para defender um que rouba "menos", porque o outro também rouba "mais")...

Não sou contra as lutas de grupos e entendo que muitas lutas (não todas - pelo menos no que se quer dessas lutas) são necessárias e importantes! Apenas acho que primeiro temos que conseguir melhorar o todo e que os grupos terão seu espaço consequentemente... e se não tiverem, aí que se lute por isso, mas depois que a luta que é de todos esteja encaminhada...

Não sou contra protestos moralistas, aliás acho que muitos (não todos - pelo menos na ênfase dada em alguns casos) são importantes! Mas é muito imoral ter tanta coisa errada no todo que atinge a sociedade e essa mesma sociedade se dividir sem antes lutar pelo todo...

Liberdade é uma via com mão dupla... quando você luta pela sua liberdade, não pode tirar a liberdade do outro... Limitar a liberdade do outro em benefício da sua liberdade é imposição do seu pensamento, a não ser que o outro seja criminoso... e no Brasil querem transformar crime ter opinião sobre alguns assuntos, por conta da luta dos grupos que parece importante (e mesmo que seja importante, há um todo na sociedade que deveria ser importante primeiro), pois a sociedade grita dividida... Mas já é tempo de unir todos em uma mesma sociedade e lutar junto por mudanças que afetem todos e, com base nisso, começar a fazer os ajustes dos grupos, sem que um perca em relação ao outro, mas que se iguale de fato...

Forte abraço!

sexta-feira, 19 de outubro de 2012

Futebol e Política: precisa misturar?


Olá, pessoal!

Que o Senhor continue abençoando a vida de vocês!

Eu tenho demorado a escrever porque ando estudando, cuidando de tantas coisas... nem leva tanto tempo cada coisa separada, mas ao juntar várias coisas... lá se foi o dia...

Mas não posso deixar de escrever neste momento político. Não escrevi nada no primeiro turno. Mas agora, comparando duas propostas, parece mais simples... Apesar do ex-presidente Lula dizer que o pessoal está mais interessado em saber se o Palmeiras vai cair ou não para a segunda divisão do que no caso do mensalão, política é um assunto que chama a minha atenção. Já chamou mais, mas ainda chama...

Não sei se onde você está terá segundo turno. Na Capital Paulista, onde voto, tem. Então, é sobre o segundo turno nessa cidade que quero escrever: São Paulo.

Os candidatos que estão na disputa são:

Fernando Haddad, do PT

e

José Serra, do PSDB

No Brasil, tenho a impressão que a politica tem sido tratada como Futebol: o meu "time" tem que ganhar, independente de quem esteja "jogando". No caso do Futebol isso é realmente possível, já que torcemos para o "escudo" e não para os jogadores. Queremos que os jogadores que estão no nosso time joguem bem, mas se eles "mudarem de time", continuamos torcendo por nossos "escudos" e deixamos de lado o jogador.

Mas, sinceramente, acho que política vai um pouco além disso. E quem me conhece sabe que já votei tanto no PT como no PSDB, bem como em outros partidos. Eu não tenho filiação partidária, não defendo o partido apenas, mas avalio, além do partido, a pessoa que está se apresentado e as suas propostas. Depois, claro, tenho que verificar o passado, o que pode ser comparado do que já foi feito (se há isso, pois em algum momento teremos candidatos novos, mas ainda assim dá pra avaliar a postura em outros ramos da sociedade) com o que está sendo proposto agora. Por fim, tenho que verificar a real possibilidade de aplicação das propostas, pois há coisas que não servem para entrar em prática, apenas ficam no plano das propostas para eleições e nunca serão realidade.

Nunca votei no Luis Inácio Lula da Silva, tão conhecido como Lula. Nunca votei no Fernando Henrique Cardoso. tão conhecido como FHC. Aliás, no caso desses candidatos especificamente, sempre fiz campanha contra os dois! E das eleições presidenciais que Lula concorreu, eu só não votei em 1989, por não ter idade para votar. Nas demais, votei em todas! Logo, não sou PT ou PSDB de "berço".

Assistindo ao debate com os candidatos para a Prefeitura de São Paulo na Band ontem (18/10/2012), eu vi muito mais os candidatos preocupados em montar os seus próximos programas eleitorais do que propriamente participar de um debate. Acho isso ruim, pois as respostas que ambos deram ficam prejudicadas, pois uma parte de cada fala foi usada para a devida resposta, mas fiquei com a impressão que a maior parte de cada resposta era muito mais a preparação dos próximos dias do horário eleitoral...

Vou citar algumas coisas que vejo essa tentativa e que, na minha opinião, os dois não avançaram e qualquer pessoa que note o que notei e que ainda não se decidiu, não terá encontrado nessas coisas a devida resposta para a decisão. Vamos lá:

- A proposta de Haddad de fazer um debate de melhor nível, inclusive nos próximos programas eleitorais: ele está na frente nas pesquisas. Logo, não precisa propor! Pode fazer, dar o exemplo e, caso as pesquisas apontem mudança no quadro caso o candidato Serra faça algum ataque considerado "desleal", aí ele se defende e apresenta o "contra-ataque". Em vez de propor, deve fazer e mostrar que é possível. Em vez disso, eu vejo muito mais o Serra rebatendo as críticas recebidas. Faz as suas também, mas rebate muito mais do que faz. Logo, apesar de muitos entenderem a "imprensa como golpista", ambos precisam parar de falar em "alto nível" e elevar de fato. E acredito que isso deve partir de quem está na frente nas pesquisas;

- Serra fala muito do José Dirceu. E Haddad reclama disso. Mas, por sua vez, Haddad fala de Kassab, que chegou a participar de reunião do PT ainda na fase de composição de alianças, sendo vaiado pelos participantes (acho que aconteceria o mesmo com Maluf, caso ele fosse numa reunião assim, mas o acordo do apoio foi selado "em casa" - lembro que Erundina deixou o posto de vice de Haddad por conta desse apoio de Maluf, condenado nesses dias a devolver dinheiro para a prefeitura...). Logo, "0 x 0". Cada um fala do apoio que o outro tem e um não deve reclamar que o outro fale, a não ser que quem reclamou pare de falar! Quer falar, mas quer que o outro pare? Sem sentido...

- Haddad fala que vai organizar as parcerias que envolvem, por exemplo, a saúde, com base na transparência que o Tribunal de Contas está pedindo. Isso quer dizer que se algo demorar, ele poderá dizer que não fez alguma coisa porque esperava a decisão do Tribunal ou porque a devida adequação não foi conseguida porque é "demorada". Serra também citou o Tribunal de Contas para "dar a desculpa" por algo que não foi realizado. Logo, mais uma vez, "0 x 0", pois um já tem a desculpa (porque já aconteceu) e o outro prepara a desculpa caso seja necessária, e envolvendo o mesmo órgão;

- Serra fala muito do que já fez, insistiu Haddad, e deixa de falar do que vai fazer. Sinceramente, eu vi os dois dizendo o que vão fazer, mas muito pouco, como citei no começo, pois ambos pareciam mais preocupados em preparar material para o Horário Eleitoral. Mas ambos responderam. Tenho a impressão neste ponto que Serra falou um pouco mais, mas foi realmente muito pouco. Mas ambos falaram! Agora, o Haddad também falou do que fez quando esteve responsável pelo Ministério da Educação. Logo, não é só o Serra, como tentou fazer parecer Haddad, que fala do que fez, que "olha para o passado". Ele também falou do que fez! Mais uma vez, "0 x 0" no debate nesse aspecto;

- Haddad reclamou que Serra usa como desculpa para não ter feito algo a falta de apoio do Governo Federal (que teria acontecido, mas não na medida esperada) ou ainda usa a desculpa do Tribunal de Contas já citada acima. Haddad disse que Serra sempre tem algo para usar como desculpa ou alguém para culpar por ele não ter feito algo. Mas Haddad insistiu que a Prefeitura de Sâo Paulo não foi capaz de desapropriar e ceder um terreno para a construção de uma Escola Técnica! Logo, ele também tem a desculpa e o culpado por não ter feito (a Prefeitura e o Prefeito). Outra vez, "0 x 0", pois ambos tem desculpas e culpados pelo que não fizeram;

- Sobre o fim da taxa da inspeção veicular: acho que se a inspeção continuar, ela terá um custo e alguém vai pagar a conta! O que teria que acabar não é a taxa, mas a própria inspeção, para não ter custo. Assim, para acabar com a taxa, sem acabar com a própria inspeção, é preciso dizer de onde virá o dinheiro para manter essa inspeção, dizer quem "vai pagar a conta". Só acabar com a taxa não acaba com o custo da inspeção existir. Assim, é preciso dizer de onde virá o dinheiro para que a inspeção continue, se ela continuar, e como ela será: como é hoje (todos os anos, para carros novos) ou para carros com mais de 4 anos e ano sim, ano não (como citado no debate por Haddad, que seria como acontece em outros lugares no mundo). Mantendo a inspeção, como é hoje ou com alguma alteração, é preciso dizer de onde vai tirar o dinheiro para pagar a conta, caso acabe com a taxa! Acho que nesse ponto Serra deu uma boa resposta (dizendo que apenas acabar com a taxa é levar a conta dessa inspeção para todos, com carro ou não), mas gostei muito da ideia apresentada por Haddad (de ser em carros com mais de 4 anos e ano sim, ano não), apesar dele não ter dito que pensa em fazer assim (disse que vai acabar com a taxa, mas não disse de onde será tirado dinheiro para pagar essa operação, já que não disse que acabará com a inspeção, apenas com a taxa), apenas citou como exemplo, mas seria interessante pensar nisso, com ou sem a cobrança, e se for sem, dizendo de onde virá o dinheiro para esse evento, porque de graça ele não será...

Logo no começo do segundo turno, antes do Horário Eleitoral começar, já tinha notícias do Haddad dizendo que poderia questionar o Mensalão Mineiro caso Serra falasse do Mensalão Nacional. Acho estranho, pois no Mineiro, Serra, paulista, não estava nem mesmo como secretário ou algo assim. No caso do Nacional, apesar do nome do Haddad não aparecer, ele ao menos fazia parte do governo que teria praticado. Mas Haddad questiona a união de sua imagem com a dos mensaleiros. Então, ele não pode unir a imagem do Serra com aqueles que teriam praticado tal ato em Minas Gerais! Até porque, no caso do Nacional, ele, mesmo não figurando diretamente, fez parte do governo e no Mineiro, Serra não fazia parte do governo. Assim, existindo ou não, tendo outro nome ou não, falar do Mensalão quando os dois não estão diretamente envolvidos pode ser pior para Haddad, pois o Serra nem secretário era, já Haddad foi ministro do governo acusado de particar tal ato. Mas o nome dos dois não figura diretamente, mesmo no caso do Haddad, que esteve "mais próximo" da situação. Logo, mais um "0 x 0", pois se um fala, o outro pode falar. Se um não quer que o outro fale, que dê o exemplo primeiro. Depois que ambos falaram, não adianta reclamar para parar de falar...

Realmente, estou preocupado com o rumo da eleição... No interior, sei de casos onde as campanhas estão mentindo mesmo para a população. Por exemplo, sobre o Pedágio Urbano. Sei que o Pedágio Urbano é um pedágio cobrado em cidades do mundo para entrar no centro da cidade, para entrar em alguma parte específica da cidade, sendo instalado numa rua ou avenida da cidade. Mas, por conta do projeto de Pedágio Ponto a Ponto que está sendo implantado em estradas do interior, alguns candidatos enganam a população dizendo que o Pedágio Ponto a Ponto é o Pedágio Urbano. Mas o Pedágio Ponto a Ponto é para quem passa na rodovia, ainda que seja em "trecho urbano", mas é na rodovia mesmo. Pedágio Urbano é para andar dentro da cidade. Para ser implantado, o Pedágio Urbano precisa dar alternativas para o povo, para circular sem o uso do carro e com a devida qualidade e quem resolver usar o carro, precisa ter estacionamentos e qualidade nesse uso. No Pedágio Urbano, quem andar de carro dentro da cidade, mesmo sem percorrer um único centímetro de rodovia, apenas rodando dentro da cidade, vai pagar. No Ponto a Ponto, é quem usa um trecho de uma Rodovia, mesmo sem entrar na cidade, ainda que passe pelo "trecho urbano", pois toda rodovia tem isso, mas não necessariamente entra pela cidade, a maioria apenas "corta" a cidade.

No primeiro turno, na Capital, teve a questão da cobrança de tarifa de ônibus por trecho percorrido. Sinceramente, é a ideia do Pedágio Ponto a Ponto, que a pessoa em vez de pagar um trecho inteiro tendo usado apenas uma parte, vai pagar apenas o que usou. Acontece que temos o Bilhete Único e temos a questão dos Empregos muitas vezes estarem longe de onde as pessoas moram. Entendo que a cobrança por trecho utilizado é mais justa, mas a proposta precisava vir acompanhada da devida explicação de como ficaria caso fosse utilizado além do valor do Bilhete Único (o valor da tarifa) e por quanto tempo esse valor ficaria valendo. Além, é claro, da solução para os empregadores não decidirem que iriam contratar apenas as pessoas que moram mais perto, para gastar menos com Vale Transporte. Mas, se essas respostas fossem dadas, e fossem boas, a proposta passaria! E acho mesmo que será interessante ver essa questão, pois a negociação poderá trazer mais benefícios no uso do Bilhete Único, se for feita de forma adequada. Pagar pelo utilizado é o mais justo a ser feito, pois quem anda com seu sapato, irá gastar mais sola se vier de mais longe e menos sola se vier de mais perto. O que não pode ser deixado sem resposta é o que fazer quando chegar ao valor da passagem, dependendo do número de utilizações (trocas de ônibus) e por quanto tempo a pessoa terá o beneficio de continuar usando sem nova cobrança (tem que ser maior que o atual, pois a pessoa já teria usado mais de uma condução ou um trecho grande quando chegasse ao valor da passagem), além da questão do empregador e o vale transporte, porque isso não pode trazer problemas para quem vem de mais longe.

Sinceramente, não quero ouvir falar sobre "cumprir mandato até o fim". Afinal, certa vez, votei para Vereador em São Paulo em José Eduardo Martins Cardozo, do PT. E o acompanhava por aqui. Mas, depois de dois anos, ele se candidatou para Deputado Federal. E venceu! Mas eu não o vi mais com a mesma evidência que via por aqui. Só voltei a acompanhá-lo agora que é Ministro da presidente Dilma e ainda assim, não vejo tanta coisa assim.

Se o Haddad vencer, ele pode ter assumido compromisso de não deixar o mandato no meio e, mesmo assim, deixar. Se a conjuntura política para a eleição estadual em dois anos pedir que ele seja o candidato, ele não poderá dizer que não! Sei que será uma decisão compliada, mas se for necessário fazer, será feito. O partido o chamará e ele terá que assumir, caso seja necessário! Logo, o fato do Serra não completar mandato não é motivo para eu não votar nele, pois já votei em candidato do PT que não completou e entendo perfeitamente que o próprio Haddad poderá não completar o mandato por força de conjuntura política.

Assim, a mim me resta saber o seguinte:

Candidato Serra - Como serão as parcerias para a Prefeitura de São Paulo contando com o apoio da Presidente Dilma, caso seja eleito? Porque no que diz respeito ao Estado de São Paulo, creio que pode continuar e ampliar, pelo menos nos dois primeiros anos. Mas tenho receio de como enfrentar a questão da divergência partidária (que mais parece uma partida de futebol, como escrevi lá no começo) para beneficiar a cidade de São Paulo, até mesmo tendo em conta as informações do debate de ontem (18/10/2012) na Band dos valores repassados da área Federal para São Paulo. Como o senhor pretende convencer a presidente Dilma a lhe dar o apoio necessário sem as rusgas partidárias? Entendo que ela o fará, mas penso que fará muito mais caso o candidato do partido dela seja eleito. Ela está acima dessas rusgas (precisa estar), mas não podemos negar que esse apoio deve mesmo ser maior se o candidato do partido dela vencer. Como, imagino, o apoio do Estado de São Paulo sempre vai existir, qualquer dos candidatos que vença. Mas se o senhor vencer, imagino que será maior e mais fácil ter esse apoio;

Candidato Haddad - Como ficará a questão da Educação caso seja eleito? Seu nome esteve envolvido com a questão dos problemas do ENEM, pois o senhor era o Ministro da Educação na época de tais situações. Assim, muito mais que saber sobre a mesma questão que pergunto acima para o candidato Serra (sobre o apoio Federal e Estadual ao seu possível governo - mas precisando, claro, saber a mesma coisa do senhor), minha crise se posta na questão de ter um filho que, a partir do ano que vem, estará na primeira série, com 6 anos (na minha opinião, decisão equivocada de levar mais cedo a criança para a escola, mas essa é outra questão), e quero saber o que esperar do seu governo no que diz respeito a Educação, para não termos problemas outros ou parecidos com o que houve no caso do ENEM, sendo que aconteceu mais de uma vez! Uma única vez já seria ruim, mas houve problemas em mais de um ano, em mais de uma aplicação do referido exame.

Tendo em mente o Debate de ontem (18/10/2012) na Band, por favor, se este texto chegar até os candidatos e vocês resolverem responder, não respondam apenas com base no que fizeram, mas, além do que já fizeram (é história e devem mesmo citar), citem o que está mesmo no plano de governo para vencer as questões apresentadas. Não o que vocês gostariam, mas o que realmente dá pra fazer e será feito, caso seja devidamente aprovado e encaminhado. Respondam aquilo que realmente está na vontade de vocês, aquilo que, ao menos, pretendem fazer e não aquilo que parece muito bonito, chama a atenção da população como ideia, mas nem tem condições de ser implantado rapidamente...

Sei que os partidários de um ou de outro poderão ficar apenas na conversa política como se fosse futebol e "o meu tem que ganhar". Mas eu, que não vejo política como se vê o futebol, quero decidir sem receio de encaminhar de forma errada a questão. Pelo menos, tentar...

E você? Teria mais algum questionamento para fazer aos candidatos? Sabemos que com a internet podemos chegar muito perto deles, sem nem termos noção que isso aconteceu! Procure as devidas informações e vote consciente! Não vote pensando em partido "x" ou "y". Pense mais que isso! Pense sua cidade e o futuro que se aproxima!

Forte abraço!
Caco Borba