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quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

Abre o olho, Brasil: A defesa cega nos leva a defender o que antes criticávamos...

Olá!

Para que os defensores de um dos lados, que só lembram dos erros do outro lado, não usem a minha postagem diretamente... Sei que pode ser que usem parte, a parte que interessa, mas se algumas pessoas fizerem a leitura completa, já está valendo...

Posto lembranças que tenho que me dão a certeza que o Brasil é muito mais que PT ou PSDB... ou precisa ser...

Enquanto se discute PT e PSDB... Direita ou Esquerda (acho que os dois são ambidestros, mas...)... o Brasil mesmo só segue... uma pequena melhoria aqui, um grande desajuste ali... é  o Plano Real que fica numa bandeira (mesmo que ainda precise de muitos ajustes)... a melhoria social fica na outra (mesmo que muitos ainda sigam com problemas financeiros e outros tantos estejam em dívidas)... e o Brasil... segue, apenas segue...

Já fiz e posso fazer de novo: já votei tanto em PT como em PSDB... Conheço pessoas nesses partidos que podem sim ter o meu voto, algumas por eu não ver incoerência entre o discurso e a prática mais aparente e outras, mesmo que com incoerência, mostram a razão da "mudança" de pensamento e, mesmo que eu não concorde, posso ver a razão para tal...

Não faço campanha contra PT ou PSDB... Endendo que ambos poderiam fazer MUITO mais do que fizeram...

Mas não defendo apenas um dos dois partidos... Entendo que o Brasil é muito mais que isso...

Lula disse que ia encaminhar a reforma tributária no primeiro ano de mandato... Fez?


Geraldo disse que Rodoanel não ia ter pedágio... não tem?


Trem-bala entre Rio e São Paulo ficará pronto para Copa de 2014, diz Dilma... ficou?


Concessão em Estradas do Estado de São Paulo com pedágio, tem duas modalidades diferentes na opinião de alguns "entendidos" de política: Quando o Governo do Estado negocia, é privatização... Quando o Governo Federal negocia, é concessão... Nos dois casos é concessão, mas a necessidade de fazer parecer que o que outro fez é errado e pior é tamanha que se diz tanta coisa e o povo acredita e repassa...

Dizem muito do Serra, que não "completa mandato"... Mas eu votei em um candidato do PT para Vereador em São Paulo e em dois anos e saiu candidato para Deputado Federal, sem ter feito muita coisa no mandato de vereador (eu votei, eu acompanhei)... Ele não completou o mandato que eu ajudei a dar para ele... Fácil criticar o outro, quando o povo não lembra... Difícil é cumprir...

Quando é o outro, é errado... quando é o seu, tem mil e um motivos, é diferente... Parece futebol, que o seu time pode ganhar mesmo com erro de arbitragem, pois erros sempre acontecem, mas se perde, é armação...

Eu posso votar em PT ou PSDB! Mas eu só faço isso depois de avaliar o que se apresenta... Não saio defendendo antes, simplesmente... O Brasil é mais que PT ou PSDB!!!! É muito mais que essa "esquerda ou direita ambidestra" que temos... O de "direita" tem "social" no nome... Defender o seu cegamente é correr o risco de ter que defender o mesmo ato que antes se criticava, como acontece com ambos hoje em dia...

E eu não fazia isso nem com o meu time de futebol... quanto mais com política...

Quem sabe, um dias desses, eu volto com mais lembranças dessas...

Forte abraço!

segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

Flamengo ou Fluminense foram beneficiados? Não... A Lusa foi prejudicada...

Olá!

Agora, alguns torcedores do Fluminense, que acreditaram na história de que a regra foi aplicada, que a lei foi cumprida, acreditam e querem fazer o mundo acreditar que o beneficiado não foi o Fluminense, mas o Flamengo... O que se esquece é que a lei aplicada está errada, em desacordo com uma lei federal que os auditores do STJD resolveram que não vale para o código deles - em vez de admitir o erro que vem desde 2010, preferem continuar no erro, sob a alegação de que mudar seria a chance de um precedente para muitas mudanças envolvendo outros clubes - quer dizer: o erro deve ser perpetrado para que não fique claro que eles estão errados e prejudicando desde 2010 o futebol brasileiro...

Mais uma utilização do "juridiquês", afinal de contas, nesse pensamento de que o beneficiado foi o Flamengo e não o Fluminense, caso a Lusa não fosse punida, o Flamengo seria e cairia ele para a segundona...

Mas... a regra seria aplicada  de forma diferente se não houvesse outro clube para "pagar o pato"... a história mostra isso, infelizmente... O Cruzeiro, até o momento, foi punido com multa. Mas até agora eu não vi nenhum artigo que diga que a punição pode ser diferente, dependendo do caso de jogador irregular... Logo, se não tivesse a Lusa, o Flamengo não seria punido, se é que não vai reverter mais facilmente essa punição, quando "a poeira baixar"...

Logo... mera especulação... quem caiu em campo foi o Fluminense e mesmo que a regra tenha sido aplicada para legitimar o resultado do campo, se não tivesse outro clube para "pagar o pato", a história revela que a avaliação do tribunal seria de julgamento, vendo agravantes e atenuantes, e o Flamengo teria outro tipo de pena, como foi no caso do Cruzeiro, que ainda pode ser revisto... é o que vejo na história, sem nenhuma "teoria da conspiração"...

Outros, acham que alguém da Lusa (ou a entidade mesmo) recebeu para a escalação irregular do jogador e dizem em suas "teorias da conspiração" que se o Fluminense estivesse ganhando o seu jogo, o jogador irregular ia entrar, por isso entrou só aos 32 do segundo tempo. Muitos acreditam nisso, mas se esquecem que o simples fato do jogador estar na súmula, mesmo reserva (como no caso do Cruzeiro, que só multa foi aplicada - então pode ter outra punição? Ah... juridiquês... um é punição de suspensão, outro de irregularidade contratual - mas ninguém mostra o "artigo" que permite ser diferente a pena, pois todos os casos foram julgados com base no mesmo artigo! Podem mudar depois, mas o início do processo que resultou em "penas diferentes" - Cruzeiro, multa e Lusa, perda de pontos - foi o mesmo "214"), já seria passivo de punição. Não precisava entrar em campo para isso, logo a "razão" dessa teoria (Flu ganhando entra jogador irregular da Lusa) deixa de existir... pois ela define que SE o Fluminense estivesse ganhando o seu jogo, o jogador irregular da Lusa entraria para dar a punição para a Lusa... Mas ele não precisava entrar... Logo... teoria sem sentido... só acredita quem não conhece a regra e ainda há torcedores dizendo que a regra foi cumprida que acreditam nisso... nem conhecem a regra, apenas torcem e se favorece o seu time, é o certo... faz sentido...

E ainda há quem defenda que alguém da Lusa (ou a entidade mesmo) recebeu do Flamengo para beneficiar o clube carioca, pois ele ia perder os pontos e a Lusa foi "usada" para ter quem perdesse para beneficiar o Flamengo. Pois é... combinaram antes de ambos escalarem o jogador irregular. Completamente sem sentido. Se tivesse uma rodada entre a escalação de um e do outro, aí poderia até fazer sentido. Mas o Flamengo não acreditou que estava errado e não precisava de ajuda de ninguém para não ser ele o rebaixado. E, para mim, o Flamengo só foi punido porque havia outro que também seria e acabaria prejudicado. Se fosse só o Flamengo, não teria punição, ou teria, como foi para com o Cruzeiro, apenas financeira (quer dizer, mais uma vez: o tribunal sabe avaliar em vez de apenas impor a pena)... E se o Fluminense visse o erro, ele teria que entrar na justiça (desportiva e quem sabe até comum) para pedir a punição... Só aconteceu apenas na justiça desportiva e sem a intervenção direta do Fluminense, beneficiado coincidentemente, porque não ia ser necessário "escolher" entre o Flamengo ou o Fluminense... Foi a Lusa... Se tivesse que escolher entre um dos dois cariocas, a disputa seria diferente, tenho certeza...

Forte abraço!

sexta-feira, 27 de dezembro de 2013

Juridiquês derruba Lusa...

Olá!

Por que houve julgamento hoje no STJD? É assim que os julgamentos acontecem? Por que tem defesa se o voto já vem pronto? No voto pronto, pode não se "responder" ao que a defesa usou como tese!

Até o momento, a situação da Portuguesa no Campeonato Brasileiro está sendo decidida pelo "juridiquês" que sempre foi o meu grande problema para me decidir por (não) fazer Direito. Eu entendo essas coisas, sei usar as palavras e poderia, como citou o presidente do STJD em "desagravo" ao advogado da Lusa (por conta do que lhe falou o promotor sobre o mesmo não acreditar no caso que defendia por já ter defendido situação contrária em casos semelhantes), defender uma tese como vitoriosa na parte da manhã e na parte da tarde, me opor a minha própria tese, para defender o ponto contrário. Pois sei entender e usar esse "juridiquês"...

Só que eu não concordo com isso! Passar a ideia de que se está fazendo o certo, seguindo a regra, mas na verdade, ficar com jogo de palavras que hoje, como decisão "colateral", pode derrubar a Lusa e num futuro (próximo ou distante), em caso idêntico, usar as palavras de forma diferente para "absolver" outro clube, fazendo parecer que a situação é diferente, é deprimente...

Eu sou PhD em Teologia... E sei que o mesmo texto, dependendo do interesse de quem quer defender uma tese, pode dar vazão a uma interpretação ou outra, completamente oposta. Se com a Bíblia se pode fazer isso, imagina o que se pode fazer com leis e regras, sempre com brechas... Pessoalmente, prefiro dar a interpretação do que o texto diz e não do que eu quero que diga, mesmo que eu ache estranho! Meu compromisso não é com a minha vontade, mas com o que o texto diz. Por isso, o juridiquês não serve para mim, pois eu, apesar de entender as técnicas e saber interpretar as palavaras, não tenho compromisso com minha vontade... não consigo ter... eu busco o certo e não o que eu quero para que o outro prove que eu estou errado...

Com a palavra quem criou antes e quem modificou o Estatuto do Torcedor em 2010. Foi dito no Pleno do STJD hoje que o mesmo não pode ser usado para "mexer" com o CBJD e que andam em "ruas separadas" - um para o torcedor e o outro, para a parte do esporte. Logo, dispositivos que encaminham a adequação devem ser tirados do Estatuto... E quando (se) a Justiça Comum der ganho de causa a um torcedor por pedir algo com base no Estatuto do Torcedor por conta de uma decisão do STJD, que esse mesmo diga que não tem razão de ser e não aceite a decisão da Justiça Comum. Porque se tiver que acatar, é porque tem mesmo o que adequar. Só não tem o que adequar se nada da Justiça Comum respingar em decisão do STJD... Afinal, como no caso do Vasco, o STJD disse que se o Vasco entendia que a lei estava do seu lado, depois dos 60 minutos não deveria ter voltado para o jogo. Como voltou, sabia que a lei não lhe era tão favorável. Se a lei é tão favorável ao STJD em contraposição ao Estatuto do Torcedor, que nada da Justiça Comum respingue em decisão do STJD... Mas... no juridiquês eu sei que se diz que minha comparação não cabe...

Triste... Com vontade de entrar na Justiça contra essa situação. Mas, em bom juridiquês, podem dizer que eu sou torcedor do Corinthians e que minha ação não tem valor de torcedor para me valer do Estatuto do Torcedor...

Num momento em que o juridiquês não serviu para absolver em "crimes do colarinho branco", no esporte isso ainda vale...

Forte abraço!

quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

Carta aberta ao Ministro do Esporte

Vossa Excelência
Ministro do Esporte da República Federativa do Brasil
José Aldo Rebelo Figueiredo

Pode não interessar para ninguém. Pode até parecer que seu discurso / sua entrevista foi "bombástico/a" e que deu as devidas respostas.

Mas para mim isso não respondeu nada. E como parece que o estimado ministro se baseia em estatísticas pessoais para avaliar as coisas, me dou o mesmo direito para avaliar suas respostas: não respondeu nada e o que respondeu, foi absolutamente ridículo! E não só no dia 04/12/2013, mas durante todo o tempo de preparação para a Copa de 2014 há muitas respostas no mínimo estranhas por parte do eminente ministro.

Apresento alguns pontos:

- O mundo não deve se adequar ao ritmo do Brasil de deixar tudo para a última hora. Aliás, em estatística pessoal, eu não seria Brasileiro, pois não sou assim. Logo, preferia que a estatística a ser levada em conta fosse a minha, que gosto de fazer as coisas com antecedência. Seria o momento do Brasil avançar numa mudança de pensamento em vez de assustar o mundo com essa capacidade de deixar para a última hora e, algumas vezes, para depois da última hora, ampliando o prazo. Acredito que, infelizmente, muitos estádios não estarão completamente adequados e, pior ainda, não haverá outros avanços que seriam necessários;

- O final do ponto anterior abre o presente: para fazer a Copa, não era necessário apenas estádios! Era preciso ampliar rede hoteleira, atendimento hospitalar (não damos conta "dos nossos"... como receber visitantes?), transporte público (mais Metrô e Ônibus... e não apenas mais, mas melhor qualidade), ruas e avenidas não com "jeitinho" (feriados e desvio de ruas e avenidas com "mão única" em dias de jogos) mas com melhorias para ampliar a mobilidade urbana também com veículos, mas principalmente no transporte público (não só no transporte público, o que nem isso foi feito), melhorias nos aeroportos (muito vai ficar para depois da Copa, confirmando que o nosso tempo não é fazer "para a última hora", mas para depois desse prazo - nosso não, porque não é minha experiência pessoal e sou Brasileiro). E o pior: pode ser que os estádios fiquem prontos, mas não com todos os detalhes necessários, pois terminando perto do prazo, não dará tempo de testes para saber se algo precisa de algum ajuste...

- Não tenho passaporte... Nunca sai do Brasil, nem mesmo para ir ao Paraguai... E mesmo assim, já fui assaltado 2 vezes na Capital Paulista... Se o que vale é estatística pessoal, eu fui assaltado 2 vezes no Brasil e o senhor uma em Paris... Então... em estatísticas pessoais, o Brasil ainda é mais violento... Mas acho que o que vale não é estatística pessoal... Estou fazendo isso apenas porque parece que o estimado ministro pensa algo assim, pois falou algo assim... De qualquer forma, paremos com estatísticas pessoais e vislumbremos o número proporcional da violência entre Brasil e França. Não números absolutos, pois acredito que aqui teremos mais, por temos mais pessoas! Mas em números percentuais... e acredito que a surpresa do eminente ministro poderá gerar um pedido de desculpas para o povo Francês...

- Por fim, não terminando a quantidade de discordâncias, mas por não querer alongar em algo que nem deve ser levado em conta, muito menos aceito, pois o discurso parece mesmo ser algo para que a militância cega faça a defesa e quem não pensa nesse país poderá aceitar esse tipo de argumentação, como tem sido ao longo dos anos, quero registrar: Os estádios não seriam a "Noiva" no casamento... Os "noivos" serão os jogadores, as equipes, nessa comparação... E se a "noiva" se atrasar, pode ser por conta da "mobilidade urbana" não ajustada, citada acima... O estádio, querido ministro, seria a Igreja e essa não pode ser entregue no último minuto, pois os convidados já precisam estar acomodados para aguardar a "noiva", caso ela atrase...

Forte abraço!