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segunda-feira, 21 de abril de 2014

Progressão Continuada... Aprovação Automática...

Olá!

A respeito da "progressão continuada" ou "aprovação automática":

Para quem vive dizendo que "progressão continuada" ou "aprovação automática" começou com PSDB em São Paulo, vai um pouco da HISTÓRIA:

Há informações que nos permitem descobrir que desde a década de 20 do século XX, já se pensava nesse projeto!

A "progressão continuada" tem como propósito dar sequência a aprendizagem do aluno. Como o próprio nome sugere, a progressão se dá ao ano seguinte de forma a continuar o processo de aprendizagem do educando, sendo trabalhada em ciclos que garantem um maior tempo para que o aluno construa conceitos que o levem a conclusões e descobertas que lhe serão úteis em sua formação pessoal.

As experiências genéticas do biólogo suíço Jean Piaget (inicialmente estudou biologia na Universidade de Neuchâtel onde concluiu seu doutorado, e posteriormente se dedicou à área de Psicologia, Epistemologia e Educação), inspiradas na teoria evolucionista de Charles Darwin (1809-1892), vêm a delinear as fases da criança até a entrada da adolescência quando se dá a entrada na idade adulta em termos cognitivos. O adolescente passa a ter o domínio, o que o habilita à experimentação mental. Isso implica, entre outras coisas, relacionar conceitos abstratos e raciocinar sobre hipóteses (Revista Nova Escola – Grandes Pensadores – Edição Especial, 2004, p. 55).

No estado de São Paulo, em 1968, vemos a mesma ideia do projeto quando o professor José Mário Pires Azanha criou um sistema no ensino primário que eliminava a reprovação da 1ª para a 2ª e da 3ª para a 4ª série na rede estadual, abolido no governo militar, como afirma a professora Rose Neubauer secretária da educação entre 1995-2002 em entrevista cedida a Lucita Briza da revista “Nova Escola” (Fundação Victor Civita – editora Abril, dezembro de 2004). Aqui, começou e parou...

Mas se começou e parou, quando isso "voltou"?

Em São Paulo, "volta" a partir do ano de 1988. Governo do PMDB com Orestes Quércia. Na década de 1990, ainda antes da nova LDB, alguns municípios incorporaram os ciclos e a progressão continuada, sendo que essas experiências foram ampliadas para os oitos anos do ensino fundamental.

Então... Começou com o Governo do PMDB em São Paulo. Mas ainda não estava tão "agressivo" como veio a ficar depois. Não era tão clara a situação, ainda não estava bem definido e não estava tão em prática ainda. Poderia não ter seguido...

Assim: como "evoluiu" para o que temos hoje?

A adoção do Ciclo Básico de Alfabetização (CBA) em 1988-1989 no estado de São Paulo e nos anos seguintes em outros estados brasileiros, pretendia enfrentar uns dos mais sérios problemas da escola pública brasileira: a reprovação escolar, especialmente nas séries iniciais.

Durante a gestão da prefeita Luiza Erundina (na época, no PT), foi implantado, em 1992, o sistema de ciclos e progressão continuada na cidade de São Paulo. A proposta foi elaborada pelo educador Paulo Freire, então secretário da educação na cidade. Foi implantado por meio do Regimento Comum das Escolas Municipais no último ano da gestão de Luiza Erundina.

Então a cidade de São Paulo fortaleceu as bases de tal projeto durante a administração de Luiza Erundina, na época ainda no PT.

E, depois de eleito, o governador Mário Covas, PSDB (de 1995 a 2001), adotou de forma oficial e com as provas de boas estatísticas de aprovação (se eram "obrigatórias", é claro que ia ser sempre bom esse número...) que se tinha na capital paulista, o regime de progressão continuada e a organização do ensino fundamental em dois ciclos (Ciclo I — os quatro primeiros anos e Ciclo II — os quatro últimos anos), conforme instituição pela Resolução SE n. 4/98, publicada no Diário Oficial do Estado de São Paulo, em 15 de janeiro de 1998.

Então... já se falava desse método desde os anos da década de 1920, em São Paulo começou algo já em 1968, mas os militares não permitiram a continuidade, no governo do PMDB de Orestes Quércia temos o início do que se tornou o projeto que temos hoje em dia, mas não seria da forma como está se não tivesse sido adotado pela cidade de São Paulo na administração de Luiza Erundina, que fortaleceu aquela ideia do Estado entre 1988 e 1989, que ainda não tinha tanta força. Só depois da adoção na cidade de São Paulo com resultados claros para a aprovação (? - insisto: era "obrigatório", tinha que ter bons resultados nisso) de forma clara e sistematizada, o Estado de São Paulo ajustou o que tinha começado com o PMDB de Orestes Quércia, ainda sem força, e fica apenas o PSDB como se fosse o "vilão" por conta de tal projeto...

Tem muitas "mães e pais", em vários partidos...


Quem quiser, recomendo bibliografia que permite uma boa pesquisa sobre esse assunto...

Forte abraço!

sexta-feira, 7 de junho de 2013

O povo, dividido, jamais será uma sociedade de fato...

Olá!

Sabe... uma coisa é fazer manifestação, outra é fazer o que fizeram na Paulista em 06/06/2013...

E sempre colocar a culpa na polícia, parece que é fácil e virou moda...

A última vez que fui ao Estádio de Futebol, eu estava esperando o portão ser aberto para entrar. A polícia fazia a "escolta" da "fila", para evitar tumultos. Mas é claro que houve algum tipo de tumulto... e a polícia montada ficou na minha frente! Olhei bem no olho do cavalo que o policial montava... E não aconteceu nada comigo... Por que? Simples: eu apenas estava no meio do povo, não estava fazendo absolutamente nada que pudesse chamar a atenção da polícia para mim... e eu entrei no estádio e vi meu Timão perder no Pacaembu para o Vasco da Gama por 4 x 2, o Edmundo passar na frente de onde eu estava fazendo sinal de silêncio (porque o Vasco abriu 2 x 0 e o Timão empatou... logo, a torcida estava animada, mas o Vasco fez outros dois gols)...

Sinceramente, não gosto "da farda". Realmente há aqueles que exageram por conta dela... Mas não são todos e nem em todas as situações!

Os manifestantes que foram para as ruas de São Paulo e fizeram tantas coisas na Paulista erraram, e erraram feio! Mesmo que a polícia tenha exagerado com eles (o que, pelo que vi até agora, não é o caso), as estações do Metrô, bancas de jornais, demais pessoas que queriam passar por lá e não podiam, carro em exposição no Pátio Paulista, entre tantas coisas, não podem passar pelo que passaram. Ao começar a destruir as coisas, a manifestação deixa de ser de pessoas "de bem" e passa a ser uma manifestação de "vândalos" (pelo menos, por conta dos que se envolvem nessas coisas). E isso não é coisa de cidadão de bem...

Ainda que a polícia tivesse exagerado, não é dessa forma que se protesta!

Alguns querem "passe livre" e argumentam que o transporte é público e por isso deve ter "passe livre"... Mas o "público" nesse caso não se refere ao "governo", mas ao fato de transportar pessoas. É como a palavra "manga" que pode ter mais de uma interpretação e significado, dependendo do contexto... Ou querem que descontos de impostos sejam repassados, sendo que as notícias já dão conta desse repasse e que se não tivesse sido levado isso em consideração para o aumento, ele ainda seria maior, por conta da inflação do período entre um aumento e outro... Basta pesquisar sobre o assunto antes de falar o que pensa...

Já que EDUCAÇÃO anda tão ruim em nosso país e alguns não sabem (ou não querem) fazer uma simples "interpretação de texto", acredito que a manifestação não deve ser contra o aumento das passagens, mas contra a ineficiência do Governo de dar EDUCAÇÃO de qualidade... Educação de verdade e não apenas de números para fazer parte de posições melhores em listas de observações de todos os países...

Quem sabe se a CORRUPÇÃO fosse de fato vencida (não acredito que totalmente, mas não pode seguir da forma como está, parecendo que já algo institucional e muitos pensam em ser eleitos apenas para comer um pedaço desse "bolo"... pelo menos, falam isso em rodas íntimas)...

Ou ainda se a REFORMA TRIBUTÁRIA fosse feita, como disse em debate em 2002, antes da primeira eleição o sr. Lula... Ele, como fazia Maluf, disse ter um compromisso assinado em cartório para, caso fosse eleito, encaminhar a reforma tributária no primeiro ano de mandato... é só pesquisar no Youtube que você acha esse vídeo... eu lembro por ter assistido, mas poucos devem lembrar... Mas não foi feita a tal reforma e ainda se usa "descontos" e "reduções" de impostos para fazer parecer que há "bondade política" do governo... para ganhar mais alguns votos... de quem não avalia o todo...

Vamos lutar por direitos que são de todos! A sociedade está dividida, lutando por direitos de grupos que fazem parte da mesma sociedade e muitas vezes o preço desses direitos de uns é que outros perdem os mesmos direitos... Isso está errado! Estamos sendo divididos em grupos que lutam por seus direitos, e estamos sendo dominados por um governo que se aproveita disso para fazer a discussão desses direitos dos grupos e não age de forma efetiva no direito de todos!

Hoje não uso a saúde pública... mas não quero ter que usar amanhã e ela estar como está hoje ou até pior, porque se luta por direitos de grupos em vez de se lutar por direitos de todos... Quero ver a Educação Pública rivalizando ou até melhor (como é no caso de Universidades) com a Particular... Não me nego a pagar impostos... mas é preciso que seja cobrado o justo e que se cuide de todos com os recursos arrecadados...

Não importa se você tem cota ou não... se é discriminado ou não... se tem dinheiro "sobrando" ou não... Se é religioso ou não... TODOS são afetados por coisas que o Governo não age de forma decisiva e definitiva... Precisamos nos unir e lutar contra essas coisas e pedir que o Governo se posicione por conta de coisas que atingem todos: Educação, Saúde, Reforma nas leis, Reforma tributária, luta contra a Corrupção (em vez de dizer que um rouba mais que o outro, temos que nos unir para que eles não roubem e não para defender um que rouba "menos", porque o outro também rouba "mais")...

Não sou contra as lutas de grupos e entendo que muitas lutas (não todas - pelo menos no que se quer dessas lutas) são necessárias e importantes! Apenas acho que primeiro temos que conseguir melhorar o todo e que os grupos terão seu espaço consequentemente... e se não tiverem, aí que se lute por isso, mas depois que a luta que é de todos esteja encaminhada...

Não sou contra protestos moralistas, aliás acho que muitos (não todos - pelo menos na ênfase dada em alguns casos) são importantes! Mas é muito imoral ter tanta coisa errada no todo que atinge a sociedade e essa mesma sociedade se dividir sem antes lutar pelo todo...

Liberdade é uma via com mão dupla... quando você luta pela sua liberdade, não pode tirar a liberdade do outro... Limitar a liberdade do outro em benefício da sua liberdade é imposição do seu pensamento, a não ser que o outro seja criminoso... e no Brasil querem transformar crime ter opinião sobre alguns assuntos, por conta da luta dos grupos que parece importante (e mesmo que seja importante, há um todo na sociedade que deveria ser importante primeiro), pois a sociedade grita dividida... Mas já é tempo de unir todos em uma mesma sociedade e lutar junto por mudanças que afetem todos e, com base nisso, começar a fazer os ajustes dos grupos, sem que um perca em relação ao outro, mas que se iguale de fato...

Forte abraço!

segunda-feira, 15 de abril de 2013

A respeito da "Diminuição da Maioridade Penal"

Olá!


Alguns dizem que a maioridade penal deve ser reduzida para 16 anos, ou até menos, e apresentam argumentos claros para essa defesa...

Outros entendem que não deve ser assim e que o Estado deve prover políticas públicas de inclusão, mas acredito que desse discurso as pessoas que pensam mesmo já estão cansadas, pois quanto mais políticas de inclusão, parece que aumenta o problema, o que parece mesmo mostrar que o caminho não seria esse... Não sou contra políticas de inclusão! Elas devem existir, com o devido pensamento de não "fatiar" a sociedade, mas elas não parecem ser a forma de encaminhar a solução contra a criminalidade...

Acredito que diminuir a maioridade penal para 16 anos não vá resolver o problema, da mesma forma que as políticas públicas de inclusão social não estão resolvendo esse problema, ainda que devam existir para outras questões... Mas insisto: a sociedade se "fatiou" sozinha e as políticas de inclusão não podem ampliar a visão desse "fatiamento", mas devem unir a todos numa sociedade igualitária...

Há pouco tempo foi noticiado o caso de um menor com 12 anos que já teria passado pelo "distrito polícial" mais de 10 vezes! E aí: diminuir para 16 anos resolve o caso ou apenas amplia o número dos "condenáveis"?

Como penso?

Penso que o ECA precisa de uma ampla revisão. Esse é o primeiro ponto!

Depois, o Professor precisa ter real autoridade em sala de aula! E os nomes como "reprovação", "aprovação" e afins, se causam tanto problema, que sejam substituidos por outros que permitam a devida ação sem "traumas". Como não tenho essa crise e não penso em outras palavras, uso ainda as mesmas que são normalmente usadas, mas se quiserem, podem mudar! A "prova" não pode ser mecanismo de medo, mas precisa sim servir de parâmetro entre os que estudaram e os que não estudaram! Assim, o conteúdo pode avançar para os que querem estudar novos conteúdos e a revisão será feita de forma adequada para os que não estudaram o conteúdo já passado, dando a esses a chance de ampliar seus conhecimentos, mas sem atrapalhar os que já passaram esse momento do ensino, que devem aprofundar em outros aspectos novos! A "repetência" não deve ser mecanismo de punição, simplesmente, mas a uma nova chance de aprendizado, depois que o tempo de estudo, revisão e reforço foram esgotados, sem o resultado minimamente satisfatório, para que haja uma "promoção". Hoje, o aluno que ainda não sabe a matéria "passa de ano" para não ter problemas psicológicos, mas o que sabe a matéria fica limitado no ensino, pois é preciso que o conteúdo respeite aqueles que não avançaram ainda, e em nome de não criar problemas psicológicos para os "repetentes", criamos problemas de "avanço" nos estudos para os que poderiam ir mais longe e mais rápido no aprendizado... Não é questão de um ser melhor que o outro! Se um dia alguém argumentar isso em cima do meu pensamento, será algo muito triste... É uma questão de momento de aprendizado: se a todos está disponível o desenvolvimento adequado, mas alguns demoram mais, é apenas o tempo do desenvolvimento e isso precisa ser respeitado! Nem todos se casam com a mesma idade, falam com a mesma idade, andam, procriam ou o que mais se quiser pensar! Respeitar o momento do desenvolvimento de cada um é respeitar a sua individualidade e não taxá-lo de "menor" ou "inferior" em relação a outros, pois esses que "avançaram" no conteúdo podem "demorar" em outro e os que ficaram "para trás" podem ainda "ultrapassar" os que foram "mais rápidos" em momento anterior. Apresento como exemplo meu filho: a escola reclamava que ele demorou a falar (o que realmente aconteceu). Isso fazia parecer que ele estava "atrasado" em relação aos outros. No entanto, ele foi o primeiro a aprender a ler na turma dele. Logo, não existe essa questão de "melhor ou pior" no meu pensamento! O que existe, por experiência com meu próprio filho, é a observação que se o tempo de cada um form respeitado, os resultados podem ser alcançados! Deixar o aluno que demorou mais a aprender "um ano a mais" na mesma série é também respeitar a sua individualidade e o seu tempo de desenvolvimento! Acredito que em vez de dizer de "traumas psicológicos" para os que "ficam retidos" (depois de ampla chance de real aprendizado, com reforço, revisão e afins) seja uma interpretação limitada da psicologia! Podemos trabalhar isso de forma diferente, dando conta da individualidade e do tempo de cada um para o devido desenvolvimento! E "passar de ano" alguém que ainda não chegou ao devido momento do desenvolvimento é correr o risco de fazer essa pessoa "estacionar" no desenvolvimento e, com o tempo, "pular etapas" do conhecimento para continuar avançando. É negar o devido aprendizado no seu tempo de desenvolvimento...

Por fim, os crimes deveriam ser tratados como crimes, independente da idade! Isso não quer dizer prender todos, de qualquer idade, nas prisões que existem ou em novas a serem construídas no mesmo modelo que há hoje. É claro que é preciso de medidas diferenciadas para que a pessoa tenha a chance de repensar o que fez, mesmo que o que tenha feito não dê a chance para quem foi atingido de refazer as coisas...

Assim, os crimes até os 18, 16 ou qualquer idade que se entenda como idade para "maioridade penal", devem ser punidos:

- Com a devida observação de cada crime, desde o primeiro! Não dá para punir um ladrão de galinhas como se pune um assassino. As penas devem ser variadas, mas no caso do menor, deve ser com medidas da atual Fundação Casa, quando for a primeira vez. E, independente da idade, a pena deve ser observada de acordo com o delito e, preferencialmente, ter espaços que separem os infratores por "peso" de seus delitos e não juntar todos;

- No caso de novo delito (não apenas reincidência no mesmo crime, mas novo delito), ainda sendo menor, esse infrator deve ser julgado com base no código penal, mesmo que sua prisão seja em prisões ainda diferenciadas. Ainda que se faça muitas prisões, para dividir por idade os presos, para evitar que os "mais velhos" influenciem os "mais novos". Aliás, desde a Fudação Casa isso já deve ser pensado e mesmo no atual modelo! Quanto mais pensando em revisão. Assim, o reincidente (insisto: não apenas o que repete o mesmo delito, mas aquele que comete uma segunda infração, independente de ser igual ou diferente da primeira) deve ser julgado pelo código penal, mesmo que seja "de menor", qualquer que seja a idade entendida para a "maioridade";

- Independente do tempo que demore para cumprir a pena (que deve ter como base o código penal mesmo), o "menor" deve sair já "maior". Mas para esses casos, aquele que foi preso em segundo delito (o primeiro também não fica na "ficha", mas serve para saber que houve um anterior), pode, se os legisladores entenderem melhor, sair com "ficha limpa". Isso seria uma chance dada a essa pessoa de mudar completamente, abandonando as ideias tidas quando mais novo. Mas os seus crimes não podem ser "apagados" do sistema. Apenas não devem mais fazer parte da sua ficha. Quer dizer: se cometer novo delito, será considerado "primário", mas no momento do julgamento, é preciso levar em conta que ele teve a chance de mudar e não mudou! Não para agravar a pena, apenas para deixar claro que não adiantou dar as chances que foram dadas;

- Presos de qualquer idade e em qualquer regime de prisão devem trabalhar e estudar! Mas isso não deve ser usado para "diminuir a pena". Deve ser a chance de desenvolver uma habilidade, ganhar experiência nela, aprofundar conhecimentos com estudos e isso servir como medida de ressocialização, como nova chance de mudar o caminho escolhido. Não pode ser "moeda de troca" para progressão de pena ou diminuição da mesma, mas deve ser encarado como o trabalho da sociedade (e na sociedade, pois trabalhar não garante necessariamente promoção, aumento ou algumas "regalias" que podem acontecer, mas não como resultado imediato de fazer algo, senão como resultado agregado do momento e da capacidade, ou ainda por alguma facilidade, mas esse tipo de atitude não deveria ser reforçada na sociedade), dando ao preso a chance de mudar. E, de preferência, conseguir que o preso já saia da prisão com a garantia de um emprego assegurado, com apoio do Estado e da Sociedade, e não soltar para depois ele procurar alguma coisa;

- Os direitos de alimentação, visitas, cuidados e afins do preso precisam ser observados, mas é preciso saber o limite da realidade que ele está! Não adianta dar muitas coisas para esse preso, pois a vida mesmo não dá muitas coisas e mesmo para aquele que se esforça muito, ainda pode haver limitações. O preso, ao ter muitos direitos, pode se "acostumar" com essa realidade, que não é a realidade da dinâmica da vida! Não é o natural! É preciso ter limites e ensinar isso aos presos. Coloco um exemplo: um preso, que tem família, que matou a pessoa que sustentava uma casa, terá uma "bolsa" para que os seus familiares sejam cuidados, mas como fica a família que perdeu a pessoa que sustentava aquela casa? A realidade que se apresenta, dando o sustento para a família do preso é ilógica e completamente fora da realidade, pois a família que perdeu aquele que sustentava terá que buscar outras formas para resolver o problema! É preciso tratar com igualdade: se a família que perdeu aquele que sustentava terá que "se virar" diante da vida para resolver o problema, a família do preso também deve ser tratada da mesma forma! As duas famílias tiveram o "sustento" tirado, uma por decisão de cometer o crime (e o Estado beneficia esse que tomou a decisão pelo errado ao dar "bolsa" para a família desse preso) e a outra sem a chance de "escolha" (e essa tem que "se virar" para ter novo sustento). Será mesmo que isso ajuda na "ressocialização" de um preso? A facilidade encontrada, mesmo com a limitação da liberdade, é contrária ao que acontece na sociedade! Logo, não ressocializa; antes, cria a expectativa da "facilidade" do cuidado e, quando a vida se apresenta de forma diferente, o caminho  de escolha contra a sociedade se torna mais atrativo, pois mesmo que haja limitação da liberdade, os direitos parecem mais atrativos para o preso do que para o cidadão. E ainda assim, a sociedade quer mudar esse padrão muitas vezes...

Sei que isso não seria a solução de todos os problemas, mas me parece uma opinião que aproxima mais o atual problema da questão do "de menor" e o crime. Apenas diminuir a idade para responder pelo crime, ainda não resolve o caso, apenas amplia a lista dos "condenáveis". Tratar os menores infratores com diferenciação perante a lei seria dar a eles a chance de mudar, depois da devida punição! E dar aos presos, quaisquer que sejam, a chance de estudar e trabalhar, dando ainda a chance da recolocação (ou colocação) profissional antes de sair da prisão, seria mais uma forma de mostrar que o Estado e a Sociedade querem a mudança desse preso! Aliado ao fato de respeitar o limite de cada um no processo de aprendizado, não usando como punição uma "reprovação", mas como uma nova chance de aprendizado dentro do seu tempo de desenvolvimento, podemos dar um passo muito importante na melhora das relações sociais. Sei que os problemas não se resolvem e que, pode ser, com o tempo, mesmo que isso que apresento tenha resultados satisfatórios, até essa solução não seja tida como a ideal, por necessidade de ajustes ou mudança completa. Mas o que sei é que o que existe hoje é apenas discurso do ideal. É preciso tentar mudanças. Como está, não dá mais para ficar...

Forte abraço!


segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Acabe logo com a Progressão Continuada, por favor!


Vossa Excelência
Ministro da Educação da República Federativa do Brasil
Aloizio Mercadante Oliva
Perguntas do Blog de um pai que concorda com o fim da Progressão Continuada

Pessoalmente sei que a Progressão Continuada não é Aprovação Automática. Mas no Brasil do "jeitinho", para "melhorar estatísticas e "desafogar" salas de aulas cheias, a Progressão Continuada tem virado Aprovação Automática onde ela chega. E professores podem até mesmo passar por "pressão" para aprovar alunos que não poderiam de forma alguma "passar de ano", não naquele ano. Infelizmente, a Progressão Continuada deixou de ser isso e passou, na prática, a ser Aprovação Automática, "impedindo" a reprovação do aluno enquanto está na Escola, mas trazendo prejuízos reais na vida, depois do período escolar.

Quando candidato ao Governo do Estado de São Paulo, o Excelentíssimo Senhor disse que acabaria com a Progressão Continuada. Foi em momentos dos Horários Eleitorais, em debates, entrevistas e muitos outros momentos da campanha. E ainda podemos achar essa promessa em pesquisas na internet, facilmente.


Segue aqui apenas um vídeo, onde quem faz a pergunta acha que seria um desastre reprovar uma criança de 7 ou 8 anos, o que, sinceramente, não concordo, cita que o Prefeito Eduardo Paes, no Rio de Janeiro teria prometido acabar com a Progressão Continuada enquanto candidato, teria cumprido depois de eleito e depois voltado atrás em uma parte, e o Excelentíssimo Senhor, na época candidato, hoje Ministro da Educação (reprovado nas urnas que ganha a chance de fazer um trabalho "maior", pois em vez de cuidar de um estado apenas, pode fazer pelo Brasil todo agora), disse que acabaria com a Progressão Continuada:




As perguntas que faço são:

- Se iria fazer se fosse eleito Governador do Estado de São Paulo, por que ainda não fez como Ministro da Educação?

- Não seria possível encaminhar, com a Presidente, uma lei, que acredito tenha que passar pelo Congresso, mas o Brasil tem tantas "medidas provisórias" que, algo que parecia tão importante em uma campanha, poderia até, quem sabe, ser encaminhado assim?

- E mais: não apenas acabar com isso em São Paulo, que seria o que o Excelentíssimo Senhor faria se fosse "apenas" governador, mas dar um caminho para isso no Brasil todo, acabando onde mais tenha e impedindo que isso chegue onde ainda não chegou (se ainda há onde não chegou)?

- Ou era apenas uma proposta de campanha, que não iria entrar em vigor na prática, porque as "força ocultas" não querem isso de verdade?

Sei que os Estados podem dar caminhos diferentes... Mas uma lei Federal poderia dar um caminho e cada Estado adaptar a sua realidade, sem contrariar a lei Federal, que, na minha opinião, poderia prever o fim da Progressão Continuada onde ela existe e não permitir que ela comece onde ainda não existe (se há Estados que ainda não começaram com isso).

Excelentíssimo Senhor Ministro, mostre que o Excelentíssimo Senhor faria isso mesmo em São Paulo e mais: aproveite que a sua reprovação nas urnas paulistas em 2010, que lhe deu a chance de fazer mais que apenas por São Paulo, mas agora como Ministro, permitiu que o Excelentíssimo Senhor pudesse fazer pelo Brasil todo, mesmo que "apenas" na área da Educação (como Governador poderia agir em mais áreas, mas a Educação por si só é uma área muito importante) - Acabe com a Progressão Continuada onde ela existe e não permita que ela chegue onde ainda não existe! Encaminhe uma lei Federal para que haja o impedimento dessa realidade, mesmo que permita que cada Estado faça adaptação, ao menos que a Progressão Continuada seja banida do Brasil!

Infelizmente, há quem queira usar a tal Progressão Continuada como "estatística" de bom ensino. E fez com que ela passasse a ser "Promoção Automática", quando a Progressão Continuada é outra coisa. Mas o "jeitinho" Brasileiro fez com que fosse assim. Logo, nem mesmo a Progressão Continuada pode existir em nosso País, que sempre busca no "jeitinho" uma solução.

Dê-nos a chance de mudar essa história. E mais que apenas no Estado de São Paulo, faça isso pelo Brasil todo, onde mais exista e onde ainda não chegou (mas pode chegar) a tal Progressão Continuada. Não dá para existir isso no Brasil. Ajude-nos Excelentíssimo Senhor Ministro!

Forte abraço!