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sexta-feira, 8 de novembro de 2019

Mudaram a regra da piscina ou estavam fazendo diferente do que dizia a regra?

Olá!

Pense em um clube, uma área social de um hotel ou algo assim...

Nesse espaço, tem uma piscina infantil...

Nessa piscina, só as crianças até 12 anos ou com certa altura máxima podem entrar, por conta dos brinquedos, profundidade, segurança...

Apenas os os pais das crianças até 2 anos podem ficar no espaço, poque elas precisam de mais atenção, podem precisar de apoio para ficar até em pé e coisas assim...

Aí, os pais das demais crianças se revoltam e começam a entrar no espaço,porque se os pais dos pequenos podem, eles também podem...

A situação dura por quase 3 anos...

Um belo dia, os responsáveis pelas regras de uso resolvem definir que aquele espaço é só para crianças mesmo, que em casos muito específicos de cuidados especiais, como dos menores, aí é permitida a permanência do adulto responsável, mas só nesses casos especiais...

A decisão foi para mudar a regra original ou para resgatar a regra que sempre existiu e estava sendo desrespeitada?

Claro que foi para resgatar a regra que sempre existiu! O pessoal é que estava fazendo diferente do que a regra definia...

Se você concorda comigo, não venha me dizer que na situação abaixo "é diferente"...

A lei sempre permitiu a prisão em qualquer momento! Até mesmo a pessoa que nem é fichada pode ser presa, desde que haja uma justificativa que sustente a prisão...

Logo, a lei que permite prisão até de quem não é nem fichado ainda (será depois disso), permite a prisão em qualquer momento de um processo ainda não "transitado em julgado"... Basta ter um motivo além do caso em questão... Até com ligação com ele, como tentar manipular provas, testemunhos, tentar fugir ou ameaçar pessoas, destruir provas, algo assim... Mas não por condenação do caso em si, essa só depois do "transitado em julgado"... para prender antes, tem que ter uma justificativa extra!

Assim, o STF não mudou jurisprudência sobre a prisão em segunda instância... Apenas resgatou a regra: se houver justificativa além da condenação, pode sim prender, como pode prender em qualquer momento! Pela condenação, só "transitado em julgado"...

O que o STF fez foi dizer que estavam usando a possibilidade da prisão em qualquer momento como se fosse obrigatória quando houvesse uma condenação em segunda instância... mas a regra nunca disse isso! Sempre disse que era possível com justificativa para tal, diante do caso específico analisado, e não apenas por conta de uma condenação, a não ser quando esgotarem os recursos...

Não entre no caso do "Tribunal do Júri" que no STF mesmo foi dito que ainda vão ter que resolver essa questão...

Dessa forma, prender por conta de uma condenação, só quando o último recurso for esgotado no STF... Sei o quando é frustrante, mas é assim! E com a Constituição de 1988, só pode mudar a quantidade e o tempo dos recursos, não pode mudar quando prender depois de condenação! Estão dizendo que podem mudar, mas não podem... Só mudando a Constituição, fazendo uma constituinte, como queria o PT (loucura, mas é - e não adianta ficar com a ilusão que uma constituinte convocada por Bolsonaro vai ser diferente de uma convocada pelo PT, porque os deputados constituintes seriam eleitos e cada "lado", e muitos outros, podem eleger seus representantes, quem quer que seja o Presidente... a menos que seja algo ditatorial, aí é outra conversa... eu estou pensando em democracia)...

O STF não acabou com a possibilidade de prisão em segunda instância porque a lei não permite ao STF fazer isso! O que o STF fez foi dizer que tem que ter uma justificativa diferente (pais de crianças até dois anos na piscina infantil) e aí, pode prender em qualquer momento! Mas prender apenas por conta da condenação, só o STF pode (os demais pais, não podem entrar)...

A regra não mudou! Estava sendo aplicada de forma equivocada e isso enganou a muitos... Pode prender em qualquer momento, mas tem que ter a justificativa que se sustente... Por conta da condenação, só depois do último recurso... se houver total colaboração com a justiça e não houver nenhuma condição de definir uma justificativa para a prisão antecipada, vai recorrer até o fim em liberdade... e só pode mudar os recursos, quantidade, coisas assim... a prisão antes de esgotado o último recurso sem uma justificativa só pode acontecer se fizermos uma constituinte...

Caco Borba

quarta-feira, 18 de novembro de 2015

A incapacidade de Socializar nas Redes Sociais

Olá!

Uns cobram os outros por falar sobre determinados assuntos... E cada um acha mais nobre o seu assunto e "alienação" ou "moda" o outro assunto...

Mas...

A Rede Social serve para compartilhar, conversar, dividir...

Só que parece impossível que a socialização das notícias seja uma realidade, exatamente porque um não pode falar de um assunto para trazer os detalhes disso e o outro não pode falar de outro assunto, também para trazer os detalhes e, assim, permitindo a todos mais informações sobre todos os assuntos, ainda que alguns falem mais de um, e outros falem de outros... Se eu falar de um assunto e outra pessoa falar de outro assunto, para mim, sem crise! Afinal, apesar de eu falar de um assunto específico, vou gostar da "socialização" das notícias de outro assunto que não estou acompanhando tanto...

Assim, se faria a verdadeira Rede Social: todos podendo falar de assuntos diferentes, socializando a informação e permitindo que quem está acompanhando outro assunto, tenha mais informações sobre mais coisas...

Mas as pessoas preferem achar o seu assunto mais importante e questionam quando outros falam de outros assuntos... Querem um "samba de uma nota só", uma rede social que fale só o que elas querem...

O ideal seria eu postar sobre o assunto que está me incomodando, que estou acompanhando e pesquisando, e ler sobre outros assuntos que outras pessoas estão pesquisando, se informando... Assim, eu poderia "socializar" a informação do assunto que estou acompanhando e ter a mesma "socialização" de assuntos que outras pessoas estão acompanhando... Escrevo sobre uma coisa, ajudo na informação, as pessoas "curtem", "compartilham", se informam, comentam... e eu posso ler sobre outros assuntos que outras pessoas estão acompanhando e posso fazer o mesmo... Mas... as pessoas preferem comentar reclamando que estou falando de um assunto e deixando outro de lado... Em vez de aproveitar a informação sobre outros assuntos, preferem reclamar para que se fale de uma coisa só...

E depois reclamam que a Globo só dá atenção a um assunto... Mas não é isso mesmo que as pessoas querem na rede social ao criticar que se fale de outros assuntos?

O ideal não é praticado... e se coloca uma "capa" de "importância" num assunto para criticar o outro, como se não houvesse importância no outro... Ou se define que outras pessoas estão cuidando de um e que se deve olhar para o outro, como se este não estivesse com o devido cuidado, mas muitas vezes está sim...

Em vez de "socializar" o máximo de informações, as pessoas querem apenas "puxar a sardinha para a sua própria brasa"... Seria ótimo poder acompanhar um assunto e postar sobre ele para ajudar as pessoas na informação e poder ler de outros sobre outros assuntos que não tive o tempo de acompanhar tanto... O fato de acompanhar um não quer dizer que desprezo o outro, aliás, com esse ideal de "Rede Social", onde cada um pode ampliar para assuntos diversos, eu quero encontrar notícias sobre outras coisas, pois eu não vou conseguir ver tudo de todos os assuntos... E o ideal é ter alguém se dedicando a outro assunto que realmente é importante e interessa, e assim podemos ampliar em mais de um assunto... Da forma como as pessoas fazem, não podemos ampliar em nenhum, pois até o "reclamado" como mais importante, fica sem informação, já que as pessoas reclamam em vez de postar sobre o assunto... Na reclamação, nem sempre se apresenta mais informações, apenas se "cobra" o outro por sua posição...

Socializar na Rede Social é utopia... As pessoas querem apenas o assunto que mais chama a atenção delas, em vez de querer saber mais de outros assuntos... Seria legal poder ler um amigo postando sobre a França, outro sobre Mariana, outro sobre o avanço da lama (aparentemente sem nenhuma ação para tentar impedir), outro sobre chacina no Nordeste, outro sobre o avião que caiu no Sinai, outro sobre o avião que caiu e matou gente do Bradesco, outro sobre chacina em São Paulo, outro sobre política a favor da Oposição, outro sobre política a favor da Situação... e outros assuntos mais... já que eu não consigo todos os detalhes sobre todos os assuntos e a imprensa pode sim manipular e saber mais detalhes pode nos ajudar a ouvir a notícia certa, mesmo no meio da manipulação... Mas a "contra manipulação" acaba manipulando também... Logo, o problema não é a manipulação, mas a quem atinge... E na hora de ver mais detalhes sobre mais assuntos, reclamam nas Redes Sociais como se fosse melhor falar de um assunto apenas...

Em vez de reclamar que o outro fala de um assunto e não de outro, devíamos trazer as informações sobre o outro assunto e compartilhar da mesma forma... Assim, teríamos mais informações sobre mais assuntos... Apenas criticando ou reclamando, ficamos apenas sem informações...

Eu preferia mais de outros assuntos... Mas as pessoas que fazem mais barulho na Rede Social querem apenas um assunto ou ficar comparando um assunto com o outro, sem avançar no fim em nenhum... E assim, a Rede Social perde sua importância... Afinal... para contatos há outros aplicativos que permitem o contato...

Pelo menos, essa é a minha impressão... Seria melhor socializar assuntos diversos e ter conhecimento de outras coisas em vez de "martelar" apenas um assunto... Cada um poderia até "martelar" um assunto, mas cada um "martelando" sobre um assunto diferente, teríamos mais informações sobre mais assuntos... e como eu não vou conseguir saber tudo de muitos assuntos, seria legal que pudesse cada um postar sobre assuntos diferentes e assim, permitir a socialização da notícia...

Mas... cada um quer apenas o seu assunto... Assim, não avança na informação... E comparar um assunto com outro não informa nada sobre assunto nenhum... Quem sabe um dia essa visão mude... Até lá, uso muito menos as "Redes Sociais"... Estou nelas, com contatos e afins... mas bem menos postagens...

Forte abraço!

domingo, 8 de março de 2015

A mulher é dona do SEU PRÓPRIO corpo... do seu...

Olá!

Por ocasião do Dia Internacional da Mulher...

Registro meus cumprimentos, parabéns... Registro ainda que a luta continua! Ainda há muita coisa para se conquistar, sendo que mutas dessas coisas são apenas da "condição humana" que deveria sim tratar com total igualdade e ainda assim, cria diferenças...

Mas há um ponto que eu sempre me incomodo: Aborto...

Tal, para mim, será difícil entender ou até mesmo aceitar como "normal", a menos que seja natural, espontâneo... ou que haja uma decisão médica, diante de uma situação específica...

A ideia de que a "mulher é dona do próprio corpo" é correta! Só que para mim não se aplica para a questão do aborto... A mulher não pode ser tratada como "depósito de esperma", ter que aceitar sexo na hora que a outra pessoa queira... A mulher tem que poder dizer "sim" quando ela quiser... Precisa ter a liberdade de fazer o que quiser e não ser obrigada apenas por imposições sociais... não é ela a única responsável pela cozinha, limpeza ou outras tantas atribuições que muitos acham ser apenas das mulheres. Ela precisa ter o direito de ter nas mãos o controle remoto em casa, para assistir a seus programas também! E tantas outras coisas... Não deve aceitar o que lhe é imposto; deve poder decidir a sua vida... Deve fazer as suas escolhas e não ter que aceitar simplesmente por imposição o que foi escolhido para ela!

Mas... no caso do aborto... eu não entendo mais assim... já não é apenas o corpo da mulher que está na história...

Desde o momento da fecundação, a divisão celular para uma nova história começa. Numa fertilização feita fora do útero, o "óvulo fecundado" é introduzido em desenvolvimento. Se fosse possível ter as condições para o desenvolvimento fora, esse "óvulo fecundado" seria uma nova pessoa...

Logo, esse "desenvolvimento", a multiplicação celular que se desencadeia da fertilização do óvulo, no momento em que espermatozoide e óvulo se unem, só aí começa esse processo... A ideia machista de que o espermatozoide venceu a batalha e chegou primeiro, como se o novo ser vivo fosse apenas espermatozoide, é ridícula! Poderia chegar no lugar certo e o óvulo não estar pronto... Logo, essa "vitória" é quando a fertilização ocorre! Quando não tem como separar espermatozoide e óvulo...

Para mim, esse desenvolvimento já é o início de uma nova história... E como todo ser humano, precisa de apoio para o seu desenvolvimento. Não é assim por toda a vida? Não precisamos de apoio ou damos apoio no processo de desenvolvimento e de vida de todas as pessoas em algum momento de nosso tempo respirando? É assim desde o começo! Precisamos de apoio, mas para muitos que esperam por uma criança, mesmo essa criança ainda não podendo fazer nada, ainda precisando de todos os cuidados para o seu desenvolvimento, com corpo totalmente sem forma ainda, quando a gestação é descoberta bem no começo, mesmo assim pode servir sim de apoio psicológico para quem tanto a esperou! Em todos os momentos, todos nós precisamos e/ou damos apoio para outro ser humano em nossa caminhada!

Assim, mesmo que "sem corpo", aquele desenvolvimento, aquela divisão celular, não vai se transformar em outra coisa! Se fosse possível se desenvolver fora, entendo que a mulher poderia sim decidir o que fazer com o seu corpo, dando a esse novo ser se desenvolvendo (e muitos abortos acontecem com fetos formados - eu ainda estou no momento anterior, no momento da multiplicação celular que acontece desde a fecundação) a chance de ter a mesma sorte: ter o direito ao seu corpo que se forma (ou que já se formou, ainda carecendo de ficar "maduro" para o nascimento).

Mas isso não acontece! Ao decidir sobre seu corpo numa questão de aborto, a mulher tira o direito desse novo desenvolvimento iniciado ter a chance de continuar seu processo. Poderia nem nascer, é fato, mas entendo que isso precisa ser uma questão natural e não decidida por outra pessoa. No aborto, a mulher não decide apenas sobre o seu corpo, mas sobre outro ser que, ainda que não tenha seu corpo ainda, dependendo do momento do desenvolvimento, não iria se desenvolver de outra forma! Teria o seu corpo logo... não seria "outra coisa"... Poderia até não terminar seu desenvolvimento, mas outra coisa não seria...

Não acho que uma mulher que decida pelo aborto, faça isso e saia feliz do local onde realizou tal ato... Nem vai, nem sai feliz... Mas ali ela não decidiu apenas sobre o seu corpo, mas sobre outra história que já se desenvolvia...

Não sou radical... não entendo que a medicina não tenha como opinar em casos específicos...

- A mãe pode não resistir ao tempo de gestação por algum problema, mas sem a criança poderá ter outra chance... entendo que a mãe deve decidir...

- A criança está se desenvolvendo em um lugar "errado"... não tem chance de chegar ao fim do tempo de gestação, nem mesmo a um certo tempo para tentar um parto fora de tempo... a mãe corre risco por conta do local de desenvolvimento... Ainda que o desenvolvimento tenha começado, entendo que é possível sim se decidir pelo "aborto"... aliás, entendo que ele já aconteceu...

Há sim situações... Mas não querer filho, na minha opinião, não é uma válida... Não ser a hora, muito menos!

Alguns poderão dizer que, como sou pastor, meu pensamento está arraigado na questão de fé... e não é válido... Se não é digno de ser ao menos levado em conta para se meditar um pouco mais sobre o assunto, só por conta da minha questão de fé, isso nada mais é do que PRECONCEITO... Nem se observa o que tenho a argumentar por eu ser ligado com a fé? Eu não falei nada de "vida", "fôlego", "milagre"... Falei apenas e tão somente sobre a multiplicação celular que começa desde a fecundação!  E que essa multiplicação não dará nada diferente, a não ser um novo corpo! E que, como todos os seres humanos, precisa de apoio e já pode apoiar (psicologicamente)! Se isso não servir para pensar... por conta da minha fé... não pode ser tido como algo diferente, a não ser preconceito...

Entendo que a mulher tem sim direto sobre o seu corpo! Mas entendo que essa ideia não se aplica ao aborto, em particular, pois há outro corpo, mesmo que ainda em desenvolvimento, ou até desenvolvido e apenas esperando o tempo de ficar "maduro"... E isso precisa ser levado em conta...

A questão de saúde... mesmo que legalize, sempre terá quem faça de forma clandestina... pois não será porque venha a ser legalizado que as famílias não terão suas crises e as mulheres poderão sim continuar tentando esconder que fizeram isso, para evitar maiores problemas... A "Lei" é o menor dos problemas... E isso não é questão de preconceito, é apenas o direito de ser a favor ou contra algo... Preconceito é ter uma ideia, sem avaliar o assunto, pré concebida, e achar que isso resolve o caso! Eu, pessoalmente, mesmo que a lei permita, continuarei com esse pensamento que aqui apresentei... e que me preocupei em deixar de lado os aspectos e implicações religiosas! Apenas falei sobre o desenvolvimento celular... se fosse para defender com base na fé, os argumentos seriam outros...

Todos precisamos de apoio, em alguns momentos mais, em outros menos... E precisamos dar apoio... Com base no que aqui escrevo, posso afirmar que é assim desde o momento em que a fecundação ocorre até o momento do "suspiro final"! Ou até depois, para aqueles que são levados para o cemitério ou outras formas de "sepultamento" ou afins...

Que a mulher cuide de seu corpo! Mas há outras situações que envolvem apenas e tão somente o corpo dela... quando falamos de aborto, já não é só o corpo da mulher, tem algo mais na história e, portanto, para mim, essa ideia de "ser dona do seu próprio corpo" não pode ser usada para esse assunto em particular...

Forte abraço!

quarta-feira, 23 de abril de 2014

Quem veio primeiro: o ovo ou a galinha?

Olá!

Vou recomendar um vídeo no final, mas antes, faço algumas observações...

O petista chama o cara de idiota... apenas dizendo que a Petrobras vale mais hoje que na época de FHC...

Depois, o cara devolve o idiota... é isso aí: ele devolve o idiota...

Só que com uma diferença: explica (e só entende quem quer entender) a razão que leva o argumento de que vale mais hoje que no governo FHC não poder ser meramente o valor em si, mas é preciso levar em conta toda a dinâmica do mercado...

Mas... o exército de defensores do atual Governo, ao notar alguém do seu grupo ser chamado de idiota, diz: "só xinga quem não tem argumentos"... Para ver isso, é só entrar no vídeo no Youtube e ver que tem isso... além, claro, de Twitter, Facebook e sei lá mais onde... é só procurar... no Youtube eu achei isso...

Só que... xingou primeiro o petista... mas para o petista o mesmo argumento de que "só xinga quem não tem argumentos" não vale, é isso produção? E simplesmente comparar valor, TUDO que ainda está no mercado e dando lucro, precisa ter valor maior que de 12 anos atrás, pois se assim não for, está dando algum tipo de prejuízo! Ao menos em algum momento!!! Tem mais imposto, o valor que se compra as coisas é totalmente outro e mais alto... Em valores, simplesmente "nota", é preciso mesmo valer mais, pois se assim não for, está perto da falência... ou caminhando para ela...

Já o comentarista, deu argumentos sobre o que se avaliar, para além do valor "em nota", para ver se realmente aumentou... O mercado variou nesses 12 anos... Será que o tanto "em nota" que aumentou seria o mesmo se não fossem as variáveis de mercado? Se a situação fosse idêntica a de 12 anos, será que o valor "em nota" teria subido tanto? Tem que ser maior sim, mas as variáveis para esse "aumento" no valor são muitas...

Além, claro, a explicação sobre o prejuízo para maquiar o preço, onde compra mais caro do que realmente vende... Essa conta só fecha com alguma mágica... se compro por R$ 2,00 e vendo por R$ 1,50, alguma mágica precisa ser feita para dar lucro...

Essa mágica só o governo conhece e poderia, ao menos, dar uma de Mister M e revelar esse segredo para que a militância possa dizer qual é a mágica, em vez de ficar invertendo o fato de quem xingou e de quem não argumentou... Apesar que a militância acredita cegamente que essa inversão quem faz são os outros... não seria para que eles entendessem... mas para que o mundo soubesse como conseguir administrar com lucro, comprando mais caro e vendendo mais barato...


Forte abraço!

terça-feira, 15 de abril de 2014

STF julga de forma política mesmo?

Olá!

O atual governo nacional insiste que o STF fez julgamento político no caso do Mensalão (AP 470)...

E o exército de defensores dessa ideia diz a mesma coisa... Juristas "jogam" com as palavras e podem, caso o texto permita, dizer que é verdade ou que é mentira...

Aí, vem o caso da CPI da Petrobrás, onde o atual governo e seus defensores no Senado dizem que ter 4 assuntos sobre a mesma Petrobrás é não ter um único fato e, portanto, é estar fora do regimento o pedido de tal CPI... mas os mesmos senadores defensores do governo atual querem uma CPI que tenha os mesmos 4 assuntos que não são regimentais, desde que acrescente o caso do Metrô de São Paulo e do porto de Pernambuco na mesma CPI... Se 4 assuntos sobre a mesma Petrobras era contra o regimento, como os mesmos 4 assuntos agora podem, desde que se amplie ainda mais para além da Petrobras, acrescentando outras coisas mais na mesma CPI?

Bom... o atual governo que diz que o STF faz julgamento político, recorre ao mesmo STF para garantir que sua CPI mais ampla (e até mais contra o regimento que a primeira pedida, apenas com a Petrobras, se é que estava mesmo contra o regimento) seja a definida...

Se o STF disser que não é assim, que tem que ser em separado, vão dizer que o julgamento é político...

Se o STF disser que pode juntar tudo, as investigações não irão tão afundo, pois a ideia é fazer apenas um "cabo de guerra" entre os assuntos, sem fazer aparecer tanta coisa assim... como foi a CPI dos Bingos, apelidada de CPI do Fim do Mundo, pois tudo que se podia imaginar foi chamado para aquela CPI que, sem foco, não avançou tanto quanto poderia e ainda foi motivo de chacota...


Esse é o ponto que chegamos: se a investigação for feita, é apenas política... se não for feita com a profundidade que merece, não teremos a devida resposta... Na verdade, a CPI ampla é mais política que a primeira, só da Petrobras, pois com a CPI ampla é possível o "cabo de guerra" na mesma reunião, não deixando que o assunto avance quando for interessante parar um assunto, aí se fala do outro... Mas se tivermos mais de uma CPI... pode ser que em cada uma se avance um pouco, pois se tentarem trazer assuntos da outra CPI para a reunião de um dos assuntos, a presidência pode colocar a "casa em ordem" e focar no assunto da CPI específica e deixando claro que se fale da outra na outra reunião... e mesmo que sejam separadas, ainda vão ficar aproveitando as falas para falar da outra... mas... pelo menos... avança um pouco mais se for em separado...

Forte abraço!

Será que o problema são os políticos?

Olá!

Político é um ser estranho...

São ruins durante 4 anos...

Mas no dia da eleição, são os melhores do mundo, pois conseguem o direito de ficar mais 4 anos, e no caso de senador, mais 8 anos, no cargo para que durante esse tempo, digam que ele é ruim...

Mas... isso não é culpa do político... isso é culpa de quem vota... que passa 4 anos dizendo que é ruim, mas na hora de votar, conclui que é tudo igual mesmo e então é melhor manter o que já conhece...

Se a cada 4 anos (ou 8, no caso de senadores) fosse mais fácil mudar, o político teria um pouco mais de cuidado durante o mandato... mas da forma como é... eles sabem que podem fazer o que quiserem e depois, basta dizer algumas frases quando algum escândalo acontece, que sempre haverá um grupo defendendo... de esquerda, de direita, de centro e os "voadores", que vão para qualquer lado...

Forte abraço!

Uns com tanto...

Olá!

Uns dirão que é hipocrisia...

Outros, algo sem sentido...

Mas entendo que isso é exemplo...


Forte abraço!

segunda-feira, 14 de abril de 2014

Conheça mais antes de reclamar...

Olá!

Não foi o comentário sobre o rapaz amarado no poste o problema...

Aliás, a má interpretação do que ela disse naquele episódio...

Este é um dos comentários que fez a bandidagem política procurar algo que ela dissesse para, pelo menos, interpretar errado, para que a maioria defensora do atual governo, que diz pensar por conta própria, mas apenas repete o que os seus "líderes" dizem, fazer o barulho contra ela, para tentar fazer com que o povão não desse mais ouvidos ao que ela fala...

Mas o povão entendeu o que ela disse naquele episódio do rapaz amarrado no poste...

E entende quando ela diz essas coisas... mas... vota errado de novo, e de novo, e de novo...

Um dia... muda...


Forte abraço!

terça-feira, 8 de abril de 2014

Modelo para a Educação?

Olá!

A educação que liberta para alguns é aquela que faz, entre outras coisas, a mulher pensar que é "dona" de seu próprio corpo... E não é? É claro que é!

E essa educação desemboca, para eles, no direito da mulher escolher ou não ficar grávida. Mas ela não tem esse direito? Ela pode escolher isso sim! Existe a possibilidade de "não fazer" sexo e, depois que começou a fazer sexo e não consegue mais parar (ridículo pensamento, pois eu sou dono do meu corpo e não meu "instinto sexual" me domina, logo, eu posso "dizer não"! Homem e Mulher!), pode usar de métodos que ajudam no controle de natalidade...

Ah... a ideia é desembocar na liberação do aborto... dizer que a mulher tem o direito de decidir se quer "continuar" grávida ou não, depois de já estar... o "ficar" não é o começo da gestação, mas a "continuidade"...

Tá... eu entendo os dramas psicológicos envolvidos numa gravidez que seja produto de um estupro... Sei que há danos que incomodam demais... Reconheço e entendo...

Mas... não adianta... eu tenho por trás de todo o meu pensamento a questão da Fé, que quem quer esse tipo de educação gostaria de não ter em local nenhum da sociedade... Mas exatamente esse pensamento de Fé me faz ter certeza que tem que ter alguma razão para tal atrocidade... que tal coisa horrível e devastadora precisa ter seu "arco-íris"... E não é apenas questão de Fé... pois se não fosse questão humana mesmo o desejo de esperar pelo melhor mesmo no meio do pior, mesmo sem a Fé, não haveria necessidade de se querer uma "sociedade melhor", mesmo sem pensar em aspectos de Fé, aqueles que estão por trás do meu pensamento, mas não estão por trás do pensamento de todas as pessoas... só que a maioria pelo menos quer algo melhor, sonha, espera, mesmo que alguns percam a esperança, ainda se gostaria que fosse assim...

E... eu ainda penso na criança... gerada... que não tem culpa de nada dessa maldade toda que se passou com a vida da mãe, do desrespeito humano do pai...

Não vou dizer que é certo ou errado fazer isso! TUDO É LÍCITO... NEM TUDO É CONVENIENTE... É nisso que acredito! Poder, pode tudo!!! Só que não deve fazer tudo só porque pode...

Ou eu acredito que há algum propósito, mesmo numa palhaçada dessas... ou... a vida é só um tempo entre o útero e o sepulcro mesmo...

Além disso... há os casos de aborto que não passaram por tais traumas psicológicos mais limites... Apenas não se quer a criança...

Da mesma forma que a mãe é dona do corpo dela... a criança também é dona do corpo dela... A menos que inventem uma forma da gestação seguir mesmo sem estar no útero, a criança precisa também ter seus direitos assegurados! Se a mãe puder escolher entre ter ou não a criança, o que sobra para a criança? Nada? Apenas a aceitação de que outra pessoa tem mais direitos que ela como humano? Aí, quem não foi abortado e conseguiu nascer, quer decidir quem pode ou não ser abortado... A ela foi dado o direito de viver, mas ela quer escolher se outro ser tem o direito de viver ou não...

Da mesma forma que uma mulher não merece ser estuprada... uma criança não merece ser abortada... não merece... ponto...

"Ah... se um dia acontecer com você ou com alguém perto"... Bom... grávido não vou ficar, mas... Lembra que escrevi que entendo o drama, o trauma psicológico? Pois então... vale a mesma coisa... vou chorar junto... me revoltar junto... mas vou acreditar que tem que ter um propósito de melhora em algo tão sombrio... pois acredito que há esse propósito para nossa sociedade... espero por isso... ou acredito nisso em qualquer situação, ou não tem sentido para estarmos aqui... Nem estou falando de Fé... essa é parte integrante da minha experiência... mas mesmo sem ela, ou acreditamos que pode mudar alguma coisa, ou não tem sentido... afinal... ao abortar está se pensando que pode mudar essa situação da gravidez não desejada... está tentando mudar... ou não? Preciso acreditar que exista uma opção de mudança onde a vida seja preservada... pois ainda que alguns pensem que a vida só começa ao "nascer", mesmo assim, interromper esse processo que vai desembocar nisso depois de inciada a divisão celular, é, no mínimo, impedir o rumo natural da vida... Eu entendo que já tem vida sim, tem crianças no útero que já precisam de cuidados e até cirurgias! Se não houvesse vida, não haveria necessidade disso, só depois de nascido... já tem vida, sim... e mesmo em casos de gravidez após estupro, a vida não tem culpa da maldade que fizeram com a mãe e não tem culpa da falta de humanidade do pai...

Forte abraço!

quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

Abre o olho, Brasil: A defesa cega nos leva a defender o que antes criticávamos...

Olá!

Para que os defensores de um dos lados, que só lembram dos erros do outro lado, não usem a minha postagem diretamente... Sei que pode ser que usem parte, a parte que interessa, mas se algumas pessoas fizerem a leitura completa, já está valendo...

Posto lembranças que tenho que me dão a certeza que o Brasil é muito mais que PT ou PSDB... ou precisa ser...

Enquanto se discute PT e PSDB... Direita ou Esquerda (acho que os dois são ambidestros, mas...)... o Brasil mesmo só segue... uma pequena melhoria aqui, um grande desajuste ali... é  o Plano Real que fica numa bandeira (mesmo que ainda precise de muitos ajustes)... a melhoria social fica na outra (mesmo que muitos ainda sigam com problemas financeiros e outros tantos estejam em dívidas)... e o Brasil... segue, apenas segue...

Já fiz e posso fazer de novo: já votei tanto em PT como em PSDB... Conheço pessoas nesses partidos que podem sim ter o meu voto, algumas por eu não ver incoerência entre o discurso e a prática mais aparente e outras, mesmo que com incoerência, mostram a razão da "mudança" de pensamento e, mesmo que eu não concorde, posso ver a razão para tal...

Não faço campanha contra PT ou PSDB... Endendo que ambos poderiam fazer MUITO mais do que fizeram...

Mas não defendo apenas um dos dois partidos... Entendo que o Brasil é muito mais que isso...

Lula disse que ia encaminhar a reforma tributária no primeiro ano de mandato... Fez?


Geraldo disse que Rodoanel não ia ter pedágio... não tem?


Trem-bala entre Rio e São Paulo ficará pronto para Copa de 2014, diz Dilma... ficou?


Concessão em Estradas do Estado de São Paulo com pedágio, tem duas modalidades diferentes na opinião de alguns "entendidos" de política: Quando o Governo do Estado negocia, é privatização... Quando o Governo Federal negocia, é concessão... Nos dois casos é concessão, mas a necessidade de fazer parecer que o que outro fez é errado e pior é tamanha que se diz tanta coisa e o povo acredita e repassa...

Dizem muito do Serra, que não "completa mandato"... Mas eu votei em um candidato do PT para Vereador em São Paulo e em dois anos e saiu candidato para Deputado Federal, sem ter feito muita coisa no mandato de vereador (eu votei, eu acompanhei)... Ele não completou o mandato que eu ajudei a dar para ele... Fácil criticar o outro, quando o povo não lembra... Difícil é cumprir...

Quando é o outro, é errado... quando é o seu, tem mil e um motivos, é diferente... Parece futebol, que o seu time pode ganhar mesmo com erro de arbitragem, pois erros sempre acontecem, mas se perde, é armação...

Eu posso votar em PT ou PSDB! Mas eu só faço isso depois de avaliar o que se apresenta... Não saio defendendo antes, simplesmente... O Brasil é mais que PT ou PSDB!!!! É muito mais que essa "esquerda ou direita ambidestra" que temos... O de "direita" tem "social" no nome... Defender o seu cegamente é correr o risco de ter que defender o mesmo ato que antes se criticava, como acontece com ambos hoje em dia...

E eu não fazia isso nem com o meu time de futebol... quanto mais com política...

Quem sabe, um dias desses, eu volto com mais lembranças dessas...

Forte abraço!

terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

A invenção de uma guerra que pode se tornar mais real do que já é...

Olá!

Por que, mesmo quando deu elementos favoráveis ao movimento dos "manifestantes" violentos, a imprensa foi atacada? Carros queimados, violência, truculência na hora de registrar o que acontecia... Por que?

Por que muitos seguiram a ideia de que em tudo a imprensa manipula, mesmo quando falava a favor dos que diziam exatamente isso?

Eu tenho uma teoria, mas faz tempo que penso isso, comento, falo, escrevo, e por conta desse sentimento humano da atualidade, onde você ou é favor ou contra, muitos acharam que eu era contra qualquer tipo de manifestação, quando eu era contra qualquer tipo de exagero, da imprensa, da polícia e de manifestantes... Isso sim, sou radicalmente contra. No mais, vejo como necessário o trabalho da imprensa, quando não manipula, da polícia, quando, com rigor ou não, realmente defende o direito de quem quer se manifestar de fato e não fazer bagunça, e a manifestação como um todo, a não ser quando tem violência; não vivemos estado de guerra, ditadura ou coisa do tipo para que as manifestações precisem ser violentas para chamar a atenção. Podemos sim nos manifestar sem invadir nenhum espaço, sem quebrar nada, sem violência... Isso faz parte da democracia! O exagero, é parte de manifestações pelo mundo onde há algo próximo de guerra, se não existe a mesma de fato... O que não é nossa realidade... pelo menos, em parte...

Bom... a imprensa seguiu sendo atacada, mesmo que defendendo alguns exageros, por um simples motivo:

A imprensa tinha as imagens. Tinha o áudio. E a qualquer momento poderia mostrar a realidade dos fatos: muitas vezes os "manifestantes" agiam com violência e exagero para, depois, a polícia reagir. Porque quando a polícia agiu primeiro, a imprensa mostrou! E a qualquer momento, o movimento violento poderia ser desmascarado (ainda que continuasse mostrando suas máscaras) como quem muitas vezes agia primeiro com truculência, violência e depois, se "escondia" no meio dos manifestantes que não viam isso e que estavam manifestando de forma condizente com a democracia, e quando a polícia ia agir, eles já estavam no meio da multidão... Até chegar num local onde o confronto seria inevitável...

E no meio disso, eles só faziam imagens e comentários nas redes sociais da ação ou da reação da polícia, fazendo parecer que essa era truculenta e exagerada em sua ação todas as vezes. Como em alguns momentos a polícia o foi mesmo, ficava parecendo que ela era sempre, quando muitas vezes ela reagia ao que os "manifestantes" violentos faziam e escondiam...

Muitos elogiavam a ação desses violentos, dizendo que não o eram, que eles defendiam a população da polícia... Eles não precisavam de apoio para fazer o que faziam, imagina como se sentiram tendo a impressão que tinham apoio...

Pois então... um jornalista morreu... E na manifestação seguinte sobre o mesmo tema (mais uma vez o aumento de tarifa - se não aumentar nunca, o salário vai acabar sendo congelado! Nós temos inflação, diferente do que se divulga...) teve confronto mais uma vez. Parece que foi "baixa de guerra", uma guerra que não existe! Se querem combater uma guerra de verdade, da forma como estão agindo, que peguem um avião e se mudem para a Síria! Ou... que se manifestem de forma pacífica e depois, na hora de votar, votem de forma consciente...

É importante notar que alguns ainda tentam criar problemas com relação ao trabalho da imprensa. Uns, desmerecendo a morte desse cinegrafista da Band, dizendo que todos os dias morrem pessoas na nossa "guerra urbana", e não notam que esse evento não se deu por crime ou alguma violência equivalente, e outros querendo a mesma rigidez da imprensa quando outros tantos morrerem na mesma "guerra urbana", algo que a imprensa já faz, mas a cada dia são tantas notícias de mortes que parece que a imprensa não faz da mesma forma, até porque se a imprensa for lançar "notas de redação" a cada morte, só teremos isso na imprensa...

Logo, o tratamento é diferente, pois a situação é diferente, mas não podemos deixar os que banalizam a morte colocar mais essa na mesma estatística, pois essa é diferente, infelizmente. As outras tantas precisam ser combatidas sim, mas há diferença entre as mortes da "guerra urbana" e essa morte específica do cinegrafista. Todas devem ser investigadas e punidas, mas não é em todas que é possível ter "notas da redação". Quanto a cobrar, a imprensa faz isso e sempre que algo novo aparece em muitas das mortes noticiadas, eles trazem a devida informação sobre como se encaminhou o caso. Não é sensacionalismo da imprensa tratar esse caso como "diferente", pois na prática ele é mesmo: veio de uma manifestação que muitos insistem que a polícia é a única violenta e os manifestantes são vítimas. Foi isso mesmo que aconteceu? Os mesmos que defendem os manifestantes e criticam apenas a polícia querem igualar os crimes ou abrir a ideia de sensacionalismo por parte da imprensa. Esses andam errando, pois há sim manifestantes muito corretos, mas muitos errados, como há policiais errados, mas muitos são certos... Vou dar bola para esses?

Bom... é isso que vejo...

Forte abraço!

quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

Espero...

Olá!

Espero que quem quer "liberdade" para pensar e postar o que quiser entenda um dia que essa liberdade só real se até mesmo quem é contra a sua opinião tiver a mesma liberdade... Porque se apenas um dos lados quiser apresentar a sua opinião e o outro só tiver que se calar, não é "liberdade", mas imposição... Ou os dois lados "calam" por amor ao outro, ou os dois lados "falam" com o devido respeito...

Espero que as pessoas um dia entendam que o fato de eu não concordar com o que uma pessoa faz ou pensa não me faz contrário a essa pessoa. Se eu tiver que contratar alguém que tiver melhor currículo para determinada função, não irei olhar o que ela pensa ou faz da sua vida, mas a sua capacidade para desempenhar o determinado trabalho. A menos que o trabalho perca qualidade por conta de outras escolhas, basta ser capacitada para ter o emprego...

Espero que as pessoas entendam que quando queremos evitar que nossos filhos tenham contato com algo que não gostamos, é porque queremos que eles tenham mais informação sobre o assunto para que possam entender o todo e não apenas o detalhe, porque como nos diz a Bíblia, tudo é lícito, só que nem tudo convém. O que queremos é que nossos filhos sejam capazes de "guardar o que é bom", depois de ter as informações adequadas e no tempo certo para o devido entendimento e não para que o "entendimento" seja "imposto", mas assimilado e realmente entendido. Em certas "épocas da vida" há "entendimentos" que não são assimilados, mas impostos. É preciso respeitar o desenvolvimento pessoal para que se assimile realmente o entendimento...

Espero que as pessoas um dia entendam que criticar algum aspecto da minha fé ou da minha capacidade intelectual por ser eu uma pessoa de fé é algo muito errado e altamente discriminatório...

Espero que as pessoas entendam que uma pessoa religiosa pode ter suas convicções com base na sua fé e não abrir mão dessas convicções, ainda que respeitando a decisão de qualquer pessoa de ir na direção oposta a essa convicção de fé. Que como "seres sociáveis", que dividem o "espaço comum" da sociedade, iremos sempre lutar por conta do que pensamos e queremos, como os demais farão da mesma forma, mesmo que pensem e queiram algo totalmente diferente, não porque se tem o desejo de impor nada a ninguém, mas porque entendemos que aquilo é o certo e, como os que lutam em outra direção, apenas defendemos o nosso pensamento, como qualquer pessoa...

Espero que as pessoas entendam que o que digo ser "pecado" de acordo com a forma que vejo a fé não é uma tentativa de imposição para a sociedade do que eu penso, mas um anúncio da forma como vejo as coisas e, junto com o convite para ver o mundo como vejo, devo anunciar o que é pensado na forma como vejo o mundo. Se você não quiser, tal qual o jovem rico que se aproximou de Jesus e por ele foi amado, ao ouvir o que devia fazer para seguir a Jesus, se você não gostar, sem crise: pode se afastar, exatamente como aquele jovem rico. Agora, se for para seguir no pensamento que tenho, é preciso saber o que se pensa e seguir da forma como se pensa. Se não quer, que cada um siga em frente pelo caminho que escolher...

Espero que um dia se entenda que o que se diz ser "pecado" nem sempre é crime, ainda que algumas coisas sejam vistas como tal pelo código penal. Mas há outras coisas que não são vistas como crime e ainda assim se vê como "pecado". Não precisa ser crime para ser "pecado"...

Espero que, até mesmo dentro da fé, se entenda que "pecado" não serve para ficarmos "acusando" a pessoa, mas a definição disso deve servir de alerta para que as pessoas deixem algum caminho que torna mais distante a salvação de acordo com a fé que temos. E se a pessoa não quiser seguir pelo mesmo caminho, ela não precisa se sentir "ofendida" pela fé. O convívio social não se dá pela concordância ou "aceitação" (no sentido de achar certo ou errado o que se faz), mas pelo respeito. E o respeito não se apresenta em aceitar tudo. Mesmo que não aceite a ou não concorde com a posição ou opinião, devo respeitar tanto a opinião que não concordo e combato, e muito mais a pessoa, com quem posso "comer pizza" mesmo que não concordemos, desde que ela não queria sua liberdade com base no meu silêncio ou no "abafamento" da minha opinião. Queira liberdade para defender o que pensa e aceite o contraditório, dentro do respeito, sem "baixar o nível" da conversa. Respeito deve ser mútuo... e não apenas por parte dos "da fé"...

Espero que um dia se entenda que todos são livres para fazerem o que quiserem e pensarem o que quiserem. E todos são livres para concordar ou não com as atitudes ou pensamento das outras pessoas. E que discordar de uma ideia não é tentativa de impor ou de tirar a liberdade de ninguém, mas tornar a liberdade uma realidade. Se apenas o que pensa igual a mim for respeitado em sua opinão ou atitude, estou querendo impor aos outros o que penso ou faço. Posso não concordar, debater a ideia e isso sim traz a verdadeira liberdade, não a tentativa de "calar" o contraditório. Com base no amor podemos pedir que o assunto não seja tratado, para evitar maiores problemas, caso haja discordância. Mas se uma das partes quiser continuar com o assunto, deve aceitar o contraditório e respeitar, para ter a sua liberdade de falar ou fazer o que pensa legitimada em dar a liberdade ao que pensa ou age diferente, mesmo não concordando...

Espero que se entenda que não é preciso concordar ou "aceitar" algo para respeitar. Respeito muita coisa com a qual não concordo e se for para conversar, deixo claro que não concordo. Mas isso não muda o meu respeito por quem pensa diferente, quando tenho esse respeito. A não ser que se tente mudar o que penso por "imposição de lei", porque aí eu não fui respeitado primeiro e vou lutar contra... Há coisas que, mesmo que sejam "aprovadas", as pessoas não serão obrigadas a realizar (a não ser que a definição de uma lei apronte alguma), mas que eu defendo o que eu penso. Não posso "aceitar" socialmente só porque eu não terei que fazer se eu não quiser. Vou defender o que penso e cada um faz o mesmo. Mas há outras decisões que podem impor a necessidade de mudança de um pensamento que é livre por definição, que para que se mude, é preciso mudar antes a Constituição, e em situações assim, é preciso cuidado para não "misturar" com as que, mesmo que aprovadas, não são "obrigatórias"...

Espero, enfim, pelo dia da Volta do Senhor Jesus, pois é dessa forma que vejo que a sociedade será realmente diferente e melhorada. E quem espera de outra forma, que pense bem na liberdade que quer ter, pois para ter essa liberdade não deve tirar a liberdade de outra pessoa que pense de forma contrária, a não ser naquilo que a lei defina mesmo como errado e, claro, que se tome cuidado com o que se entende que é "crime" para não "criminalizar" o que não é crime de fato. Pois se um dia a convicção religiosa for criminalizada, qualquer convicção um dia poderá ser! Que seja crime não a ideia de que algo é certo ou errado religiosamente falando, mas a ação de um religioso em hostilizar a pessoa - e que se veja diferença entre não concordar com o que faz ou pensa e a real hostilidade, em vez de fazer tudo contra o pensamento e a forma de agir ser hostilidade. Não concordar com o que o outro pensa ou faz não é crime! E espero que não seja nunca...

Forte abraço!