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sexta-feira, 28 de março de 2014

Só os outros são maldosos ao falarem algumas coisas...

Olá!

Sobre a Cartilha para estrangeiros se "prepararem" sobre o que encontrar no Brasil (por ocasião da Copa, mas isso pode valer para qualquer momento):

- Alguns entendem que essa é uma forma de dizer que existe a cultura deles como "padrão" e a nossa é "inferior". Eu entendo que é um alerta sobre as diferenças que existem, não sendo uma melhor ou pior, apenas diferente. Eu gostaria de ser alertado que, na França, por exemplo, eles não gostam que se fale inglês diretamente, que ao menos se deve fazer uma saudação em francês e pedir para falar em inglês, caso não fale o francês. E que os garçons de lá valorizam cumprimentos, gentilezas e afins. Isso pode evitar que uma pessoa que está acostumada a ter o garçom como "empregado", como ser de segunda classe e que está lá para servir mesmo, seja mal atendida, pois lá "o cliente NÃO tem sempre razão" na França... Vão nos dizer que o garçom de lá é mal educado e atende mal, mas não vão nos dizer o que fazer para minimizar isso, que é dizer as "palavrinhas mágicas" que ensinamos para crianças...

- Estão reclamando que há generalizações e que não são todos que são assim. Eu sei... muitas das coisas citadas na referida cartilha não fazem parte da minha forma de agir... Logo, sei bem disso... Acontece que, infelizmente, mesmo que não sejam maioria (não sei se são, mas podem até não ser), aqueles comportamentos fazem parte do brasileiro. E eu aprendi na escola uma coisa: "toda regra tem sua exceção"... Mesmo que quem faz aquelas coisas seja a menor parte, essa é a parte que aparece! Infelizmente, mesmo que sejam em menor número (se é que são), será mais fácil ter contato com que faz essas coisas que com quem não faz! Da mesma forma que se generaliza sobre os evangélicos: gritam, falam coisas estranhas e ficam pedindo dinheiro, expulsando demônios... Na verdade, a maioria não é assim! Só que a minoria que aparece na TV e nos rádios, faz isso. E por ter muitas denominações que fazem isso, parece que é a maioria, mas mesmo que estejam em maior número de denominações, em número de pessoas ainda são minoria! Mas... se entende que todos fazem isso, ou que a maioria faz... Se for feito um senso só sobre o assunto, aí se vai descobrir que, mesmo sendo mais fácil achar evangélicos que fazem isso, ainda assim eles são minoria...

- O que está acontecendo é a velha máxima que fica até no imaginário popular: o problema não é fazer o errado! O problema é descobrirem... E mesmo assim, quando se descobre, se tenta dizer que a culpa é do outro que olhou demais! Quando se comete infração de trânsito, corre-se o risco de ser multado. Quando o é de fato, falam de "indústria da multa" e nem se dão conta que se a matéria prima não for oferecida, a indústria vai falir... O problema não é termos isso aqui. O problema é outros dizerem isso de nós. E insisto no que escrevi antes: não necessariamente é errado ou "inferior" culturalmente o que temos aqui. Mas é diferente! Há coisas que são erradas (querer passar primeiro, querer entrar no trem ou no elevador primeiro, e coisas do tipo, quando o certo seria esperar quem vai descer fazer isso primeiro, mas como os demais começam a correr e empurrar, é quase impossível fazer isso por aqui), mas há coisas que realmente acontecem diferente por aqui do que acontece em outros lugares, mas é só isso mesmo: diferente...

- Alguns que gostam de questionar sem nem saber o que, ser contra sem nem saber o que, e reclamar sem nem saber o que, querem saber por que se fez essa cartilha sobre o Brasil e não sobre um país Europeu... Eu respondo... porque a Copa será aqui... Nós que temos que fazer esse tipo de coisa quando for em outro lugar e, para quem não sabe, as embaixadas sempre fazem seus comunicados sobre alertas a respeito de visitas a outros países, inclusive o Brasil faz alguns... Outros, querem saber por que não nos foi feita essa cartilha em outros mundiais, em outros países... e eu respondo... porque quem teria que fazer somos nós! O Europeu fez para toda a Europa porque a maioria das seleções que virão são Europeias... é só olhar a tabela da Copa... Se dá atenção a isso quando a maioria se desloca para outro lugar... e os demais continentes, que mandam menos representantes, devem fazer isso por conta própria... simples... se é aceito, é outra coisa, mas é assim... não é porque eles são melhores que nós...

- Ninguém vai me fazer me sentir inferior sem o meu consentimento... Se eles acham que eu sou inferior por não ser Europeu ou "Norte-Americano" (deixaram eles ficarem como "Americanos" no passado... eu sou Americano também...), "que se mordam"... Não sou inferior, apenas diferente... eles não são superiores, apenas diferentes... e essa diferença é que faz ser muito mais legal, pois agrega em vez de simplesmente não ter nada a acrescentar... Mesmo que eles se achem "superiores", a mim não são... e da mesma forma que não gostamos que generalizem o comportamento do Brasileiro, nem todos "de fora" se acham superiores, mas mesmo assim, muitos de nós generalizam... por que? Porque parece ser a maioria, mesmo que, como escrevi lá no segundo ponto, não sejam maioria, apenas pode ser o que aparece mais...

- Aí... para encerrar... os críticos dizem na TV que não se pode "generalizar" o comportamento do Brasileiro... mas ficam dizendo sobre o caso dos Brasileiros gostarem de conversar "tocando" nas pessoas, que o Brasileiro é mais amável, acolhedor, amigável e que o Europeu é mais frio... Dizer que o Europeu é mais frio é o que? Não é a mesma medida que o Europeu "supostamente" usou contra o Brasileiro? E digo "supostamente", pois acredito que eles não foram indelicados e nem querem dizer que o jeito deles é que é o certo, apenas que os "jeitos" entre o deles e o nosso é diferente... E mesmo que eles pensem que o deles é melhor, "que se mordam", não é... é apenas diferente do nosso... Nem cachorro vira-lata fica assim na frente de um cachorro "de raça"... não sei, portanto, porque essa síndrome é chamada de "cachorro vira-lata", mas é chamada assim... e essa síndrome faz alguns interpretarem essas coisas com muito mais emoção que na verdade essas coisas podem ter na "origem"... E insisto: mesmo que tenha na "origem" e eles pensam isso mesmo de nós, "que se mordam"... não é e pronto! Somos apenas diferentes... Mas é importante lembrar que ao nos dirigirmos aos outros, fazemos o mesmo e não achamos errado... logo, quando o outro faz, pode ter o mesmo sentimento que o nosso: não acham errado "generalizar"! Dizem que Argentino é tudo metido! Isso não é generalização? Português é burro... Só piada? Mas se falam algo da gente, não pode generalizar... Fazemos e se não gostamos de generalizações, é porque quando fazemos, não estamos generalizando, sabemos o que está por trás do devido (ou indevido) comentário... Por que só os outros são tão "perversos"? Me poupe...

Forte abraço!

quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

Carta aberta ao Ministro do Esporte

Vossa Excelência
Ministro do Esporte da República Federativa do Brasil
José Aldo Rebelo Figueiredo

Pode não interessar para ninguém. Pode até parecer que seu discurso / sua entrevista foi "bombástico/a" e que deu as devidas respostas.

Mas para mim isso não respondeu nada. E como parece que o estimado ministro se baseia em estatísticas pessoais para avaliar as coisas, me dou o mesmo direito para avaliar suas respostas: não respondeu nada e o que respondeu, foi absolutamente ridículo! E não só no dia 04/12/2013, mas durante todo o tempo de preparação para a Copa de 2014 há muitas respostas no mínimo estranhas por parte do eminente ministro.

Apresento alguns pontos:

- O mundo não deve se adequar ao ritmo do Brasil de deixar tudo para a última hora. Aliás, em estatística pessoal, eu não seria Brasileiro, pois não sou assim. Logo, preferia que a estatística a ser levada em conta fosse a minha, que gosto de fazer as coisas com antecedência. Seria o momento do Brasil avançar numa mudança de pensamento em vez de assustar o mundo com essa capacidade de deixar para a última hora e, algumas vezes, para depois da última hora, ampliando o prazo. Acredito que, infelizmente, muitos estádios não estarão completamente adequados e, pior ainda, não haverá outros avanços que seriam necessários;

- O final do ponto anterior abre o presente: para fazer a Copa, não era necessário apenas estádios! Era preciso ampliar rede hoteleira, atendimento hospitalar (não damos conta "dos nossos"... como receber visitantes?), transporte público (mais Metrô e Ônibus... e não apenas mais, mas melhor qualidade), ruas e avenidas não com "jeitinho" (feriados e desvio de ruas e avenidas com "mão única" em dias de jogos) mas com melhorias para ampliar a mobilidade urbana também com veículos, mas principalmente no transporte público (não só no transporte público, o que nem isso foi feito), melhorias nos aeroportos (muito vai ficar para depois da Copa, confirmando que o nosso tempo não é fazer "para a última hora", mas para depois desse prazo - nosso não, porque não é minha experiência pessoal e sou Brasileiro). E o pior: pode ser que os estádios fiquem prontos, mas não com todos os detalhes necessários, pois terminando perto do prazo, não dará tempo de testes para saber se algo precisa de algum ajuste...

- Não tenho passaporte... Nunca sai do Brasil, nem mesmo para ir ao Paraguai... E mesmo assim, já fui assaltado 2 vezes na Capital Paulista... Se o que vale é estatística pessoal, eu fui assaltado 2 vezes no Brasil e o senhor uma em Paris... Então... em estatísticas pessoais, o Brasil ainda é mais violento... Mas acho que o que vale não é estatística pessoal... Estou fazendo isso apenas porque parece que o estimado ministro pensa algo assim, pois falou algo assim... De qualquer forma, paremos com estatísticas pessoais e vislumbremos o número proporcional da violência entre Brasil e França. Não números absolutos, pois acredito que aqui teremos mais, por temos mais pessoas! Mas em números percentuais... e acredito que a surpresa do eminente ministro poderá gerar um pedido de desculpas para o povo Francês...

- Por fim, não terminando a quantidade de discordâncias, mas por não querer alongar em algo que nem deve ser levado em conta, muito menos aceito, pois o discurso parece mesmo ser algo para que a militância cega faça a defesa e quem não pensa nesse país poderá aceitar esse tipo de argumentação, como tem sido ao longo dos anos, quero registrar: Os estádios não seriam a "Noiva" no casamento... Os "noivos" serão os jogadores, as equipes, nessa comparação... E se a "noiva" se atrasar, pode ser por conta da "mobilidade urbana" não ajustada, citada acima... O estádio, querido ministro, seria a Igreja e essa não pode ser entregue no último minuto, pois os convidados já precisam estar acomodados para aguardar a "noiva", caso ela atrase...

Forte abraço!

sexta-feira, 30 de novembro de 2012

A Copa vai dar certo...

Olá! Que Papai do Céu continue abençoando!

Não estou falando de um cômodo de muitas casas... Falo mesmo da Copa do Mundo Fifa que acontece em 2014 no Brasil... ou no Brazil... não sei bem onde será...


Então... o senhor Felipão trocaria qualquer título pelo que ele viveu em Portugal nos seis anos que lá esteve?

Devia ter feito a ressalva de que não o Mundial com o Brasil, pois esse foi o título que fez ele "sentar na fama" e permitiu viver o que teve em Portugal e voltar agora para a Seleção Brasileira... Quem sabe trocar o título do Palmeiras, na Libertadores... ou na Copa do Brasil... com o Palmeiras ou com o Criciúma... ou outro...

Se der errado, não digam que foi culpa do anterior! Diferente de um clube, na Seleção ele pode mudar todas as peças na hora que ele quiser e começar do zero com a temporada em andamento! Ninguém tem contrato. Pode convocar quem quiser. E o tempo de preparação é relativo nessa conta, pois um encontro a cada 2 meses e ainda podendo ter jogadores diferentes para os devidos testes, quer dizer que só se prepara próximo ao evento mesmo, próximo a um campeonato, quando os jogadores se encontram em meio de temporada no Brasil e a maioria que joga fora, no fim da temporada, cansados, e aí ficam um tempinho a mais juntos... Só lá será realmente feita a devida preparação, porque antes é apenas um treino para um jogo e fim de papo...

Vai ver que a culpa vai ser do Tatu-Bola, que recebeu o nome que seria a união de parte das palavras Futebol (fu) e Ecologia (eco) - tem um "l" sobrando, acho... O chato é que se você fizer uma pesquisa no Google e acontecer o mesmo que aconteceu por aqui, logo no primeiro resultado encontramos uma definição para essa palavra... E quando o pessoal descobrir o que é, essa palavra será palavra proibida nos meios de comunicação, pois é o apelido para algo que eles não falam no ar... sempre tem um "piiiii"...

Se inventaram isso depois, para tentar desmoralizar essa escolha, eu não sei... mas que ela foi definitivamente ridícula, isso foi... e pelo que sei, era a menos pior dentre as possibilidades...

A Bola vai ter um nome que lembra Brasil com "z"... Brazuca... em vez de colocar outro nome (como Gorduchinha, homenagiando Osmar Santos, ou outro nome qualquer, mas escolheram esse que lembra Brasil com "z")... Quem sabe seja uma homenagem ao Roberto Carlos, que canta isso em uma de suas músicas... Mas acho que ele colocou esse "Brasuca" com "s"... sei lá... Podiam ao menos ter colocado o Brasuca com "s"... Aliás, deve mesmo ser com "s" a forma correta dessa palavra, por ser uma forma de denominar brasileiros por onde passam (como "Portuga" para Português, por exemplo)... Então... Brasuca!!! Não é mesmo, Professor Pasquale Cirpo Neto?!? Leia sobre isso clicando aqui.

Essa Copa tem tudo pra dar certo... pra quem eu não sei, mas vai dar certo...

Quem sabe depois da Copa o "Brazil" conheça o "Brasil"... Ou o "Brasil" se assuma de vez como "Brazil"...


Forte abraço!