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terça-feira, 30 de junho de 2020

Livros lidos!

Olá!

Este ano, também por conta da quarentena (que sigo cumprindo - papo comigo só usando a tecnologia mesmo, nada presencial), voltei a ler mais. Nunca deixei de ler, mas andava lendo pouco (para os meus padrões).

Óculos certo (pois é... agora tenho que usar óculos para leitura... é um tal de coloca um, tira, coloca o outro... já faz um tempinho, mas como estava lendo menos, não estava fazendo tanto esse "exercício" de "levantamento e abaixamento" de óculos)... Um novo cantinho de leitura, com melhor iluminação, lugar para me acomodar...

Desde Janeiro, entre livros da Bíblia e demais livros, já abri a leitura de 79 livros! Cada livro da Bíblia é um nessa conta (serão 66, então) e alguns já li mais de uma vez!

Permitindo o Senhor, a partir de amanhã, teremos 2 postagens por dia. Cada postagem apenas para registrar um livro lido com algumas informações.

E vou seguir postando um por dia dos que já li até que "complete". Aí, a cada livro novo encerrado, posto.

Espero dar boas recomendações. Eu gosto de ler. Ponto. Alguns são mais agradáveis, mais edificantes, outros nem tanto. Os de história é para buscar conhecer o que aconteceu, ao menos uma parte dos eventos, o que tem registro. Mas há em todos algo que posso praticar o "reter o que é bom" - 1 Tessalonicenses 5.21!

Caco Borba

domingo, 8 de março de 2015

A mulher é dona do SEU PRÓPRIO corpo... do seu...

Olá!

Por ocasião do Dia Internacional da Mulher...

Registro meus cumprimentos, parabéns... Registro ainda que a luta continua! Ainda há muita coisa para se conquistar, sendo que mutas dessas coisas são apenas da "condição humana" que deveria sim tratar com total igualdade e ainda assim, cria diferenças...

Mas há um ponto que eu sempre me incomodo: Aborto...

Tal, para mim, será difícil entender ou até mesmo aceitar como "normal", a menos que seja natural, espontâneo... ou que haja uma decisão médica, diante de uma situação específica...

A ideia de que a "mulher é dona do próprio corpo" é correta! Só que para mim não se aplica para a questão do aborto... A mulher não pode ser tratada como "depósito de esperma", ter que aceitar sexo na hora que a outra pessoa queira... A mulher tem que poder dizer "sim" quando ela quiser... Precisa ter a liberdade de fazer o que quiser e não ser obrigada apenas por imposições sociais... não é ela a única responsável pela cozinha, limpeza ou outras tantas atribuições que muitos acham ser apenas das mulheres. Ela precisa ter o direito de ter nas mãos o controle remoto em casa, para assistir a seus programas também! E tantas outras coisas... Não deve aceitar o que lhe é imposto; deve poder decidir a sua vida... Deve fazer as suas escolhas e não ter que aceitar simplesmente por imposição o que foi escolhido para ela!

Mas... no caso do aborto... eu não entendo mais assim... já não é apenas o corpo da mulher que está na história...

Desde o momento da fecundação, a divisão celular para uma nova história começa. Numa fertilização feita fora do útero, o "óvulo fecundado" é introduzido em desenvolvimento. Se fosse possível ter as condições para o desenvolvimento fora, esse "óvulo fecundado" seria uma nova pessoa...

Logo, esse "desenvolvimento", a multiplicação celular que se desencadeia da fertilização do óvulo, no momento em que espermatozoide e óvulo se unem, só aí começa esse processo... A ideia machista de que o espermatozoide venceu a batalha e chegou primeiro, como se o novo ser vivo fosse apenas espermatozoide, é ridícula! Poderia chegar no lugar certo e o óvulo não estar pronto... Logo, essa "vitória" é quando a fertilização ocorre! Quando não tem como separar espermatozoide e óvulo...

Para mim, esse desenvolvimento já é o início de uma nova história... E como todo ser humano, precisa de apoio para o seu desenvolvimento. Não é assim por toda a vida? Não precisamos de apoio ou damos apoio no processo de desenvolvimento e de vida de todas as pessoas em algum momento de nosso tempo respirando? É assim desde o começo! Precisamos de apoio, mas para muitos que esperam por uma criança, mesmo essa criança ainda não podendo fazer nada, ainda precisando de todos os cuidados para o seu desenvolvimento, com corpo totalmente sem forma ainda, quando a gestação é descoberta bem no começo, mesmo assim pode servir sim de apoio psicológico para quem tanto a esperou! Em todos os momentos, todos nós precisamos e/ou damos apoio para outro ser humano em nossa caminhada!

Assim, mesmo que "sem corpo", aquele desenvolvimento, aquela divisão celular, não vai se transformar em outra coisa! Se fosse possível se desenvolver fora, entendo que a mulher poderia sim decidir o que fazer com o seu corpo, dando a esse novo ser se desenvolvendo (e muitos abortos acontecem com fetos formados - eu ainda estou no momento anterior, no momento da multiplicação celular que acontece desde a fecundação) a chance de ter a mesma sorte: ter o direito ao seu corpo que se forma (ou que já se formou, ainda carecendo de ficar "maduro" para o nascimento).

Mas isso não acontece! Ao decidir sobre seu corpo numa questão de aborto, a mulher tira o direito desse novo desenvolvimento iniciado ter a chance de continuar seu processo. Poderia nem nascer, é fato, mas entendo que isso precisa ser uma questão natural e não decidida por outra pessoa. No aborto, a mulher não decide apenas sobre o seu corpo, mas sobre outro ser que, ainda que não tenha seu corpo ainda, dependendo do momento do desenvolvimento, não iria se desenvolver de outra forma! Teria o seu corpo logo... não seria "outra coisa"... Poderia até não terminar seu desenvolvimento, mas outra coisa não seria...

Não acho que uma mulher que decida pelo aborto, faça isso e saia feliz do local onde realizou tal ato... Nem vai, nem sai feliz... Mas ali ela não decidiu apenas sobre o seu corpo, mas sobre outra história que já se desenvolvia...

Não sou radical... não entendo que a medicina não tenha como opinar em casos específicos...

- A mãe pode não resistir ao tempo de gestação por algum problema, mas sem a criança poderá ter outra chance... entendo que a mãe deve decidir...

- A criança está se desenvolvendo em um lugar "errado"... não tem chance de chegar ao fim do tempo de gestação, nem mesmo a um certo tempo para tentar um parto fora de tempo... a mãe corre risco por conta do local de desenvolvimento... Ainda que o desenvolvimento tenha começado, entendo que é possível sim se decidir pelo "aborto"... aliás, entendo que ele já aconteceu...

Há sim situações... Mas não querer filho, na minha opinião, não é uma válida... Não ser a hora, muito menos!

Alguns poderão dizer que, como sou pastor, meu pensamento está arraigado na questão de fé... e não é válido... Se não é digno de ser ao menos levado em conta para se meditar um pouco mais sobre o assunto, só por conta da minha questão de fé, isso nada mais é do que PRECONCEITO... Nem se observa o que tenho a argumentar por eu ser ligado com a fé? Eu não falei nada de "vida", "fôlego", "milagre"... Falei apenas e tão somente sobre a multiplicação celular que começa desde a fecundação!  E que essa multiplicação não dará nada diferente, a não ser um novo corpo! E que, como todos os seres humanos, precisa de apoio e já pode apoiar (psicologicamente)! Se isso não servir para pensar... por conta da minha fé... não pode ser tido como algo diferente, a não ser preconceito...

Entendo que a mulher tem sim direto sobre o seu corpo! Mas entendo que essa ideia não se aplica ao aborto, em particular, pois há outro corpo, mesmo que ainda em desenvolvimento, ou até desenvolvido e apenas esperando o tempo de ficar "maduro"... E isso precisa ser levado em conta...

A questão de saúde... mesmo que legalize, sempre terá quem faça de forma clandestina... pois não será porque venha a ser legalizado que as famílias não terão suas crises e as mulheres poderão sim continuar tentando esconder que fizeram isso, para evitar maiores problemas... A "Lei" é o menor dos problemas... E isso não é questão de preconceito, é apenas o direito de ser a favor ou contra algo... Preconceito é ter uma ideia, sem avaliar o assunto, pré concebida, e achar que isso resolve o caso! Eu, pessoalmente, mesmo que a lei permita, continuarei com esse pensamento que aqui apresentei... e que me preocupei em deixar de lado os aspectos e implicações religiosas! Apenas falei sobre o desenvolvimento celular... se fosse para defender com base na fé, os argumentos seriam outros...

Todos precisamos de apoio, em alguns momentos mais, em outros menos... E precisamos dar apoio... Com base no que aqui escrevo, posso afirmar que é assim desde o momento em que a fecundação ocorre até o momento do "suspiro final"! Ou até depois, para aqueles que são levados para o cemitério ou outras formas de "sepultamento" ou afins...

Que a mulher cuide de seu corpo! Mas há outras situações que envolvem apenas e tão somente o corpo dela... quando falamos de aborto, já não é só o corpo da mulher, tem algo mais na história e, portanto, para mim, essa ideia de "ser dona do seu próprio corpo" não pode ser usada para esse assunto em particular...

Forte abraço!

quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

Espero...

Olá!

Espero que quem quer "liberdade" para pensar e postar o que quiser entenda um dia que essa liberdade só real se até mesmo quem é contra a sua opinião tiver a mesma liberdade... Porque se apenas um dos lados quiser apresentar a sua opinião e o outro só tiver que se calar, não é "liberdade", mas imposição... Ou os dois lados "calam" por amor ao outro, ou os dois lados "falam" com o devido respeito...

Espero que as pessoas um dia entendam que o fato de eu não concordar com o que uma pessoa faz ou pensa não me faz contrário a essa pessoa. Se eu tiver que contratar alguém que tiver melhor currículo para determinada função, não irei olhar o que ela pensa ou faz da sua vida, mas a sua capacidade para desempenhar o determinado trabalho. A menos que o trabalho perca qualidade por conta de outras escolhas, basta ser capacitada para ter o emprego...

Espero que as pessoas entendam que quando queremos evitar que nossos filhos tenham contato com algo que não gostamos, é porque queremos que eles tenham mais informação sobre o assunto para que possam entender o todo e não apenas o detalhe, porque como nos diz a Bíblia, tudo é lícito, só que nem tudo convém. O que queremos é que nossos filhos sejam capazes de "guardar o que é bom", depois de ter as informações adequadas e no tempo certo para o devido entendimento e não para que o "entendimento" seja "imposto", mas assimilado e realmente entendido. Em certas "épocas da vida" há "entendimentos" que não são assimilados, mas impostos. É preciso respeitar o desenvolvimento pessoal para que se assimile realmente o entendimento...

Espero que as pessoas um dia entendam que criticar algum aspecto da minha fé ou da minha capacidade intelectual por ser eu uma pessoa de fé é algo muito errado e altamente discriminatório...

Espero que as pessoas entendam que uma pessoa religiosa pode ter suas convicções com base na sua fé e não abrir mão dessas convicções, ainda que respeitando a decisão de qualquer pessoa de ir na direção oposta a essa convicção de fé. Que como "seres sociáveis", que dividem o "espaço comum" da sociedade, iremos sempre lutar por conta do que pensamos e queremos, como os demais farão da mesma forma, mesmo que pensem e queiram algo totalmente diferente, não porque se tem o desejo de impor nada a ninguém, mas porque entendemos que aquilo é o certo e, como os que lutam em outra direção, apenas defendemos o nosso pensamento, como qualquer pessoa...

Espero que as pessoas entendam que o que digo ser "pecado" de acordo com a forma que vejo a fé não é uma tentativa de imposição para a sociedade do que eu penso, mas um anúncio da forma como vejo as coisas e, junto com o convite para ver o mundo como vejo, devo anunciar o que é pensado na forma como vejo o mundo. Se você não quiser, tal qual o jovem rico que se aproximou de Jesus e por ele foi amado, ao ouvir o que devia fazer para seguir a Jesus, se você não gostar, sem crise: pode se afastar, exatamente como aquele jovem rico. Agora, se for para seguir no pensamento que tenho, é preciso saber o que se pensa e seguir da forma como se pensa. Se não quer, que cada um siga em frente pelo caminho que escolher...

Espero que um dia se entenda que o que se diz ser "pecado" nem sempre é crime, ainda que algumas coisas sejam vistas como tal pelo código penal. Mas há outras coisas que não são vistas como crime e ainda assim se vê como "pecado". Não precisa ser crime para ser "pecado"...

Espero que, até mesmo dentro da fé, se entenda que "pecado" não serve para ficarmos "acusando" a pessoa, mas a definição disso deve servir de alerta para que as pessoas deixem algum caminho que torna mais distante a salvação de acordo com a fé que temos. E se a pessoa não quiser seguir pelo mesmo caminho, ela não precisa se sentir "ofendida" pela fé. O convívio social não se dá pela concordância ou "aceitação" (no sentido de achar certo ou errado o que se faz), mas pelo respeito. E o respeito não se apresenta em aceitar tudo. Mesmo que não aceite a ou não concorde com a posição ou opinião, devo respeitar tanto a opinião que não concordo e combato, e muito mais a pessoa, com quem posso "comer pizza" mesmo que não concordemos, desde que ela não queria sua liberdade com base no meu silêncio ou no "abafamento" da minha opinião. Queira liberdade para defender o que pensa e aceite o contraditório, dentro do respeito, sem "baixar o nível" da conversa. Respeito deve ser mútuo... e não apenas por parte dos "da fé"...

Espero que um dia se entenda que todos são livres para fazerem o que quiserem e pensarem o que quiserem. E todos são livres para concordar ou não com as atitudes ou pensamento das outras pessoas. E que discordar de uma ideia não é tentativa de impor ou de tirar a liberdade de ninguém, mas tornar a liberdade uma realidade. Se apenas o que pensa igual a mim for respeitado em sua opinão ou atitude, estou querendo impor aos outros o que penso ou faço. Posso não concordar, debater a ideia e isso sim traz a verdadeira liberdade, não a tentativa de "calar" o contraditório. Com base no amor podemos pedir que o assunto não seja tratado, para evitar maiores problemas, caso haja discordância. Mas se uma das partes quiser continuar com o assunto, deve aceitar o contraditório e respeitar, para ter a sua liberdade de falar ou fazer o que pensa legitimada em dar a liberdade ao que pensa ou age diferente, mesmo não concordando...

Espero que se entenda que não é preciso concordar ou "aceitar" algo para respeitar. Respeito muita coisa com a qual não concordo e se for para conversar, deixo claro que não concordo. Mas isso não muda o meu respeito por quem pensa diferente, quando tenho esse respeito. A não ser que se tente mudar o que penso por "imposição de lei", porque aí eu não fui respeitado primeiro e vou lutar contra... Há coisas que, mesmo que sejam "aprovadas", as pessoas não serão obrigadas a realizar (a não ser que a definição de uma lei apronte alguma), mas que eu defendo o que eu penso. Não posso "aceitar" socialmente só porque eu não terei que fazer se eu não quiser. Vou defender o que penso e cada um faz o mesmo. Mas há outras decisões que podem impor a necessidade de mudança de um pensamento que é livre por definição, que para que se mude, é preciso mudar antes a Constituição, e em situações assim, é preciso cuidado para não "misturar" com as que, mesmo que aprovadas, não são "obrigatórias"...

Espero, enfim, pelo dia da Volta do Senhor Jesus, pois é dessa forma que vejo que a sociedade será realmente diferente e melhorada. E quem espera de outra forma, que pense bem na liberdade que quer ter, pois para ter essa liberdade não deve tirar a liberdade de outra pessoa que pense de forma contrária, a não ser naquilo que a lei defina mesmo como errado e, claro, que se tome cuidado com o que se entende que é "crime" para não "criminalizar" o que não é crime de fato. Pois se um dia a convicção religiosa for criminalizada, qualquer convicção um dia poderá ser! Que seja crime não a ideia de que algo é certo ou errado religiosamente falando, mas a ação de um religioso em hostilizar a pessoa - e que se veja diferença entre não concordar com o que faz ou pensa e a real hostilidade, em vez de fazer tudo contra o pensamento e a forma de agir ser hostilidade. Não concordar com o que o outro pensa ou faz não é crime! E espero que não seja nunca...

Forte abraço!

terça-feira, 2 de julho de 2013

Os eventos mostram mais do que muitas vezes queremos...

Olá!

Eu realmente não entendo como as pessoas podem reclamar tanto da manipulação da Globo, por exemplo, sendo que as próprias pessoas tentam manipular outros através de seus posts e comentários nas Redes Sociais... Não sei se fazem de propóstio ou se nem estão notando o que fazem... pode existir gente "dos dois lados" e quem sabe quais outros que nem noto nessa observação...

Sabe... eu gosto de conhecer a história, a sequência de fatos e eventos... Não a interpretação posterior que se faz, mas os eventos mesmo. É claro que nem sempre isso é possível, principalmente sobre assuntos "mais antigos", pois quem escreve, muitas vezes mais comenta do que conta...

E como já fui alvo de acusações de coisas que não cometi, gosto de conhecer as versões antes... Já fui cobrado pelo que não fiz... Perdi por algo que não fiz, mas parecia a mesma coisa que outros fizeram... Acredito que há pessoas que até hoje pensam bobagem de mim por coisas que outros falaram, mesmo que não tenha sido feito por mim... Aprendi a avaliar as coisas, os pontos de vista, por sentir na pele o conceito pré concebido... Meus erros, deles tento fugir, os reconheço (com ou sem explicações, serão erros) e luto para acertar... Mas o que não fiz... não posso mudar...

Eu queria muito entender toda a crise dos vários comentários: "não é apenas pelos vinte centavos"...

É claro que o descontentamento do povo Brasileiro não é por causa de R$ 0,20... os tão falados "vinte centavos"...

Acontece que negar que as manifestações foram para as ruas inicialmente exatamente por conta disso é negar a origem do evento!

O Movimento Passe Livre começou a organizar as pessoas para a seguinte palavra de ordem: "Se a tarifa não baixar, São Paulo vai parar".

Depois daquela quinta-feira, 13 de junho de 2013, em que a imprensa resolveu mostrar que a polícia estava exagerando contra manifestantes, porque ela própria, imprensa, foi alvo desse exagero, é que o descontentamento com as demais coisas "ganhou as ruas" (especificamente na segunda-feira, dia 17 de junho de 2013).

O descontentamento da população pelos demais assuntos já existia, mas ainda não tinha "ganhado as ruas" com faixas e palavras de ordem! Apenas o que lutava o Movimento Passe Livre era ainda questionado até aquela segunda-feira 17... Foi depois da quinta 13 que o descontentamento já existente com os demais assuntos, ganhou força nas redes sociais na busca por manifestações (pois as reclamações sempre existiram) e as ruas... Não foi antes...

Se foi antes, que apareçam as faixas e as palavras de ordem ditas sobre os outros assuntos até mesmo naquela quinta 13! Eu só vi as outras coisas a partir daquele evento... Esse é o dado histórico... O descontentamento e a reclamação já existiam por conta de outros assuntos, mas não tinham ido para as ruas...

Até a quinta 13, o Movimento Passe Livre aceitava a participação de militantes políticos, com faixas, camisas e bandeiras! A partir da segunda 17 é que isso não foi aceito mais...

E como eu tenho o hábito de ler tudo o que posso sobre um assunto, li muita coisa em blogs das pessoas que faziam parte das Manifestações até aquela quinta 13. A partir das Manifestações de segunda 17, mesmo ainda antes da redução da tarifa, muitos escreviam que não entendiam os mais variados pedidos, não entendiam a necessidade de ausência de partidos políticos, e em um blog especificamente, li que a pessoa se afastou daquele grupo que foi para a Marginal Pinheiros na segunda 17 porque os manifestantes começaram a cantar o "hino nacional" e que fazer isso (cantar o hino nacional) é coisa de fascista...

Logo, reclamar de qualquer pessoa que viu que até a quinta 13 os manifestos eram com base nas solicitações do Movimento Passe Livre e, especificamente (não unicamente, mas especificamente) a redução imediata da tarifa, para depois começar a negociar outros pontos, é reclamar dos eventos históricos e tentar manipular o que aconteceu até aquele dia! O descontentamento era com todos os assuntos apresentados depois (e com outros tantos mais), mas que só "foram para as ruas" na segunda 17. Antes, era apenas e tão somente o que lutava o Movimento Passe Livre nas ruas.

Logo, a posição histórica é essa:

1) descontentamento com todas as coisas que surgiram a partir da segunda 17 desde muito tempo (para parafrasear algo tanto dito: nunca na história deste país o povo esteve contente com os serviços que no momento se reclama melhoria), mas isso não tinha ido para as ruas ainda;

2) Movimento Passe Livre organiza manifestações para baixar a tarifa nos "vinte centavos" para, a partir dessa redução, começar a negociar uma pauta que ia além disso, mas que passava muito pela questão da Mobilidade Urbana e Tarifas cobradas. Assim: primeiro os "vinte centavos", para depois negociar até o "Passe Livre", entre outras coisas do Movimento;

3) dia 13 de junho de 2013 acontecem os confrontos com a polícia que, ainda que quisesse agir apenas contra manifestantes que estavam exagerando, esses ainda estavam no meio da multidão e, se para esses a ação da polícia naquele momento já seria desproporcional, quanto mais atingindo os que não estavam exagerando e a própria imprensa;

4) dia 17 de junho de 2013 o descontentamento original (que não tinha ido pra rua) foi para a rua, causando até mesmo entre os integrantes do Movimento Passe Livre e "simpatizantes" a sensação de que algo estava diferente do que era a realidade até aquele momento. Isso eu li em blogs de quem foi para as ruas, conforme citei acima...

Não tente manipular os eventos. Hoje é muito mais que os "vinte centavos". Desde o começo era, mesmo apenas com as manifestações do Movimento Passe Livre, mas esse era o ponto que precisava de uma resposta imediata para as manifestações pararem e começarem as negociações sobre as outras coisas. E depois da ação absurda da polícia na quinta 13 é que o descontentamento com todo o resto, que já existia desde o começo e até muito antes dos "vinte centavos", ganhou definitivamente as ruas.

Dessa forma, qualquer um que disser que o problema era os "vinte centavos" antes da quinta 13 não estará de todo errado, pois esse era o "ponto de partida" do Movimento Passe Livre para, com a redução da tarifa nos "vinte centavos", começar a negociar as demais coisas da sua pauta, pois desde esse princípio já havia muito mais, o que faz ser necessário deixar claro isso desde o começo, pois eu vi isso desde o início das manifestações. Esse era o ponto de partida: reduzir a tarifa para, depois, negociar os demais pontos daquela pauta original. Mas depois da quinta 13, o descontentamento geral foi mais que reclamação nas Redes Sociais e só ganhou as ruas para pedir por mais coisas que as da pauta do Movimento Passe Livre na segunda 17. E até manifestantes ligados ou "simpatizantes" do Movimento Passe Livre já notaram que algo estava diferente da "pauta original".

Assim, o descontentamento se uniu ao movimento original nas ruas, mas não nos pedidos, pois havia muito mais a se pedir. E desse momento em diante, partidos polícos começam a não ser bem recebidos para participarem desses eventos, o que acontecia até a quinta 13, mostrando que houve mesmo uma mudança depois da quinta 13...

O resto, é confusão do descontentamento pessoal que não ia para a rua e a tentativa de dizer que ele tinha ido desde o começo, mas não foi...

Forte abraço!

segunda-feira, 15 de abril de 2013

A respeito da "Diminuição da Maioridade Penal"

Olá!


Alguns dizem que a maioridade penal deve ser reduzida para 16 anos, ou até menos, e apresentam argumentos claros para essa defesa...

Outros entendem que não deve ser assim e que o Estado deve prover políticas públicas de inclusão, mas acredito que desse discurso as pessoas que pensam mesmo já estão cansadas, pois quanto mais políticas de inclusão, parece que aumenta o problema, o que parece mesmo mostrar que o caminho não seria esse... Não sou contra políticas de inclusão! Elas devem existir, com o devido pensamento de não "fatiar" a sociedade, mas elas não parecem ser a forma de encaminhar a solução contra a criminalidade...

Acredito que diminuir a maioridade penal para 16 anos não vá resolver o problema, da mesma forma que as políticas públicas de inclusão social não estão resolvendo esse problema, ainda que devam existir para outras questões... Mas insisto: a sociedade se "fatiou" sozinha e as políticas de inclusão não podem ampliar a visão desse "fatiamento", mas devem unir a todos numa sociedade igualitária...

Há pouco tempo foi noticiado o caso de um menor com 12 anos que já teria passado pelo "distrito polícial" mais de 10 vezes! E aí: diminuir para 16 anos resolve o caso ou apenas amplia o número dos "condenáveis"?

Como penso?

Penso que o ECA precisa de uma ampla revisão. Esse é o primeiro ponto!

Depois, o Professor precisa ter real autoridade em sala de aula! E os nomes como "reprovação", "aprovação" e afins, se causam tanto problema, que sejam substituidos por outros que permitam a devida ação sem "traumas". Como não tenho essa crise e não penso em outras palavras, uso ainda as mesmas que são normalmente usadas, mas se quiserem, podem mudar! A "prova" não pode ser mecanismo de medo, mas precisa sim servir de parâmetro entre os que estudaram e os que não estudaram! Assim, o conteúdo pode avançar para os que querem estudar novos conteúdos e a revisão será feita de forma adequada para os que não estudaram o conteúdo já passado, dando a esses a chance de ampliar seus conhecimentos, mas sem atrapalhar os que já passaram esse momento do ensino, que devem aprofundar em outros aspectos novos! A "repetência" não deve ser mecanismo de punição, simplesmente, mas a uma nova chance de aprendizado, depois que o tempo de estudo, revisão e reforço foram esgotados, sem o resultado minimamente satisfatório, para que haja uma "promoção". Hoje, o aluno que ainda não sabe a matéria "passa de ano" para não ter problemas psicológicos, mas o que sabe a matéria fica limitado no ensino, pois é preciso que o conteúdo respeite aqueles que não avançaram ainda, e em nome de não criar problemas psicológicos para os "repetentes", criamos problemas de "avanço" nos estudos para os que poderiam ir mais longe e mais rápido no aprendizado... Não é questão de um ser melhor que o outro! Se um dia alguém argumentar isso em cima do meu pensamento, será algo muito triste... É uma questão de momento de aprendizado: se a todos está disponível o desenvolvimento adequado, mas alguns demoram mais, é apenas o tempo do desenvolvimento e isso precisa ser respeitado! Nem todos se casam com a mesma idade, falam com a mesma idade, andam, procriam ou o que mais se quiser pensar! Respeitar o momento do desenvolvimento de cada um é respeitar a sua individualidade e não taxá-lo de "menor" ou "inferior" em relação a outros, pois esses que "avançaram" no conteúdo podem "demorar" em outro e os que ficaram "para trás" podem ainda "ultrapassar" os que foram "mais rápidos" em momento anterior. Apresento como exemplo meu filho: a escola reclamava que ele demorou a falar (o que realmente aconteceu). Isso fazia parecer que ele estava "atrasado" em relação aos outros. No entanto, ele foi o primeiro a aprender a ler na turma dele. Logo, não existe essa questão de "melhor ou pior" no meu pensamento! O que existe, por experiência com meu próprio filho, é a observação que se o tempo de cada um form respeitado, os resultados podem ser alcançados! Deixar o aluno que demorou mais a aprender "um ano a mais" na mesma série é também respeitar a sua individualidade e o seu tempo de desenvolvimento! Acredito que em vez de dizer de "traumas psicológicos" para os que "ficam retidos" (depois de ampla chance de real aprendizado, com reforço, revisão e afins) seja uma interpretação limitada da psicologia! Podemos trabalhar isso de forma diferente, dando conta da individualidade e do tempo de cada um para o devido desenvolvimento! E "passar de ano" alguém que ainda não chegou ao devido momento do desenvolvimento é correr o risco de fazer essa pessoa "estacionar" no desenvolvimento e, com o tempo, "pular etapas" do conhecimento para continuar avançando. É negar o devido aprendizado no seu tempo de desenvolvimento...

Por fim, os crimes deveriam ser tratados como crimes, independente da idade! Isso não quer dizer prender todos, de qualquer idade, nas prisões que existem ou em novas a serem construídas no mesmo modelo que há hoje. É claro que é preciso de medidas diferenciadas para que a pessoa tenha a chance de repensar o que fez, mesmo que o que tenha feito não dê a chance para quem foi atingido de refazer as coisas...

Assim, os crimes até os 18, 16 ou qualquer idade que se entenda como idade para "maioridade penal", devem ser punidos:

- Com a devida observação de cada crime, desde o primeiro! Não dá para punir um ladrão de galinhas como se pune um assassino. As penas devem ser variadas, mas no caso do menor, deve ser com medidas da atual Fundação Casa, quando for a primeira vez. E, independente da idade, a pena deve ser observada de acordo com o delito e, preferencialmente, ter espaços que separem os infratores por "peso" de seus delitos e não juntar todos;

- No caso de novo delito (não apenas reincidência no mesmo crime, mas novo delito), ainda sendo menor, esse infrator deve ser julgado com base no código penal, mesmo que sua prisão seja em prisões ainda diferenciadas. Ainda que se faça muitas prisões, para dividir por idade os presos, para evitar que os "mais velhos" influenciem os "mais novos". Aliás, desde a Fudação Casa isso já deve ser pensado e mesmo no atual modelo! Quanto mais pensando em revisão. Assim, o reincidente (insisto: não apenas o que repete o mesmo delito, mas aquele que comete uma segunda infração, independente de ser igual ou diferente da primeira) deve ser julgado pelo código penal, mesmo que seja "de menor", qualquer que seja a idade entendida para a "maioridade";

- Independente do tempo que demore para cumprir a pena (que deve ter como base o código penal mesmo), o "menor" deve sair já "maior". Mas para esses casos, aquele que foi preso em segundo delito (o primeiro também não fica na "ficha", mas serve para saber que houve um anterior), pode, se os legisladores entenderem melhor, sair com "ficha limpa". Isso seria uma chance dada a essa pessoa de mudar completamente, abandonando as ideias tidas quando mais novo. Mas os seus crimes não podem ser "apagados" do sistema. Apenas não devem mais fazer parte da sua ficha. Quer dizer: se cometer novo delito, será considerado "primário", mas no momento do julgamento, é preciso levar em conta que ele teve a chance de mudar e não mudou! Não para agravar a pena, apenas para deixar claro que não adiantou dar as chances que foram dadas;

- Presos de qualquer idade e em qualquer regime de prisão devem trabalhar e estudar! Mas isso não deve ser usado para "diminuir a pena". Deve ser a chance de desenvolver uma habilidade, ganhar experiência nela, aprofundar conhecimentos com estudos e isso servir como medida de ressocialização, como nova chance de mudar o caminho escolhido. Não pode ser "moeda de troca" para progressão de pena ou diminuição da mesma, mas deve ser encarado como o trabalho da sociedade (e na sociedade, pois trabalhar não garante necessariamente promoção, aumento ou algumas "regalias" que podem acontecer, mas não como resultado imediato de fazer algo, senão como resultado agregado do momento e da capacidade, ou ainda por alguma facilidade, mas esse tipo de atitude não deveria ser reforçada na sociedade), dando ao preso a chance de mudar. E, de preferência, conseguir que o preso já saia da prisão com a garantia de um emprego assegurado, com apoio do Estado e da Sociedade, e não soltar para depois ele procurar alguma coisa;

- Os direitos de alimentação, visitas, cuidados e afins do preso precisam ser observados, mas é preciso saber o limite da realidade que ele está! Não adianta dar muitas coisas para esse preso, pois a vida mesmo não dá muitas coisas e mesmo para aquele que se esforça muito, ainda pode haver limitações. O preso, ao ter muitos direitos, pode se "acostumar" com essa realidade, que não é a realidade da dinâmica da vida! Não é o natural! É preciso ter limites e ensinar isso aos presos. Coloco um exemplo: um preso, que tem família, que matou a pessoa que sustentava uma casa, terá uma "bolsa" para que os seus familiares sejam cuidados, mas como fica a família que perdeu a pessoa que sustentava aquela casa? A realidade que se apresenta, dando o sustento para a família do preso é ilógica e completamente fora da realidade, pois a família que perdeu aquele que sustentava terá que buscar outras formas para resolver o problema! É preciso tratar com igualdade: se a família que perdeu aquele que sustentava terá que "se virar" diante da vida para resolver o problema, a família do preso também deve ser tratada da mesma forma! As duas famílias tiveram o "sustento" tirado, uma por decisão de cometer o crime (e o Estado beneficia esse que tomou a decisão pelo errado ao dar "bolsa" para a família desse preso) e a outra sem a chance de "escolha" (e essa tem que "se virar" para ter novo sustento). Será mesmo que isso ajuda na "ressocialização" de um preso? A facilidade encontrada, mesmo com a limitação da liberdade, é contrária ao que acontece na sociedade! Logo, não ressocializa; antes, cria a expectativa da "facilidade" do cuidado e, quando a vida se apresenta de forma diferente, o caminho  de escolha contra a sociedade se torna mais atrativo, pois mesmo que haja limitação da liberdade, os direitos parecem mais atrativos para o preso do que para o cidadão. E ainda assim, a sociedade quer mudar esse padrão muitas vezes...

Sei que isso não seria a solução de todos os problemas, mas me parece uma opinião que aproxima mais o atual problema da questão do "de menor" e o crime. Apenas diminuir a idade para responder pelo crime, ainda não resolve o caso, apenas amplia a lista dos "condenáveis". Tratar os menores infratores com diferenciação perante a lei seria dar a eles a chance de mudar, depois da devida punição! E dar aos presos, quaisquer que sejam, a chance de estudar e trabalhar, dando ainda a chance da recolocação (ou colocação) profissional antes de sair da prisão, seria mais uma forma de mostrar que o Estado e a Sociedade querem a mudança desse preso! Aliado ao fato de respeitar o limite de cada um no processo de aprendizado, não usando como punição uma "reprovação", mas como uma nova chance de aprendizado dentro do seu tempo de desenvolvimento, podemos dar um passo muito importante na melhora das relações sociais. Sei que os problemas não se resolvem e que, pode ser, com o tempo, mesmo que isso que apresento tenha resultados satisfatórios, até essa solução não seja tida como a ideal, por necessidade de ajustes ou mudança completa. Mas o que sei é que o que existe hoje é apenas discurso do ideal. É preciso tentar mudanças. Como está, não dá mais para ficar...

Forte abraço!


terça-feira, 23 de outubro de 2012

Precisamos aprender a notar as diferenças!


"uma coisa é aprender com o passado; outra, é ficar lá preso" - José Alberto Braga

Há pessoas que falham com a gente para ir em busca de algum benefício próprio, pelo menos uma vontade momentânea, um prazer pessoal. Falham para ter algo diferente e que acham que será melhor para elas do que não falhar com a gente, mesmo que por um momento, acham que será melhor para elas...

E há pessoas que, quando falham com a gente, sentem-se mal por isso, não encontram prazer em momento algum por ter falhado, não fazem para ir em busca de outra coisa, mas porque uma situação se apresentou fora de seu próprio controle. Em vez de ir na busca de um prazer diferente, perdem o prazer de nos ajudar, de nos alegrar e sentem-se mal por ter falhado...

Dá pra notar a diferença?

Muitos não notam, apenas ficam com a falha em si. Até que um dia, mesmo sem querer e muitas vezes até sem notar, ou notando, mas sem a menor vontade de falhar, falham com quem amam e notam como é diferente falhar por vontade própria e falhar sem querer falhar...

O primeiro falha para ter outro tipo de prazer...

O segundo perde o prazer de nos ajudar e não encontra nenhuma alegria extra por conta dessa falha...

O primeiro olha para a própria alegria pessoal, ainda que momentânea...

O segundo, perde a alegria por não poder ajudar, por falhar de alguma forma...

Essa é a diferença que precisamos saber notar entre as falhas e as pessoas que falham com a gente...

Normalmente, porque o primeiro faz em busca da própria vontade, acaba fazendo antes. É uma decisão pessoal e normalmente acontece antes do segundo tipo aqui comentado, porque o primeiro decide ir na direção de algo e o segundo, só fará quando não conseguir agir diferente e enquanto conseguir, fará diferente. Assim, normalmente o segundo demora mais a falhar e normalmente o primeiro falha muito antes. E deixa marcas...

E quando o segundo falha, parece que fez pelo mesmo motivo do primeiro, mas o primeiro não se sente mal em falhar, pelo menos na hora da falha, quando muito, depois de ter feito, e se houver consequência pesada, e ainda assim, se acontecer de se sentir mal em algum momento... Mas o segundo se sente mal no exato momento que falha, porque não queria falhar...

O primeiro decide falhar... o segundo não queria falhar...

Precisamos saber a diferença, para não maltratar quem já se maltrata sozinho por ter falhado contra a própria vontade e acabar "passando a mão na cabeça" de quem decidiu, por vontade própria, falhar...

Quem me conhece, sabe que que esse não é meu estilo musical, muito menos meu tipo favorito de letra. Mas ao escrever este texto, por ter vivido os dias dessa música, lembrei e coloco abaixo um vídeo que está no Youtube com a música:


Forte abraço!
Caco Borba

sábado, 31 de julho de 2010

Onze horas

Do site Canto das Flores.

Nome Científico: Portulaca Grandiflora

Nomes que é conhecida: Onze Horas, Portulaca

Família: Portulacáceas
Origem: América do Sul, Brasil
Tamanho médio: até 20cm
Flores: Verão
Propagação: por sementes ou estarquia da ponta dos ramos.

Por ser uma planta de ciclo anual, sempre será necessário plantar novamente, fazendo mudas, através de sementes ou com uma parte da planta, a ponta dos ramos. Preferencialmente, se deve fazer a nova muda na primavera e a nova planta já poderá ter flores nessa estação, mas seguirá com flores por todo o verão.

O seu cutivo é fácil, pois ela gosta de muita água, em terra bem drenável, mas suporta solos mais secos sem problemas. Recomenda-se evitar molhar as flores abertas. O solo deve ser rico em matéria orgânica e a mistura ideal recomendada é: 1 parte de terra comum, 1 parte de terra vegetal e 2 partes de areia.

A variedade de cores permite fazer um espaço muito florido e colorido, quando usadas várias tonalidades, como rosa, branco, laranja, amarelo, vermelho e outras possibilidades nesses tons.

Ela precisa receber, ao menos 4 horas de sol por dia. Logo, o melhor lugar para seu desenvolvimento é em áreas abertas, com sol direto.

A flor vai abrir na parte da manhã, normalmente perto das 11h, fechando durante a tarde.

Bibliografia

- 1001 Plantas & Flores - Edição Especial - Revista dos Amantes da Natureza
- http://www.floresecesta.com.br

- http://www.jardineiro.net/br/banco/portulaca_grandiflora.php


Forte abraço!
Caco Borba

quinta-feira, 15 de julho de 2010

Indústria da multa...

Olá pessoal!

Muitas vezes vi pessoas na TV (como o Datena e outros) e pessoas mais próximas falando sobre a "Indústria da Multa", por conta de radares fixos e móveis, fiscalização eletrônica de avanço de sinal vermelho, e tantas outras coisas.

Pensei muito sobre o assunto e já faz algum tempo que tenho minha opinião. E vou apresentar abaixo, mostrando que a tão falada "Indústria da Multa" pode até existir, mas não é como as pessoas falam! E espero que você pense no assunto e, caso pense de forma errada, possa mudar de opinião!

A "Indústria da Multa", para enriquecer os cofres de quem recebe pelas multas aplicadas, existe quando multas são aplicadas de forma indevida! Quando a pessoa não cometeu uma infração e ainda assim, recebe a multa. Quando o aviso de placa ou de chão (que pelo código de trânsito, tem primazia em relação ao que é sinalizado pelas placas - olhe o chão também, mesmo que tenha uma placa!) pode ter interpretações variadas ou até é alterado depois que uma pessoa passa. Quando uma placa de velocidade informa uma velocidade maior que o que realmente a via permite e o radar está preparado para multar quem erra o que é permitido (menor que o que está sendo informado) e por aí vai...

Isso sim seria "Indústria da Multa": Multas aplicadas de forma errada, em pessoas que não violaram realmente a regra! Nesse caso, podemos recorrer, alguns conseguem resposta positiva ao recurso e não precisam pagar a multa, outros não conseguem e devem mesmo ficar muito chateados com a "Indústria da Multa".

Agora, pensando em radares fixos ou móveis, câmeras que flagram quem passa o sinal vermelho e outros assim, não posso aceitar que seja "Indústria da Multa". Esses servem para pegar quem comete irregularidades no trânsito! Seguindo todas as regras ainda podemos nos envolver em acidentes, imagina quando não seguimos as regras!

Alguns reclamam que não é para ter o radar, porque o melhor não é punir, mas educar... Quer dizer que todos terão que voltar para as aulas de Volante (práticas e teóricas)? Eu NUNCA fui multado (até a presente data) por excesso de velocidade, por não dar passagem a um pedestre de forma preferencial na faixa (mesmo sem sinal vermelho - há cidades que fiscalizam isso e todas as cidades deveriam fiscalizar, porque está no código), por parar e/ou estacionar em local proibido, trafegar em contra-mão, mesmo que por meia quadra (dou a volta, mesmo que seja 3 quadras)...

Mas já cansei de ultrapassar motoristas apressados que só pisam no freio perto do radar... Quer dizer: sabem o que deve fazer! Mas só fazem quando tem a fiscalização! A questão não mais "educar" no trânsito, porque já sabem o que deve ser feito, mas ser educado e fazer sempre e não apenas diante da fiscalização! Eu não piso no freio perto de radar. Porque a velocidade informada nas placas não deve ser obedecida apenas na frente do radar, mas em toda a via e é o que eu faço! Quem faz apenas na frente da fiscalização que faz com que se coloque cada vez mais fiscalização! E se é assim, eu quero mais é que tenha mais fiscalização!

Ninguém quer ser "educado" no trânsito! No Brasil, como em tudo (infelizmente) o "jeitinho Brasileiro" (que nos dá a chance da criatividade) leva muitos ao desejo de ter vantagem sempre! Inclusive, não querem os radares, não porque são abusivos, mas porque querem cometer infrações de trânsito sem receber a devida punição! Se só cumprem a regra na frente da fiscalização, é porque sabem a regra, mas querem ter alguma vantagem, quando não há fiscalização. Aquela coisa do filho que diz que faz uma coisa, mas está fazendo outra, porque os pais não estão olhando... A desobediência não existe só quando alguém descobre! Ela acontece sempre que se faz algo que não é para fazer...

Definitivamente, a "Indústria da Multa" pode até existir, mas ela só é real em casos de multas que não são justas! No caso de se colocar cada vez mais radares, a culpa é de quem sempre passa do limite quando não tem o radar. Se as pessoas pararem de cometer as infrações, quem "ganha" dinheiro por aplicar multas vai ter que diminuir o número de radares, porque as multas vão cair em número de aplicações. Com menos multas, menos dinheiro para investir em colocar mais radares. E, engraçado, vai diminuir a chance de problemas no trânsito, deixando espaço para o imponderável mesmo, para o acidente mesmo, e não para a imprudência. Porque quem sofre um "acidente" por estar acima do limite de velocidade ou porque passou no sinal vermelho ou por qualquer outra infração, para mim não sofreu acidente, mas foi imprudente e assumiu o risco de sua imprudência...

Se todos dirigissem como eu, o número de radares e a fiscalização iria cair até quase terminar mesmo! Nunca vai deixar de existir, por conta desse imponderável e aí, em vez de multar, quem deveria fazer isso, irá apenas ajudar em casos de acidente mesmo! Mas, essa pode ser uma UTOPIA... Como pastor, poeta, sonhador... acredito que seja possível! A realidade me dá a certeza que é complicado, mas não posso deixar de acreditar que seja possível...

Ah! E eu dirijo algumas vezes no limite de 120km/h, nas rodovias dos Bandeirantes e na Castelo Branco... Mas dentro da cidade, se tem que andar no limite de 30km/h, eu faço também...

Espero ter deixado claro: a "Indústria da Multa" pode existir! Não nego isso! Mas ela só existe em casos de multas aplicadas sem a devida infração. Quando a infração acontece, eu lamento, tem mesmo que ser punida. Quem assume os riscos de uma irregularidade precisa assumir os riscos da punição. E colocar mais fiscalização (pessoas ou equipamentos) não faz parte da "Indústria da Multa", mas faz parte do processo de punir quem realmente assume o risco de fazer o errado... E se um dia eu não conseguir uma ambulância para levar meu filho a um hospital e precisar passar do limite, assumo a minha multa! Simples assim...

Leia o código de trânsito. Você vai descobrir que muita coisa que estão querendo defender a legalidade agora, já está lá e ele já tem mais de 10 anos! A questão de motos circulando nas faixas, uso obrigatório de cadeirinha para crianças e afins... Tudo lá! Tem gente que nos vê com luz baixa durante o dia e nos avisa que está gastando bateria! Mas o código manda usar a luz baixa mesmo durante o dia! A lanterna, só para estacionar... E a bateria será recarregada ou, quando for necessário, trocada... No dia que os fiscalizadores resolverem multar o "não uso" da lanterna mesmo durante o dia, vão dizer que é "Indústria da Multa", mas está no código...

quinta-feira, 17 de junho de 2010

Cuidando de Violetas...

Olá!

Pois é... Gosto de flores também!

De vez em quando, atualizo um site com informações sobre flores - o Canto das Flores.

Como gosto muito de Violetas, coloco neste espaço as informações que coloquei no referido site sobre elas:



Nome Científico: Saintpaulia Ionantha "Kimera"
Nomes que é conhecida: Violeta-africana, Violeta
Família: Gesneriáceas
Origem: África Tropical, África do Norte, Montanhas do Nordeste da Tânzania, Tânger
Tamanho médio: 20 cm
Flores: quase o ano inteiro
Propagação: por estaquia de folhas e divisão de touceiras.

Nós podemos encontrar 18 espécies com cerca de 6.000 variedades.

O ideal é manter a violeta em vasos de barro. É possível, claro, ter bons resultados com vasos de plástico ou xaxins, mas os vasos de barro absorvem o excesso de umidade, algo que pode até mesmo apodrecer a planta.

Não é necessário molhar exageradamente. Mas é importante regar a planta direto na terra ou no pratinho pelo menos 2 vezes por semana no verão e 1 vez por semana no inverno. E se optar por molhar no pratinho, é bom lembrar de molhar a terra ao menos uma vez por mês. Evite molhar as flores e as folhas.

Apesar de precisar de muita luminosidade, a violeta não pode receber luz do sol de forma direta. Uma iluminação indireta, pelo menos "filtrada" pelo vidro de uma janela, ou um local onde não tenha sol, mas boa iluminação. Se você deixar em um local fixo, vire o vaso com regularidade, pelo menos uma vez por semana, para que a planta possa ter a luminosidade em toda ela. Afinal, um lado sempre terá mais luminosidade que o outro e virando com frequência, toda a planta poderá experimentar a luminosidade do local.

A temperatura ideal gira entre 18° e 25° C.



E não se esqueça de adubar a terra uma vez por mês. Pode ser com aqueles fertilizantes que encontramos até mesmo em grandes mercados. Mas, sempre que possível, é importante alternar aqueles fertilizantes com humus ou farinha de osso.

Muito carinho, atenção e dedicação pode permitir a beleza de uma linda violeta, que para muitos é "chata" de cuidar, mas que apenas "quer atenção".

Observações pessoais de Ricardo Borba Weingart, que cuida de violetas desde 2001. Inclusive, já fez algumas mudas. Além das suas observações pessoais, ele recomenda:

Bibliografia

- 1001 Plantas & Flores - Edição Especial - Revista dos Amantes da Natureza
Canto das Flores

As fotos - são de violetas minhas mesmo...

Como escrevo por aqui: CacoBorba's Place: de tudo... quase tudo!