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domingo, 19 de maio de 2019

Sobre manifestações...

Olá!

Manifestações de rua são do jogo democrático. Contra ou a favor. Mostra que o país aceita contrários e favoráveis, deixa todos discutirem e defenderem suas teses. E na Democracia, ganha quem tem mais votos.

Uma Ditadura espera apenas apoiadores. Permite só quem pensa igual se expressar. Não aceita o pensamento em contrário, porque não quer correr o risco de que um pensamento diferente encontre mais apoio que o seu próprio.

A Democracia acolhe os pensamentos diferentes e eles disputam a preferência da maioria...

É claro que uma manifestação que seja contra o que eu prefiro será por mim "desprezada", não no sentido de não querer que ela tenha espaço, mas por não concordar com o ponto defendido. Mas é apenas isso: luto por um pensamento diferente!

É uma pena que as pessoas não façam isso. Querem apenas as manifestações de apoio ao seu pensamento, como na Ditadura, mas sonham com a Democracia...

Posso não concordar com o pensamento defendido em uma determinada manifestação. Mas vou lutar contra o pensamento, para que o meu tenha mais adeptos e consequentemente, mais votos!

Só que quero sim que o que pensa diferente tenha seu espaço! Assim, ambos podemos ter, democraticamente. Se eu lutar enquanto tenho a maioria comigo para que o que pensa diferente não tenha voz, se por qualquer motivo ele "virar o jogo" e passar a ter maioria, ele poderá fazer o mesmo comigo! E nunca será uma Democracia plena...

Dito isso, eu registro:

Não vejo problemas nas manifestações contra o contingenciamento de verba na Educação. Quando governos anteriores fizeram isso, eu me posicionei contra e não vou mudar quem quer que seja Governo! Entendo que tem outras áreas, como o próprio bolso dos políticos, para mexer com esse contingenciamento. E sobre chamar contingenciamento de corte, por mais errado que seja, a oposição sempre fez isso quando o Governo contingenciou! Quando era oposição, o deputado Bolsonaro chamava de corte o contingenciamento que o Governo fazia... Por mais errado que seja e não seja a minha forma de agir (e até condeno), os políticos fazem isso dependendo de a quem interessa: sabem o certo, mas dizem o errado quando interessa, dizem o certo quando interessa... e muitos apoiadores, mesmo sendo "apenas povo" (na Democracia o povo nunca é "apenas", é só forma de expressão para diferenciar povo e políticos) faz da mesma forma...

Acho errado "misturar" assuntos e vir com aquele papo de "Lula livre". Mesmo que fosse uma manifestação só com esse tema, eu não concordaria, mas as pessoas tem esse direito! Mas é estranho fazer isso até que ele saia da cadeia com base na lei! Vão querer que fique parecendo que eles mudaram o jogo quando a lei foi cumprida? Muito estranho na minha opinião!

Também não vejo problemas em manifestações para pedir Impeachment de Gilmar e Toffoli. Acho estranho que não acrescentem Lewandowski nessa lista!

Mas declarar apoio ao Governo, pra mim é esquerdopata demais! Eles fazem isso! O voto está dado e o Governo tem essa manifestação de apoio - no voto! Caso um processo se instale contra, aí o jogo político pode demandar uma manifestação, mas nunca antes disso e nem se for algo com motivo de fato! Se o Governo errou, quem quer que esteja no Governo, mesmo que seja meu filho, tem que enfrentar as consequências! Mas se não tem erro, é apenas questão política, se faz manifestação para mostrar apoio político. O chato é querer que seja só político quando é o seu preferido e é erro de fato quando é oposição. Erro é erro, quer seja cometido pelo meu preferido, quer seja cometido pela oposição. E perseguição politica, a mesma coisa! Não muda por mudar a quem atinge, mas muda pela situação envolvida de fato!

Fazer isso apenas por "teorias da conspiração" é esquerdopata demais! Maduro tem essas teorias de perseguição na Venezuela e nós criticamos! Agora se for a favor pode?!? Faça-me um favor!!! Estamos virando a Venezuela querendo fugir disso?!?

De qualquer forma, quem quer se render a isso, sem crise. Faz parte do jogo Democrático. Eu apenas precisava pontuar que todas essas teorias da conspiração são muito esquerdopatas para o meu gosto! E pensei que era pra mais gente, já que tentaram fugir de quem fazia naturalmente isso! Mas alguns começam a achar certo o que antes criticavam nos outros... e faz um tempinho que está assim...

O Governo precisa dizer o que é essa "nova política". Reclamavam tanto da Marina dizendo isso e agora querem implantar sem nem dizer o que é! É Governo de Twitter? Decidir na hashtag? Em mais cliques? Em mais curtidas? O que é isso?

Eu entendo que o "toma lá dá cá" é péssimo, porque nesse tipo de negociação, se faz uma coisa boa para a Nação (quando faz) e 10 para "interesses pessoais". Quando envolve isso, a negociação é péssima!

Mas se negociar uma Reforma da Previdência com menos economia para aprovar o Pacote Anticrime do Moro (que o Governo já transformou em "3 embrulhos" e nenhum deles anda - não foi a oposição ou o centrão, foi o Governo mesmo, a Casa Civil negociou e não teve oficialmente nada em troca), é um avanço! Melhor ainda se negociar a Reforma Tributária, tão necessária!

Isso é negociar um ponto para ganhar outro, mas para o Brasil! Não por interesses pessoais! Por que o Governo faz parecer que até a "boa negociação" é ruim?!? Qual a "teoria da conspiração" nisso??? Me recuso a acreditar que haja algo por trás de tal atitude mesquinha...

O que que custa esperar a Reforma que o Parlamento diz que vai apresentar, diferente da que o Governo enviou? O próprio Bolsonaro já disse que isso é do jogo! Vai que é um bom texto e abre a chance para outras coisas necessárias! Ou tem que aprovar exatamente o que o Governo quer e perder qualquer outra coisa que venha depois? Essa negociação se faz até em casa! É "toma lá dá cá" cada vez que você negocia ter uma coisa e oferece outra na sua família??? É corrupção???

Concordo também com o Bolsonaro quando ele reclama da Reforma Administrativa. No mínimo, o número de ministérios deve ser mantido como o Executivo prefere! Afinal, o Executivo não dá palpite em quantos assessores cada parlamentar deve ter! O Parlamento deve deixar a estrutura do Executivo como prefere o Executivo, a menos que o Povo se manifeste majoritariamente contra e não é o caso!

Mas o Executivo negociou a recriação de um ministério em troca do COAF ficar com a Justiça. Logo, se tivesse dado certo, o Governo teria aceitado uma estrutura maior. Mas o Parlamento só quer o que a ele interessa nessa negociação e aí não é mais negociação, pois recriaram o ministério dessa negociação e não mantiveram o COAF como queria o Executivo! Ainda na comissão, tem que aprovar no Plenário, basta o Governo se posicionar contra o que saiu da comissão, mas já estava tentando convencer a base a votar o texto que saiu da comissão, mesmo contra o que queria o Executivo originalmente e contra a negociação feita! E eu fico com o que queria o Executivo originalmente nesse caso!

De qualquer forma, para isso não se faz necessária uma manifestação de rua. Temos que cobrar os parlamentares! Se cobrando diretamente eles já não fazem, imagina com uma manifestação longe deles... O povo deve sim ir para as ruas, mas não tornar isso banal, corriqueiro, ou é absorvido e nem fará qualquer impacto em pouco tempo... ou tem alguma "teoria da conspiração" por trás disso, mas já escrevi que me recuso a pensar no assunto no momento...

A ideia dessa manifestação é mostrar que o governo tem mais apoiadores que os que estão contra. Só isso! Só que as eleições foram outro dia! Aquele resultado ainda mostra isso! Mas não assumem isso, precisam "manobrar" com outros fatos e incentivos. Mas é apenas uma "medição de forças"...

No fim, idiotas úteis manipulados dos dois lados. Ou o pessoal que vai se manifestar a favor de Bolsonaro assume só essa bandeira e diz com todas as letras que é isso, ou apenas são mais pessoas manipuladas defendendo oficialmente uma coisa (no caso dos esquerdopatas, era a Educação mas teve de "Lula Livre" até sei lá mais o que,e  no caso das manifestações de apoio ao Governo tem tantas outras coisas juntas que não são importantes se esse for o assunto principal: mostrar apoio ao Governo), mas no fim os assuntos e interesses são outros, que só os organizadores sabem e defendem de fato... E usam o povo que se manifestou com um interesse para dizer que a manifestação tinha outro...

Tudo igual ou vai ser diferente?!? Não adianta ser diferente só no assunto! Tem que ser em tudo...

É como penso...

Caco Borba

sexta-feira, 17 de outubro de 2014

Explica... mas não Justifica

Olá!

Essa coisa do "ódio" normalmente parte de quem se sente "vítima" no processo e desperta reações dos outros que não concordam com a visão que leva a essa "vitimização"...

Não... não estou defendendo a reação... Lembra da história do "explica, mas não justifica"? É apenas isso... eu entendo como surge, mas não concordo nem com o processo que dá início a esse processo e nem o desenrolar do mesmo...

Essa história da imprensa manipular já passou da conta! Quando interessa para Petistas e simpatizantes, a mesma imprensa que eles declaram que manipula, é usada para atacar os outros... E se a imprensa está manipulando com relação aos outros? Só que quando interessa, usam... quando é "contra" eles, dizem que é manipulação... E a "cara de pau" é tamanha que nem se mostram preocupados em explicar essa incoerência! Isso gera uma parte do tal "ódio"...

Mas antes disso... a "demonização" do tempo de FHC (inclusive usando a mídia da ápoca - e hoje, a mídia era favorável ao tucano, mas ainda assim, essa mesma mídia tinha reportagens que causavam problemas aos tucanos - voltamos ao ciclo da "cara de pau"), que teve muitos avanços, só não teve mais porque a moeda vinha ainda se estilizando e os investimentos ainda eram pequenos por parte de investidores (empreendedores), com medo que a qualquer momento a moeda "falhasse" de novo... e teve a crise dos "Tigres Asiáticos"... quando isso se estabilizou e a moeda estava em ordem, o mundo teve medo de investir por conta da possibilidade de eleição de Lula, que, independente da "desconstrução" da imprensa (que acontecia, mas não era tanto quanto se diz), tinha sim discursos que poderiam complicar todo o processo! Principalmente porque o PT tinha sido contr o Plano Real! E era esse plano que trazia a estabilidade que fazia o mundo olhar para o Brasil com outros olhos... Sem contar que, a partir de 2001, ele começou o processo dos programas sociais! E em 2000, quando isso era discutido, Lula comparou com o que Cabral fez com os índios ao chegar no Brasil... depois, ampliou... que bom que Lula mudou de ideia sobre o Plano Real e sobre os programas sociais... o chato é que tucanos deram declarações que mostraram que eles mudaram de opinião também...

FHC não foi o demônio... poderia ter feito mais... mas fez com responsabilidade... Logo, quem o defende, se sente atacado por esse ódio ao FHC e devolve ódio com ódio...

Assim, temos ódio das duas partes... As redes sociais mostram isso... Os exageros partem dos dois lados... Mas são muito mais fantasiosos por parte do PT, pode ter certeza... Só que o fato de ter isso dos dois lados, impede a cítica simplesmente... No entanto... os dois lados querem criticar... e as fantasias geram mais paixões que os números reais... E ódio é uma forma de paixão... não é o contrário de amor... O contrário de amor é a indiferença...

Aí... temos as críticas ao Lula... tem muito o que criticar... mas não tanto quanto se faz... e, como no caso de FHC, "demonizam" Lula... e isso gera em parcela da população a contra-partida desse "ódio"... com ódio... e as comparações ficam intermináveis, para tentar achar o "menos pior"... e alguns ainda tentam dizer que o que falam do seu "defendido" é mentira! Os erros, existem nos dois... mas há acertos e o contexto histórico precisa ser levado em conta... o tempo de FHC era um e o de Lula, era outro... internacionalmente, na estabilidade da moeda, no interesse do investimento...
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E chegamos em Aécio e Dilma...

Aécio - Aeroporto... Dilma - Petrobras...

Aécio - recusa no teste do bafômetro (e a lei permite isso! Você e eu podemos recusar o teste do bafômetro, porque ninguém é obrigado a produzir provas contra si mesmo)... Dilma - andou num carro sem cinto de segurança e com uma criança no colo (isso a lei não permite!)

Aécio - agressão a uma mulher (namorada)... Dilma - sequestro, roubo e afins no tempo do Regime Militar (dizem que era uma luta contra o Regime Militar, mas acho que isso apenas foi o contexto histórico e poderíamos ter muitas coisas parecidas mesmo sem Regime Militar numa luta da "esquerda")...

Aécio - FHC... Dilma - Lula...

Aécio - irmã que trabalhou sem remuneração (será?)... Dilma - irmão que não trabalhou e teve remuneração (será?)...

E assim... temos o acirramento dos ânimos, pois que defende um acha que o que o outro fez é mais sério... E sempre tem mais coisas de cada um dos lados... Citei as "mais famosas"...

Esse ódio nasce na luta contra FHC... no não reconhecimento em Campanhas do que se reconhece em entrevistas fora das campanhas... Os militantes ficam apenas com as críticas e nunca com os elogios que Lula ou Dilma deram e dão ao FHC... Segue na luta contra uma "desconstrução" de Lula (sendo que muita coisa não é ação da imprensa, mas a revelação do que Lula fez e falou mesmo - em muita coisa ele mudou e aí, não é desconstrução, mas apresentação do que era... se mudou depois, é preciso que ele reconheça que antes falavam a verdade e que agora ele mudou e não que era mentira o que falavam antes, pois antes era sim verdade... deixa de ser com as mudanças)...

E os dois lados ficam nessa luta sem sentido... Quer seja apenas por campanha, quer seja porque é totalmente contra... sei lá... tudo depende de quem fala e do que fala... E mesmo assim... há exageros que geram mais ódio ainda... Não justifica, não torna certo... apenas explica, pelo menos, para mim...

Forte abraço!

segunda-feira, 13 de outubro de 2014

Ainda sou mais Marina... Mas vamos ver o que podemos pensar neste segundo turno...

Olá!

Dizem que Marina muda de opinião como muda de roupa...

A primeira coisa que eu quero saber: e mudar de opinião é ruim? É claro que não! Mas tentaram fazer parecer que é ruim... Mesmo para um líder! É muito importante saber quando algo precisa mudar...

A segunda coisa a ser informada é que ela só teria mudado de opinião se o texto do seu programa tivesse ficado sem as erratas... Desde 2010 Malafaia atormentava a Marina! Se ela desse bola para o que ele pensa, nem teria colocado o assunto no plano... As erratas trouxeram o plano para a mesma ideia desde, no mínimo, 2010... logo, seria mudança de opinião se tivesse ficado sem as erratas... e foram ERRATAS, no plural... mas fizeram você pensar que ela mudava de opinião como quem muda de roupa apenas e tão somente por uma delas...

Por fim... sobre a CPMF... ela sempre foi a favor... votou sim a favor... mas antes de ser colocada em prática, ela foi modificada... Ela continuou a favor, mas contra as mudanças que fizeram ao longo do tempo... ela votou contra o texto com essas mudanças... quem mudou de opinião nesse caso forma os outros, não ela...

Quem acreditou nessas coisas... não conhece Marina de fato... e acreditou em quem mentiu, fingiu, manipulou, enganou...

E ainda há quem diga, depois dela declarar apoio ao Aécio, que isso não é nova política... Mais uma coisa que poucos entenderam... e ainda querem cobrar como se tivessem entendido... Ou entenderam... e fazem essa "cobrança" só pra gerar notícia, comentário... na verdade, são contra desde o começo, mas como nem todos pesquisam todas as postagens de todos (e voto é secreto, logo, podem postar uma coisa e votar em outro)... podem dizer que gostavam e que agora não gostam... mas nunca gostaram mesmo...

A ideia da nova política é não ser oposição por oposição... é unir no que for possível unir, sem dizer que é contra só porque é oposição... Porque não se pode ser contra o que é bom para o Brasil!!! PSDB fez um pouco disso durante os governos  Lula, menos no governo Dilma... um pouco nos dois casos, que fique claro... não foi contra só porque ia dar resultados positivos para o PT nas "próximas eleições"... se era bom para o Brasil, aprovaram algumas coisas...

Mas a nova política não faz só um pouco isso... sabe reconhecer o que vai ajudar o povo, não faz a proposta só para ganhar a "próxima eleição" e não apoia ou é contra só para dificultar isso para o outro e tentar facilitar para o seu... É saber que o que ajuda o Brasil não é patrimônio de nenhum partido, mas do povo brasileiro! E que todos ajudaram a construir... até a oposição... em alguns casos...

Marina poderia até apoiar Dilma... Acho que seria mais difícil, por conta da palhaçada que foi o primeiro turno... foi muito pessoal... muita mentira... Mas ainda assim, se o projeto apresentado buscasse por mais melhorias, ela poderia apoiar...

Marina apoiou o projeto que está mais alinhado com o que ela apresentou de fato e não com o que o PT fez você pensar que era o projeto dela... E ela foi muito de esquerda, ainda que buscando ideia sim na "direita"... isso porque a nossa direita e a nossa esquerda no Brasil andam muito ambidestras, na verdade... não tem de fato isso, a não ser que neste momento PSC ou PSOL fossem eleitos... um pela direita e outro pela esquerda... em mesmo assim, PSC foi base de apoio de Dilma!!!! Logo... a direita e a esquerda andam se misturando muito no Brasil... só falam dela de fato nas eleições, para tentar dividir quem gosta de um ou de outro... dividir para conquistar... mas no dia a dia da política brasileira, isso não existe mais... se é que existiu algum dia...

E a "demora" de Marina em anunciar o apoio... eu entendo que existe tempo para todas as coisas e que há tempo para todo propósito debaixo do céu... e que as coisas acontecem na hora que devem acontecer mesmo... nós queremos tudo "pra ontem", mas nem sempre é assim... E... convenhamos... isso era apenas a declaração de voto dela para que começassem mesmo a questionar "nova política" de novo... qualquer coisa que ela fizesse, iam questinar... Se apoiasse Dilma, diriam que ela nunca saiu de fato do PT... Se ficasse neutra, diriam que ela só quer apoio se for eleita e que faz oposição raivosa, indo contra tudo e todos, logo, não vive o que falava... Como apoiou Aécio, dizem que ela fez acordo com o "passado"...

Sabe... FHC é uma pessoa... Aécio é outra... e eu não votei em FHC e não vou votar nesse segundo turno, vou justificar... A ideologia pode ser a mesma, mas FHC preparou o Brasil para outro momento, com a estabilidade da moeda... com isso, o Brasil mostrou que era um bom lugar para se investir... mas isso demorou... e quase foi perdido! Se Lula pensasse como pensava em anos anteriores, teríamos tido problemas. Mas ele mudou de ideia sobre o Real, mudou de ideia sobre a forma de agir e o Brasil teve a chance de ir para um novo momento... e o mérito dele foi esse: dar sequência e aprimorar... Dilma tem perdido muita coisa! Essa história da conta de luz ainda vai trazer muitos problemas... o valor da gasolina é outra coisa... Apesar de seguir a mesma ideologia de Lula, Dilma fez coisas de outra forma! E, no caso, piorou, pois se os números dela apenas forem avaliados, veremos que estamos com mais problemas que se possa culpar a tal crise internacional... Logo, mesmo Dilma tendo a mesma ideologia de Lula, ela fez diferente e foi pior... Aécio pode ter a mesma ideologia de FHC, mas o mundo está em outro momento, o Brasil está em outro momento e mesmo que fosse tudo igual, ele poderia, como Dilma em relação ao Lula, fazer diferente de FHC... pior ou melhor...

FHC enfrentou a crise dos "Tigres Asiáticos" e, mesmo assim, conseguiu a duras penas acertar a moeda e a economia... e mesmo com a crise, conseguiu estabilizar o Real... Teve uma crise nos seus dias e teve o mérito de, mesmo com problemas externos, ajustar o que precisava para que nossa moeda se estabilizasse... Não sei como seria sem a crise... quem sabe os programas sociais, que Lula achava ruim quando eram dados pelo PSDB (mudou de ideia também), teriam aumentado já no governo dele... quem sabe o crescimento e os empregos tivessem chegado antes... Mas, mesmo com problemas internacionais, ele conseguiu ajustar as coisas para manter a moeda estável...

Lula enfrentou uma crise... e o Brasil crescia com os mesmos índices ou até melhores que os países da América Latina... mesmo com a crise, ele teve seus méritos! Manteve o que acontecia antes...

Dilma pegou a continuação da mesma crise, alguns picos diferentes, e os países da América Latina continuaram com o mesmo ritmo... mas o Brasil caiu nos números... Logo, algo ela fez de errado, de diferente! FHC não perdeu o rumo da estabilidade da moeda, mesmo com uma crise internacional... Lula manteve o desenvolvimento, mesmo com uma crise internacional... Dilma fez algo diferente, mesmo que tendo a mesma ideologia que Lula... Logo... Aécio pode fazer algo diferente de FHC...

Bom... é isso...

sábado, 30 de agosto de 2014

Carta Capital escreve "7 motivos porque Marina não representa a nova política"

Olá!


Vou me atrever a responder os "erros" da reportagem... O "desespero" de muitos em "descontruir" a ideia de "nova política", para mim, mostra que há algo a se observar de fato no discurso e eu entendi de uma forma... Espero que seja a forma como Marina realmente vê, pois entendi com base no que ela diz... e comento a matéria com base nesse entendimento que tenho...

Sinceramente, quando estão questionando Marina sobre "nova política" ou comentando sobre ela fazer isso mesmo ou só falar, ou há "má vontade" com o tema (entenderam, mas querem "desconstruir" o que a candidata diz) ou não entenderam... E se não entenderam, da forma como argumentam parece que a candidata estaria propondo "inventar a roda"... Isso mesmo! Não é nem "reinventar a roda", mas parece que querem dizer que Marina quer "inventar" mesmo... Acontece que não é essa a proposta da candidata... Marina está propondo "usar a roda que já existe", de forma mais adequada e eficiente.. E pra quem acha que "só colocar a roda já é suficiente", busque informações com os engenheiros de carros de Fórmula 1, por exemplo... Usar a roda num carro que não está bem acertado, pode gerar um desempenho ruim, mais gasto do equipamento, combustível... Logo... A ideia da "nova política" não é "inventar a roda", mas é "usar a roda que existe de forma mais eficiente"... Acertar o "setup" do Brasil... para evitar gastos exagerados e ter a melhor utilização do "equipamento"...

Vamos lá.ponto por ponto dos 7 apresentados:

1 - Ela poderia ter se filiado ao PPS de Roberto Freire e ser cabeça de chapa desde o começo... e preferiu aceitar ser vice numa chapa que tentava unir os melhores, independente de posição política, social e afins... Ela perdeu a chance de melhor "oportunismo" e se Eduardo não morresse, ela seria vice... super oportunismo esse... Ah... e o PPS veio com ela para a coligação...

2 - Marina já disse que pessoalmente não dá apoio a políticos como Geraldo e Beto Richa... Mas o PT segue com Sarney, Collor, Renan, Maluf e tantos outros... A "nova política" permite que se diga que não está junto em vez de ficar como na "velha política" fazendo cena diante das câmeras... Hoje em dia, há muita pressão para o político do partido votar com o que quer o partido, mesmo que ele não queira... são raros os casos onde se dá liberdade ao político e Marina quer ampliar essa realidade... Em vez de ser contra só porque é ideia do partido que fazemos oposição (como fazia o PT... exemplo é o Plano Real, que até no STF foram por ser contra), aceitar as boas ideias, mesmo que da oposição, para que se faça o melhor para o Brasil... Um pouco o que fez o PSDB na oposição (e chamava de "oposição responsável"), mas ainda assim, ainda foi muito discreto nisso... apenas começou assim e depois, lutou contra muita coisa que era boa de fato... A ideia é ampliar isso... Acho que não entenderam a ideia de "nova política" e estão criticando simplesmente...

3 - No caso da "política econômica", a moeda se estabeleceu com essa forma de ação que hoje se diz "velho" e que muitos fazem parecer ruim... A ação não pode ser tida com base em "já foi feito" ou "não foi feito", mas é preciso pensar no que pode realmente dar resultados para manter a estabilidade da moeda! E não se pode definir que é essa a forma de agir e nunca revisar, mesmo que haja mudanças na política econômica mundial... Então, não interessa se já foi feito ou não... se é conservador ou não... O que precisa ser feito, deve ser feito e se for preciso mudar algo, é preciso ter compromisso com a estabilidade da moeda e não com o "plano"... Se for para ser conservador, mas resolver, que seja! Se for para não ser, desde que resolva, que não seja! E que se tenha sensibilidade para mudar, mesmo que tenha sido "promessa de campanha" diante de uma conjectura diferente.. Novamente, "nova política" pode fazer o que já foi feito, desde que saiba mudar quando for necessário e não quando se quer por plano, projeto ou promessa... mas pra fazer o melhor de fato...

4 - O próprio texto responde ao seu questinamento: "Devemos ter ojeriza dos muito ricos? Claro que não". Se não mesmo, por que inistir que isso não é "inovador" só pela "conta bancária"? Deveriam, então, ter comparado os "ricos" que faziam isso antes e os que estão fazendo isso agora, a posição deles diante de "sustentabilidade", "progresso" e afins... Se o problema não é a "conta bancária", as ideias das pessoas podem ser diferentes, mesmo que sejam "ricas" o plano pode até ficar diferente. Então... argumento fraquinho demais... Não é problema "ser rico", mas o único problema que o texto levanta é esse mesmo... Que se compare as ideias dos "ricos" que fizeram isso em outras campanhas e as ideias dos que estão fazendo agora e vejamos as diferenças...

5 - Parece Malafaia falando em 2010... Marina tem posição definida sobre esses temas e é a posição que está ligada com sua fé! Acontece que ela não será "pastora" e o Brasil não é uma "igreja"! Ela precisa governar para a sociedade como um todo e essa sociedade inclui todas as pessoas e não "impor" o padrão da sua fé... É preciso achar um "meio termo" que atenda a liberdade de todos, que atenda direitos e deveres de todos e não de alguns apenas. Socialmente falando, nunca negociando o que se pensa do ponto de vista da fé, pois esse a Constituição garante liberdade! Quer dizer: se o candidato defende que vai governar com a fé e fazer apenas o que a fé permite, é criticado por querer impor... Se o candidato tem sim a sua posição pessoal a favor da fé, mas entende que precisa ir além para a sociedade como um todo, é porque não tem posição definida com a fé e é liberal... Logo... a fé sempre é um problema... isso é preconceito... "fefobia"... Então, procurem a informação correta: pessolmente, em sua vida, família, igreja e a sua recomendação é contra o aborto, questão homossexual (do ponto de vista de querer interferir na fé e não na vida em sociedade - entender que algo é abominação ao Senhor não é ser "fóbico"... a "fobia" se apresenta na sociedade... a liberdade de fé é uma coisa e a "fobia" é outra... misturar os dois, por qualquer dos lados, é o verdadeiro preconceito), drogas e afins... Acontece que ela, eleita, deve governar para todos...

6 - A estrutura de se fazer a campanha tem que mudar para ser "nova política"? Não é possível usar a mesma estrutura de outra forma? Ah... que pensamento mais pequeno... Eu posso seguir a mesma estrutura, mas usar isso de outra forma...

7 - Ela não mente... A nova política se revela, então, em até abrir mão do "poder" (ela aceitou ser vice, tendo a proposta de ser cabeça de chapa em outro partido), ter posição definida mesmo que contra o seu próprio partido e ser aceita nessa diversidade (ponto 2), ser capaz de fazer o que precisa ser feito, quer antigo ou novo, para que a economia ande adequadamente, saber se cercar de "ricos e pobres" sem "dividir" essas pessoas (comparar ricos com pobres em sua fala no debate queria dizer isso: não tem porque ficar defendendo essa diferença - todos devem participar sem essa "discriminação") e saber escolher pessoas com melhores ideias, independente dessa "casta" (e temos isso no Brasil - castas?), saber que temos que ir além de nossas posições pessoais, ainda que mantenhamos as mesmas pessoalmente, para que todos tenham espaço e saber usar a estrutura de uma forma mais adequada, quer seja usando a mesma e "velha" estrutura, quer fazendo uma nova, mas usando da melhor forma (não com "conchavos e acordos por ministérios" mas em torno de propostas para melhorar o Brasil)...

Carta Capital podia ter feito um textinho melhor... eu nem jornalista sou e tenho a capacidade de desmontar os argumentos... bom... para quem quiser entender... quem não quiser, ainda vai achar o texto deles o melhor...

Forte abraço!

sexta-feira, 29 de agosto de 2014

Sobre o Debate Presidencial 2014 na Band:

Olá!

Minhas impressões sobre o Debate Presidencial 2014 na Band:

Marina não apanhou tanto quanto eu esperava. Luciana Genro bateu mais nela. Levy Fidelix falou em "bombardear", mas apenas porque ela era a última dos 3 melhores colocados nas pequisas que ainda poderia responder (ele queria "bombardear" qualquer um dos três)... E, para mim, foi a melhor preparada para o Debate, por manter o seu discurso: conversar com todos, independente de partidos ou posições sociais, produção crescente com a devida sustentabilidade e afins...

Depois dela, fiquei com a impressão que o mais coerente em apresentar o que pensa (se é algo bom ou ruim, que se avalie) foi o Pastor Everaldo...

Notei que Aécio, que seria em minha opinião o terceiro "colocado" no debate, ainda está muito "verde"... Não está preparado para uma campanha presidencial. Não sei como ele se comportava em campanhas em Minas Gerais, mas essa campanha Nacional ainda parece muito para ele... Ainda assim, por ter participado de outras campanhas, ele consegue se apresentar...

Eduardo Jorge, como Pastor Everaldo, se saiu bem por manter suas propostas (e se são boas ou ruins, que se avalie). Mas como ele mesmo disse, o PV é um partido temático, logo, sua campanha está pronta por esse "tema" do partido e fica fácil manter o discurso...

É claro que Dilma não foi a pior... Mas olha... faltou pouco... Quando ela falou que "segurança pública" é responsabilidade dos estados foi o ponto alto no "negativo"... Isso é parte da verdade, não é mesmo? Quem cuida das fronteiras, por exemplo? E uma parte da segurança pública com deficiência passa por esse cuidado ruim... por parte do "Nacional"... Pra que "Ministério da Justiça", "Força Nacional de Segurança", se fosse mesmo apenas responsabilidade de estados e afins? E Pastor Everaldo deu uma cutucada nela, por conta da pergunta sobre energia, que ela defendeu "planejamento" e ele lembrou do caso de estruturas prontas para energia eólica, mas sem a devida ligação, mostrando falta de planejamento de quem defendeu planejamento... Ah... ainda não entendi a condição dos "médicos cubanos" como "bolsistas"... Eles não são médicos mesmo? Ainda estão estudando? Dilma os chamou de "bolsistas" e essa eu não entendi até agora...

Alguns acham que Luciana Genro estava bem preparada... Para quem gosta do discurso dela, pode ser... Mas eu só notei a contrariedade dela com relação ao aspecto religioso... Primeiro, não queria chamar o candidato de "pastor" porque não queria misturar religião com política... até entendo... mas o cara está registrado como "Pastor Everaldo" e, mesmo não gostando, tem que se respeitar... esse é o princípio do respeito... deixo claro que não gosto (pois tenho o direito a isso), mas respeito e chamo... ela não fez isso... E depois, com o assunto do "criacionismo" ser estudado nas escolas, ela se disse contra (direito conferido a ela), mas aí querer mudar o assunto para "drogas" e afins, foi demais... O jovem precisa sim conversar sobre essas coisas, mas como ela disse que tem que ver o que o jovem quer, vai que o jovem quer tudo (criacionismo, drogas e afins)... respeita-se a posição dela, mas é preciso respeitar o que o outro também quer... Na mesma resposta, falou de Marina com seus "dogmas", sendo que Marina é a primeira a defender o Estado Laico (que diferente do que se pensa, não é não poder falar de religião, mas é ser livre para ter - ou não - a religião que quiser, e falar de qualquer uma - ou nenhuma)... e na "tréplica", de novo mudou o assunto para "política econômica", sem Marina poder comentar de novo... Parece que o problema dela não é "não querer misturar", pois saiu de "religião" para drogas, outros assuntos importantes e polêmicos para alguns e por fim, entrou em Economia... Misturou tudo... Ou não... não queria misturar ou não queria era falar de religião mesmo... e fugia desse assunto de qualquer forma... Quando interessou para tentar atacar Marina, falou de "dogmas" (misturou, então)... mas no mais, queria "não misturar"... bom... para mim, ficou parecendo que não queria era falar do assunto... a não ser que lhe fosse interessante...

Levy Fidelix foi para "bater" com respeito... Sua bandeira de mobilidade está posta há anos... o "aerotrem" é realidade com monotrilhos, BRTs e afins... mesmo que não seja o próprio "aerotrem"... mas ele "tinha razão"... agora, ele quer falar de economia, taxa de juros... deu o seu recado... o futuro poderá dizer mais uma vez se ele tinha razão...

É como vi o debate... Sei que cada um vê o que lhe interessa mais... Agora... do que vi, aconteceu... quem não viu isso, não queria ver o debate, apenas queria "defender" o seu candidato... É possível ter visto outras coisas mais, claro... mas o que escrevo aqui, aconteceu...

Forte abraço!

quinta-feira, 28 de agosto de 2014

Entrevista de Dilma para o JN

Depois de tantos dias... resolvi assistir a entrevista da candidata Dilma ao JN... É isso mesmo... só hoje...

Leia "sem armas"... até reconheço que ela respondeu de forma adequada a uma das questões! Mesmo não querendo votar nela de jeito nenhum, sei reconhecer o acerto...

E como comentei pelo Facebook as entrevistas de Eduardo Campos e de Aécio, passo a fazer o mesmo com a entrevista de Dilma (faço por aqui, pois o comentário ficou maior que os dos outros candidatos):

Tantos escândalos de corrupção citados em Ministérios e ainda tem coragem de dizer que estruturou mais os mecanismos de COMBATE a corrupção... mas não combateu... Queria saber quem chamava o "procurador geral da república" de governo anterior de "engavetador geral da república"... Vi uma reportagem que a Revista Veja teria participação nisso! Mas a Revista Veja não é contra o atual governo apenas? Bom... se era a própria oposição, Lula já disse e tem vídeo pra quem quiser ver que, na oposição, "era bonito" falar mal do Brasil... E não respondeu sobre a "escolha" de pessoas "mais honestas"... apenas que escolhe pessoas de confiança´... mas infelizmente, concluo, a sua confiança tem sido, então, traída... Sei que nem tudo que foi denunciado, de fato restou comprovado... mas isso vale para todos, e o PT não aceita que essa situação (denunciado não comprovado) quando é com os outros (insiste na denúncia mesmo depois que foi comprovado que não tinha nada)... então... só nos resta orar para que isso mude...

Pra cada vez que o PT insinuar que "não é que tem mais corrupção hoje, mas é que agora se deixa investigar", eu vou insistir: INVESTIGA O PASSADO! Se pode investigar o tempo do Regime Militar, que era Ditadura, quanto mais será possível investigar os governos Sarney, Collor/Itamar e FHC! Se dá para ter a "verdade" de um regime ditatorial, tem que ser possível encontrar a verdade em um regime democrático! Só aceita como boa resposta essa história de que hoje se permite investigar mais quem quer! Porque o Regime Militar não permitiu investigar "nos seus dias", e ainda assim, é "investigado" hoje com a "Comissão da Verdade". Se dá pra investigar o que aconteceu nos "porões da ditadura" (que deveria esconder bem mais o que aconteceu), quanto mais investigar o que aconteceu em tempos de democracia. Mas não interessa essa investigação, porque corre o risco de não descobrir tudo o que pensa (como não teve todos os erros que se pensou do PT, mesmo tendo muitos, os do passado podem não ter errado tanto quanto se pensa, mesmo que errando) e vai perder esse discurso que "não deixava investigar"... Se investiga ditadura, que era um regime fechado e está mais no passado, quanto mais abrir agora investigação sobre o que houve em tempos mais recentes e sem ditadura... Ou a "Comissão da Verdade" não investiga nada, ou se é possível investigar até ditadura, quanto mais um "regime aberto"... Investiga, PT... Investiga...

Bonner não perguntou sobre a posição da Presidente em relação ao STF... Perguntou sobre a posição dela com relação a forma que o PT agiu, colocando como heróis, quase mártires, presos políticos, injustuçados CORRUPTOS que foram julgados e condenados, e o PT, então, fazia juízo com relação ao que fez o STF... E Bonner queria saber a posição da Presidente candidata com relação ao que fez o seu partido... Bom... eu entendo que se ela disser que concorda com o partido, além de se queimar mais ainda com a sociedade (porque só quem tem muita afeição ao PT pode concordar com essa tese de "julgamento político"), estaria emitindo indiretamente seu parecer em relação ao que julgou o STF... E... se ela disser que não concorda com o que fez o partido dela, estará indo contra os próprios militantes e amigos, e mais uma vez, indiretamente emitindo parecer, agora a favor, da decisão do STF... Logo... entendo ela não querer (até não poder) responder essa pergunta que, diretamente, queria saber a posição dela com relação a postura do PT, mas que, indiretamente, iria sim apresentar sua posição com relação a uma decisão do STF... Esse é o meu problema... sei ver o certo até de quem não concordo... mas muitos não conseguem fazer essa separação...

A questão do "mais médicos" ainda é a mesma de antes dos médicos cubanos chegarem: não resolve o problema, pois ainda que se consiga um atendimento (quando consegue, é importante deixar isso claro, pois mesmo com o "mais médicos" ainda não se consegue atendimento muitas vezes), o problema passa a ser internação (mesmo que tenha o médico, se não tiver leito, não adianta), exames (mesmo que tenha o atendimento médico e este solicite um exame, muitos não conseguem fazer exames por filas, ainda que tenha equipamento ou a pessoa para operar uma máquina, quando é o caso, e ainda há outros tantos exames que ficam esperando na fila por falta de material mesmo para a realização)... e por aí vai... Logo, os "pessimistas" eram, na verdade, "realistas", pois falaram dessa realidade ao dizer que o "mais médicos" não resolvia a questão, infelizmente... E ainda tem aquela coisa da "Contratação", algo não abordado na entrevista, mas importante para saber: as nossas "Leis trabalhistas" e como esses médicos cubanos são contratados... parece que há um problema com nossa legislação, mas isso todos fogem da resposta... Pelo menos, ela disse que em 12 anos ainda não foi possível fazer algo "minimamente razoável"... Eu já digo há muito tempo: assumir é o primeiro passo para encaminhar a possibilidade de mudança... Não quer dizer que vai mudar, mas assumindo que precisa mudar, já abre ao menos a possibilidade de tal acontecer... Sem assumir, não tem nem possibilidade...

Já sobre a economia... ela continua negando a realidade... Se der errado, o Governo do PT não tem culpa: a culpa é da crise internacional ou do pessimismo que acabou atingindo o Mercado (o Mercado reage contra o pessimismo quando esse é fantasioso - veja o que aconteceu quando Lula assumiu em 2002: havia um pessimismo generalizado no Mercado e esse foi revertido de tal forma que a oposição ficou perdida... Logo, o Mercado inverte o pessimismo quando vê ações de Governo)...

O "mal educado" (?) Bonner ainda garantiu um tempinho a mais para Dilma... Sabe... Ele foi duro com Âécio, com Eduardo... E alguns, desde o debate de 2006 entre Geraldo (picolé de chuchu) e Lula, defendem que o candidato Presidente tem que ser respeitado... Bom... quem é candidato, quando está no espaço do debate ou da entrevista como candidato, tem que ser tratado igual a todos os outros candidatos... Se for desrespeitado numa entrevista como Presidente, aí si! Mas numa entrevista que se submete por ser candidato, tem que ser tratato igual a qualquer candidato... e ainda tem a questão de estar no poder e poder sofrer com perguntas sobre o que já fez no cargo, quando concorre a uma reeleição...

Sobre ser "país de classe média", tenho postado no Facebook um link (http://www.sae.gov.br/site/?p=17351) da Secretaria de Assuntos Estratégicos (não da PIG ou de manipuladores, mas de uma Secretaria do Governo mesmo) que o valor da renda para ser da "classe média" caiu... Logo... isso não é um ajuste com mais renda... É um ajuste apenas para dizer que tem mais gente na "classe média" (a partir de R$ 291,00 de renda per capita numa família, já é "classe média"... eu pergunto: não poderia ser decidido que com R$ 150,00 já é "classe alta"? Poderia, mas seria muito mais gritante o absurdo... mas se não faz essa "elevação de classe" com mais ganho, mas diminuindo o valor para ser considerado de tal classe... pode fazer qualquer coisa)...

Por fim... entendo que essa foi a entrevista mais clara da candidata Dilma... foi a primeira vez que consegui entender alguma coisa... não concordo com muita coisa, mas finalmente entendi a fala dela... Não ficou dizendo frases soltas que parecem responder, sem responder, como normalmente faz... respondeu boa parte do perguntado e algumas coisas não respondeu, mas não dá tempo mesmo para responder sobre tudo, claro... Posso avaliar como a melhor fala dela como candidata entre 2010 e agora... mas não me convenceu...

Forte abraço!

quarta-feira, 23 de abril de 2014

Quem veio primeiro: o ovo ou a galinha?

Olá!

Vou recomendar um vídeo no final, mas antes, faço algumas observações...

O petista chama o cara de idiota... apenas dizendo que a Petrobras vale mais hoje que na época de FHC...

Depois, o cara devolve o idiota... é isso aí: ele devolve o idiota...

Só que com uma diferença: explica (e só entende quem quer entender) a razão que leva o argumento de que vale mais hoje que no governo FHC não poder ser meramente o valor em si, mas é preciso levar em conta toda a dinâmica do mercado...

Mas... o exército de defensores do atual Governo, ao notar alguém do seu grupo ser chamado de idiota, diz: "só xinga quem não tem argumentos"... Para ver isso, é só entrar no vídeo no Youtube e ver que tem isso... além, claro, de Twitter, Facebook e sei lá mais onde... é só procurar... no Youtube eu achei isso...

Só que... xingou primeiro o petista... mas para o petista o mesmo argumento de que "só xinga quem não tem argumentos" não vale, é isso produção? E simplesmente comparar valor, TUDO que ainda está no mercado e dando lucro, precisa ter valor maior que de 12 anos atrás, pois se assim não for, está dando algum tipo de prejuízo! Ao menos em algum momento!!! Tem mais imposto, o valor que se compra as coisas é totalmente outro e mais alto... Em valores, simplesmente "nota", é preciso mesmo valer mais, pois se assim não for, está perto da falência... ou caminhando para ela...

Já o comentarista, deu argumentos sobre o que se avaliar, para além do valor "em nota", para ver se realmente aumentou... O mercado variou nesses 12 anos... Será que o tanto "em nota" que aumentou seria o mesmo se não fossem as variáveis de mercado? Se a situação fosse idêntica a de 12 anos, será que o valor "em nota" teria subido tanto? Tem que ser maior sim, mas as variáveis para esse "aumento" no valor são muitas...

Além, claro, a explicação sobre o prejuízo para maquiar o preço, onde compra mais caro do que realmente vende... Essa conta só fecha com alguma mágica... se compro por R$ 2,00 e vendo por R$ 1,50, alguma mágica precisa ser feita para dar lucro...

Essa mágica só o governo conhece e poderia, ao menos, dar uma de Mister M e revelar esse segredo para que a militância possa dizer qual é a mágica, em vez de ficar invertendo o fato de quem xingou e de quem não argumentou... Apesar que a militância acredita cegamente que essa inversão quem faz são os outros... não seria para que eles entendessem... mas para que o mundo soubesse como conseguir administrar com lucro, comprando mais caro e vendendo mais barato...


Forte abraço!

terça-feira, 15 de abril de 2014

STF julga de forma política mesmo?

Olá!

O atual governo nacional insiste que o STF fez julgamento político no caso do Mensalão (AP 470)...

E o exército de defensores dessa ideia diz a mesma coisa... Juristas "jogam" com as palavras e podem, caso o texto permita, dizer que é verdade ou que é mentira...

Aí, vem o caso da CPI da Petrobrás, onde o atual governo e seus defensores no Senado dizem que ter 4 assuntos sobre a mesma Petrobrás é não ter um único fato e, portanto, é estar fora do regimento o pedido de tal CPI... mas os mesmos senadores defensores do governo atual querem uma CPI que tenha os mesmos 4 assuntos que não são regimentais, desde que acrescente o caso do Metrô de São Paulo e do porto de Pernambuco na mesma CPI... Se 4 assuntos sobre a mesma Petrobras era contra o regimento, como os mesmos 4 assuntos agora podem, desde que se amplie ainda mais para além da Petrobras, acrescentando outras coisas mais na mesma CPI?

Bom... o atual governo que diz que o STF faz julgamento político, recorre ao mesmo STF para garantir que sua CPI mais ampla (e até mais contra o regimento que a primeira pedida, apenas com a Petrobras, se é que estava mesmo contra o regimento) seja a definida...

Se o STF disser que não é assim, que tem que ser em separado, vão dizer que o julgamento é político...

Se o STF disser que pode juntar tudo, as investigações não irão tão afundo, pois a ideia é fazer apenas um "cabo de guerra" entre os assuntos, sem fazer aparecer tanta coisa assim... como foi a CPI dos Bingos, apelidada de CPI do Fim do Mundo, pois tudo que se podia imaginar foi chamado para aquela CPI que, sem foco, não avançou tanto quanto poderia e ainda foi motivo de chacota...


Esse é o ponto que chegamos: se a investigação for feita, é apenas política... se não for feita com a profundidade que merece, não teremos a devida resposta... Na verdade, a CPI ampla é mais política que a primeira, só da Petrobras, pois com a CPI ampla é possível o "cabo de guerra" na mesma reunião, não deixando que o assunto avance quando for interessante parar um assunto, aí se fala do outro... Mas se tivermos mais de uma CPI... pode ser que em cada uma se avance um pouco, pois se tentarem trazer assuntos da outra CPI para a reunião de um dos assuntos, a presidência pode colocar a "casa em ordem" e focar no assunto da CPI específica e deixando claro que se fale da outra na outra reunião... e mesmo que sejam separadas, ainda vão ficar aproveitando as falas para falar da outra... mas... pelo menos... avança um pouco mais se for em separado...

Forte abraço!

Será que o problema são os políticos?

Olá!

Político é um ser estranho...

São ruins durante 4 anos...

Mas no dia da eleição, são os melhores do mundo, pois conseguem o direito de ficar mais 4 anos, e no caso de senador, mais 8 anos, no cargo para que durante esse tempo, digam que ele é ruim...

Mas... isso não é culpa do político... isso é culpa de quem vota... que passa 4 anos dizendo que é ruim, mas na hora de votar, conclui que é tudo igual mesmo e então é melhor manter o que já conhece...

Se a cada 4 anos (ou 8, no caso de senadores) fosse mais fácil mudar, o político teria um pouco mais de cuidado durante o mandato... mas da forma como é... eles sabem que podem fazer o que quiserem e depois, basta dizer algumas frases quando algum escândalo acontece, que sempre haverá um grupo defendendo... de esquerda, de direita, de centro e os "voadores", que vão para qualquer lado...

Forte abraço!

segunda-feira, 14 de abril de 2014

Conheça mais antes de reclamar...

Olá!

Não foi o comentário sobre o rapaz amarado no poste o problema...

Aliás, a má interpretação do que ela disse naquele episódio...

Este é um dos comentários que fez a bandidagem política procurar algo que ela dissesse para, pelo menos, interpretar errado, para que a maioria defensora do atual governo, que diz pensar por conta própria, mas apenas repete o que os seus "líderes" dizem, fazer o barulho contra ela, para tentar fazer com que o povão não desse mais ouvidos ao que ela fala...

Mas o povão entendeu o que ela disse naquele episódio do rapaz amarrado no poste...

E entende quando ela diz essas coisas... mas... vota errado de novo, e de novo, e de novo...

Um dia... muda...


Forte abraço!

sábado, 5 de abril de 2014

Intervenção, Golpe e Ditadura: é tudo a mesma coisa?

Olá!

Para quem não pensa... Intervenção Militar é o mesmo que Golpe Militar - Ditadura... Há os que pensam e manipulam isso no imaginário popular... mas muitos não conseguem mesmo ver a diferença...

E há os que são contra qualquer dessas coisas, mesmo sabendo as diferenças, pois sabe que há muitas variáveis em uma situação assim...

1) Intervenção Militar: é ter as Forças Armadas acompanhando de perto todo o processo, no presente exemplo, o processo eleitoral... A quem interessa que não se tenha mais gente acompanhando de perto, fazendo outra forma de auditoria? A quem quer fazer algo errado com o processo e não quer ser desmascarado... Apesar de não ser uma figura jurídica, a ideia do "quem não deve, não teme" precisa ser levada em conta quando se nega mais possibilidade de acompanhamento do processo... Não é essencial, mas é estranho que se seja contra isso... Se não quiser que seja feito por militares, que se tenha um grupo de notáveis que faça tal acompanhamento... grupo internacional... e por aí vai...

2) Golpe Militar (ou qualquer tipo de golpe que siga essa mesma ideia, pois não temos isso apenas por parte de Militares): Tomar o poder. Diferente de apenas acompanhar de perto o processo eleitoral, passa a ser o poder. Mesmo isso não é Ditadura! Pode fazer esse processo de tomada do poder para completar mandatos e logo devolver o poder no prazo dos mandatos mesmo...

3) Ditadura: impedir a alternância do poder com a escolha do povo, tirando muitos direitos e aumentando os deveres... Pode até deixar o povo votar em algumas eleições, mas o poder segue na mão de uma pessoa ou grupo ligado a essa pessoa...

Quando muito, acho que a primeira ainda cabe... Desde que não se tenha uma briga entre quem pode querer aprontar no processo eleitoral e quem vai acompanhar, "auditar"... nem um conchavo entre essas partes... Que seja para dar legitimidade maior ao processo, ainda mais em um momento onde a empresa responsável pelas urnas eletrônicas passa por processo judicial por conta de suborno fora do nosso país!

E mesmo assim... seria melhor que não fosse necessário nem isso... Mas da forma como as coisas estão, seria um jeito de dar mais legitimidade ao processo...

O complicado é caso o resultado não agrade o atual Governo... Tudo que não é favorável ao atual Governo é dito que é manipulado, engano, mentira e coisas do tipo... Isso poderia levar a uma manifestação popular dos que apoiam o atual Governo por não aceitar o processo eleitoral e isso pode ser o encaminhamento para algum tipo de Golpe, de qualquer dos lados...

Outra complicação é o resultado ser favorável ao atual Governo e a outra parcela da população achar que foi porque houve algum tipo de manipulação por conta de favores...

Logo... o famoso "se correr o bicho pega... e se ficar, o bicho come"...

Quando as emissoras de TV serviram para dar mais publicidade, elas eram boas... agora que as notícias precisam ser dadas, e não são boas, as emissoras de TV são manipuladoras... Logo... não é para acreditar no que diz contra...

Veja o ponto que o Brasil chegou... Oremos para que possamos ir além desse ponto e viver de fato a Democracia...

Forte abraço!