terça-feira, 16 de julho de 2013

Opinião: não precisa da mesma herança para ser igual...

Olá!

Fico feliz com a tolerância e o respeito de quem mesmo não concordando, abre a possibilidade do outro ter sua opinião e viver o que pensa...

Agora... Não se engane: o preconceito religioso não é apenas por parte dos religiosos... há muito preconceito religioso contra os religiosos... Dizem que esses querem impor alguma coisa, mas seus comentários revelam que gostariam de impor aos religiosos o "ficar em seus muros", deixando a sociedade livre, como se os religiosos não fizessem parte da sociedade... Muitos querem que se aceite o seu pensamento, mas não aceitam de forma alguma a liberdade do pensamento religioso... ou não?

Não entendo como "opinião" quando se diz que a ideia de alguém é ruim por seguir "padrões evangélicos" ou "da Bíblia". Um ateu poderá ter a mesma ideia, mesmo sem ser "evangélico" ou "seguir a Bíblia"! Logo, a opinião de uma pessoa não pode ser questionada por sua "opção", qualquer que seja, desde religiosa, até a mais insignificante de todas (a do time de futebol, por exemplo). Defender que aquele pensamento é errado por ser parecido com o "evangélico" ou com "a Bíblia", é preconceito! Não se denigre o pensamento teológico da pessoa por conta da teologia, mas se questiona o pensamento em si mesmo, independente da teologia que tenha, pois a teologia interessa apenas aos religiosos, mas o pensamento humano pode interessar a todos, com qualquer "origem", mesmo que teológica! Sob pena de ser preconceituoso mesmo, ainda que não se assuma assim... E cito "evangélico" ou "da Bíblia", "comparando" com "ateu", por ser eu uma pessoa de fé e já ter conversado com ateus que pensam igual a mim em alguns assuntos, mesmo não seguindo a Bíblia! Esse é o meu "testemunho", um exemplo que tenho comigo... Agora, você pode "comparar" com o que quiser, claro... em qualquer aspecto, não aceitar uma ideia por ser parecida com a de determinado grupo, é preconceito, contra quem quer que seja...

Assim, não classifique uma ideia como errada por ela parecer pertencer a um grupo em especial... Um grupo que pode ser muito diferente pode ter pessoas que pensam igual... Converse sobre as ideias e não questionando o "grupo" que a pessoa pertence...

Mas cada um tem sua opinião! Eu defender o que penso não é, necessariamente, querer fazer o outro pensar como eu! Para que eu possa abrir ao outro a possibilidade de pensar diferente, é porque eu tenho uma outra visão... ou não?!?! O fato de eu apresentar o que penso, defender a minha opinião, não quer dizer que quero que o outro pense como eu... Quer dizer que eu tenho o meu pensamento... Estranho seria eu defender um pensamento adverso ao que se apresenta como meu "testemunho" de vida... Ou, em vez de apresentar o meu pensamento, ficar apenas criticando o do outro... Essa crítica pode até acontecer, sem desprezar ou desrespeitar o outro, que tem o direito de pensar diferente, concordemos, gostemos ou não... a conversa deve ser sobre os pensamentos, não sobre as pessoas ou o grupo que elas fazem parte, quaisquer que sejam esses...

É claro que na sociedade se faz necessário ter regras, leis e afins... E que cada um defenderá a posição com base no que pensa. O que não quer dizer que se quer impor pensamento a ninguém, pois se assim o é, quando se defende qualquer pensamento diferente também quer se impor... O fato é que uma regra acaba atingindo quem concorda e quem não concorda... como um político eleito é votado por quem gostou de sua plataforma (assim espero), mas ele é eleito para "representar" até mesmo aqueles que não votaram nele... Não é imposição... é a decisão por uma possibilidade... Ou não?

Pensando... SE:

1) a imprensa apresenta notícia que mostra que um evangélico não vive de acordo com os padrões da Fé que ele diz ter, não importa nem se tem confirmação ou não... ele é hipócrita por dizer uma coisa e viver outra...

2) o evangélico que vive o que acredita e diz ao mundo no que ele acredita, é porque ele quer impor aos demais a sua vontade...

Não seria, fazendo analogia com o primeiro ponto destacado, estranho caso um evangélico se manifestasse, por exemplo, a favor do aborto? E conheço quem faria isso, se tivesse oportunidade... E quando perdeu na argumentação comigo, disse que meu exemplo não era adequado, por envolver pessoas da família, trazendo "sentimento", "emoção" para a conversa... Mas podia envolver qualquer pessoa! Apenas tínhamos um nascimento que tinha acontecido na família poucos dias antes e, como qualquer nascimento ou acompanhamento "pré-natal", servia como exemplo... Ou a favor da legalização de drogas? Ou qualquer desses temas "polêmicos"? Se a sociedade espera num momento que o evangélico tenha vida coerente com a Fé, deve pensar o mesmo no segundo ponto, sobre "opiniões"... Ou não? Só serve essa "analogia" se interessa?!?!

Sabe... o que se esperar de um evangélico sério, já é sabido... e vou além: o que se esperar de um cristão, evangélico ou não, sério, já é sabido... podemos ir além nesses exemplos, ampliando para fora do cristianismo, mas como faço parte desse grupo, fico apenas com esse exemplo... mas não posso "fechar os olhos" para a realidade de experiências de fé diferentes que são comprometidas com sua forma de ver e que há pessoas que vivem coerentemente com essa forma de fé e dessas sabemos o que esperar... Não se deve criticar a posição desse, sendo algo que goste ou não a sociedade... O problema é o que esperar de um que não seja "sério"...

E a sociedade inclui TODOS, religiosos e sem religião... Essa é a Beleza do Estado Laico... Não é para não ter religião oficial, mas para deixar o cidadão livre para ter ou não uma religião, e se tiver, ser livre para ter a que ele quiser... E todos apresentam seus argumentos sobre seus pontos de vista... E não importa se o "pensamento vitorioso" se assemelha mais com o pensamento religioso ou não... A "maioria" vence, com ou sem religiosidade... E mesmo que não seja a "maioria" a vencedora, por não se fazer consultas populares sempre, ao menos a "maioria mais barulhenta" acaba sendo ouvida mais... normalmente... Ou... que sempre se faça consultas populares em qualquer assunto polêmico, para não ficar parecendo que foi aprovado ou não por vontade de uns de acordo com suas visões, quaisquer que sejam...

E lembre-se: o cristianismo tem como parte integrante da sua conduta de Fé anunciar ao mundo a Mensagem que crê. Logo, a liberdade religiosa que o Estado Laico e a Constituição garantem, devem permitir sim ao cristão expressar seu pensamento religioso aos demais, anunciando. Isso não é imposição, apenas anúncio. Mesmo que assuntos sejam encaminhados pela sociedade com "visão" parecida com a dos cristãos, isso só quer dizer que os que votaram por aquele assunto, com religião ou não, concordaram com a posição, não por questões religiosas simplesmente, mas por pensamento social também! E dizer que o "cristão" deve "ficar na igreja com sua fé" é tirar tanto a liberdade de expressão, como a liberdade religiosa, pois, como escrevi, é parte integrante da Fé cristã esse anúncio e essa liberdade deve ser assegurada até por quem não concorda, pois se um dia tiram dos "cristãos" essa liberdade, em outro dia podem tirar de qualquer outro liberdade semelhante ou equivalente... Essa é uma verdade que poucos entendem... que se de um é tirado algo, de outro também pode ser tirado em outro momento...

Forte abraço!

segunda-feira, 8 de julho de 2013

Mais médicos... e o que mais?

Olá!

Estou aqui pensando...

Quando se fazia perguntas ao Ministro dos Esportes sobre:

Mobilidade Urbana... Legado da Copa... Rede Hoteleira... Transporte Coletivo... Aeroportos... entre outras...

Ele só falava que iríamos ter os Estádios para a Copa... Como se a Copa fosse só Estádio... Tinha mais coisas que ainda não foram cuidadas, algumas em andamento, outras com "promessa" apenas para terminar depois (?) da Copa e acho que outras não terão a atenção... pois se tiver... lá vai mais dinheiro...

Agora, sobre Saúde, a "nota única" é: mais médicos...

Eu já escrevi no Facebook (http://www.facebook.com/cacoborba) e vou repetir aqui: Se trazer médicos de qualquer lugar vai resolver o problema da Saúde no Brasil, que eles venham! Precisamos!!!

Mas...

Será que os Políticos (Prefeitos, Governadores, Presidente) vão cumprir com acordos com os médicos? Pois muitos "prometem" muitos incentivos e não cumprem com o correr dos dias... O povo quer o médico e esquece de cobrar que os políticos cumpram os acordos com os médicos, para que eles possam trabalhar de fato...

Será que teremos mais espaços de Saúde, Hospitais, Pronto Atendimentos, UBS, AMES e sei lá que nome mais se dá em cada Estado? Ou, pelo menos, a melhor utilização, com médicos, equipamentos e afins, do que já tem e mais, pois a "fila não anda", não só para consultas, mas para tudo?

Será que teremos lugar para fazer mais rapidamente os exames, pois para esses também há fila e falta de atendimento? Melhor utilização e devido ajuste de equipamentos e afins do que já tem e ter mais, pois precisa de mais...

Será que teremos leitos para internação e atendimento? Ou "mais médicos" resolve os "internados no corredor" ou os que nem são internados?

Será que teremos material para esse atendimento?

Ou os médicos, do exterior ou não, devem trazer tudo isso na maleta deles?

Essa história parece, para mim, uma forma de colocar a população para falar, se dividir entre os "a favor" e os "contra", sem discutir mais amplamente o assunto... e para defender que se queria ter mais médicos e, caso não dê certo, vão dizer que a Presidente queria... Mas e o resto, Presidente? Posso até chamar de "Presidenta"... sem crise... Mas é preciso atender a Saúde no todo e não apenas "na falta de médico"... O médico atende e interna onde? Faz exame onde e quando? O material para o devido atendimento vem de onde?

Tem mais coisas... Pode ser necessário ter mais médicos, eu não vou dizer que não... Mas mesmo que precise de mais médicos, tem mais coisas que precisa... Só ter mais médicos é uma parte... apenas uma parte... Se é que realmente faltam médicos...

Como aprovar royalties do Pré-Sal para alguma coisa também parece forma de colocar o povo para falar, se dividir entre os "a favor" e os "contra", sem discutir mais amplamente o assunto... O petróleo não saiu todo de lá ainda... e mesmo que haja expectativa de conseguir muita coisa, não se sabe se será realmente confirmado isso... As empresas "X" com problemas nessa área do momento podem nos dizer sobre essa expectativa frustrada de retirada de petróleo... É contar com o ovo antes da galinha botar e achar ainda que vem com gemas múltiplas (mais que dupla)... Nem mesmo quando a galinha se vira para botar, a "pontinha" do ovo já aparece, podemos contar com esse ovo... ele pode quebrar antes de ser alimento... O petróleo pode estar lá... mas não ter como tirar tudo... e aí... As Empresas "X" podem mostrar isso, pelo menos na parte que se dedica ao petróleo... Se destina algo que nem veio, apenas para parecer que fez algo, pode ser ruim... Claro que se vier bastante, terá muita coisa... Mas... Eu não acho certo "apostar" com a Educação... não acho mesmo... Era melhor ter algo "na mão" do que esperar o que vem... Mas... sei que há mil e uma explicações, já li tantas coisas... escrevo aqui como eu vejo...



Forte abraço!

terça-feira, 2 de julho de 2013

Os eventos mostram mais do que muitas vezes queremos...

Olá!

Eu realmente não entendo como as pessoas podem reclamar tanto da manipulação da Globo, por exemplo, sendo que as próprias pessoas tentam manipular outros através de seus posts e comentários nas Redes Sociais... Não sei se fazem de propóstio ou se nem estão notando o que fazem... pode existir gente "dos dois lados" e quem sabe quais outros que nem noto nessa observação...

Sabe... eu gosto de conhecer a história, a sequência de fatos e eventos... Não a interpretação posterior que se faz, mas os eventos mesmo. É claro que nem sempre isso é possível, principalmente sobre assuntos "mais antigos", pois quem escreve, muitas vezes mais comenta do que conta...

E como já fui alvo de acusações de coisas que não cometi, gosto de conhecer as versões antes... Já fui cobrado pelo que não fiz... Perdi por algo que não fiz, mas parecia a mesma coisa que outros fizeram... Acredito que há pessoas que até hoje pensam bobagem de mim por coisas que outros falaram, mesmo que não tenha sido feito por mim... Aprendi a avaliar as coisas, os pontos de vista, por sentir na pele o conceito pré concebido... Meus erros, deles tento fugir, os reconheço (com ou sem explicações, serão erros) e luto para acertar... Mas o que não fiz... não posso mudar...

Eu queria muito entender toda a crise dos vários comentários: "não é apenas pelos vinte centavos"...

É claro que o descontentamento do povo Brasileiro não é por causa de R$ 0,20... os tão falados "vinte centavos"...

Acontece que negar que as manifestações foram para as ruas inicialmente exatamente por conta disso é negar a origem do evento!

O Movimento Passe Livre começou a organizar as pessoas para a seguinte palavra de ordem: "Se a tarifa não baixar, São Paulo vai parar".

Depois daquela quinta-feira, 13 de junho de 2013, em que a imprensa resolveu mostrar que a polícia estava exagerando contra manifestantes, porque ela própria, imprensa, foi alvo desse exagero, é que o descontentamento com as demais coisas "ganhou as ruas" (especificamente na segunda-feira, dia 17 de junho de 2013).

O descontentamento da população pelos demais assuntos já existia, mas ainda não tinha "ganhado as ruas" com faixas e palavras de ordem! Apenas o que lutava o Movimento Passe Livre era ainda questionado até aquela segunda-feira 17... Foi depois da quinta 13 que o descontentamento já existente com os demais assuntos, ganhou força nas redes sociais na busca por manifestações (pois as reclamações sempre existiram) e as ruas... Não foi antes...

Se foi antes, que apareçam as faixas e as palavras de ordem ditas sobre os outros assuntos até mesmo naquela quinta 13! Eu só vi as outras coisas a partir daquele evento... Esse é o dado histórico... O descontentamento e a reclamação já existiam por conta de outros assuntos, mas não tinham ido para as ruas...

Até a quinta 13, o Movimento Passe Livre aceitava a participação de militantes políticos, com faixas, camisas e bandeiras! A partir da segunda 17 é que isso não foi aceito mais...

E como eu tenho o hábito de ler tudo o que posso sobre um assunto, li muita coisa em blogs das pessoas que faziam parte das Manifestações até aquela quinta 13. A partir das Manifestações de segunda 17, mesmo ainda antes da redução da tarifa, muitos escreviam que não entendiam os mais variados pedidos, não entendiam a necessidade de ausência de partidos políticos, e em um blog especificamente, li que a pessoa se afastou daquele grupo que foi para a Marginal Pinheiros na segunda 17 porque os manifestantes começaram a cantar o "hino nacional" e que fazer isso (cantar o hino nacional) é coisa de fascista...

Logo, reclamar de qualquer pessoa que viu que até a quinta 13 os manifestos eram com base nas solicitações do Movimento Passe Livre e, especificamente (não unicamente, mas especificamente) a redução imediata da tarifa, para depois começar a negociar outros pontos, é reclamar dos eventos históricos e tentar manipular o que aconteceu até aquele dia! O descontentamento era com todos os assuntos apresentados depois (e com outros tantos mais), mas que só "foram para as ruas" na segunda 17. Antes, era apenas e tão somente o que lutava o Movimento Passe Livre nas ruas.

Logo, a posição histórica é essa:

1) descontentamento com todas as coisas que surgiram a partir da segunda 17 desde muito tempo (para parafrasear algo tanto dito: nunca na história deste país o povo esteve contente com os serviços que no momento se reclama melhoria), mas isso não tinha ido para as ruas ainda;

2) Movimento Passe Livre organiza manifestações para baixar a tarifa nos "vinte centavos" para, a partir dessa redução, começar a negociar uma pauta que ia além disso, mas que passava muito pela questão da Mobilidade Urbana e Tarifas cobradas. Assim: primeiro os "vinte centavos", para depois negociar até o "Passe Livre", entre outras coisas do Movimento;

3) dia 13 de junho de 2013 acontecem os confrontos com a polícia que, ainda que quisesse agir apenas contra manifestantes que estavam exagerando, esses ainda estavam no meio da multidão e, se para esses a ação da polícia naquele momento já seria desproporcional, quanto mais atingindo os que não estavam exagerando e a própria imprensa;

4) dia 17 de junho de 2013 o descontentamento original (que não tinha ido pra rua) foi para a rua, causando até mesmo entre os integrantes do Movimento Passe Livre e "simpatizantes" a sensação de que algo estava diferente do que era a realidade até aquele momento. Isso eu li em blogs de quem foi para as ruas, conforme citei acima...

Não tente manipular os eventos. Hoje é muito mais que os "vinte centavos". Desde o começo era, mesmo apenas com as manifestações do Movimento Passe Livre, mas esse era o ponto que precisava de uma resposta imediata para as manifestações pararem e começarem as negociações sobre as outras coisas. E depois da ação absurda da polícia na quinta 13 é que o descontentamento com todo o resto, que já existia desde o começo e até muito antes dos "vinte centavos", ganhou definitivamente as ruas.

Dessa forma, qualquer um que disser que o problema era os "vinte centavos" antes da quinta 13 não estará de todo errado, pois esse era o "ponto de partida" do Movimento Passe Livre para, com a redução da tarifa nos "vinte centavos", começar a negociar as demais coisas da sua pauta, pois desde esse princípio já havia muito mais, o que faz ser necessário deixar claro isso desde o começo, pois eu vi isso desde o início das manifestações. Esse era o ponto de partida: reduzir a tarifa para, depois, negociar os demais pontos daquela pauta original. Mas depois da quinta 13, o descontentamento geral foi mais que reclamação nas Redes Sociais e só ganhou as ruas para pedir por mais coisas que as da pauta do Movimento Passe Livre na segunda 17. E até manifestantes ligados ou "simpatizantes" do Movimento Passe Livre já notaram que algo estava diferente da "pauta original".

Assim, o descontentamento se uniu ao movimento original nas ruas, mas não nos pedidos, pois havia muito mais a se pedir. E desse momento em diante, partidos polícos começam a não ser bem recebidos para participarem desses eventos, o que acontecia até a quinta 13, mostrando que houve mesmo uma mudança depois da quinta 13...

O resto, é confusão do descontentamento pessoal que não ia para a rua e a tentativa de dizer que ele tinha ido desde o começo, mas não foi...

Forte abraço!

sexta-feira, 14 de junho de 2013

Inocentes e Injustiçados? Exagerados? Pensando sobre a realidade...

Olá!

Com relação aos protestos por conta do aumento das passagens de ônibus:

- Segundo informações, foi a quarta manifestação em São Paulo. Já não deram o recado? Não é tempo de conversar agora? Vão pra frente da Prefeitura e só saiam de lá depois de uma conversa! Mas entendam a DINÂMICA DA VIDA: nem sempre conseguimos tudo o que queremos. Temos que estar prontos a fazer ajustes diante de nossa vontade com relação ao que realmente é possível...

- Por ser a quarta manifestação, eu posso dizer que entendo a reação exagerada dos policiais no dia de ontem (13/06/2013). MAS QUE FIQUE CLARO: Entendo, não concordo! Hoje em dia, quando você tenta começar uma linha de raciocínio, as pessoas já começam a querer saber você se concorda ou não, e não é assim que as coisas são. Acredito que não há treinamento e capacitação psicológica que aguente ver colegas machucados e não apenas com pedras, mas com o tal coquetel molotov. As pedras, eu entendo (não concordo), podem ser reação diante da emoção do momento. Mas um coquetel molotov foi fabricado antes! Não é reação do momento... O que estou aqui defendendo é o famoso "explica, mas não justifica": Jogar pedras na polícia como reação emocional do momento, pode ser explicado por essa reação, mas não é justificado, não torna certo. Como depois de quatro manifestações onde colegas são feridos, os policiais já não aguentavam mais aquele tipo de coisa! Entendo o que eles fizeram, para mim, está explicado, mas nunca será justificado! É preciso apurar e aqueles que exageraram, devem passar pelas devidas punições...

- Um manifestante jogar uma pedra na direção da polícia por conta da emoção do momento, como escrevi acima, pode ter sua explicação, mas em nenhuma hipótese será tido, por mim, como certo. E até os vidros quebrados podem (entendam o "podem") ser resultado de uma ação na direção de um policial (o que não é certo na minha opinião, nem mesmo com exagero da polícia - deixa o policial exagerar sozinho para que ele seja punido sozinho). Pode errar a pedrada e acertar o vidro. Acho que não aconteceu isso em todos os casos, mas alguém pode tentar argumentar isso. Agora... pichar ônibus e paredes é reação a quem? No momento que a polícia vem tentar inibir a manifestação dá tempo de comprar a tinta e de escrever alguma coisa? Acho que isso é tão premeditado antecipadamente como o tal coquetel molotov. E é ato de vandalismo que deve ser alvo da ação da polícia...

- Agora, porque a polícia exagerou contra a imprensa, essa mesma imprensa resolveu mostrar os exageros da polícia. Pergunto: será que não havia exageros antes? De qualquer forma, agora que foi mostrado exagero por parte de policiais, as pessoas vão de novo caminhar na direção dos absolutismos que andam regendo muitos nos nossos dias e definir que a polícia é toda errada. Os absolutistas gostam de criticar aqueles a quem não gostam como se por conta da ação de uns, todos os que fazem parte daquele grupo são iguais ao que fez algo. E quando algum movimento ou grupo que ele gosta, ou até faz parte, tem quem faça algo errado, aí, de maneira mágica, até os absolutistas lembram que em todos os lugares há os que são sérios e os que não são, os que erram e os que lutam para manter a retidão diante do que pensam, fazem ou acreditam...

- Se o acordo era não ir para a Paulista, por que os manifestantes foram? É manifestação pacífica? Então ela tem que entender os limites para que a sociedade possa ter também garantido o direito de ir e vir. Ontem não era para ir para a Paulista, mas em outro dia o direito de ir para lá seria assegurado! Como existem outros agentes na sociedade que também precisam ter o direito de ir e vir, é preciso negociar mesmo esse tipo de coisa. Não é tirar o seu direito, manifestante, de ir para a Paulista ou para onde você quiser, mas é garantir que os demais não sejam penalizados. Negocie para ir para a Paulista em outro momento! Se um cidadão descumpre o que a polícia recomenda, com ou sem exagero por parte do policial, pode ser penalizado. Que se obedeça a olícia e depois se argumente em processos ou denúncias no Distrito. O policial não vai negociar "agora pode, agora não pode". Não é espaço de negociação! É espaço para fazer cumprir o que ele entende como certo, ainda que ele exagere. E se o policial exagerar, que se faça denúncia disso, em vez de enfrentar ou tentar negociar na hora. Na rua, policial só negocia em caso de sequestro. Qualquer outra situação, com ou sem exagero, na rua é hora de obedecer ao policial e depois, no Distrito ou até na imprensa, fazer denúncia de abuso. Mas de abuso e não do que não gostamos, pois podemos não ter gostado e ainda assim, o policial estar certo...

- Passe livre porque o transporte é chamado de público é piada! É chamado de Público porque transporta o público... Ou será que tem manifestante fazendo suco de manga de camisa como se fosse fruta?

Chega de manifestações! É tempo de negociar! E se não der para baixar o valor (que já aumentou abaixo da inflação do período entre os aumentos e, segundo notícias, já contempla a redução de impostos anunciada), que se negocie outras coisas. Se der para baixar o valor, ótimo! Mas se não der, que se ajuste a negociação, pois a população não pode mais ser refém nem de manifestantes que exageram (acredito que haja os que querem uma manifestação coerente, mas há os que estão exagerando, fabricando coquetel molotov ou fazendo pichações - o caso de vidros quebrados, para mim, é algo errado, mas ainda há o que se argumentar, como escrevi acima) e de policiais que exageram (e acredito que haja os que estão querendo garantir a ordem tanto da manifestação como da sociedade como um todo, mas há os que estão exagerando).

Logo que o aumento foi anunciado, saiu notícia dando conta que pode ter outro aumento logo no começo do próximo ano... Estou com receio de que a linha do tempo nos reserve mais problemas para logo...

Forte abraço!

sexta-feira, 7 de junho de 2013

O povo, dividido, jamais será uma sociedade de fato...

Olá!

Sabe... uma coisa é fazer manifestação, outra é fazer o que fizeram na Paulista em 06/06/2013...

E sempre colocar a culpa na polícia, parece que é fácil e virou moda...

A última vez que fui ao Estádio de Futebol, eu estava esperando o portão ser aberto para entrar. A polícia fazia a "escolta" da "fila", para evitar tumultos. Mas é claro que houve algum tipo de tumulto... e a polícia montada ficou na minha frente! Olhei bem no olho do cavalo que o policial montava... E não aconteceu nada comigo... Por que? Simples: eu apenas estava no meio do povo, não estava fazendo absolutamente nada que pudesse chamar a atenção da polícia para mim... e eu entrei no estádio e vi meu Timão perder no Pacaembu para o Vasco da Gama por 4 x 2, o Edmundo passar na frente de onde eu estava fazendo sinal de silêncio (porque o Vasco abriu 2 x 0 e o Timão empatou... logo, a torcida estava animada, mas o Vasco fez outros dois gols)...

Sinceramente, não gosto "da farda". Realmente há aqueles que exageram por conta dela... Mas não são todos e nem em todas as situações!

Os manifestantes que foram para as ruas de São Paulo e fizeram tantas coisas na Paulista erraram, e erraram feio! Mesmo que a polícia tenha exagerado com eles (o que, pelo que vi até agora, não é o caso), as estações do Metrô, bancas de jornais, demais pessoas que queriam passar por lá e não podiam, carro em exposição no Pátio Paulista, entre tantas coisas, não podem passar pelo que passaram. Ao começar a destruir as coisas, a manifestação deixa de ser de pessoas "de bem" e passa a ser uma manifestação de "vândalos" (pelo menos, por conta dos que se envolvem nessas coisas). E isso não é coisa de cidadão de bem...

Ainda que a polícia tivesse exagerado, não é dessa forma que se protesta!

Alguns querem "passe livre" e argumentam que o transporte é público e por isso deve ter "passe livre"... Mas o "público" nesse caso não se refere ao "governo", mas ao fato de transportar pessoas. É como a palavra "manga" que pode ter mais de uma interpretação e significado, dependendo do contexto... Ou querem que descontos de impostos sejam repassados, sendo que as notícias já dão conta desse repasse e que se não tivesse sido levado isso em consideração para o aumento, ele ainda seria maior, por conta da inflação do período entre um aumento e outro... Basta pesquisar sobre o assunto antes de falar o que pensa...

Já que EDUCAÇÃO anda tão ruim em nosso país e alguns não sabem (ou não querem) fazer uma simples "interpretação de texto", acredito que a manifestação não deve ser contra o aumento das passagens, mas contra a ineficiência do Governo de dar EDUCAÇÃO de qualidade... Educação de verdade e não apenas de números para fazer parte de posições melhores em listas de observações de todos os países...

Quem sabe se a CORRUPÇÃO fosse de fato vencida (não acredito que totalmente, mas não pode seguir da forma como está, parecendo que já algo institucional e muitos pensam em ser eleitos apenas para comer um pedaço desse "bolo"... pelo menos, falam isso em rodas íntimas)...

Ou ainda se a REFORMA TRIBUTÁRIA fosse feita, como disse em debate em 2002, antes da primeira eleição o sr. Lula... Ele, como fazia Maluf, disse ter um compromisso assinado em cartório para, caso fosse eleito, encaminhar a reforma tributária no primeiro ano de mandato... é só pesquisar no Youtube que você acha esse vídeo... eu lembro por ter assistido, mas poucos devem lembrar... Mas não foi feita a tal reforma e ainda se usa "descontos" e "reduções" de impostos para fazer parecer que há "bondade política" do governo... para ganhar mais alguns votos... de quem não avalia o todo...

Vamos lutar por direitos que são de todos! A sociedade está dividida, lutando por direitos de grupos que fazem parte da mesma sociedade e muitas vezes o preço desses direitos de uns é que outros perdem os mesmos direitos... Isso está errado! Estamos sendo divididos em grupos que lutam por seus direitos, e estamos sendo dominados por um governo que se aproveita disso para fazer a discussão desses direitos dos grupos e não age de forma efetiva no direito de todos!

Hoje não uso a saúde pública... mas não quero ter que usar amanhã e ela estar como está hoje ou até pior, porque se luta por direitos de grupos em vez de se lutar por direitos de todos... Quero ver a Educação Pública rivalizando ou até melhor (como é no caso de Universidades) com a Particular... Não me nego a pagar impostos... mas é preciso que seja cobrado o justo e que se cuide de todos com os recursos arrecadados...

Não importa se você tem cota ou não... se é discriminado ou não... se tem dinheiro "sobrando" ou não... Se é religioso ou não... TODOS são afetados por coisas que o Governo não age de forma decisiva e definitiva... Precisamos nos unir e lutar contra essas coisas e pedir que o Governo se posicione por conta de coisas que atingem todos: Educação, Saúde, Reforma nas leis, Reforma tributária, luta contra a Corrupção (em vez de dizer que um rouba mais que o outro, temos que nos unir para que eles não roubem e não para defender um que rouba "menos", porque o outro também rouba "mais")...

Não sou contra as lutas de grupos e entendo que muitas lutas (não todas - pelo menos no que se quer dessas lutas) são necessárias e importantes! Apenas acho que primeiro temos que conseguir melhorar o todo e que os grupos terão seu espaço consequentemente... e se não tiverem, aí que se lute por isso, mas depois que a luta que é de todos esteja encaminhada...

Não sou contra protestos moralistas, aliás acho que muitos (não todos - pelo menos na ênfase dada em alguns casos) são importantes! Mas é muito imoral ter tanta coisa errada no todo que atinge a sociedade e essa mesma sociedade se dividir sem antes lutar pelo todo...

Liberdade é uma via com mão dupla... quando você luta pela sua liberdade, não pode tirar a liberdade do outro... Limitar a liberdade do outro em benefício da sua liberdade é imposição do seu pensamento, a não ser que o outro seja criminoso... e no Brasil querem transformar crime ter opinião sobre alguns assuntos, por conta da luta dos grupos que parece importante (e mesmo que seja importante, há um todo na sociedade que deveria ser importante primeiro), pois a sociedade grita dividida... Mas já é tempo de unir todos em uma mesma sociedade e lutar junto por mudanças que afetem todos e, com base nisso, começar a fazer os ajustes dos grupos, sem que um perca em relação ao outro, mas que se iguale de fato...

Forte abraço!

quarta-feira, 22 de maio de 2013

Liberdade e Respeito PARA TODOS!


Olá!

Pensando... pra variar...

Como será que seria assistir os quadros sempre muito engraçados e inteligentes do Jô Soares na época de "Viva o Gordo" (Globo) ou "Veja o Gordo" (SBT)? Pois é... Jô Soares já teve um programa de humor, que ia ao ar nas segundas-feiras...

Como será que seria assistir os quadros sempre bem humorados do Chico Anysio, com personagens do dia a dia, com atitudes comuns das pessoas, fazendo sátira de comportamentos e afins? A Escolinha do Professor Raimundo já tinha que ficar explicando o que realmente era cada uma das coisas que se fazia piada, no final, e já ficava chato, mas alguns achavam importante...

Ou ainda os Trapalhões? Ou simplesmente os comentários do Faustão de antigamente ou ainda do Chacrinha???

Infelizmente, eu tenho para mim que esses programas e comentários não teriam vida longa em nossos dias, por conta das piadas que faziam, de comportamentos, atitudes, pessoas e afins... Seria tido como algum tipo de "fobia" ou preconceito... O Faustão, pelo que acompanhei, mudou muito nos comentários...

Um dos personagens do Jô Soares foi motivo de "bullying" para mim... Olha só... Eu sofri "bullying"... Mas naquele tempo, uma simples visita na diretoria já resolvia o assunto e ele acabou (a diretora podia dar uma "bronca" naqueles dias)... Era o Capitão Gay... Imagino como seria em nossos dias esse personagem...

Acho que o único que ninguém ia reclamar era o personagem do Chico que era político... Os outros personagens, desde mulheres, caipiras, pessoas com ligação a algum tipo de fé e de religião, questão da homossexualidade, enfim, tantos outros personagens e piadas que muitos riram durante anos, em nossos dias seria tudo algum tipo de preconceito ou "fobia"...

Quer saber? O mundo está ficando menos capaz de entender uma simples piada e mais bruto no trato com as pessoas...

Como pessoa de fé, entendo o que está acontecendo... Mas quem não é pessoa de fé pode tentar dizer qual a razão dessa incapacidade de ouvir ou ler o outro?

Querer Respeito e Liberdade sem dar ao outro o Respeito e a Liberdade que ele também merece é caminhar para uma ditadura, infelizmente... Dar mais direitos a uns, tirando de outros, é caminhar para a ditadura... Quem deve perder os direitos? Aquele que comete um crime... Será que estamos ampliando a ideia do que é crime em nossa sociedade? Ter opinião passou a ser crime, dependendo do assunto?

Não posso respeitar e dar liberdade a quem quer tirar a minha liberdade e não me respeita. Para convivermos, é preciso que todos, mesmo não concordando, tenham direitos e deveres, liberdade e respeito. Quando um quer ter liberdade e respeito, mas tira isso do outro, é porque não dá liberdade e respeito. Infelizmente, a COERÊNCIA anda em falta na hora de defender opiniões em nossos dias...

Se um artista pode falar o que quiser num show, um crente deve poder falar o que quiser na Igreja. Ou os dois podem, ou ninguém pode - COERÊNCIA... Querer respeito ao que o artista fala no show, mas criticar o que o crente fala na Igreja, é querer liberdade e respeito sem dar liberdade e respeito...

Ou todos podem fazer manifestações e passeatas na Av. Paulista ou onde quiserem, ou ninguém pode. Quando a lei proibe um grupo de fazer isso em determinado local, é falta de respeito a essa liberdade que o grupo tem...

Criticar um por fazer algo (sendo que esse faz algo contrário ao seu ponto de vista), mas achar que o outro pode, só porque defende o seu ponto de vista, é falta de COERÊNCIA...

O dia que isso for entendido, as brigas entre os grupos acabam e todos conseguem se respeitar. Mas enquanto um grupo quer puxar a sardinha para a sua própria brasa, tomando do outro grupo, esse outro grupo vai lutar para ter a sua sardinha... E sempre haverá uma forma de briga... Para que haja respeito e liberdade, cada um deve ter a sua sardinha... eu defendo isso... mas se eu tiver que puxar a sardinha porque estão tentando tomar de mim, eu tenho lado definido... Gostaria que todos quisessem dividir a sardinha... Mas se quiserem tomar a minha, vou lutar para não ficar com fome, pode ter certeza...

E o salário ó...


Forte abraço!


segunda-feira, 15 de abril de 2013

A respeito da "Diminuição da Maioridade Penal"

Olá!


Alguns dizem que a maioridade penal deve ser reduzida para 16 anos, ou até menos, e apresentam argumentos claros para essa defesa...

Outros entendem que não deve ser assim e que o Estado deve prover políticas públicas de inclusão, mas acredito que desse discurso as pessoas que pensam mesmo já estão cansadas, pois quanto mais políticas de inclusão, parece que aumenta o problema, o que parece mesmo mostrar que o caminho não seria esse... Não sou contra políticas de inclusão! Elas devem existir, com o devido pensamento de não "fatiar" a sociedade, mas elas não parecem ser a forma de encaminhar a solução contra a criminalidade...

Acredito que diminuir a maioridade penal para 16 anos não vá resolver o problema, da mesma forma que as políticas públicas de inclusão social não estão resolvendo esse problema, ainda que devam existir para outras questões... Mas insisto: a sociedade se "fatiou" sozinha e as políticas de inclusão não podem ampliar a visão desse "fatiamento", mas devem unir a todos numa sociedade igualitária...

Há pouco tempo foi noticiado o caso de um menor com 12 anos que já teria passado pelo "distrito polícial" mais de 10 vezes! E aí: diminuir para 16 anos resolve o caso ou apenas amplia o número dos "condenáveis"?

Como penso?

Penso que o ECA precisa de uma ampla revisão. Esse é o primeiro ponto!

Depois, o Professor precisa ter real autoridade em sala de aula! E os nomes como "reprovação", "aprovação" e afins, se causam tanto problema, que sejam substituidos por outros que permitam a devida ação sem "traumas". Como não tenho essa crise e não penso em outras palavras, uso ainda as mesmas que são normalmente usadas, mas se quiserem, podem mudar! A "prova" não pode ser mecanismo de medo, mas precisa sim servir de parâmetro entre os que estudaram e os que não estudaram! Assim, o conteúdo pode avançar para os que querem estudar novos conteúdos e a revisão será feita de forma adequada para os que não estudaram o conteúdo já passado, dando a esses a chance de ampliar seus conhecimentos, mas sem atrapalhar os que já passaram esse momento do ensino, que devem aprofundar em outros aspectos novos! A "repetência" não deve ser mecanismo de punição, simplesmente, mas a uma nova chance de aprendizado, depois que o tempo de estudo, revisão e reforço foram esgotados, sem o resultado minimamente satisfatório, para que haja uma "promoção". Hoje, o aluno que ainda não sabe a matéria "passa de ano" para não ter problemas psicológicos, mas o que sabe a matéria fica limitado no ensino, pois é preciso que o conteúdo respeite aqueles que não avançaram ainda, e em nome de não criar problemas psicológicos para os "repetentes", criamos problemas de "avanço" nos estudos para os que poderiam ir mais longe e mais rápido no aprendizado... Não é questão de um ser melhor que o outro! Se um dia alguém argumentar isso em cima do meu pensamento, será algo muito triste... É uma questão de momento de aprendizado: se a todos está disponível o desenvolvimento adequado, mas alguns demoram mais, é apenas o tempo do desenvolvimento e isso precisa ser respeitado! Nem todos se casam com a mesma idade, falam com a mesma idade, andam, procriam ou o que mais se quiser pensar! Respeitar o momento do desenvolvimento de cada um é respeitar a sua individualidade e não taxá-lo de "menor" ou "inferior" em relação a outros, pois esses que "avançaram" no conteúdo podem "demorar" em outro e os que ficaram "para trás" podem ainda "ultrapassar" os que foram "mais rápidos" em momento anterior. Apresento como exemplo meu filho: a escola reclamava que ele demorou a falar (o que realmente aconteceu). Isso fazia parecer que ele estava "atrasado" em relação aos outros. No entanto, ele foi o primeiro a aprender a ler na turma dele. Logo, não existe essa questão de "melhor ou pior" no meu pensamento! O que existe, por experiência com meu próprio filho, é a observação que se o tempo de cada um form respeitado, os resultados podem ser alcançados! Deixar o aluno que demorou mais a aprender "um ano a mais" na mesma série é também respeitar a sua individualidade e o seu tempo de desenvolvimento! Acredito que em vez de dizer de "traumas psicológicos" para os que "ficam retidos" (depois de ampla chance de real aprendizado, com reforço, revisão e afins) seja uma interpretação limitada da psicologia! Podemos trabalhar isso de forma diferente, dando conta da individualidade e do tempo de cada um para o devido desenvolvimento! E "passar de ano" alguém que ainda não chegou ao devido momento do desenvolvimento é correr o risco de fazer essa pessoa "estacionar" no desenvolvimento e, com o tempo, "pular etapas" do conhecimento para continuar avançando. É negar o devido aprendizado no seu tempo de desenvolvimento...

Por fim, os crimes deveriam ser tratados como crimes, independente da idade! Isso não quer dizer prender todos, de qualquer idade, nas prisões que existem ou em novas a serem construídas no mesmo modelo que há hoje. É claro que é preciso de medidas diferenciadas para que a pessoa tenha a chance de repensar o que fez, mesmo que o que tenha feito não dê a chance para quem foi atingido de refazer as coisas...

Assim, os crimes até os 18, 16 ou qualquer idade que se entenda como idade para "maioridade penal", devem ser punidos:

- Com a devida observação de cada crime, desde o primeiro! Não dá para punir um ladrão de galinhas como se pune um assassino. As penas devem ser variadas, mas no caso do menor, deve ser com medidas da atual Fundação Casa, quando for a primeira vez. E, independente da idade, a pena deve ser observada de acordo com o delito e, preferencialmente, ter espaços que separem os infratores por "peso" de seus delitos e não juntar todos;

- No caso de novo delito (não apenas reincidência no mesmo crime, mas novo delito), ainda sendo menor, esse infrator deve ser julgado com base no código penal, mesmo que sua prisão seja em prisões ainda diferenciadas. Ainda que se faça muitas prisões, para dividir por idade os presos, para evitar que os "mais velhos" influenciem os "mais novos". Aliás, desde a Fudação Casa isso já deve ser pensado e mesmo no atual modelo! Quanto mais pensando em revisão. Assim, o reincidente (insisto: não apenas o que repete o mesmo delito, mas aquele que comete uma segunda infração, independente de ser igual ou diferente da primeira) deve ser julgado pelo código penal, mesmo que seja "de menor", qualquer que seja a idade entendida para a "maioridade";

- Independente do tempo que demore para cumprir a pena (que deve ter como base o código penal mesmo), o "menor" deve sair já "maior". Mas para esses casos, aquele que foi preso em segundo delito (o primeiro também não fica na "ficha", mas serve para saber que houve um anterior), pode, se os legisladores entenderem melhor, sair com "ficha limpa". Isso seria uma chance dada a essa pessoa de mudar completamente, abandonando as ideias tidas quando mais novo. Mas os seus crimes não podem ser "apagados" do sistema. Apenas não devem mais fazer parte da sua ficha. Quer dizer: se cometer novo delito, será considerado "primário", mas no momento do julgamento, é preciso levar em conta que ele teve a chance de mudar e não mudou! Não para agravar a pena, apenas para deixar claro que não adiantou dar as chances que foram dadas;

- Presos de qualquer idade e em qualquer regime de prisão devem trabalhar e estudar! Mas isso não deve ser usado para "diminuir a pena". Deve ser a chance de desenvolver uma habilidade, ganhar experiência nela, aprofundar conhecimentos com estudos e isso servir como medida de ressocialização, como nova chance de mudar o caminho escolhido. Não pode ser "moeda de troca" para progressão de pena ou diminuição da mesma, mas deve ser encarado como o trabalho da sociedade (e na sociedade, pois trabalhar não garante necessariamente promoção, aumento ou algumas "regalias" que podem acontecer, mas não como resultado imediato de fazer algo, senão como resultado agregado do momento e da capacidade, ou ainda por alguma facilidade, mas esse tipo de atitude não deveria ser reforçada na sociedade), dando ao preso a chance de mudar. E, de preferência, conseguir que o preso já saia da prisão com a garantia de um emprego assegurado, com apoio do Estado e da Sociedade, e não soltar para depois ele procurar alguma coisa;

- Os direitos de alimentação, visitas, cuidados e afins do preso precisam ser observados, mas é preciso saber o limite da realidade que ele está! Não adianta dar muitas coisas para esse preso, pois a vida mesmo não dá muitas coisas e mesmo para aquele que se esforça muito, ainda pode haver limitações. O preso, ao ter muitos direitos, pode se "acostumar" com essa realidade, que não é a realidade da dinâmica da vida! Não é o natural! É preciso ter limites e ensinar isso aos presos. Coloco um exemplo: um preso, que tem família, que matou a pessoa que sustentava uma casa, terá uma "bolsa" para que os seus familiares sejam cuidados, mas como fica a família que perdeu a pessoa que sustentava aquela casa? A realidade que se apresenta, dando o sustento para a família do preso é ilógica e completamente fora da realidade, pois a família que perdeu aquele que sustentava terá que buscar outras formas para resolver o problema! É preciso tratar com igualdade: se a família que perdeu aquele que sustentava terá que "se virar" diante da vida para resolver o problema, a família do preso também deve ser tratada da mesma forma! As duas famílias tiveram o "sustento" tirado, uma por decisão de cometer o crime (e o Estado beneficia esse que tomou a decisão pelo errado ao dar "bolsa" para a família desse preso) e a outra sem a chance de "escolha" (e essa tem que "se virar" para ter novo sustento). Será mesmo que isso ajuda na "ressocialização" de um preso? A facilidade encontrada, mesmo com a limitação da liberdade, é contrária ao que acontece na sociedade! Logo, não ressocializa; antes, cria a expectativa da "facilidade" do cuidado e, quando a vida se apresenta de forma diferente, o caminho  de escolha contra a sociedade se torna mais atrativo, pois mesmo que haja limitação da liberdade, os direitos parecem mais atrativos para o preso do que para o cidadão. E ainda assim, a sociedade quer mudar esse padrão muitas vezes...

Sei que isso não seria a solução de todos os problemas, mas me parece uma opinião que aproxima mais o atual problema da questão do "de menor" e o crime. Apenas diminuir a idade para responder pelo crime, ainda não resolve o caso, apenas amplia a lista dos "condenáveis". Tratar os menores infratores com diferenciação perante a lei seria dar a eles a chance de mudar, depois da devida punição! E dar aos presos, quaisquer que sejam, a chance de estudar e trabalhar, dando ainda a chance da recolocação (ou colocação) profissional antes de sair da prisão, seria mais uma forma de mostrar que o Estado e a Sociedade querem a mudança desse preso! Aliado ao fato de respeitar o limite de cada um no processo de aprendizado, não usando como punição uma "reprovação", mas como uma nova chance de aprendizado dentro do seu tempo de desenvolvimento, podemos dar um passo muito importante na melhora das relações sociais. Sei que os problemas não se resolvem e que, pode ser, com o tempo, mesmo que isso que apresento tenha resultados satisfatórios, até essa solução não seja tida como a ideal, por necessidade de ajustes ou mudança completa. Mas o que sei é que o que existe hoje é apenas discurso do ideal. É preciso tentar mudanças. Como está, não dá mais para ficar...

Forte abraço!