segunda-feira, 15 de abril de 2013

A respeito da "Diminuição da Maioridade Penal"

Olá!


Alguns dizem que a maioridade penal deve ser reduzida para 16 anos, ou até menos, e apresentam argumentos claros para essa defesa...

Outros entendem que não deve ser assim e que o Estado deve prover políticas públicas de inclusão, mas acredito que desse discurso as pessoas que pensam mesmo já estão cansadas, pois quanto mais políticas de inclusão, parece que aumenta o problema, o que parece mesmo mostrar que o caminho não seria esse... Não sou contra políticas de inclusão! Elas devem existir, com o devido pensamento de não "fatiar" a sociedade, mas elas não parecem ser a forma de encaminhar a solução contra a criminalidade...

Acredito que diminuir a maioridade penal para 16 anos não vá resolver o problema, da mesma forma que as políticas públicas de inclusão social não estão resolvendo esse problema, ainda que devam existir para outras questões... Mas insisto: a sociedade se "fatiou" sozinha e as políticas de inclusão não podem ampliar a visão desse "fatiamento", mas devem unir a todos numa sociedade igualitária...

Há pouco tempo foi noticiado o caso de um menor com 12 anos que já teria passado pelo "distrito polícial" mais de 10 vezes! E aí: diminuir para 16 anos resolve o caso ou apenas amplia o número dos "condenáveis"?

Como penso?

Penso que o ECA precisa de uma ampla revisão. Esse é o primeiro ponto!

Depois, o Professor precisa ter real autoridade em sala de aula! E os nomes como "reprovação", "aprovação" e afins, se causam tanto problema, que sejam substituidos por outros que permitam a devida ação sem "traumas". Como não tenho essa crise e não penso em outras palavras, uso ainda as mesmas que são normalmente usadas, mas se quiserem, podem mudar! A "prova" não pode ser mecanismo de medo, mas precisa sim servir de parâmetro entre os que estudaram e os que não estudaram! Assim, o conteúdo pode avançar para os que querem estudar novos conteúdos e a revisão será feita de forma adequada para os que não estudaram o conteúdo já passado, dando a esses a chance de ampliar seus conhecimentos, mas sem atrapalhar os que já passaram esse momento do ensino, que devem aprofundar em outros aspectos novos! A "repetência" não deve ser mecanismo de punição, simplesmente, mas a uma nova chance de aprendizado, depois que o tempo de estudo, revisão e reforço foram esgotados, sem o resultado minimamente satisfatório, para que haja uma "promoção". Hoje, o aluno que ainda não sabe a matéria "passa de ano" para não ter problemas psicológicos, mas o que sabe a matéria fica limitado no ensino, pois é preciso que o conteúdo respeite aqueles que não avançaram ainda, e em nome de não criar problemas psicológicos para os "repetentes", criamos problemas de "avanço" nos estudos para os que poderiam ir mais longe e mais rápido no aprendizado... Não é questão de um ser melhor que o outro! Se um dia alguém argumentar isso em cima do meu pensamento, será algo muito triste... É uma questão de momento de aprendizado: se a todos está disponível o desenvolvimento adequado, mas alguns demoram mais, é apenas o tempo do desenvolvimento e isso precisa ser respeitado! Nem todos se casam com a mesma idade, falam com a mesma idade, andam, procriam ou o que mais se quiser pensar! Respeitar o momento do desenvolvimento de cada um é respeitar a sua individualidade e não taxá-lo de "menor" ou "inferior" em relação a outros, pois esses que "avançaram" no conteúdo podem "demorar" em outro e os que ficaram "para trás" podem ainda "ultrapassar" os que foram "mais rápidos" em momento anterior. Apresento como exemplo meu filho: a escola reclamava que ele demorou a falar (o que realmente aconteceu). Isso fazia parecer que ele estava "atrasado" em relação aos outros. No entanto, ele foi o primeiro a aprender a ler na turma dele. Logo, não existe essa questão de "melhor ou pior" no meu pensamento! O que existe, por experiência com meu próprio filho, é a observação que se o tempo de cada um form respeitado, os resultados podem ser alcançados! Deixar o aluno que demorou mais a aprender "um ano a mais" na mesma série é também respeitar a sua individualidade e o seu tempo de desenvolvimento! Acredito que em vez de dizer de "traumas psicológicos" para os que "ficam retidos" (depois de ampla chance de real aprendizado, com reforço, revisão e afins) seja uma interpretação limitada da psicologia! Podemos trabalhar isso de forma diferente, dando conta da individualidade e do tempo de cada um para o devido desenvolvimento! E "passar de ano" alguém que ainda não chegou ao devido momento do desenvolvimento é correr o risco de fazer essa pessoa "estacionar" no desenvolvimento e, com o tempo, "pular etapas" do conhecimento para continuar avançando. É negar o devido aprendizado no seu tempo de desenvolvimento...

Por fim, os crimes deveriam ser tratados como crimes, independente da idade! Isso não quer dizer prender todos, de qualquer idade, nas prisões que existem ou em novas a serem construídas no mesmo modelo que há hoje. É claro que é preciso de medidas diferenciadas para que a pessoa tenha a chance de repensar o que fez, mesmo que o que tenha feito não dê a chance para quem foi atingido de refazer as coisas...

Assim, os crimes até os 18, 16 ou qualquer idade que se entenda como idade para "maioridade penal", devem ser punidos:

- Com a devida observação de cada crime, desde o primeiro! Não dá para punir um ladrão de galinhas como se pune um assassino. As penas devem ser variadas, mas no caso do menor, deve ser com medidas da atual Fundação Casa, quando for a primeira vez. E, independente da idade, a pena deve ser observada de acordo com o delito e, preferencialmente, ter espaços que separem os infratores por "peso" de seus delitos e não juntar todos;

- No caso de novo delito (não apenas reincidência no mesmo crime, mas novo delito), ainda sendo menor, esse infrator deve ser julgado com base no código penal, mesmo que sua prisão seja em prisões ainda diferenciadas. Ainda que se faça muitas prisões, para dividir por idade os presos, para evitar que os "mais velhos" influenciem os "mais novos". Aliás, desde a Fudação Casa isso já deve ser pensado e mesmo no atual modelo! Quanto mais pensando em revisão. Assim, o reincidente (insisto: não apenas o que repete o mesmo delito, mas aquele que comete uma segunda infração, independente de ser igual ou diferente da primeira) deve ser julgado pelo código penal, mesmo que seja "de menor", qualquer que seja a idade entendida para a "maioridade";

- Independente do tempo que demore para cumprir a pena (que deve ter como base o código penal mesmo), o "menor" deve sair já "maior". Mas para esses casos, aquele que foi preso em segundo delito (o primeiro também não fica na "ficha", mas serve para saber que houve um anterior), pode, se os legisladores entenderem melhor, sair com "ficha limpa". Isso seria uma chance dada a essa pessoa de mudar completamente, abandonando as ideias tidas quando mais novo. Mas os seus crimes não podem ser "apagados" do sistema. Apenas não devem mais fazer parte da sua ficha. Quer dizer: se cometer novo delito, será considerado "primário", mas no momento do julgamento, é preciso levar em conta que ele teve a chance de mudar e não mudou! Não para agravar a pena, apenas para deixar claro que não adiantou dar as chances que foram dadas;

- Presos de qualquer idade e em qualquer regime de prisão devem trabalhar e estudar! Mas isso não deve ser usado para "diminuir a pena". Deve ser a chance de desenvolver uma habilidade, ganhar experiência nela, aprofundar conhecimentos com estudos e isso servir como medida de ressocialização, como nova chance de mudar o caminho escolhido. Não pode ser "moeda de troca" para progressão de pena ou diminuição da mesma, mas deve ser encarado como o trabalho da sociedade (e na sociedade, pois trabalhar não garante necessariamente promoção, aumento ou algumas "regalias" que podem acontecer, mas não como resultado imediato de fazer algo, senão como resultado agregado do momento e da capacidade, ou ainda por alguma facilidade, mas esse tipo de atitude não deveria ser reforçada na sociedade), dando ao preso a chance de mudar. E, de preferência, conseguir que o preso já saia da prisão com a garantia de um emprego assegurado, com apoio do Estado e da Sociedade, e não soltar para depois ele procurar alguma coisa;

- Os direitos de alimentação, visitas, cuidados e afins do preso precisam ser observados, mas é preciso saber o limite da realidade que ele está! Não adianta dar muitas coisas para esse preso, pois a vida mesmo não dá muitas coisas e mesmo para aquele que se esforça muito, ainda pode haver limitações. O preso, ao ter muitos direitos, pode se "acostumar" com essa realidade, que não é a realidade da dinâmica da vida! Não é o natural! É preciso ter limites e ensinar isso aos presos. Coloco um exemplo: um preso, que tem família, que matou a pessoa que sustentava uma casa, terá uma "bolsa" para que os seus familiares sejam cuidados, mas como fica a família que perdeu a pessoa que sustentava aquela casa? A realidade que se apresenta, dando o sustento para a família do preso é ilógica e completamente fora da realidade, pois a família que perdeu aquele que sustentava terá que buscar outras formas para resolver o problema! É preciso tratar com igualdade: se a família que perdeu aquele que sustentava terá que "se virar" diante da vida para resolver o problema, a família do preso também deve ser tratada da mesma forma! As duas famílias tiveram o "sustento" tirado, uma por decisão de cometer o crime (e o Estado beneficia esse que tomou a decisão pelo errado ao dar "bolsa" para a família desse preso) e a outra sem a chance de "escolha" (e essa tem que "se virar" para ter novo sustento). Será mesmo que isso ajuda na "ressocialização" de um preso? A facilidade encontrada, mesmo com a limitação da liberdade, é contrária ao que acontece na sociedade! Logo, não ressocializa; antes, cria a expectativa da "facilidade" do cuidado e, quando a vida se apresenta de forma diferente, o caminho  de escolha contra a sociedade se torna mais atrativo, pois mesmo que haja limitação da liberdade, os direitos parecem mais atrativos para o preso do que para o cidadão. E ainda assim, a sociedade quer mudar esse padrão muitas vezes...

Sei que isso não seria a solução de todos os problemas, mas me parece uma opinião que aproxima mais o atual problema da questão do "de menor" e o crime. Apenas diminuir a idade para responder pelo crime, ainda não resolve o caso, apenas amplia a lista dos "condenáveis". Tratar os menores infratores com diferenciação perante a lei seria dar a eles a chance de mudar, depois da devida punição! E dar aos presos, quaisquer que sejam, a chance de estudar e trabalhar, dando ainda a chance da recolocação (ou colocação) profissional antes de sair da prisão, seria mais uma forma de mostrar que o Estado e a Sociedade querem a mudança desse preso! Aliado ao fato de respeitar o limite de cada um no processo de aprendizado, não usando como punição uma "reprovação", mas como uma nova chance de aprendizado dentro do seu tempo de desenvolvimento, podemos dar um passo muito importante na melhora das relações sociais. Sei que os problemas não se resolvem e que, pode ser, com o tempo, mesmo que isso que apresento tenha resultados satisfatórios, até essa solução não seja tida como a ideal, por necessidade de ajustes ou mudança completa. Mas o que sei é que o que existe hoje é apenas discurso do ideal. É preciso tentar mudanças. Como está, não dá mais para ficar...

Forte abraço!


sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

Fatalidade anunciada!


Olá!

Uma tristeza invade meu coração paterno ao escrever estas linhas. Meu filho ainda não tem 14 anos, mas tento imaginar a dor da família que perdeu um filho, neto, sobrinho..., em Oruro, no jogo entre San José e Corinthians...

Falar em fatalidade é um absurdo! Mas não podemos imaginar que tenha sido premeditado, a não ser que se prove isso...

Então, eu fico com a "Fatalidade Anunciada".

Não é fato que o sinalizador pode causar esse problema todas as vezes, pois se fosse, mais gente teria morrido no mesmo jogo, nas mesmas arquibancadas, pois muitos torcedores DAS DUAS EQUIPES estavam com esse material.

Mas é fato que isso pode acontecer, tanto que aconteceu. Não acontece em 100% dos casos, mas quando acontece, é triste demais... Não vale o risco e a beleza, ainda que se chegue a conclusão que o percentual de chance de acontecer é baixo. Não vale o risco!

Agora, o que a CONMEBOL deve punir é o USO desse artefato, caso seja proibida a utilização.

Assim, deve verificar em todos os jogos até agora realizados e nos próximos onde esse tipo de material foi usado e punir todos que usaram! Se é mesmo proibido, a simples utilização, mesmo sem qualquer outro desdobramento, deve ser punida!

E a morte, deve ser punida pela justiça. O fato da morte não pode ser a causa da CONMEBOL punir qualquer time, qualquer um mesmo (inclusive o Palmeiras - cito este apenas por ser corinthiano e não vou abrir mão da rivalidade). A morte deve ser investigada e punida por via judicial!

Dessa forma, se o uso desse tipo de artefato é proibido pela COMEBOL, então todos os torcedores que usaram, com ou sem outros desdobramentos, correram o risco de uma tragédia e infringiram a regra! E aí, todos devem ser punidos, qualquer que seja o time...

É o que penso... A morte é coisa para a justiça. O uso de algo proibido deve passar por punição mesmo que não cause problemas. Não é assim com a lei seca? Mesmo sem causar um acidente, a pessoa que é flagrada pelo "etilômetro" não tem que ser punida? E quando acontece algo mais grave, aí tem outros desdobramentos? Ou quando passa do limite de velocidade na via (que não é apenas para a frente do radar, como alguns fazem), mesmo sem acidente, não tem multa? E se tiver um "acidente" (para mim, acidente é apenas quando se respeita todas as regras e ainda assim algo acontece; se fez algo fora da regra, assumiu o risco!) e comprove que estava acima do limite de velocidade, acontece o agravante? Pois então... o uso do sinalizador deve ser punido mesmo que não cause uma tragédia qualquer, caso seja proibido, o simples uso já deve ser punido! E a tragédia é o agravante que leva para outro desdobramento o caso...

Espero que encontrem quem fez isso... mesmo que não houvesse "intenção", ele assumiu o risco... mesmo que não mate ninguém, dirigir sob efeito de álcool ou desrespeitando as leis de trânsito é assumir o risco... com vítima, amplia o caso... mas o simples desrespeito a regra pode e deve ser punido, mesmo sem algo mais grave! E quando algo mais grave acontece, que seja desdobrado da forma que a lei permite e encaminha...

Forte abraço!


sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

Imagina na Copa...


Olá!

Faz alguns que quero escrever por aqui sobre esse assunto específico, mas o tal do tempo... Sei que há tempo para todas as coisas e tem sido assim, tanto que, mesmo demorando, cá estou eu...

No sábado, dia 08/12/2012, eu passei de carro pela região do Ibirapuera. No Ginásio, estava acontecendo um evento de tênis. Eu, inclusive, assisti pela TV (SPORTV e BAND) alguns lances de alguns jogos. Principalmente o do brasileiro Thomaz Bellucci contra o suíço Roger Federer. Engraçado... o nome do suíço eu escrevi sem dúvidas, mas o do brasileiro, eu errei e só corrigi depois de pesquisar no Google...

Bom, vamos em frente...

O tênis não é um esporte com tanta visibilidade em nosso país como o futebol. Nem houve uma propaganda mundial para esse evento e apenas quem realmente gosta é que sabia que aconteceria algo por ali. E dificilmente muitas pessoas de vários países do mundo viajaram para assistir a esse evento...

No entanto, o trânsito que peguei ali naquela região por conta desse evento foi assustador!

E aí, eu vejo a propaganda de uma cerveja chamando de pessimista aqueles que acham que teremos problemas na Copa do Mundo de Futebol.

Se for para levar em conta a experiência que passei com um evento sem tanta divulgação e sem tantas pessoas do mundo vindo para assistir e participar, sem contar que não é um esporte tão "famoso" no Brasil como é o futebol, acho que o pessimismo está dando lugar a uma triste realidade.

Afinal, quando se fala de Copa do Mundo, a crise é entregar estádios. Mas para a realização desse evento, além dos estádios, precisamos de vias de acesso com o devido cuidado no que diz respeito ao trânsito, hotéis, hospitais, transporte público eficiente e com qualidade... e por aí vai...

E a propaganda da cerveja mostra que no meio do engarrafamento, as pessoas se divertem bebendo, fazendo um baita carnaval, com fantasias, alegria e  muita diversão. Não sei se um gringo que venha para o Brasil para assistir a um jogo da Copa do Mundo de Futebol vai realmente ficar feliz de se contentar com uma festa na rua, interditada, impossibilitanto a chegada no estádio. Paga para ver o jogo e fica no carnaval... Acho que o gringo vai reclamar. Se ele quisesse carnaval, teria vindo para o carnaval. Ele vai querer chegar no estádio...

Eu realmente espero que ainda dê tempo de melhorar as ruas, avenidas, acertar nosso trânsito. Não posso falar por outras sedes, mas São Paulo vai travar, mesmo com férias nas escolas e onde mais se queira dar férias, se não for feito algo mais até a realização da Copa! E eu não pretendo receber estranhos em minha casa... espero que os hotéis sejam reformados e ampliados, e novos sejam construídos com tempo de abrigar os visitantes que teremos na Copa...

Pelo exemplo que tive com um evento com menor quantidade de divulgação, de público fiel e cativo, e ainda com muito menos pessoas envolvidas (pois não acredito que as pessoas tenham viajado para vir para o Brasil para aquele evento de tênis, que era apenas um torneio apresentação, não valia pontos para nada), tenho receio que não teremos como cuidar do trânsito adequadamente para a Copa do Mundo de Futebol. Não é pessimismo, mas preocupação. Espero que haja uma mudança de pensamento e que tenhamos mesmo a chance de fazer algo minimamente adequado. Entendo que ainda se faz necessário pensar em obras! Mas se essas não acontecerem, é preciso ter um plano para que o evento seja realizado! Só férias escolares, em São Paulo, não resolverá o problema do trânsito... Se num sábado, para ir a um evento sem apelo mundial, sem valer título ou qualquer ponto, apenas uma apresentação, já foi difícil, imagina na Copa...

Empresa de cerveja: qual será a solução para que as pessoas possam ir para o Estádio em vez de ficarem no trânsito, "festejando"? Os "pessimistas" esperam que as pessoas cheguem no Estádio e não que as nossas avenidas sejam grandes comemorações de Carnaval, sem conseguir chegar no Estádio. Se é que se alguém não conseguir chegar no Estádio vai mesmo querer fazer aquele carnaval da propaganda...

Sei que será especial! Mas tenho receio que tenha que ter muitos problemas para que possamos admitir que podia ter sido melhor. Sempre se acha que dá para ser melhor, depois do evento. Só espero que achemos que dava para ser melhor não no trânsito e acomodações...


Forte abraço!


sexta-feira, 30 de novembro de 2012

A Copa vai dar certo...

Olá! Que Papai do Céu continue abençoando!

Não estou falando de um cômodo de muitas casas... Falo mesmo da Copa do Mundo Fifa que acontece em 2014 no Brasil... ou no Brazil... não sei bem onde será...


Então... o senhor Felipão trocaria qualquer título pelo que ele viveu em Portugal nos seis anos que lá esteve?

Devia ter feito a ressalva de que não o Mundial com o Brasil, pois esse foi o título que fez ele "sentar na fama" e permitiu viver o que teve em Portugal e voltar agora para a Seleção Brasileira... Quem sabe trocar o título do Palmeiras, na Libertadores... ou na Copa do Brasil... com o Palmeiras ou com o Criciúma... ou outro...

Se der errado, não digam que foi culpa do anterior! Diferente de um clube, na Seleção ele pode mudar todas as peças na hora que ele quiser e começar do zero com a temporada em andamento! Ninguém tem contrato. Pode convocar quem quiser. E o tempo de preparação é relativo nessa conta, pois um encontro a cada 2 meses e ainda podendo ter jogadores diferentes para os devidos testes, quer dizer que só se prepara próximo ao evento mesmo, próximo a um campeonato, quando os jogadores se encontram em meio de temporada no Brasil e a maioria que joga fora, no fim da temporada, cansados, e aí ficam um tempinho a mais juntos... Só lá será realmente feita a devida preparação, porque antes é apenas um treino para um jogo e fim de papo...

Vai ver que a culpa vai ser do Tatu-Bola, que recebeu o nome que seria a união de parte das palavras Futebol (fu) e Ecologia (eco) - tem um "l" sobrando, acho... O chato é que se você fizer uma pesquisa no Google e acontecer o mesmo que aconteceu por aqui, logo no primeiro resultado encontramos uma definição para essa palavra... E quando o pessoal descobrir o que é, essa palavra será palavra proibida nos meios de comunicação, pois é o apelido para algo que eles não falam no ar... sempre tem um "piiiii"...

Se inventaram isso depois, para tentar desmoralizar essa escolha, eu não sei... mas que ela foi definitivamente ridícula, isso foi... e pelo que sei, era a menos pior dentre as possibilidades...

A Bola vai ter um nome que lembra Brasil com "z"... Brazuca... em vez de colocar outro nome (como Gorduchinha, homenagiando Osmar Santos, ou outro nome qualquer, mas escolheram esse que lembra Brasil com "z")... Quem sabe seja uma homenagem ao Roberto Carlos, que canta isso em uma de suas músicas... Mas acho que ele colocou esse "Brasuca" com "s"... sei lá... Podiam ao menos ter colocado o Brasuca com "s"... Aliás, deve mesmo ser com "s" a forma correta dessa palavra, por ser uma forma de denominar brasileiros por onde passam (como "Portuga" para Português, por exemplo)... Então... Brasuca!!! Não é mesmo, Professor Pasquale Cirpo Neto?!? Leia sobre isso clicando aqui.

Essa Copa tem tudo pra dar certo... pra quem eu não sei, mas vai dar certo...

Quem sabe depois da Copa o "Brazil" conheça o "Brasil"... Ou o "Brasil" se assuma de vez como "Brazil"...


Forte abraço!


quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Joelmir Beting...

Olá! Que Papai do Céu continue abençoando!

Pois é... Joelmir Beting se foi...

Como era agradável ouvir seus comentários... Era especial quando cabia a ele a responsabilidade de ler (acho que era leitura no caso) a posição do Grupo Bandeirantes sobre alguma coisa...

Sagaz... Perspicaz... Inteligente... Simples em seu linguajar...

O noticiário será mais complicado de entender... Espero que outros possam, como ele, facilitar o entendimento para todos nós das coisas... Ele era mestre em fazer um "leão, miar"... Facilitava mesmo o entendimento...

Era ótimo ouvir seus comentários sobre política... economia... futebol... sobre os assuntos que ele se dispunha a falar... sempre era especial...

Fica aqui uma pequena homenagem de alguém que admirava seu trabalho...

Muito obrigado...


Forte abraço!

O Mano foi demitido... e o Felipão vem aí...

Olá! Que Papai do Céu continue abençoando!


Pois é... Eu escrevi quando o Mano assumiu que mesmo que ele ganhasse todos os jogos até a final da Copa do Mundo, mas perdesse nesse último jogo, com um gol que ficasse batendo e rebatendo até entrar, ainda assim ele seria chamado do burro... Quer ler o que escrevi? Clique aqui...

Mas caiu antes... perdeu outros jogos... Se o Dunga que tinha um aproveitamento muito melhor que o do Mano não resistiu, imagina o que poderia acontecer com o Mano...

E agora vem o Felipão por aí... Pelo menos, até escrever em 29/11/2012 era essa a notícia mais provável... e se não for ele, vão dizer que a CBF errou... mas sendo ele ou não, o que escrevo abaixo se mantém...

Coisas que espero:

1 - que dê certo e o Felipão consiga ser campeão. Porque no Brasil nada vale se não for o primeiro... eu consigo ver além disso, muitos conseguem, mas parece que a imensa maioria, ao menos a que faz barulho mesmo, não aceita nada menos que o primeiro lugar...

2 - que quem hoje elogia a mudança, caso não dê resultado, em vez de mudar de lado e começar a criticar ou chamar de burro, que assuma que avaliou errado o momento...

3 - que não fique dizendo, se algo não der certo, que a culpa foi do anterior, porque agora inicia um novo trabalho. Quase sempre, nos clubes, quando muda o técnico, os jogadores querem mostrar que podem jogar, até os considerados reservas se empenham mais, então os jogadores que forem convocados deverão refletir o novo técnico e não o anterior! E a torcida espera resultados para logo, pois se em 2 ou 3 jogos não dá certo, já começa a pedir por mudanças! Logo, se der certo, aplausos para o atual... se der errado, que se fale do atual, pois houve a mudança que muitos queriam...

Assim espero... eu torço para que dê certo e até o fim vou dizer isso... Mas acho que não dará resultado... Mesmo que dê resultado, eu continuarei dizendo que eu achava que não daria... e se não der, não vou chamar o Felipão ou o Marin de burro, porque acho que ninguém merece essa "honra" por conta de um jogo de futebol...

terça-feira, 27 de novembro de 2012

Paixões ou Realidade?


Olá! Que Papai do Céu continue abençoando!

Gostaria de comentar o que penso sobre muito do que tenho lido e ouvido sobre o Estádio do Corinthians e sobre o recente patrocínio da Caixa Econômica Federal na camisa.

Primeiro, sobre o Estádio:

Muitos falam sobre o aporte de dinheiro público na construção. E muita gente repete isso como que num verdadeiro mantra, muitos sem nem pensar no assunto. Como os governos estão interessados na obra, e estão anunciando incentivos fiscais, muitos entendem que isso seria o investimento de dinheiro público na construção.

Uma coisa é tirar dinheiro arrecadado para investir na construção. Isso seria o uso de dinheiro público na obra. E se isso aconteceu ou acontecer, que seja denunciado com as devidas provas! Não quero que um centavo do meu imposto recolhido seja investido numa obra dessas! Nem mesmo para beneficiar o time para o qual eu torço...

Outra coisa é ceder um terreno que não tinha nada construído, sem desapropriar nada, sem gastar um centavo, aliás, deixar de gastar com a manutenção de um terreno que não estava sendo usado e não tinha interesse de ser utilizado pela Prefeitura ou quem quer que seja. Alguns podem dizer que o terreno deveria ser usado para construir uma escola ou um hospital e, sinceramente, eu concordo! Mas o poder público não tinha interesse de fazer isso naquela região, infelizmente, porque não parecia render algo politicamente falando, não haveria quem se interessaria em cuidar das pessoas naquela região do terreno, sem os devidos holofotes e toda a atenção que podem ter em outros lugares. Aquele terreno ia continuar sem uso e se a Prefeitura seguisse como dona, teria ainda que gastar com manutenção, limpeza, cuidado para evitar invasões e tudo mais. Ceder aquele terreno em vez de ser algo que trouxe prejuízo aos Cofres Públicos, na verdade trouxe lucro!

Outra coisa ainda é dar incentivos fiscais para que empresas se estabeleçam na região. Sem o Estádio, o incentivo fiscal poderia ser de 100% por 100 anos e ainda assim corria o risco de nenhuma empresa querer se estabelecer naquela região. Com o Estádio, se o incentivo for por 30 anos, ou um valor fixo para descontar ao longo dos anos, por ter algo que chama a atenção, o tal Estádio, alguns empresários se interessam em construir ali. Sem o Estádio, mesmo que o incentivo fosse maior, não iriam querer e nunca haveria arrecadação, mesmo que no futuro. Com o Estádio, vão construir e logo haverá arrecadação!

E acho que você entendeu o que escrevi, mas vale a pena citar especificamente: o incentivo não é para a construção do Estádio, mas para os empresários que se instalarem ao redor desse estádio, gerando impostos, empregos e mais visibilidade política, garantindo que outras coisas possam ir para aquele espaço por perto.

Isso quer dizer: não saiu um centavo de dinheiro público nesses incentivos! E sem outras construções e empresas, não ia entrar um centavo, mas o governo deu o tal incentivo para que pudesse, em pouco tempo, ter alguma arrecadação. Negociou um valor que nem ia entrar se não fosse essa construção para ter algum lucro com ela! Dando um exemplo: não ia ter uma padaria na esquina, não ia ter arrecadação de imposto, emprego, entre outras coisas. Agora, sem tirar um centavo do cofre, abre a possibilidade de entrar algum ainda e gerar emprego! Negociou-se algo que não ia ter por algo que agora vai ter nos cofres públicos!

Se fosse para ter a padaria na esquina de qualquer forma, aí o governo nem daria incentivo! Mas como não ia ter, faz uma negociação para chamar a atenção e melhor a infraestrutura do local, permitindo que haja arrecadação em breve!

Aí, com o estádio e a padaria, vai ter um estacionamento... vai ter interesse em ter uma escola, porque algumas pessoas devem morar mais perto do estádio. Agora haverá holofotes e algo para chamar a atenção de quem resolva trabalhar por lá, politicamente falando. Logo, terá um hospital. Casas pagando o IPTU que talvez demorassem a ser construídas, serão construídas logo! Mais imposto e não o contrário (tirar dinheiro). O estacionamento vai pagar imposto, gerar emprego... e por aí vai...

Se houver mesmo dinheiro público saído das contas do governo, que se apresente provas, denuncie e pare com a obra! Mas da forma como está, o governo está investindo algo que nem ia ter para ter logo um valor em caixa. Entre não ter nada de 100 possíveis e ter 70 de 100 possíveis, é melhor ter 70 de 100 possíveis. A conta não é 100 de 100 possíveis contra 70 de 100 possíveis. É 0 (ZERO) de 100 possíveis e 70 de 100 possíveis! Sem contar que, com o tempo, com mais ônibus, melhoria no metrô e trem, nos acessos por ruas e avenidas, com mais estacionamentos, padarias, escola, hospital, lojas, mercados e afins, o que era 100 possível pode mudar para 1000 ou muito mais! O governo investiu o que não ia receber para logo receber alguma coisa. Não tirou dinheiro da conta do banco e ainda abriu a chance real de aumentar a arrecadação...

Essa é a verdadeira conta... e se houver dinheiro público mesmo sendo investido na obra, na construção do estádio, que se denuncie com provas e pare com isso...

Sobre o patrocínio da Caixa Econômica Federal na camisa do Corinthians:

É claro que tem a piada de que temos que observar bem o caso do Excel ou do Panamericano que já patrocinaram o Corinthians e pedir reservas e garantias sobre o Fundo de Garantia... mas isso é apenas piada...

Falando sério:

Falam que um banco estatal, com dinheiro público, não poderia fazer esse tipo de investimento... Que deveria investir em obras, creches, hospitais...

Primeiro: O banco, como qualquer outro, vai fazer propaganda. E esse patrocínio na camisa é propaganda. Não seria, mesmo que não fosse para a camisa do Corinthians, para outras obras. Iria para as televisões, rádios, internet, revistas, jornais e qualquer outro veículo que fizesse propaganda! O valor para outras obras é separado desse valor do investimento. A questão não é se deveria investir nesse patrocínio ou em outras obras. A questão é onde deveria ser investido esse dinheiro em propaganda, porque esse seria mesmo o destino desse valor.

Segundo: O Corinthians vai fazer obras, como creche, por exemplo, como parte do acordo, pelo que sei. Então, mesmo que pudesse investir como quisesse, ainda assim o Corinthians vai investir em algo que não seria o que a Caixa investiria esse valor. Nem parte desse valor, que iria todo para propaganda. Com o investimento no Corinthians, uma parte desse valor vai para obras que se diz que a Caixa deveria fazer direto, mas não faria. Com esse investimento, então, se garante que uma parte desse valor seja usado como muitos dizem que deveria ser feito e não seria se ficasse só com a Caixa!

Terceiro: A Petrobrás patrocinou por muito tempo o Flamengo... e não havia toda essa reclamação... Ainda patrocina a Fórmula 1! E não há esse tipo de reclamação. A Caixa mesmo patrocina outros clubes de futebol... e não há essa reclamação... Depois o Corinthias solta a frase "contra tudo e contra todos" e há quem ache arrogante...

Muitos dos que falaram originalmente as bobagens que muitos compram e repetem, sabem de tudo o que escrevi aqui, mas querem é ver o circo pegar fogo com o povão que não pensa e apenas repete o que é falado, achando que é muito culto e que está se preocupando com o investimento certo... Pense e não aceite tudo o que dizem... não aceite tudo o que escrevo aqui! Pense por si também! E se houver qualquer discordância, apresente. Mas não apenas só dizendo que há dinheiro público ou que deveria ser investido em outra coisa ou que é suspeito... Diga de onde esse dinheiro público saiu e onde entrou, porque pelo que escrevi, não saiu, antes vai entrar! E onde a Caixa iria investir em propaganda, porque esse valor era para isso apenas... Faça como eu: apresente os argumentos do porquê você entende que tem dinheiro público na obra ou porque a Caixa não deveria investir no Corinthians para divulgar o Banco... não apenas que é assim... diga porque, onde e como é assim... Porque eu escrevi argumentando e não apenas dizendo que não é...